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sábado, 12 de março de 2016
Supercalifragilisticexpialidocious
Como ando „resgatando“ vários videos do passado (passando-os para DVDs, digitalizando-os e colocando-os no youtube para, por assim dizer, eternizá-los e mante-los para a „posteridade“, uma tarefa apaixonante)
nada mais adequado do que a obra de arte que é a dicção de Julie Andrews – sim , esta belíssima dicção, que conseguiu manter apesar dos muito anos nos E.U.A., este poema fonético,
este ingles belíssimo e puro (ainda mais agradável e até mais claro e límpido do que o “King’s English") adicionado ao seu fino trato, à sua inigualável classe, à sua imagem de “English rose”…
Sim, são esses curtos momentos que transformam-se em puras obras de arte! Como os amo!
Aqui Julie recebendo um “Life Achievement Award” da BAFTA (British Academy for Film and Television Arts) em 1989 de ninguém menos do que Princess Anne!
Sim, e como esta tão bem coloca em palvras: não há melhor palavra para descrever esta ocasião do que
SUPERCALIFRAGILISTICEXPIALIDOCIOUS!!!
Bravo, Juls!
sábado, 6 de julho de 2013
Tempos de emoção III: Come to the Moon
Um número, uma canção de Gershwin que foi, por anos, práticamente esquecida... Sim, um dos seus primeiros números a serem apresentados no teatro profissional, “Come to the Moon” foi parte da “Capitol Revue” de 1919.
Por razões que só o destino poderia explicar, uma outra composição de Gershwin foi colocada neste mesmo Show (no Teatro Capitol).
Esta canção tinha sido originalmente composta para uma Revue chamada “Demi-Tasse” mas não teve grande impacto.
Gershwin e seu partner, Irving Caesar, alegavam te-la composto em mais ou menos 10 minutos enquanto estavam num onibus em Manhattan, terminando-a no apartamento de George (que na época tinha 20 anos!). Só uma “brincadeira” que parodiava um sucesso da época, chamado “Old folks at Home” (palavras que, por sinal, fazem parte da letra da música).
Na “Capitol Revue” ela foi mais uma vez usada usada, como um “big production number”, com 60 coristas dançando com luzes nas suas sapatilhas num palco escurecido, transformando-se num grande sucesso.
Ah!!! O nome da canção?
“Swanee” – o primeiro grande sucesso de George, que até hoje, é lembrada, tocada… tendo sido eternizada por Al Jolson, que a cantou nu Show seu em 1920 pela primeira vez, depois de ouvir George tocando-a numa festa e depois Judy Garland em "A Star is born", vários discos e Shows.
Não é necessário dizer que “Swanee” ofuscou todos os outros números do Show e que a sensível balada “Come to the Moon” práticamente desapareceu por completo do Mundo do Entertaimment, da memória do público e nunca era mencionada quando se falava do “acervo musical” de Gershwin.
Por este motivo tenho orgulho em reapresenta-lá aqui, neste Show (que como muitos de voces sabem, reencontrei há pouco tempo) em homenagem aos 50 anos do falecimento de Gershwin, para qual ela foi apresentada, sendo práticamente “redescobeta” pelo público. Como o próprio nome do Show diz: “‘s wonderful"
Mas voces estarão se perguntando: Porque um momento de emoção?
Desta vez “Come to the Moon” recebeu o tratamento merecido e transformou-se num (small) “production number” mas com todo trato e carinho merecido. Uma pequena jóia em si, com um “timing” preciso.
Esta “jóia”, à qual acima me refiro, é maravilhosamente interpretada vocalmente pelos tres cantores do (infelizmente desaparecido) “Manhattan Rythim Kings” (que pena, eles eram MARAVILHOSOS!) e por um pequeno corps de ballet que está 100% afinado ao “estilo” e "charme" de então (Sim, aquele maravilhoso momento dos palcos americanos no final da primeira década do século passado, ainda antes do Charleston…).
Gostaria de acrescentar que é um prazer ouvir o som de Gershwin, em sua primeira fase musical (da qual também “Somebody loves me” é originária e que em breve veremos aqui nas "Tertúlias"), na qual ainda usava, adicionalmente aos (novos) ritmos americanos (notem que o número, ao final, tranforma-se quase num “ragtime”), muitas influencias folclóricas judáicas e também o trabalho clássico de Rubinstein…
Ouçam com atenção. Entenderão com certeza o que digo…
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REMEMBERING
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
REMEMBERING "Isadora": Vanessa Redgrave - perfeita!
