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segunda-feira, 21 de abril de 2014
"Loverly": Julie Andrews e seu ar contemplativo como Eliza...
Desde a versão de George Cukor de „My fair Lady“ (Warner, 1964), com Audrey Hepburn, o primeiro número de Eliza (“Wouldn’t it be loverly?”) vem-se transformando erroneamente num número “feliz”, cheio de sorrisos, risadas, felicidade... mas não foi isso o que Alan Jay Lerner, Frederick Loewe e Moss Hart „visualizaram“ para Eliza...
Muito pelo contrário.
Na versão original ela canta „o que poderia ser” de um ponto de vista mais meditativo, contemplativo…
Esta sempre foi MINHA teoria – infelizmente não era nascido quando o original foi feito na Broadway na estação teatral de 1955/56 e por este motivo não tinha como provar minhas suposições...
Mas não é que a vida me proporciona certas felicidades????
Encontrei um video de Julie (Andrews) num programa de televisão de Ed Sullivan de 1960.
Maravilhosa descoberta: Julie já estava em «Camelot» ao lado de Richard Burton mas para este programa recria esta cena que tinha feito até o ano anterior (já em Londres, depois da Broadway) com a coreografia original…
...e notem, o “ar” contemplativo, meditativo…´nada de falsas felicidades e afetações. Uma "flower girl" sonhando com um mundo melhor. Só isso!
“Loverly”. Eu tinha razão!
E tudo isto adicionado à simplicidade da coreografia, da cenografia e do "staging": AMO!
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
REMEMBERING: Look for the silver Lining - acordes de esperança?
Existe em Alemão uma expressão que é “Not macht erfinderisch” (A emergencia provoca a criatividade). Gosto disso… desde os “Old-Timers” que ainda são conduzidos pelas ruas de Cuba ao “jeitinho” brasileiro que é de uma criatividade impressionante… Mas não usamos dizer em portugues “emergencia criativa”?
Adoro uma canção de Jerome Kern que sobrevive a difícil prova que o tempo sempre coloca em qualquer obra de arte: “Look for the silver lining”. Ela foi composta em 1919 para um musical que foi um fracasso, chamado “Zip, Goes a Million”.
Só publicada no ano seguinte ela foi reusada num musical de Ziegfeld feito especialmente para Marilyn Miller, “Sally”, que a transformou num popular sucesso!
Talvez por falar de sonhos, fantasias… ou esperanças... talvez... Tento explicar: "silver lining" (na realidade o "forro" prateado) é uma expressão idiomática que significa tanto quanto "um sinal de esperança numa situação difícil, ameaçadora".
Como por exemplo em Every Cloud has a silver lining... Uma versão mais antiga de "Always look on the bright side of life!"
Usada em vários filmes ela deu o nome para um veículo de June Harver na 20th Century Fox em 1949; uma biografia da própria Marilyn Miller, estrela de grande magnitude de Florenz Ziegfeld: „Look for the silver Lining“.
Chat Baker transformou-a num número de Jazz em 1954 e, notávelmente, esta melodia é usada até hoje, como no caso da famosa série da atualidade “Downton Abbey” na qual foi cantada pelos personagens Lady Mary e Matthew Crawley. Infelizmente e por azar a cena se passou no Natal de 1918, ou seja, um ano antes de ter sido composta por Kern…
Talvez sua interpretação mais conhecida seja de Judy Garland, no palco, em “Till the clouds roll by”, biografia bem “livre e criativa” de Kern.
Neste filme ela também aparece como Marilyn Miller e canta não só “Silver Lining” como também a eterna “Who?”.
Judy insistiu na época que seus numeros fossem dirigidos por seu então marido, Vincente Minnelli. A producão se atrazou um pouco e quando chegou finalmente a hora de se filmar “Silver Lining” a barriguinha de uma grávida Judy já estava mais protuberante do que poderia ser aceito pela MGM (Liza estava a caminho!).
Genialmente Minnelli mudou todo o conceito do número e o baseou 100% na atuação de Marilyn Miller dos anos 20. Estando atrás de uma pia cheia de pratos empilhados Judy não estaria totalmente exposta às cameras….
“A emergencia provoca a criatividade”.
Judy está um “mimo” neste número. Abusando do direito de ser talentosa, sonhadora, emocionada, afinada e fazendo muito amor com a camera que tanto bem lhe queria…
Por "coincidencia" a direção musical deste número, o arranjo em si, foi composto pela fabulosa Kay Thompson - atriz, cantora, bailarina, compositora, arranjadora, vocalizadora, professora - talvez por muitos lembrada só por sua participação em "Funny face" (1957) ao lado de Fred Astaire e Audrey Hepburn e no qual ela recebeu uma distinção única no Cinema: Ela roubou descaradamente uma cena na qual contracenava com Astaire.
Sempre penso em Kay quando ouço a expressão "She's bigger than Life". She was. Quer personalidade!
