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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Big Spender na "Sesame Street"???? Julie Andrews em 1973...

Num certo tempo dos anos 70 era, para a classe artística, quase um “símbolo de status” aparecer ou em “Sesame Street” ou em “The Muppets Show”.
Muito importante MESMO!
Como os tempos mudaram...


Julie Andrews, magnífica Julie, teve várias oportunidades já que – nestes anos – ainda tinha o “status” de “Superstar” (que para mim, particularmente, até hoje não perdeu!).

Aqui uma deliciosa “rendition” de “Big Spender” (a música das prostitutas de “Sweet Charity” num programa de crianças!) de uma Julie que queria libertar-se de qualquer forma da imagem “água com açúcar” que tinha adquirido em “Mary Poppins” e em “The Sound of Music”. Julie, musicalmente, "on top"!

P.S. lembro-me de ter assitido este programa em casa, no início de minha adolescencia, numa daquelas primeiras TVs à cores que tivemos no Brasil – um daqueles elefantes que ocupavam 3 metros cúbicos de qualquer sala…
Haja...
A nossa era uma “Telefunken”… tecnologia alemã sempre foi um "must" para meu pai.
E isso para alguém que trabalhou para a Philipps do Brasil, empresa holandesa...

Tempos de descobertas, de muitas descobertas: Broadway, Cinema, musicais abriam suas portas para mim…




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Do I Love You Because You're Beautiful? (or are you beautiful because I love you?)


Sem dúvida, uma das mais lindas canções de Rogers and Hammerstein e composta especialmente para o musical de televisão „Cinderella“ (1957).


Quando foi “ao ar”, os U.S.A. literalmente pararam por uma hora e meia…
Todo o país teve a chance de ver "a mocinha” que, desde o ano interior, tornara-se a “rainha da Broadway” em “My fair Lady”: Julie Andrews…
Tudo isso adiconado ao fato de que o mundo ainda estava em tempos nos quais certos espetáculos eram feitos “ao vivo” e justamente por esse motivo não só produziam a impressão de uma estréia como ERAM, na realidade, uma verdadeira estréia!


Um detalhe sobre esta música: quando Rogers e Hammerstein a apresentaram pela primeira vez ao “cast” muitos olhos ficaram húmidos tal a emoção causada pelo texto e música…

Aqui Julie e seu “prince charming”, Jon Cypher, no show original que só foi revisto 47 anos depois de sua estréia, em 2004, quando o DVD desta produção foi lançado… óbviamente para minha grande alegria!

(Photo Copyright: Sony Entertainment)

(Prince):
Do I love you because you're beautiful?
or are you beautiful because I love you?
Am I making believe I see in you a girl too lovely to be really true?
Do I want you because you're wonderful?
or are you wonderful because I want you?
Are you the sweet invention of a lover's dream?
or are you really as beautiful as you seem?



(Cinderella):
Am I making believe I see in you a man too perfect to be really true?
Do I want you because you're wonderful?
or are you wonderful because I want you?


(Both):
Are you the sweet invention of a lover's dream?
or are you really as wonderful as you seem?

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Josephine Baker: original e cópia...


É muito difícil ter-se uma exata imagem de quem foi Josephine Baker, da pessoa atrás da máscara que usou toda a vida. Todas suas biografias são contraditórias... Difícil entender os seus motivos, os seus porques, aqueles que não tinham o que ver com o preconceito contra sua cor de pele – este motivo, sim, era mais do que óbvio: pura sobrevivencia e desejo de ser respeitada…


Josephine criou um furor em Paris quando dançou práticamente nua na «La Revue Nègre» de Paul Colin em 1925.


Mas esta forma de sucesso imediato era baseado no puro «escandalo» de estar com os peitos nús no palco… Seguiram outros “pequenos” escandalos (mínimas tangas de bananas por exemplo) mas quando estes passaram a ser parte do dia-a-dia parisiense e perderam seu inicial “impacto”, ela teve que fazer um tournée pela Europa para poder manter-se pagando as contas: na Suécia virou um ídolo, em Viena chamaram-a de «bruxa» e os cartazes, nas demonstrações na frente do teatro onde se apresentava, mandavam-a de “volta para a África”.