Vanessa Redgrave não é uma bailarina e “Isadora” também não é um filme sobre Dança.
Ele usa a Dança da americana Isadora Duncan (1877 - 1927) para pontear, cronológica- e precisamente a vida desta alma livre que até hoje fascina o mundo das Artes, o mundo de muita gente… inclusive o meu.
Mesmo que a linguagem seja um pouco antiquada por delinear suas memórias num “Flash-Back” da exata, precisa duração de todo o filme, ele capturou em celulóide o movimento e o espírito tão peculiar deste genero de Dança…
Eu gosto deste filme.
E não só pela fabulosa e, na época, linda Vanessa Redgrave.
Pensemos que existem sómente alguns segundos de registro «em celulóide» da Arte de Duncan (dançando numa Garden-Party em Londres) e que toda sua “escola”, seu “estilo” foi transmitido por suas alunas (As «Isadorables» ?) através de gerações.
Muito ao contrário do que muitos dizem, não considero Duncan a “mãe da Dança contemporanea”. Sua dança evocava vasos e Afrescos da velha Grécia. O mundo "clássico" (!!!!).
Eu prefiro deixar este título acima, esta honra para outros personagens da Dança do século XX.
Mas Duncan criava liberdade ao dançar… Não havia uma técnica no sentido clássico da palavra (Falo de Ballet e ela abominava-o) e com o passar dos anos a “Diva”, que foi envelhecendo rápidamente por causa de uma vida muito bohemia e desregrada, foi adaptando sua dança às condições de seu corpo: à perda de elasticidade, às suas coxas e a seus braços mais “roliços”… num puro movimento organico de mudança, de adaptação à novas situações, talvez barreiras, mesmo que estas tenham sido trazidas pela idade.
Existe coisa mais natural do que envelhecer? É o ciclo da vida – e Isadora adaptou-o muito bem à sua carreira. Gosto deste pensamento, desta atitude.
O filme nos leva de San Francisco à Europa, pelo seu Debùt nos grandes palcos (descalça e mostrado as pernas nuas… imaginem só; um escandalo na época!), pela sua primeira gravidez, pelas suas dúvidas sobre ser “mãe solteira” em 1906, pelos seus sucessos, por sua fase mais burguesa (quado esteve ligada a Paris Singer – sim o milionário, herdeiro das máquinas de costura),
pela morte de seus filhinhos num trágico acidente no Seine em 1913, pela sua fase vermelha na Rússia, pelo seu casamento mal-sucedido com o poeta russo Sergei Jessenin, sua “volta” à uma America que lhe “acusou” de comunismo (o que ela realmente era) e a cruelmente repudiou (e para a qual ela mostrou seus seios nus, conseguindo chocar as mais "tradicionais" almas de Boston), sua triste derrocada psicológica e física em companhia íntima do alcóol, de muito alcóol e, depois, sua morte brutal, só poucos momentos após ter gritado : "Adieu, mes amis. Je vais à la gloire!" (apesar de existir uma versão de uma amiga que clama que ela haveria dito «Je vais à l’Amour», comentário muito «ousado» para a época já que ela se encontrava na companhia de um belo italiano e em Nice haviam muitos «hotéis de hora». E o que importa ? What the hell. As duas versões são bonitas… Morrer "a caminho do Amor"... Ora, belíssimo! Bastante mais "humano" e real do que a "Glória", à qual ela supostamente se referiu...).
“Isadora” (1968) foi dirigido por Karel Reisz e foi um “pequeno” sucesso de bilheteria. Mesmo a nomeação de Redgrave para o Oscar de melhor atriz naquele ano (Katharine Hepburn e Barbra Streisand “empataram”) não ajudou muito à bilheteria... O filme realmente não foi concebido para a “massa” por tratar muito especialmente de um tema muito especial sobre uma pessoa extremamente especial...
Confiram o Trailer:
Ele foi “rebatizado” em “The loves of Isadora” tentando assim que esta “sugestão” de “sexo e pecado” melhorasse a bilheteria. Não melhorou.
Vanessa passou por um lindo trabalho de corpo para este filme. Nunca devemos nos esquecer: ela é uma ATRIZ, não uma bailarina !