Amissíssima de Minnelli, tornou-se amiga íntima de Judy, virou madrinha de Liza que levou-a para morar com ela na velhice e que lhe dedicou um show, há poucos anos, no qual "cantarola" emotivamente "Silver Lining"... sim, este "cantarolar" era marca registrada da magnífica Thompson e Judy aqui cantarola triunfantemente! Reparem...
Além disto tudo e de uma longa carreira, Kay ainda criou um dos personagens um dos personagens mais simpáticos da história: Eloise! Mas como eu sempre digo: isto já uma outra estória que ficará reservada para uma futura Tertúlia!
Levantemos a cortina para Judy, sua voz, sua emoção, seu talento!
As I wash my dishes, I'll be following a plan,
Till I see the brightness in ev'ry pot and pan.
I am sure this point of view will ease the daily grind,
So I'll keep repeating in my mind.
Look for the silver lining
When e'er a cloud appears in the blue.
Remember some where the sun is shining,
And so the right thing to do,
Is make it shine for you.
A heart, full of joy and gladness,
Will always banish sadness and strife.
So always look for the silver lining,
And try to find the sunny side of life.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
...e o tempo passou "na janela": The Boy next Door
Hollywood dos anos 40, 50 e até 60 nos presenteou com muitas cenas «de janela».
Nelas as atrizes e heroínas deixavam o interior de seus lares para olhar para o mundo lá fora. Mas sempre protegidas ao mesmo tempo pelo teto e segurança da sua casa, de seu lar.
Com um pé dentro e o outro fora…
A “janela” transformou-se assim num símbolo, na “fronteira” entre o lar, a vida familiar e a descoberta do amor…
Penso em tantas: Audrey Hepburn cantando “Moon River” em “Breakfast at Tiffany’s”, em Monroe flertando de sua janela em “The seven year’s Itch”, de June Allyson e Janet Leigh curiosas com o vizinho (Peter Lawford) em “Little Women”, em Bette Davis olhando a neve no trágico "All this and heaven too" e mais notávelmente na mudança que a “janela” exerce sobre o personagem de Grace Kelly em “Rear window”.
Sem a “janela” ela nao teria transformado-se numa mulher inteira…
Mas ainda é o personagem de Judy Garland, Esther, de “Meet me in St. Louis” (MGM, 1944) que tem todo o fascínio do, diga-se de passagem, «filme família» e do simbolismo da janela nos anos 40! Esther definitivamente me "cativou".
Jeanne Crain (acima) teve em “State Fair” (cinco anos depois de “Louis”) uma cena que foi óbviamente baseada na linguagem visual de Vincente Minnelli (diretor de «Louis»), no “sonho durante o dia”, no simbolismo da janela e de ver “o tempo passar nela” (no qual canta a linda “It might as well be Spring”), expressão aliás eternizada por Chico Buarque de Hollanda em sua romantica (e eterna) “Carolina”.
Mas Crain está "só" sonhando.
Está ausente do que se passa ao seu redor...
Definitivamente é a curiosidade de Garland sobre o “Boy next door” que me fascina…
Apesar de estar “day dreaming” ela está atenta, alerta, concentrada, interessada, se apaixonando…
Curiosa sobre o mundo lá fora…
Querendo ser parte dele...
Do início ao fim esta cena nos conquista: o olhar de Garland, seu indescritível magnetismo e charme, sua roupinha com a qual chegou em casa depis de jogar tenis (óbviamente sem estar suada e desarrumada!), a voz metálica, a linda música e o "Close-up" final.
Este sim, mais do que magnífico...
Viva a dupla “Minnelli/Garland” (no seu primeiro trabalho juntos) por nos dar momento tão fresco, romantico e poético!
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sábado, 8 de setembro de 2012
Julie, Audrey: TWO fair ladies... (e um maravilhoso agradecimento, repleto de classe, na noite do "Golden Globe")
My fair Lady... quando se pensa nas duas atrizes que criaram "Eliza" na Broadway e em Hollywood, este título não parece ser mero acaso...
Quando, na Warner em 1963, o projeto “My Fair lady” começou, começou ao mesmo tempo uma das maiores disputas da história do cinema pelo papel de “Eliza”, quase comparável a disputa pelo papel de “Scarlett O’Hara”.
Muitos nomes foram cogitados (inclusive Doris Day, Elizabeth Taylor, Shirley Maclaine…). A criadora do papel na Broadway foi logo tirada desta disputa por ser (nas palavras do próprio Mr. Warner) práticamente desconhecida fora dos U.S.A. e da Inglaterra, por “só ter feito” teatro (“só” Broadway e “West-End”) e televisão, por ser muito baixa, nada fotogenica, por ter um queixo descomunal e um nariz muito longo: Julie Andrews.
Como todos sabemos, a linda Audrey Hepburn recebeu o papel, foi dublada na maioria de suas canções por Marni Nixon (a voz de Natalie Wood em “West Side Story” e a de Deborah Kerr em “The King and I”, entre outras) e recebeu a difícil tarefa de transformar-se em Eliza, papel no qual Andrews foi durante anos, em N.Y. e Londres, elogidíssima!