De volta a Paris percebeu que não era suficiente ser uma dançarina escandalosa e exótica que pintava as unhas de dourado e passeava seu leopardo na coleira (trocada todo dia para estar de acordo com sua roupa) pelos Champs Elysées… Não.
Os “Anées folles” chegavam ao fim…


Aprendeu a cantar, tomou aulas sérias de dança, foi ensinada a se vestir, falar, se comportar e criou assim uma nova imagem que nada tinha o que ver com a primitiva, nua, selvagem "africana" (que na realidade degradava extremamente o status de sua propria raça!).



Voltou aos U.S.A. pela primeira vez em 10 anos, para trabalhar num Show do «Ziegfeld Follies» em 1935.


Foi literalmente estraçalhada pela crítica (e público) que não aceitava que ela estivesse fazendo coisas “de branco” (talvez até melhor do que muitos) como cantar textos maravilhosos de Cole Porter e ser o centro do show - bem vestida, bem arrumada, penteada, reluzindo limpeza, glamour e perfume. Isto nos U.S.A. não era coisa de "Negrinha", como foi até chamada no jornal...


Exatamente o que aconteceu com Lena Horne no cinema… uma cena sua tomando banho de espuma foi considerada “risqué” – não era coisa para uma “negra”. E isto, toda esta ignorancia e preconceito “só” há 70 anos atrás…
Que puro absurdo!
(Josephine recebeu propostas de Hollywood… porém para fazer papéis de empregada. Logo ela que era casada com um Conde e tinha seus próprios serventes… ).

Nesta época, apesar de, mesmo com muita crítica negativa, ser uma estrela da Broadway, era obrigada a entrar no seu hotel pela cozinha pois “alguns Gentlemen do Sul que estavam no hotel não estariam de acordo, se incomodariam com sua presença no Lobby, no Restaurante do Hotel”. Seu marido, o Conde, óbviamente podia circular pelo Hotel como bem quisesse.

Acabou seu casamento com ele e voltou arrasada e deprimida à Paris onde era tratada como ser humano de primeira classe (Contava Josephine que ao chegar pela primeira vez em Franca e ser servida por um garçon branco que chamou-a de “Madame”, ela soube imediatamente que esta seria sua futura pátria). Virou cidadã francesa.

O exército alemão invadiu Paris.

Servindo sua nova e amada pátria espionou alemães (ao ser “descoberta” teve que pular de uma janela para se salvar: um envenenamento quase lhe custou a vida e lhe causou a perda dos cabelos), foi enviada pela “Resistance” para a África e trabalhou muito para os aliados.


Continuou sua carreira depois da guerra, voltou à América para uma tournée desastrosa, foi rejeitada em 63 hotéis em N.Y., o espetáclo acabou sendo cancelado depois dela ter processado o Stork’s Club de N.Y. por racismo (ela e seu grupo não foram servidos sob a alegação de que não havia mais comida - Outros que chegaram mais tarde foram servidos!). Tudo isto causou uma campanha negativa, contra Baker que mais uma vez retornou à Paris deprimida e arrasada. Nunca mais voltaria ao seu país de nascimento.


Então adotou várias crianças de várias nações, recebendo assim muita publicidade, acabou seu segundo casamento, perdeu todo seu dinheiro, foi despejada, recebeu um convite de Grace Kelly para viver no Monaco, voltou ao palco num show de notável mau-gosto que foi notávelmente financiado pelo Princípe Rainier, sua esposa Grace Kelly e Jacquie Kennedy Onassis!!!!
Na estréia estavam na platéia Sophia Loren, Mick Jagger, Shirley Bassey, Diana Ross e Liza Minnelli.