Num dos momentos, para mim, mais lindos do filme ela faz sua «Première» em Londres ao som do segundo movimento (o Allegretto) da sétima Sinfonia de Beethoven. Amo-a naquela "correria" pelo palco, toda soltinha, relaxada, linda…
E para quem tiver interesse em imagens da verdadeira Isadora e nos seus poucos segundos registrados em filme, aqui um interessante vídeo!
Correção: as últimas imagens (de um carro) não são do carro em que Isadora faleceu - como erroneamente dito no video - porém do carro em que suas crianças se acidentaram no desastre no Seine.
Ele usa a Dança da americana Isadora Duncan (1877 - 1927) para pontear, cronológica- e precisamente a vida desta alma livre que até hoje fascina o mundo das Artes, o mundo de muita gente… inclusive o meu.
Mesmo que a linguagem seja um pouco antiquada por delinear suas memórias num “Flash-Back” da exata, precisa duração de todo o filme, ele capturou em celulóide o movimento e o espírito tão peculiar deste genero de Dança…
Eu gosto deste filme.
E não só pela fabulosa e, na época, linda Vanessa Redgrave.
Pensemos que existem sómente alguns segundos de registro «em celulóide» da Arte de Duncan (dançando numa Garden-Party em Londres) e que toda sua “escola”, seu “estilo” foi transmitido por suas alunas (As «Isadorables» ?) através de gerações.
Muito ao contrário do que muitos dizem, não considero Duncan a “mãe da Dança contemporanea”. Sua dança evocava vasos e Afrescos da velha Grécia. O mundo "clássico" (!!!!).
Eu prefiro deixar este título acima, esta honra para outros personagens da Dança do século XX.
Mas Duncan criava liberdade ao dançar… Não havia uma técnica no sentido clássico da palavra (Falo de Ballet e ela abominava-o) e com o passar dos anos a “Diva”, que foi envelhecendo rápidamente por causa de uma vida muito bohemia e desregrada, foi adaptando sua dança às condições de seu corpo: à perda de elasticidade, às suas coxas e a seus braços mais “roliços”… num puro movimento organico de mudança, de adaptação à novas situações, talvez barreiras, mesmo que estas tenham sido trazidas pela idade.
Existe coisa mais natural do que envelhecer? É o ciclo da vida – e Isadora adaptou-o muito bem à sua carreira. Gosto deste pensamento, desta atitude.
O filme nos leva de San Francisco à Europa, pelo seu Debùt nos grandes palcos (descalça e mostrado as pernas nuas… imaginem só; um escandalo na época!), pela sua primeira gravidez, pelas suas dúvidas sobre ser “mãe solteira” em 1906, pelos seus sucessos, por sua fase mais burguesa (quado esteve ligada a Paris Singer – sim o milionário, herdeiro das máquinas de costura),
pela morte de seus filhinhos num trágico acidente no Seine em 1913, pela sua fase vermelha na Rússia, pelo seu casamento mal-sucedido com o poeta russo Sergei Jessenin, sua “volta” à uma America que lhe “acusou” de comunismo (o que ela realmente era) e a cruelmente repudiou (e para a qual ela mostrou seus seios nus, conseguindo chocar as mais "tradicionais" almas de Boston), sua triste derrocada psicológica e física em companhia íntima do alcóol, de muito alcóol e, depois, sua morte brutal, só poucos momentos após ter gritado : "Adieu, mes amis. Je vais à la gloire!" (apesar de existir uma versão de uma amiga que clama que ela haveria dito «Je vais à l’Amour», comentário muito «ousado» para a época já que ela se encontrava na companhia de um belo italiano e em Nice haviam muitos «hotéis de hora». E o que importa ? What the hell. As duas versões são bonitas… Morrer "a caminho do Amor"... Ora, belíssimo! Bastante mais "humano" e real do que a "Glória", à qual ela supostamente se referiu...).
“Isadora” (1968) foi dirigido por Karel Reisz e foi um “pequeno” sucesso de bilheteria. Mesmo a nomeação de Redgrave para o Oscar de melhor atriz naquele ano (Katharine Hepburn e Barbra Streisand “empataram”) não ajudou muito à bilheteria... O filme realmente não foi concebido para a “massa” por tratar muito especialmente de um tema muito especial sobre uma pessoa extremamente especial...
Confiram o Trailer:
Ele foi “rebatizado” em “The loves of Isadora” tentando assim que esta “sugestão” de “sexo e pecado” melhorasse a bilheteria. Não melhorou.