Trocando em miúdos: "prato feito" para a imprensa... para intrigas... para compará-las...
Julie assinou um contrato com Walt Disney para um outro projeto chamado “Mary Poppins”.
E um dos mais interessantes capítulos da história do cinema começava.
Quando Julie, depois de assinar seu contrato, saiu dos estúdios de Disney, seu carro passou pelas portas da Warner, ela exclamou: “…and have a good day, Mr. Warner!”
Apesar de hoje em dia esquecermos que teria sido impossível para Julie trabalhar nos dois filmes (pois foram filmados na mesma época), parece ainda existir no ar uma certa interpretação de “disputa” entre as duas atrizes. Entre estas duas damas.
Não.
Acho que tudo foi criado pela cruel imprensa.
Quando ambos filmes estreiaram não só Audrey comentou para a imprensa que tinha assitido “Poppins” numa tarde em New York ao lado de Mel Ferrer e ambos estavam mais do que encantados com a atuação de Julie («Julie was simply wonderful»), como a própria Julie teceu grandes elogios para Audrey em "Lady". Quando jornalistas lhe perguntaram sobre a « dublagem » da voz de Audrey ela, como uma dama, respondeu que é uma coisa muito difícil, uma árdua tarefa mas totalmente «OK» se voce sabe dar conta do recado, como era o caso de Audrey, a grande profissional que foi!
Na noite do Golden Globe as duas estavam nominadas como melhores atrizes.
A veterana Audrey e a novata no Cinema, Julie.
Julie recebeu a estátua e, agradecendo, não resistiu à tentação a dar seus agradecimentos para “a man who made a great film and made all this possible for me: Mr. Jack Warner” (o homem que fez tudo isto ser possível par mim: Mr. Jack Warner). Momento sensacional, cheio de humor, sarcasmo e MUITA classe… nata em Julie (imagino também Audrey, outra dama, falando exatamente as mesmas palavras).
O público simplesmente delirou…
Semanas mais tarde, na cerimonia do «Oscar», Julie (nervosa) estava nominada como melhor atriz (Audrey não foi nominada) e concorria com Anne Bancroft, Sophia Loren, Debbie Reynolds e Kim Stanley. Páreo duro. Principalmente se se pensa que seu desempenho foi num filme musical… Bancroft, por exemplo, concorria num papel dificílimo, de uma mulher em alto grau de depressão e panico em «The Pumpkin Eater».
E Kim Stanley… a grande Kim Stanley…
Rex Harrison recebeu o Oscar como melhor ator por seu “Professor Higgins” em “Lady” das mãos de Audrey Hepburn, que desta forma estve presente na cerimonia e mostrou muita classe, apesar de não ter sido nominada no “filme do ano”.
No seu breve discurso ele disse: “Deep Love to TWO fair Ladies, I think…” (“meu profundo amor à DUAS belas damas, acho.. ») e Audrey comentou : “Oh, yes!”.
Que dama…
Julie recebeu o Oscar de melhor atriz e disse, com aquele ar britânico tão seu (que, como alguém uma vez sábiamente disse, nos faz «entender o porque de termos vencido a guerra»):
“You americans are famous for your hospitality, but this is ridiculous”.
Aqui cenas memoráveis destas duas noites… sublinhando porém a classe destas duas «Ladies» que manteram, durante toda esta época na qual a imprensa tentou jogá-las numa terrível intriga de “rivalidade", sua serenidade e, acima de tudo, sua classe!
Ahhh… hoje em dia parece que classe saiu da moda…
P.S. Marni Nixon conseguiu finalmente um papel no Cinema, como uma das freiras em “The Sound of Music” (A Noviça rebelde, 1965). Quando os ensaios começaram, ela estava muito apreensiva sobre a reação de Julie com ela… Assim com o oesto do "cast". A final de contas ela havia dublado Audrey em "Lady"… Como Julie reagiria à isso?
Quando a porta abriu e Julie entrou na sala de ensaios, olhou para Marni, correu em sua direção, abraçou-a e disse:
“Marni Nixon, I am such a great fan of yours!” (“Sou uma grande fã sua!”).
Classe.
Quando, na Warner em 1963, o projeto “My Fair lady” começou, começou ao mesmo tempo uma das maiores disputas da história do cinema pelo papel de “Eliza”, quase comparável a disputa pelo papel de “Scarlett O’Hara”.
Muitos nomes foram cogitados (inclusive Doris Day, Elizabeth Taylor, Shirley Maclaine…). A criadora do papel na Broadway foi logo tirada desta disputa por ser (nas palavras do próprio Mr. Warner) práticamente desconhecida fora dos U.S.A. e da Inglaterra, por “só ter feito” teatro (“só” Broadway e “West-End”) e televisão, por ser muito baixa, nada fotogenica, por ter um queixo descomunal e um nariz muito longo: Julie Andrews.