Quatro dias após a premiére ela sofreu uma hemorragia cerebral e entrou em coma para falecer pouco depois.

Foi a única “americana” (de nascimento) a receber as honras de um ceremonial de enterro de estado – seu corpo se encontra hoje no cemitério do Monaco!

Mas porque escrevo tudo isso?


A “persona” no palco que Josephine representava nunca me agradou. Muito pelo contrário! Não dou menor valor à provocação do exibicionismo barato (e talvez gratuito?) de suas épocas da “La Revue Nègre” e das tangas de bananas, sua voz era mínima e comum, sua dança sempre foi envolta numa capa de óbvio amadorismo, sua evolução para “Rainha” do Follies Bérgere (ou de seu estilo) é para mim um dos piores casos de mau gosto da história do show-Business, aquela coisa , tão passada, chamada “Plumas e paetês”. Terrível… como se ela de ano em ano se transformasse numa feia caricatura de si mesma.

E isto sem nem mencionar a cafonice de suas últimas apresentações na qual parecia uma espécie de Elvis Presley travestido ou uma mutação amassada de Liberace…


Em 1991 uma biografia de TV de Baker chamada "The Josephine Baker Story" (que nem é mencionada na Wikipedia) foi feita para a televisão: um filme com muitos erros biográficos, muita “água com açúcar” e muita “criatividade” no que diz respeito à vida de Baker.

Josephine
na realidade nunca venceu grandes batalhas no que dizia relação ao ativismo contra o problema racial americano. Perdeu a maioria delas e se refugiou numa posição confortável num país onde era muito amada, por ser um ícone.


Nesta cena, que veremos, Lynn Whitfeld (que interpreta Baker) está no Norte da Africa durante a guerra, recuperou-se duma pneumonia e várias outras infecções e decidiu cantar para os soldados, entreter as tropas…
Ela porém para de cantar quando nota que os soldados negros estão “lá atrás” e os brancos sentados nos bancos da frente… Ao som de «J´ai deux Amours» ela transforma esta simples (e linda) chanson num conto de fadas de ativismo de direitos civis (os dois países «dentro dela» não são mais os U.S.A. e a França e sim o seu lado negro e seu lado branco… Note-se que esta música foi composta nos "Anées folles”, nos quais Paris havia-se tornado capital mundial do Jazz, nos quais músicos negros eram « amados » e nos quais problems raciais aind não existiam como hoje ! ).


Bem, final feliz, todos felizes…
os soldados negros vem sentar-se na frente ao lado dos brancos que os recebem com toda a amabilidade e carinho que só existe entre irmãos… como acontece todos os dias (!?!), principalmente nos U.S.A.... esta forma aberta, simpática, aconchegante de ser em relação à cor de pele, tão típica do povo norte-americano... stou sendo cínico? Perdão, mas só a TV americana pode criar cena de tal banalidade e irrealismo!

Pelo menos tudo isso acontece ao som da linda canção e de um (sincronizado) desempenho vocal simplesmente maravilhoso… Uma das razões porque prefiro a sincronizada Lynn (muito linda)ao “original” Josephine com sua "vozinha"…

No final de tudo, pela música, quase vale a pena assistir esta cena lacrimogenia…

Mas temos admitir “entre nous”: se a vida fosse realmente assim…

sexta-feira, 1 de março de 2013

Lizzie Borden: Assassinatos que inspiraram o Cinema & o Ballet?


O CASO “LIZZIE BORDEN” - 1892

No dia 4 de agosto do ano acima mencionado, Andrew Borden tinha ido ao centro de Fall River, cidadezinha de Massachusetts, para resolver coisas no banco e no correio. Ele voltou à sua casa mais ou menos às 10:45 hs… Lizzie Borden, sua filha, encontrou seu corpo mutilado meia hora depois!