Vanessa passou por um lindo trabalho de corpo para este filme. Nunca devemos nos esquecer: ela é uma ATRIZ, não uma bailarina !
Num dos momentos, para mim, mais lindos do filme ela faz sua «Première» em Londres ao som do segundo movimento (o Allegretto) da sétima Sinfonia de Beethoven. Amo-a naquela "correria" pelo palco, toda soltinha, relaxada, linda…
E para quem tiver interesse em imagens da verdadeira Isadora e nos seus poucos segundos registrados em filme, aqui um interessante vídeo!
Correção: as últimas imagens (de um carro) não são do carro em que Isadora faleceu - como erroneamente dito no video - porém do carro em que suas crianças se acidentaram no desastre no Seine.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
REMEMBERING: Zsa Zsa Gabor... seu humor e (principalmente) "Moulin Rouge" (John Huston)
Nunca fui realmente “fã” de Zsa Zsa Gabor… porém, temos que admitir que, ela projeta uma imagem que é inesquecível…
Nunca foi atriz.
Nunca soube dançar ou cantar.
Falava com um horrível sotaque húngaro.
Nunca foi realmente bonita.
Nem particularmente simpática.
Mesmo assim, não esquecemos dela…
As “más linguas” chamam-a de “A última cortesã”…
Verdade é que, a caminho da Hungria para Hollywood, ela trabalhou como “soubrette” num estabelecimento em Viena chamado “Femina” (!?!) e com todas as mudanças cronológicas de sua auto-biografia ela hoje em dia pode ser considerada a primeira “Miss Hungria” que ganhou este título aos 6 anos de idade…
Mas esta é Zsa Zsa… A Zsa Zsa, que tornou-se socialite em N.Y., chegou a Hollywood como esposa de George Sanders e conseguiu uma “carreira” sua (além de vários outros maridos!).
2012: Fiquei bem revoltado quando a imprensa, com ajuda de seu atual marido, publicou algumas fotos de uma inválida, muito debilitada (inclusive com uma perna amputada) aos 95 anos…
US$-Problems?
Não acho que ela teria gostado disso, se houvesse se dado conta do que fizeram com ela…
Por isso resolvi lembrar de uma imagem que ela deixou em celulóide.
Uma imagem eterna.
A imagem de Jane Avril no (eterno) “Moulin Rouge” de John Huston (liderado com bravura por José Ferrer).
Sua “Jane” é de uma superficialidade tão magnífica, tão "desmiolada", tão encantadora, tão magnética e ao mesmo tempo tão patética que até pensamos por alguns momentos que Zsa Zsa, em seus diálogos com Ferrer (Lautrec),o seu querido "Henri", era atriz (!?!) e que não estava interpretando a si mesma...
E tudo isto apesar de na linda e eterna canção (Moulin Rouge) "dublar" erroneamente várias vogais... Nós "a perdoa-mos por este lapso".
O “legado” de cotações de Gabor é porém eterno, bem-humorado e na realidade bem mais revelador do que era “agradável” (ou “permitido”?) na época…
Por exemplo…
“I never hated a man enough to give him diamonds back”
ou
“He taught me housekeeping; when I divorce I keep the house”
ou
“I call everyone 'Darling' because I can't remember their names”
e
“You never really know a man until you have divorced him”
Porém a melhor cotação de todas ainda é:
"HOW MANY HUSBANDS HAVE I HAD???? YOU MEAN, APART OF MY OWN? "
Mas que rapariga mais assumida, hein ? Viva a danadinha Zsa Zsa!
P.S. Estava eu uma vez, nos anos 80, no aeroporto de Viena e já ouvia pela quarta ou quinta vez a chamada: “Passenger Zsa Zsa Gabor, you are delaying the flight to Budapest” quando, para minha surpresa, vi Zsa Zsa passar a poucos metros de mim, meio “altinha”, “trocando as pernas”, com marido, cachorrinho no braço e uma grande “entourage” atrás dela… Parei e fiquei olhando (e sentindo uma grande nuvem de Chanel Nr.5). Zsa Zsa, cuidadérrima, impecável, das "de antigamente" ainda empoadas, entalcadas, perfumadas... LINDA!
Divas que se criaram à si mesmas. Bravo!
(e um grande Obrigado a John Huston por esta eterna cena!)
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
REMEMBERING: Ann Reinking (Part II)
Reinking é a criadora de uma passo de dança chamado “Raising the Roof” – eu juro que não sei qual é e morro de curiosidade para saber (se alguém souber, por favor me conte!).