Como todos sabemos, a linda Audrey Hepburn recebeu o papel, foi dublada na maioria de suas canções por Marni Nixon (a voz de Natalie Wood em “West Side Story” e a de Deborah Kerr em “The King and I”, entre outras) e recebeu a difícil tarefa de transformar-se em Eliza, papel no qual Andrews foi durante anos, em N.Y. e Londres, elogidíssima!
Trocando em miúdos: "prato feito" para a imprensa... para intrigas... para compará-las...
Julie assinou um contrato com Walt Disney para um outro projeto chamado “Mary Poppins”.
E um dos mais interessantes capítulos da história do cinema começava.
Quando Julie, depois de assinar seu contrato, saiu dos estúdios de Disney, seu carro passou pelas portas da Warner, ela exclamou: “…and have a good day, Mr. Warner!”
Apesar de hoje em dia esquecermos que teria sido impossível para Julie trabalhar nos dois filmes (pois foram filmados na mesma época), parece ainda existir no ar uma certa interpretação de “disputa” entre as duas atrizes. Entre estas duas damas.
Não.
Acho que tudo foi criado pela cruel imprensa.
Quando ambos filmes estreiaram não só Audrey comentou para a imprensa que tinha assitido “Poppins” numa tarde em New York ao lado de Mel Ferrer e ambos estavam mais do que encantados com a atuação de Julie («Julie was simply wonderful»), como a própria Julie teceu grandes elogios para Audrey em "Lady". Quando jornalistas lhe perguntaram sobre a « dublagem » da voz de Audrey ela, como uma dama, respondeu que é uma coisa muito difícil, uma árdua tarefa mas totalmente «OK» se voce sabe dar conta do recado, como era o caso de Audrey, a grande profissional que foi!
Na noite do Golden Globe as duas estavam nominadas como melhores atrizes.
A veterana Audrey e a novata no Cinema, Julie.
Julie recebeu a estátua e, agradecendo, não resistiu à tentação a dar seus agradecimentos para “a man who made a great film and made all this possible for me: Mr. Jack Warner” (o homem que fez tudo isto ser possível par mim: Mr. Jack Warner). Momento sensacional, cheio de humor, sarcasmo e MUITA classe… nata em Julie (imagino também Audrey, outra dama, falando exatamente as mesmas palavras).
O público simplesmente delirou…
Semanas mais tarde, na cerimonia do «Oscar», Julie (nervosa) estava nominada como melhor atriz (Audrey não foi nominada) e concorria com Anne Bancroft, Sophia Loren, Debbie Reynolds e Kim Stanley. Páreo duro. Principalmente se se pensa que seu desempenho foi num filme musical… Bancroft, por exemplo, concorria num papel dificílimo, de uma mulher em alto grau de depressão e panico em «The Pumpkin Eater».
E Kim Stanley… a grande Kim Stanley…
Rex Harrison recebeu o Oscar como melhor ator por seu “Professor Higgins” em “Lady” das mãos de Audrey Hepburn, que desta forma estve presente na cerimonia e mostrou muita classe, apesar de não ter sido nominada no “filme do ano”.
No seu breve discurso ele disse: “Deep Love to TWO fair Ladies, I think…” (“meu profundo amor à DUAS belas damas, acho.. ») e Audrey comentou : “Oh, yes!”.
Que dama…
Julie recebeu o Oscar de melhor atriz e disse, com aquele ar britânico tão seu (que, como alguém uma vez sábiamente disse, nos faz «entender o porque de termos vencido a guerra»):
“You americans are famous for your hospitality, but this is ridiculous”.
Aqui cenas memoráveis destas duas noites… sublinhando porém a classe destas duas «Ladies» que manteram, durante toda esta época na qual a imprensa tentou jogá-las numa terrível intriga de “rivalidade", sua serenidade e, acima de tudo, sua classe!
Ahhh… hoje em dia parece que classe saiu da moda…
P.S. Marni Nixon conseguiu finalmente um papel no Cinema, como uma das freiras em “The Sound of Music” (A Noviça rebelde, 1965). Quando os ensaios começaram, ela estava muito apreensiva sobre a reação de Julie com ela… Assim com o oesto do "cast". A final de contas ela havia dublado Audrey em "Lady"… Como Julie reagiria à isso?
Quando a porta abriu e Julie entrou na sala de ensaios, olhou para Marni, correu em sua direção, abraçou-a e disse:
“Marni Nixon, I am such a great fan of yours!” (“Sou uma grande fã sua!”).
Classe.
domingo, 13 de maio de 2012
REMEMBERING: Merle Oberon ("Am I really Merle Oberon?")
Por ser uma das personalidades da “sétima Arte” com perfil mais indefinido e confuso da história do Cinema, tenho uma relação meio “oblíqua” com Merle Oberon.
A atriz, que se passava por “100% inglesa” escondeu toda sua vida sua verdadeiras raízes. Metade indianas.
Estelle Merle Thompson nasceu em 1911 em Bombay, India. Algumas fontes falam que sua mãe era uma “Eurasian”, Charlotte Selby, do (antigo) Ceilão (hoje Sri-Lanka) e seu pai um ingles.
Outras fontes falam de uma descendencia chinesa ( ?!?!).