Lizzie, solteirona de 32 anos de idade foi acusada de homicídio. Durante o processo, a empregadinha dos Borden, Bridget Sullivan testemunhou que ela estava deitada, descansando no seu quarto no terceiro andar da casa depois de ter limpado janelas, quando ouviu logo depois das 11:00 hs Lizzie chamando-a e dizendo que alguém tinha assassinado seu pai! Seu corpo foi encontrado na sala de estar, deitado num sofá. Ele tinha sido morto à machadadas…

Logo depois, enquanto a nervosa Lizzie estava sendo acudida por seus vizinhos e pelo medico da família, a mesma empregada descobriu o também mutilado corpo de Abby Borden, a madrasta das irmãs Borden no chão do quarto de hóspedes (sim, Lizzie tinha uma irmã mais velha, Emma Borden, que não estava em casa durante estes acontecimentos!). Ela também tinha sido assassinada. Fortes machadadas deformavam seu cranio, como acontecera com Andrew (o globo ocular deste tinha sido partido em dois!).



Muitas fatos continuam até hoje inexplicados… Um machado sem cabo foi encontrado no porão. Sem nenhuma mancha de sangue. Mas teria sido o cabo retirado por estar ensanguentado?

Nenhuma roupa ensanguentada foi encontrada. Mas porque Lizzie queimou um vestido numa fornalha alguns dias depois do assassinato? Ou haveria cometido os crimes completamente nua como foi sugerido durate alguma fase do processo? Sugestão esta que chocou os U.S.A. na época…

Por algum desconehecido motivo não foi mencionado o fato que Lizzie tentara comprar numa farmácia um frasco de cianeto de hidrogenio (poderoso veneno) para supostamente limpar uma capa de pele de foca um dia antes dos assassinatos. Porque?

Alguns dias antes todos os moradores da casa “Borden” estiveram misteriosamente doentes (restos de comida deixados sobre um fogao estavam deteriorados… disse-se na época…). Todos os moradores da casa foram porém examinados, inclusive os estomagos de Andrew e Abby foram retirados dos cadáveres, para esta investigação. Teria Lizzie tentado envenená-os? Nenhum vestígio de veneno foi encontrado...



Por falta de provas concretas Lizzie foi absolvida e enviada da prisão para casa… Ela continuou morando em Fall River apesar do ostracismo com o qual foi tratada pela população local até sua morte… As irmãs dexaram a casa "do pai (abaixo) e mudaram-se para uma melhor vizihança.



Até hoje ainda existem especulações sobre as mortes de Andrew e Abby Borden… Muitas sugestões sobre desavenças entre os familiares, por motivos financeiros, são até hoje cogitadas.

De qualquer forma. Julgamento ou não, assassinato premeditado por Lizzie ou não, este caso transformou-se numa “cause célèbre americaine” e inspirou uma rima até hoje cantada por criancinhas (que coisa mais mórbida!):


Lizzie Borden took an axe,
gave her mother forty whacks.
When the job was neatly done,
(ou “When she saw what she had done”)
she gave her father forty-one.


Lendas urbanas… na verdade sua madastra "só" sofreu 18 ou 19 machadadas e seu pai 11!

Lenda porém não é o fato que os cranios de Andrew e Abby foram separados dos corpos, para serem usados como prova durante o processo (Lizzie desmaiou ao ve-los) para depois serem enterrados junto aos corpos, mas não perto dos ombros senão ao pé da cova perto dos pés dos cadáveres!)

FALL RIVER LEGEND – o Ballet (1948)

Eu assisti só uma vez a alguns pedaços do Ballet “Fall River Legend” baseado na vida de Lizzie Andrew Borden.
Um dos trabalhos mais conhecidos do “ícone” da dança Americana, Agnes de Mille, ele tem a distinção de ainda ter a assinatura de Morton Gould na parte musical.



O ballet teve sua Premiere com o American Ballet Theatre e com Alicia Alonso no papel de Lizzie (simplesmente chamada na obra “a acusada”) em 1948. Outras “Lizzies” seguiram seus passos como por exemplo Nora Kaye (esposa do diretor de Cinema Herbert Ross e, mais tarde, diretora do ABT)



e mais recentemente Julie Kent



e Gillian Murphy na temporada de 2007 no New York City Center!