Ela fez absoluta questão de incluir este passo na coreografia do número musical “We’ve got Annie” (do delicioso filme "Annie" de 1982 – infelizmente uma nova versão foi feita há poucos anos e não chega aos pés deste – pequeno - sucesso do cinema dos anos 80. Na Broadway porém havia sido o que se chama de um sucessão!)
Reinking, bailarina de coreografias muito mais “exigentes”, bailarina suprema de Bob Fosse e de seu estilo, comentou o seguinte sobre esta:
“A expressão de puro contentamento” ("the expression of pure joy").
E eu lhe dou toda a razão…
Que coreografia feliz !
Bom fim-de-semana a todos !
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
REMEMBERING: Ann Reinking (Part I)
Reinking, atriz, bailarina e coreografa, aqui numa cena que nao faz parte das mais famosas de “All that Jazz”, um relato quase auto-biográfico de Bob Fosse no qual a propria Ann Reinking tem um papel práticamente auto-biográfico como sua “amante”.

“Everything old is new again” foi um pequeno sucesso de Peter Allen que teve uma pequena carreira e que foi o primeiro marido de Liza Minelli (que contou que ela nao sabia que ele era gay humoradamente disse: "Let me put it this way: I'll never surprise anybody coming home again as long as I live."). Música divertidíssima, animadissíma que nos faz sorrir...

Amo este número… e como posso descreve-lo da forma mais adequada e simples?
Sim, por ser absolutamente simples e cheio de vida!
De fato ele "transborda" vida. Coisa boa!

Amo Reinking, brincando, bem-humorada, linda, simples…
com as pernas mais invejadas dos anos 70 e 80… que corpito!!!!
E quanto talento! Estas cenas fazem "bem" à minha alma...
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sábado, 19 de maio de 2012
REMEMBERING: (Remember) “my forgotten Man”... & Joan Blondell…
Muitas vezes já me referi aqui ao que chamo de canções «de vítima». Aquelas canções sobre a mulher eternamente sofredora, dependente de um só homem e fiel a ele mesmo que ele bata nela, a traia com outras e tire seu dinheiro deixando-a com fome… Um dos cúmulos desta série de canções é «My Man», hoje conhecida pela interpretação de Barbra Streisand, mas originária da Broadway na voz de Fanny Brice… e cantada até por Sarita Montiel!!!!
O teatro musical ofereceu ao seu público muitas destas “renditions” como a famosa “Bill” de “Show Boat”, lançada pela problemática Helen Morgan (que na vida real era uma destas “vítimas”) e depois interpretada por Ava Gardner no cinema.
No disco da trilha sonora do filme da Metro voces poderão ouvir a verdadeira voz de Ava – esplendida – que posteriormente foi dublada no filme. Ava, que muito lutou pelo papel da trágica “Julie” havia se dedicado muito à interpretação das canções de Jerome Kern e ficou decepcionadíssima ao descobrir que a Metro havia substituído sua voz… Coisas inexplicáveis do Cinema…
Mas um dia destes me lembrei de uma “canção de vítima” na qual a cantora (e relatadora dos fatos) não é uma vítima de “seu homem”, porém de uma situação social sob a qual seu homem está sendo humilhado… Os soldados que voltam da guerra e não mais encontram seu lugar na sociedade. Nem emprego, nem reconhecimento…
“Remember my forgotten Man” é (incrívelmente) o número final de “Cavadoras de Ouro de 1933” (Gold Diggers of 1933) e, sim, voces estão certos: eu me lembrei deste número pois na postagem passada mencionei as mesmas “Cavadoras” (mas no filme de 1935).
"Remember My Forgotten Man" é cantado por Joan Blondell , bem no genero de Fanny Brice...
O número tem uns sets interessantíssimos, principalmente por que são óbviamente influenciados pelo Expressionismo alemão (coisa particularmente rara na história de Hollywood) evocando óbviamente a triste atmosfera de pobreza e frustração da Era da Depressão (coisa particularmente ainda mais rara nos musicais, que eram exatamente veículos de extremo escapismo nestes anos).
Impressionante a decisão de Darryl Zanuck de colocá-la como número final do filme, deslocando um outro número (ingenuo, leve, escapista…) “Pettin’ in the park” para um outro trecho do filme… Ousadias corajosas… (Gosto de coragem e de “Faro” cinematográfico misturados... Gosto muito... ).