Uma terceira versão conta de uma filha que Charlotte teve aos 14 anos de idade no Ceilão, Constance, sendo esta a verdadeira mãe biológica de Merle. A verdade é que durante toda sua vida Merle negou-se a encontrar Constance e seu filho (que seria então seu “meio-irmão”?).
Merle, que levou uma vida bastante “atribulada” pelos “Night-Clubs” de Calcutta - muitos contaram “muitas coisas” sobre ela – teve ainda na India um “caso” sério com um ator ingles (estamos falando de uma menina de 17 anos, que de qualquer forma, queria subir na vida). Este porém ao conhecer sua mãe – que tinha uma pele muito escura – deu-se conta que ela era uma “mestiça” e acabou o romance – prometeu-lhe porém uma introdução aos estúdios de Cinema ingleses.
Fato é que, em companhia de Charlotte, Merle conseguiu “zarpar” para a Inglaterra. Seus primeiros tempos foram difíceis.
«Dizem as más línguas» que ela fez de tudo… Muitos contaram de uma certa «Queenie» (seu apelido em homenagem à Queen Victoria) que era uma famosa "Taxi-Dancer" em Londres do início dos anos 30 (Taxi-Dancer eram aquelas moças – de reputação questionável - que eram «alugadas» em estabelecimentos para dançar com os fregueses… o que faziam depois não era da conta do estabelecimento...).
Uma outra fonte – esta de natureza pessoal minha pois veio de uma senhora que trabalhava na casa de minha tia em Londres – conta que Merle foi até camareira num hotel de segunda classe…
Mas nestes tempos nunca ouvira-se ter falado de uma atriz mestiça.
Seu tom de pele era claro.
Ela queria ser atriz.
Simples: seu «passado» de eurasiana foi completamente ”apagado” do seu Curriculum Vitae.
Isso como se ninguém visse no seu rosto um certo “exotismo”… Como eram ingenuos aqueles tempos…
Merle, decidida a vencer, venceu.
Entrou no Cinema, transformou-se no “Talk of the Town” por sua estréia e aparição de pouquíssimos minutos como Ana Bolena (perdendo sua adorável cabeça) em “The private Life of Henry the VIII” de Alexander Korda, foi nominada para um “Oscar” em 1935, recebeu o cobiçado papel de “Cathy” em “O morro dos ventos uivantes” (Wuthering Heights, William Wyler, 1939), casou-se com “Korda”, virou “Lady Korda” quando este tornou-se “Lord Korda” em 1942, ficou rica, tornou-se uma figura do “Jet-Set” internacional com seu “Headquarter” numa mansão de Acapulco… Seu último marido foi o holandes Robert Wolders, que parece ter tido uma “queda” por Senhoras de mais idade… Ele também foi o último companheiro de Audrey Hepburn ( e namorou com Leslie Caron há alguns anos).
Merle foi escalada por Korda em 1937 para o papel de Messalina em “I, Claudius” ao lado de Charles Laughton. Este filme nunca foi finalizado. Uma pena!
Merle, durante a época das filmagens, sofreu um sério acidente de carro que a deixou com cicatrizes no rosto. Só com a ajuda dos grandes maquiadores do Cinema ela pode continuar sua carreira. Nos anos 40 ela ingressou numa clínica para um tratamento de beleza… um envenamento e reação alérgica aos produtos à base de algum sulfato obscuro, deixaram-a desfigurada (Agatha Christie descreve um caso parecido através da personagem “Linette” de “Death on the Nile”). Ela ficou por muito tempo afastada das telas e nunca pode deixar de usar maquiagem… Mais uma daquelas loucuras feitas «em nome da vaidade» e ainda por cima, por um “barbeiro”. Oberon divorciou-se de Korda em 1945 – para se casar com o cinematógrafo Lucien Ballard – que inventou uma luz especial para ela e para os sets de Cinema. Esta luz, hoje conhecida como “Obie” (!!!), eliminava todas as cicatrizes de Merle (Oberon) nas grandes telas…
Estes são todos fatos reais da vida de Miss Oberon.
A «gota de fel» são os fatos não explicáveis, inventados (certamente) por ela, que ao longo dos anos foram-se misturando a fatos reais. Entremeando-se com sua memória, pregando “peças” nas suas recordações… e na da Imprensa.
Eu tenho a vaga impressão que a propria Merle passou a acreditar neles…
Por exemplo… ela sempre disse ter nascido na Tasmania. De fato nunca foram descobertos nem certidão de Nascimento, nem registros, nem históricos escolares dela lá…
Uma vez disse que tinha abandonado a Tasmania quando seu “distinguido” pai morreu num acidente (caçando… très chic) e foi para a Índia, onde foi criada por padrinhos “aristocráticos”.
Ela também “criou” uma estória dizendo ter frequentado uma escola de modelos em Hobart (Australia). Nada sobre ela foi jamais encontrado nesta instituição…
Durante muitos anos, e para nao «trair» sua “criativa” biografia (e origens indianas), ela deixou que sua mãe morasse com ela, passando-se porém como empregada da própria filha. Que ironico estar escrevendo isso hoje… no dia das Mães!