Os pedaços que assisti há alguns anos atrás eram porém com o Dance Theatre of Harlem com a magnífica Virginia Johnson no papel principal…
"Legend" é um trabalho para uma bailarina/atriz de grande personalidade, assim como que Blanche em "Um bonde chamado desejo", Lizzie é um personagem complexo, de muitas nuances, muit difícil de ser interpretado... Personagem digno de um Ferri, de uma jovem Haydée e no Brasil de uma Martinelli... sim trabalho para uma bailarina/atriz de grande personalidade!



(Coincidencia que neste curto "pot-pourri" da dramática Johnson, grande bailarina do Dance Theatre of Harlem, estejam incluídos, ao lado de Lizzie, papéis como Desdemona e Blanche DuBois?)

Um Ballet forte, doído, emocional, visceral… mas com um erro histórico tão fatal para a verissidade da estória, que me deixa desagradavelmente incomodado… De Mille alterou o curso histórico dos fatos quando deixou Lizzie ser declarada culpada das mortes pelo tribunal… Certas liberdades são “un peu trop”. Não acham?



THE LEGEND OF LIZZIE BORDEN – o Filme (1975)

O (interessante) filme para a televisão de 1975 nos dá um “insight” mais preciso e amplo do caráter de Lizzie – mas esta Lizzie do filme também é uma culpada, uma assassina sem pudor ou moral (No filme foi usada a “suposta” nudez enquanto matava suas duas vítimas a machadadas!). Mas, fielmente à história e aos fatos, ela permanece porém livre. O final do filme nos faz crer que Lizzie era uma fria e calculista assassina… mas se ela não foi assim na realidade?



Quase tão interessante como a própria “lenda” sobre Lizzie é o fato de Elizabeth Montgomery, conhecida de “A feiticeira” (Bewitched) ter sido usada no papel de Lizzie (que alguns anos depois do processo, passou a chamar-se “Lizbeth A. Borden” para evitar a atenção sobre sua pessoa, já que ao longo de sua vida vários livros com teorias sobre o crime foram escritos.

Elizabeth Montgomery (Liz? Lizzie?) encontrou mais uma forma de liberar-se como atriz definitivamente das algemas de “Samantha Stevens”.




Por algum motivo, o filme foi considerado "chocante" na época em que apareceu na televisão. Eu lembro-me de te-lo assistido atentamente. Revendo-o depois de mais de 35 anos há pouco tempo não fiquei nada desapontado: a direção é boa, precisa, com a correta porção de “suspense”, sarcasmo, morbidez… e Elizabeth Montgomery magnífica como a solteirona Lizzie.



Mas de volta à Lizzie Borden… o fascinante mistério continua até hoje não resolvido…
E se Lizzie foi na realidade inocente dos crimes dos quai foi acusada...
Tanta suposição a troco de nada?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Julie & Carol at Carnegie Hall... 1962... 50 years ago!





Consegui este disco nos anos 80 numa extinta loja de discos usados na Broadway… Jamais me arrependi dos US$ 35 que na época invensti… anso depois encontrei numa plataforma na Internet este Show – cópia pirata em DVD – e vibrei…

Julie Andrews e Carol Burnett fizeram esta aparição (aliás, ganhadora de um Emmy) "Julie & Carol at Carnegie Hall" em 1962.

Naquelas épocas Julie reinava no teatro Musical americano, da Broadway… tendo feito musicais e grandes sucessos como “The Boy Friend”, My Fair Lady” e “Camelot”…


Este Show tem porém para mim a rara distinção de ser um retrato de duas “estrelas” ainda subindo em suas carreiras e ao mesmo tempo se divertindo e literalmente se esbaldando juntas!