Mas, assistam ao número… e digam-me o que acham…
Depois do video, um pouquinho sobre Joan Blondell, que é, na realidade, motivo para uma outra ”Tertúlia”, mas não resisti…
Nota "Tertuliana": Joan Blondell, grande nome do Cinema dos anos 30 (e na época casada com o “astro”, Dick Powell), “roubou” o filme (inclusive da coadjuvante Ginger Rogers que teve seu principal número – “I’ve got to sing a torch song” - cortado)!
Será que alguém ainda se lembra dela?
Blondell, ao meu ver, hoje em dia totalmente esquecida teve um carreira muito interessante, bastante rica na realidade… mais de 60 filmes, fotos “censuradas” pelo “Hayes-Code” como esta (bem "risquèe"),
E papéis de caráter como em “The opposite sex” ao lado de June Allyson, a segunda esposa de Dick Powelll. Voces a reconhecem entre June Allyson, Joan Collins, Ann Miller, Dolores Gray e Ann Sheridan? Gordinha...
Joan Blondell foi também casada com o produtor Mike Todd, antes deste se apaixonar por Elizabeth Taylor e morrer num trágico desastre aéreo…
Nos anos 70 ela publicou um delicioso livro, que tenho aqui em casa, chamado “Centre Door Fancy”, uma auto-biografia “disfarçada” (pois ela fala de si mesma na terceira pessoa) com detalhes extremamente interessantes, picantes, frustrantes, trágicos e até dolorosos (sem revelar nenhum nome real) de toda uma vida no “Show Business” – do “Vaudeville” a Hollywood. Provou que uma atriz PODE escrever... e como!
Muito recomendável!
Mais sobre Joan brevemente!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
REMEMBERING: duas vezes "Lullaby of Broadway"
Doris Day, sua longuíssima saia (impressionante não tropeçar nela ao subir e descer essas escadas SEM olhar para os degraus) e o fantástico e hoje esquecido Gene Nelson, um dos melhores bailarinos que o cinema já teve, aos sons de “Lullaby of Broadway” do filme homonimo (e também esquecido, no Brasil chamado estranhamente de "O Rouxinol da Broadway") da Warner de 1951. Sensacional número musical bem ao sabor do início dos anos 50. Gostei de reencontrar este filme, esta cena… Nada existe como um filminho assim para a tarde de um sábado chuvoso…
Música escrita por Harry Warren e Al Dubin em 1935 e maravilhosamente usada no filme “As cavadoras de ouro” (“The gold diggers", 1935).
E porque não um pouco do genial sapateado de “The gold diggers”???? Ainda não é sábado… mas… divirtam-se!!! Muita arte neste "preto-e-branco"!
Deliciosas "folias" musicais... e quanto ensaio por trás de tudo isso... Viva o filme e o talento musical!
Música escrita por Harry Warren e Al Dubin em 1935 e maravilhosamente usada no filme “As cavadoras de ouro” (“The gold diggers", 1935).
E porque não um pouco do genial sapateado de “The gold diggers”???? Ainda não é sábado… mas… divirtam-se!!! Muita arte neste "preto-e-branco"!
Deliciosas "folias" musicais... e quanto ensaio por trás de tudo isso... Viva o filme e o talento musical!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
REMEMBERING: Niña e um diferente Gene Kelly...
Há alguns dias escrevi sobre uma «ceninha sem importancia», com roupas e cenários maravilhosos, Technicolor perfeito, música e arranjo excepcionais, “pseudo-latinismos”, Mar do Caribe e Fred Astaire… Hoje repito a dose: das roupas e cenários à musica e ao arranjo, do Technicolor aos “pseudo-latinismos”. Até o Caribe repetirei… a única diferença está na presença de Gene Kelly no lugar de Fred.
“Niña” é uma cançãozinha de Cole Porter feita para o (fracassado) filme “The Pirate” (MGM, 1948), trabalho de Vincente Minnelli que na época foi extremamente incompreendido.