Quando a mãe morreu, ela encomendou um quadro: neste a imagem de Charlotte era a de uma fictícia mulher branca, uma “lady”. Elegante e clara – vestida de forma ocidental e não com os “saris” que sempre usou.
Hoje em dia muito criticada por seu comportamento “políticamente incorreto”, temos que admitir, ela deixou grandes, memoráveis momentos no Cinema.
Acima de todos seus papéis «Cathy» de “Wuthering Heights” é uma criação de muita sensibilidade
Interessante porém é o fato de Merle, a mulher que viveu numa crise de personalidade toda sua vida, a mulher que passou a acreditar num outro “histórico”, num outro passado, brilhar exatamente aqui numa inesquecível cena (minha preferida de todo o filme) na qual ela mesmo duvida do seu “SER”, colocando em questão toda sua personalidade:
O momento no qual constata que “o meio cigano” Heathcliff é mais “ela do que ela mesma” ("And yet... He's more Myself than I am...") e – a grande Flora Robson a esta ouvindo – a grande constatação, que a fascina e aterroriza ao mesmo tempo… A verdade que tem que ser expressada : com olhos abertos – como que vendo a verdade em sua frente… dos seus lábios “jorra“ simplesmente “I AM HEATHCLIFF”
Momento sublime de Cinema. Obrigado William Wyler e „Queenie“! Penso no que passou-se na cabeça desta “Eurasiana” fazendo o papel de uma inglesa que reconhece neste momento que sua personalidade é a do “cigano” Heathcliff…
sábado, 3 de março de 2012
Um "ícone" da Arte gráfica: Olhos & Bocas...
Lembrando-me um dia desses da falecida atriz bahiana Isabela (A “Capitú” de 1967 de Sarraceni) , recordei-me que ela uma vez contou-me que tinha sido a criadora da expressão “Caras e Bocas”. Só que na época, ainda em Salvador, ela se referia à “carinhas e boquinhas”… Bem, não é relevante se isto é verdade ou não. Tenho porém que confessar este pensamento me levou a vários pensamentos e de volta à uma maravilhosa, eterna capa do “Vogue” dos anos 50.
Do ícone de um “Chic” que hoje em dia quase não mais existe…
…à forma como ele influenciou Hollywood.
Como por exemplo neste memorável «Still» de Judy Garland em «A Star is born» (1954), no qual ela mesma, simbólicamente, exclui o resto do seu rosto para "O" Close-Up da cena que está "atuando" para James Mason...
ou até neste “Portrait” de Lucille Ball, nossa queridíssima «Lucy Ricardo».
Isto tudo sem pensar nas capas de CDs de Callas (um apanhado geral de sua carreira) e livro de receitas criados há poucos anos…
Mas este “ícone da Arte gráfica” talvez tenha sido imortalizado de forma mais decisiva no filme “Funny Face” (20th Century Fox, 1957) com a ajuda fotográfica de um verdadeiro “ícone da fotografia” Richard Avedon…
…o que não só diz respeito à cena na qual Fred fotografa Audrey e sua “Funny face”. Assistam a abertura do filme…
Do ícone de um “Chic” que hoje em dia quase não mais existe…
…à forma como ele influenciou Hollywood.
Como por exemplo neste memorável «Still» de Judy Garland em «A Star is born» (1954), no qual ela mesma, simbólicamente, exclui o resto do seu rosto para "O" Close-Up da cena que está "atuando" para James Mason...
ou até neste “Portrait” de Lucille Ball, nossa queridíssima «Lucy Ricardo».
Isto tudo sem pensar nas capas de CDs de Callas (um apanhado geral de sua carreira) e livro de receitas criados há poucos anos…
Mas este “ícone da Arte gráfica” talvez tenha sido imortalizado de forma mais decisiva no filme “Funny Face” (20th Century Fox, 1957) com a ajuda fotográfica de um verdadeiro “ícone da fotografia” Richard Avedon…
…o que não só diz respeito à cena na qual Fred fotografa Audrey e sua “Funny face”. Assistam a abertura do filme…
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sábado, 10 de julho de 2010
O Cinema e os Cockneys?
Não conheço realmente muitos exemplos mas fato é que o Cinema teve uma certa fixação com os “Cockneys”. Hoje penso em Rita Hayworth em “Cover Girl”…
Óbviamente “Eliza Doolitle” não foi um personagem criado para o Cinema (e muito menos para um musical) mas não podemos nem por um momento duvidar que a “peculiaridade” de seu sotaque cockney nada contribuiu ao incrível sucesso de “Pygmalion” e de “My fair Lady” (Julie Andrews, que criou Eliza em “My fair Lady” sempre achou divertido o fato de ter aprendido “cockney” de um professor de fonética americano!).