Do número inicial “You’re so London” ( Julie: ♫ ♪ “Oh You’re so, “where is tha lady’s room” and I’m so “May I wash?” ♪ ♫ ), à cruel imitação de “A noviça rebelde” (Julie adorava fazer chacotas sobre a “freira cantora” o que nada agradava a Richard Rodgers… ): A Família Pratt (que mostrarei brevemente aqui!) até o final “Big D”- Julie de texana é simplesmente irresistível, uma festa!!!!

Uma das partes porém mais lindas do Show é um “Duo” no qual elas nos mostram um pouco da história da Comédia Musical americana… “ ’s wonderful”, “Sweet mystery of Life”, “Limehouse Blues”, “Look for the silver Lighning”, “Funny Face”, “Dancin’ in the Dark”, “Night and Day” e tantas outras antes de culminar numa maravilhosa interpretação de “A Boy like that/ I love him” de “West Dide Story”…

Que Maria Julie poderia ter sido… Sim, com um pouco de maquiagem para “latinizá-la » e um sotaque porto-riquenho… Bem ela transformou-se 3 anos depois numa outra Maria... a Von Trapp!



Voz perfeita para a dificuldade técnica pela qual Leonard Bernstein fazia seus sopranos passarem… He he...

Momento encantador, comovente, de uma pureza vocal como raramente vista/ouvida em WSS, de uma tamanha sinceridade… Duas atrizes/cantoras sentadinhas, simplesmente e sem nenhum "efeito especial", olhando diretamente para o público... ao vivo... ali... Talento puro!

Para mim um marco na história da TV americana…

“When love comes so strong,
There is no right or wrong...
Your love is YOUR Love!“


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Try to remember...

Recebi há poucos dias um DVD com um show que Julie Andrews fez em 1965 para a TV americana com Gene Kelly.


Amei. Um clássico televisivo com sapateados e danças magníficas... Nas épocas do "microfone ruim" (quando realmente tinha-se que ter uma boa voz), da "camera inflexível" (quando tinha-se mesmo que ser bom e fotogenico ao máximo), da não-existencia de truques e efeitos especiais (quando tinha-se mesmo que SER e ter TALENTO!).

Porém o que mais me chamou a atenção foi um número muito simples e delicado... Nele, a forma - simples e honesta - com que Julie interpreta "Try to remember".

O mundo parece parar ao meu redor e só posso ouví-la... Simples e honesta como só Julie sabe ser. É.

Try to remember the kind of September
When life was slow and oh, so mellow.
Try to remember the kind of September
When grass was green and grain was yellow.
Try to remember the kind of September
When you were a tender and callow fellow.
Try to remember, and if you remember,
Then follow. Follow, follow...

Try to remember when life was so tender
When no one wept except the willow.
Try to remember when life was so tender
That dreams were kept beside your pillow.

">
Try to remember when life was so tender
That love was an ember about to billow.
Try to remember, and if you remember,
Then follow.

Deep in December, it's nice to remember,
Although you know the snow will follow.
Deep in December, it's nice to remember,
Without a hurt the heart is hollow.
Deep in December, it's nice to remember,
The fire of September that made us mellow.
Deep in December, our hearts should remember
And follow.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sex and th... Annie?


Acho que muitas pessoas vão me „matar“ quando lerem que considero Sarah Jessica Parker um ícone em termos de moda. Sim ela tem um estilo pessoal todo seu – usado em grande parte na série „Sex and the City“ – misturando um estilo clássico com ousadias, Second-Hand com Alta Costura, Drift Shops com „Manolos“ etc.

Questão de gosto? Claro. Excentrica? Acho que não. Chamativa? Definitivamente. Verdade é que este estilo, criado especialmente para ela, muito contribuiu para o sucesso mundial da série „Sex and the City“.
Mas porque esta menção sobre „Annie“? Sim, este musical delicioso? Esta delícia com músicas eternas como „Tomorrow“? (Adoro a primeira versão cinematográfica com Albert Finney, Carol Burnett – como a maravilhosa e cruel Miss Hannigan , Ann Reinking, querida Bernadette Peters, Tim Curry e Aileen Queen no papel da orfã „Annie“. Mais sobre este filme uma outra vez).