Judy Garland tem algumas cenas e canções inesquecíveis como por exemplo sua “endemoniada” e "enlouquecida" versão de “Mack, the Black” durante a qual está hipnotizada ("pegando santo", bem "Caribeña"! I love it!)
assim como Gene no Ballet “The Pirate” – a única vez que Kelly colocou nas telas dos cinemas suas torneadas pernas à vista transformando-se numa figura extrememente erótica (Minnelli, que admirava muito Kelly, sabia muito bem o que fazia. Gene, na "prude" MGM nunca explorou este seu lado…). Gene era um rapaz bonito da época - com aquela cicatrizinha que depois deixou de ser retocada pelos maquiadores da MGM - perfeita. Mas isto não se "ve" devido à direções muito superficiais de triviais diretores que recebeu ao longo de sua carreira... e como ele adorava fazer umas caretas... Aí tornava-se "meio palhaço", chato... Um exemplo do mesmo vício é o chatérrimo Jim Carrey - na realidade um homem até bonito. Só que ninguém se dá conta disso.
Aqui ele está bem "dirigido", "contido" - talvez um dos poucos personagens de Kelly que não era a personificação do próprio Gene Kelly... Existem porém muitas diferenças de opinião sobre seu bigodinho... e sobre este filme... Uma coisa todavia é certa: seu personagem aqui e em "An American in Paris" (Jerry) são seus melhores trabalhos como "ator". Ambos dirigidos por Minnelli. Mestre.
As caretas ele pode fazer ao lado dos sensacionais Nicholas Brothers
e no "chatinho" número final ao lado de Judy: "Be a clown!" Tudo bem...
Mas, a razão desta postagem, “Niña”, ficou em segundo plano, bastante esquecida… Ao contrário de “I left my Hat in Haiti” (Astaire em “Royal Wedding”) ela é parte da “estória”, do roteiro do filme e serve perfeitamente para nos descrever e posicionar o personagem de Kelly: “a ladie’s man”.
Como sempre as incomparáveis “lyrics” de Porter…
«But since I’ve seen yah,
Niña, Niña, Niña…
I’ll be having schizophrenia…
Till I’ll make yah,
Till I’ll make yah,
Till I’ll make yah mine»
Outra "daquelas" ceninhas sem importancia e esquecidas…
mais uma "daquelas" simplesmente maravilhosas!!!!
P.S. Acabei de rever a cena – sim, os figurinos são realmente incrívelmente fotogenicos, perfeitos!
VIVA a MGM e suas impecáveis produções!!!!!!!
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
REMEMBERING: I left my Hat in Haiti & Fred...
Minha memória cinematográfica é povoada de pequenas recordações: ceninhas descartáveis de vários filminhos descartáveis…
Muitas delas foram completamente esquecidas, a maioria delas nunca figurou entre „the very best” dos artistas que nelas participaram…
Hoje gostaria de começar a homenagear estas olvidadas “ceninhas” e criar uma nova “série” para poder publicá-las aqui…
Existem cenas que brilham pelo seu décor, outras pelo seu guarda-roupa… neste caso encontraremos estes dois “ingredientes” (e muito mais) numa esquecida cena de um filminho “razoável” da MGM: “Royal Wedding” (1951).
O filme é na realidade recheado de cenas de dança inclusive uma inesquecível cena de Fred Astaire dançando no teto e nas paredes de uma sala
e seu “duo” com Jane Powell na cena musical com o mais longo título da história do cinema (“How could you believe when I said “I love you” when you I’ve been a liar all my life?”) e na qual Astaire teve “a audácia” de se afastar de qualquer elegancia dando vida a um personagem bem vulgar (assim como Powell - maravilhosamente ordinária – conhecida práticamente só como um soprano meiogo e pueril da Metro!).
Esquecida porém foi a ceninha que gostaria de hoje apresentar aqui: “I left my hat in Haiti”.
Uma delícia para os olhos (coloridas roupas, coloridos cenários) e para os ouvidos (a canção é orquestrada num tom pseudo-latino… com aquela “pseudo” imagem que os americanos tinham – e tem – de países latinos… ♫ ♪ Mesmo assim tenho que admitir que a orquestração é maravilhosa. Abusando do direito de ser Kitsch. Adoro! ♪ ♫)
A cena foi criada inteiramente pelo coreógrafo Nick Castle, que criou algumas cenas deste filme em conjunto com Fred!