Mas nem todas as experiencias em transformar atores (independente de suas origens) em cockneys foram tão bem sucedidas (e elaboradamente preparadas em termos de fonética ) como as “Elizas” de Andrews e Audrey Hepburn (Processo só comparável à transformação de uma “english upper-class girl” como Vivien Leigh numa sulista “Scarlett O’Hara”)
Por acaso uma boa tentativa cabe à propria Vivien em “Sidewalks of London”, ao lado de Charles Laughton, como uma cantora de rua “cockney” (dois ou tres anos – luz? – antes de “Scarlett”).
Dietrich deu vida a um personagem cockney em “Testemunha de acusação” (Witness for Prosecution) no qual não conseguimos acreditar plenamente…
…e Dick van Dyke conseguiu criar o mais imperfeito sotaque cockney da história do cinema como “Bert” em “Mary Poppins”! Até hoje minha amiga Colleen O’Connor e eu nos referimos à coisas meio “phoney” dizendo “like Dick van Dyke’s accent in Mary Poppins”.
Mas uma demonstração Hollywoodiana de “ser cockney” conseguiu superar a falta de autenticidade de van Dyke: Rita Hayworth (e uma das vozes que usou nos anos 40 – ela sempre foi dublada) no delicioso número “Poor John” de “Cover Girl” (1944).
Mas, "justiça seja feita", apesar do sotaque ser péssimo a coreografia é uma gostosura, uma delícia em termos de “Entertainment” – e as finas pernas de Hayworth simplesmente lindas!
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Óbviamente “Eliza Doolitle” não foi um personagem criado para o Cinema (e muito menos para um musical) mas não podemos nem por um momento duvidar que a “peculiaridade” de seu sotaque cockney nada contribuiu ao incrível sucesso de “Pygmalion” e de “My fair Lady” (Julie Andrews, que criou Eliza em “My fair Lady” sempre achou divertido o fato de ter aprendido “cockney” de um professor de fonética americano!).
Mas nem todas as experiencias em transformar atores (independente de suas origens) em cockneys foram tão bem sucedidas (e elaboradamente preparadas em termos de fonética ) como as “Elizas” de Andrews e Audrey Hepburn (Processo só comparável à transformação de uma “english upper-class girl” como Vivien Leigh numa sulista “Scarlett O’Hara”)
Por acaso uma boa tentativa cabe à propria Vivien em “Sidewalks of London”, ao lado de Charles Laughton, como uma cantora de rua “cockney” (dois ou tres anos – luz? – antes de “Scarlett”).
Dietrich deu vida a um personagem cockney em “Testemunha de acusação” (Witness for Prosecution) no qual não conseguimos acreditar plenamente…
…e Dick van Dyke conseguiu criar o mais imperfeito sotaque cockney da história do cinema como “Bert” em “Mary Poppins”! Até hoje minha amiga Colleen O’Connor e eu nos referimos à coisas meio “phoney” dizendo “like Dick van Dyke’s accent in Mary Poppins”.
Mas uma demonstração Hollywoodiana de “ser cockney” conseguiu superar a falta de autenticidade de van Dyke: Rita Hayworth (e uma das vozes que usou nos anos 40 – ela sempre foi dublada) no delicioso número “Poor John” de “Cover Girl” (1944).
Mas, "justiça seja feita", apesar do sotaque ser péssimo a coreografia é uma gostosura, uma delícia em termos de “Entertainment” – e as finas pernas de Hayworth simplesmente lindas!
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
Gershwin: Our Love is here to stay
Após minha volta de Paris, depois do meu aniversário, aconteceu um fato curioso… era como se eu quizesse a qualquer preço segurar o tempo, não deixar que passassem aqueles bons momentos, aquelas quentes recordações… O que mais natural do que recomeçar a ver filmes “passados” em Paris? Qualquer imagem do Arco do Triunfo ou da Praça da Concórdia me prendia… Vieram “Sabrina”, “Charade”, “Love in the afternoon”, “Funny Face”, “Paris when it sizzles” (pareceu-me até que Audrey Hepburn só fazia filmes passados em Paris!), “The last Time I saw Paris”, "O Arco do Triunfo",“Gigi” e finalmente “An american in Paris” (curiosamente chamado no Brasil de “Sinfonia em Paris”!).
Num devido momento voltaram memórias ainda muito mais antigas… que andavam em algum lugar, esquecidas... Tempos da dança… Conhecidos reunidos em frente à uma daquelas imensas (e profundas) televisões à cor dos anos 70 que ocupavam um enorme espaço, assistindo o filme. Por um único motivo: O Ballet final! Alguns pela primeira vez. Eu já tinha-o descoberto muitos anos antes no extinto “Cinema I” de Copacabana. Muitos maravilhados com as pernas e extensões de Caron, outros com a forma viril, dinamica de Kelly, outros com o sapateado.
“Minha” cena preferida apareceu então na tela… Filmada num estúdio da MGM, simbolizando a margem esquerda, a "rive gauche", do Sena na altura entre Notre Dame ae a Isle St.Louis, e com aquela simplicidade absoluta dos grandes trabalhos, Leslie e Gene dançaram apaixonadamente ao som de “Our Love is here to stay” (por sinal última composição inacabada de George Gershwin: seu irmão Ira Gershwin escreveu o texto e um de seus melhores amigos, o pianista Oscar Levant- que também aparece neste filme – acabou a composição de “Our Love”. Que sorte a nossa!).