Muitos vão se admirar em descobrir que Sarah Jessica Parker foi mais uma numa longuíssima lista de „Annies“ da Broadway! Aqui na TV em 1982 (ano em que o filme estreiou)!
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Nádia Maria: da TV Tupi ao Teatro Carlos Gomes com sua risada inimitável...

Ainda no Brasil eu adorava uma comediante… sua risada sempre me fascinou: Nádia Maria!
Como alguém disse um dia: Garantia de gargalhadas...

Na minha infância ela trabalhou em muitos programas de televisão, como por exemplo “Café sem Concêrto” na extinta TV Tupi com comediantes como Ari Leite, Paulo Celestino... Mas já tinha feito muito dêsde os anos 50... inclusive Chanchadas. Aqui ela com Zé Trindade.

Eu me lembro que na época da morte de Paulo Pontes (1940 – 1976, imaginem só... morrer aos 36 anos) eu já fazia dança e aulas de teatro e fui a um espetáculo “da classe” dedicado à memória dêle no Teatro Carlos Gomes. Tôda a classe teatral, inclusive sua viúva Bibi Ferreira, estava presente. Eu consegui entrar e sentei-me com uma amiga num ótimo lugar, exatamente atrás de Chico Buarque de Hollanda e Francis Hime (mal imaginando que em menos de dois anos estaria trabalhando com os dois em “O Rei de Ramos” – vide minha postagem de 18 de agosto de 2008).

(Aqui uma foto de Nádia num filme ao lado de um ator que iria transformar-se num nome folclórico brasileiro: Abelardo Barbosa... Chacrinha!)

O espetáculo em memória de Paulo Pontes começou e práticamente um “Who’s Who” do teatro e televisao da época se apoderou do palco... Um momento de grande mágica aconteceu com a entrada de Nádia Maria que, como me recordo, estava usando um longo, um "boá" e uma imensa peruca, destas todas armadas... Ela interpretou um monólogo de uma peça que Paulo Pontes havia escrito para Derci Gonçalves. Como esta “recusou” o trabalho, a peça jamais foi produzida (eu, infelizmente, não me lembro mais do nome da peça... Tinha alguma coisa ou com “Guerreira” ou com “Diva”).
Nádia Maria fêz o Teatro Carlos Gomes literalmente “vir abaixo” com seu monólogo – e olhe que isto nao é coisa fácil de se fazer em noites quando a platéia tem mais membros da “classe” do que no palco... principalmente no Brasil... Eu até hoje guardo êste momento como um grande momento teatral que tive a oportunidade de vivenciar, um "tour-de-force". Nádia usou todos os seus truques e transformou-se numa espécie de Derci sem vulgaridades e palavroes – e acrescentou sua incrível risada ao personagem. Momento muito importante para mim e muito lembrado por mim, acima de tudo por ela ter sido uma atriz de programas cômicos, que não era "considerada", nao tinha um “grande nome” e não trabalhava na Globo (iria um dia para a Globo mas muitos anos depois...), e foi a personalidade da "noite" que recebeu os mais altos “Bravos”. Inesquecível! Quanto talento!
Lembro-me de Chico falando com Francis: “Mas o que aconteceu à esta môça? Maravilhosa...“.
Ah... se algumas vezes olhásse-mos um pouco mais para a direita ou para a esquerda... ou seja, se desligásse-mos da Globo e passásse-mos para outros canais... Nao é só na Globo que existe talento... Nao vimos filmes e talentos maravilhosos da "United", "RKO" e "Columbia"???? Nao era só na Metro e 20th Century...

Nádia Maria morreu em 16 de fevereiro de 2000, em Itaipava (RJ), de câncer no cérebro, após passar seis meses em coma. Estava com 68 anos. Todos lá no céu devem estar as gargalhadas com ela...