Um trabalho magnífico com aquela simplicidade dos sentimentos delicados, vulneráveis. A coreografia de Gene transmite precisamente isso e mostra mais uma vez o fenomeno da economia dos gestos para alcançar um efeito profundo, um "insight".
Estes conhecidos do Ballet da época admiraram-se com meu gosto simples.
Será que admirariam-se ainda hoje ao saber que este número está entre os meus cinco prediletos de Hollywood ?
Resumindo: um daqueles números inspiradíssimos, no qual a música, o texto, a coreografia, o cenário, as cores, a camera e os intérpretes se "casam" perfeitamente!
E, ainda por cima, o texto diz tudo…
Ah, a simplicidade de AMAR!
It's very clear, our love is here to stay
Not for a year but ever and a day
The radio and the telephone and the movies that we know
May just be passing fancies and in time may go
">
But oh, my dear, our love is here to stay
Together we're going a long, long way
In time the Rockies may crumble, Gibraltar may tumble
They're only made of clay
But our love is here to stay
Num devido momento voltaram memórias ainda muito mais antigas… que andavam em algum lugar, esquecidas... Tempos da dança… Conhecidos reunidos em frente à uma daquelas imensas (e profundas) televisões à cor dos anos 70 que ocupavam um enorme espaço, assistindo o filme. Por um único motivo: O Ballet final! Alguns pela primeira vez. Eu já tinha-o descoberto muitos anos antes no extinto “Cinema I” de Copacabana. Muitos maravilhados com as pernas e extensões de Caron, outros com a forma viril, dinamica de Kelly, outros com o sapateado.
“Minha” cena preferida apareceu então na tela… Filmada num estúdio da MGM, simbolizando a margem esquerda, a "rive gauche", do Sena na altura entre Notre Dame ae a Isle St.Louis, e com aquela simplicidade absoluta dos grandes trabalhos, Leslie e Gene dançaram apaixonadamente ao som de “Our Love is here to stay” (por sinal última composição inacabada de George Gershwin: seu irmão Ira Gershwin escreveu o texto e um de seus melhores amigos, o pianista Oscar Levant- que também aparece neste filme – acabou a composição de “Our Love”. Que sorte a nossa!).
Um trabalho magnífico com aquela simplicidade dos sentimentos delicados, vulneráveis. A coreografia de Gene transmite precisamente isso e mostra mais uma vez o fenomeno da economia dos gestos para alcançar um efeito profundo, um "insight".
Estes conhecidos do Ballet da época admiraram-se com meu gosto simples.
Será que admirariam-se ainda hoje ao saber que este número está entre os meus cinco prediletos de Hollywood ?
Resumindo: um daqueles números inspiradíssimos, no qual a música, o texto, a coreografia, o cenário, as cores, a camera e os intérpretes se "casam" perfeitamente!
E, ainda por cima, o texto diz tudo…
Ah, a simplicidade de AMAR!
It's very clear, our love is here to stay
Not for a year but ever and a day
The radio and the telephone and the movies that we know
May just be passing fancies and in time may go
">
But oh, my dear, our love is here to stay
Together we're going a long, long way
In time the Rockies may crumble, Gibraltar may tumble
They're only made of clay
But our love is here to stay
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Saudades de gente bonita…
Não é precisamente isto, porém sinto saudades de gente bonita (e glamourosa) no Cinema! O fascínio das fotos em preto-e-branco para a publicidade... faces que em alguma época, em algum momento de suas vidas, foram extasiantes. Gente bonita, bem vestida, bem preparada para as cameras...
Aqui um “Who’s who” de alguns que considero realmente bonitos.
Muitos astros e estrelas, cheios de glamour, que povoaram durante muito tempo as telas dos cinemas (e até hoje as de nossas televisões).
Reconhecem-os todos? Gente bonita! Quem voces recomendariam à esta lista? Com certeza ainda faltam muitos…
























Finalizando, uma atriz de pouco talento que, para muitos de nós, simbolizou nos anos 70 tudo o que significa “Beautiful People”: Marisa Berenson fotografada pelo mestre Richard Avedon!
Aqui um “Who’s who” de alguns que considero realmente bonitos.
Muitos astros e estrelas, cheios de glamour, que povoaram durante muito tempo as telas dos cinemas (e até hoje as de nossas televisões).
Reconhecem-os todos? Gente bonita! Quem voces recomendariam à esta lista? Com certeza ainda faltam muitos…
























Finalizando, uma atriz de pouco talento que, para muitos de nós, simbolizou nos anos 70 tudo o que significa “Beautiful People”: Marisa Berenson fotografada pelo mestre Richard Avedon!
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