Deixem-se levar por uma cena que nada tem que ver com o resto do filme, pelos sapatos mais horrorosos da história do cinema (uma espécie de “espandrillos” azuis, usados por Jane Powell - que nunca foi bailarina...), pela variedade do guarda-roupa do “Haiti” (que muitas vezes nos faz lembrar, bem estilizadamente, outras nações sul-americanas... da Colombia ao Peru e México. Ave!), pela deliciosa e entoada voz de Fred e pela camera…
Como já disse, a cena nada tem que ver com o resto do filme…
Bem, aqui minha primeira “ceninha sem importancia”… aquelas que poderiam ter sido retiradas do filme, aquelas das quais ninguém sentiria falta mas por si mesmas maravilhas de trabalho…
Esta postagem é dedicada à minha querida amiga Adriana Larangeira, com quem ouvia está música descaradamente nos anos 70... imaginem só... todos ouviam "Rick Wakeman" & Co. e nós Fred Astaire :-)
Muitas delas foram completamente esquecidas, a maioria delas nunca figurou entre „the very best” dos artistas que nelas participaram…
Hoje gostaria de começar a homenagear estas olvidadas “ceninhas” e criar uma nova “série” para poder publicá-las aqui…
Existem cenas que brilham pelo seu décor, outras pelo seu guarda-roupa… neste caso encontraremos estes dois “ingredientes” (e muito mais) numa esquecida cena de um filminho “razoável” da MGM: “Royal Wedding” (1951).
O filme é na realidade recheado de cenas de dança inclusive uma inesquecível cena de Fred Astaire dançando no teto e nas paredes de uma sala
e seu “duo” com Jane Powell na cena musical com o mais longo título da história do cinema (“How could you believe when I said “I love you” when you I’ve been a liar all my life?”) e na qual Astaire teve “a audácia” de se afastar de qualquer elegancia dando vida a um personagem bem vulgar (assim como Powell - maravilhosamente ordinária – conhecida práticamente só como um soprano meiogo e pueril da Metro!).
Esquecida porém foi a ceninha que gostaria de hoje apresentar aqui: “I left my hat in Haiti”.
Uma delícia para os olhos (coloridas roupas, coloridos cenários) e para os ouvidos (a canção é orquestrada num tom pseudo-latino… com aquela “pseudo” imagem que os americanos tinham – e tem – de países latinos… ♫ ♪ Mesmo assim tenho que admitir que a orquestração é maravilhosa. Abusando do direito de ser Kitsch. Adoro! ♪ ♫)
A cena foi criada inteiramente pelo coreógrafo Nick Castle, que criou algumas cenas deste filme em conjunto com Fred!
Deixem-se levar por uma cena que nada tem que ver com o resto do filme, pelos sapatos mais horrorosos da história do cinema (uma espécie de “espandrillos” azuis, usados por Jane Powell - que nunca foi bailarina...), pela variedade do guarda-roupa do “Haiti” (que muitas vezes nos faz lembrar, bem estilizadamente, outras nações sul-americanas... da Colombia ao Peru e México. Ave!), pela deliciosa e entoada voz de Fred e pela camera…
Como já disse, a cena nada tem que ver com o resto do filme…
Bem, aqui minha primeira “ceninha sem importancia”… aquelas que poderiam ter sido retiradas do filme, aquelas das quais ninguém sentiria falta mas por si mesmas maravilhas de trabalho…
Esta postagem é dedicada à minha querida amiga Adriana Larangeira, com quem ouvia está música descaradamente nos anos 70... imaginem só... todos ouviam "Rick Wakeman" & Co. e nós Fred Astaire :-)
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
REMEMBERING: Susannah York & Michael Sarrazin
Pensando em dois queridos atores que perderam a luta contra o cancer ano passado...
A linda e versátil Susannah York
(Se eu tivesse que escolher um papel, do vasto trabalho de Susannah, como meu preferido, o páreo seria duro… Seu personagem em “They shoot horses, don’t they?” - porque ela vai se desfazendo, se desmantelando aos poucos, acabando, deixando de existir, morrendo...) ou sua vulnerável e delicada e forte (isto ao mesmo tempo) “Jane Eyre”, para mim a melhor interpretação de Jane até hoje… e quantos filmes já foram feitos sobre este livro. Ah! Quase esqueci... outra interpretação sua maravilhosa: uma das irmãs em "The Maids" de Jean Genet - ao lado de outro ícone ingles: Glenda Jackson. Conhecem esta negligenciada obra-prima?)
E o talentosíssimo e de certa forma enigmático Michael Sarrazin.
(Não esqueço de Sarrazin em alguns outros trabalhos: “Frankenstein” (ele era o monstro e Dr. Frankenstein era Leonard Whitting, o “eterno” Romeu da versão de 1968 de Zefirelli), “For Pete’s sake” – ótima comédia ao lado de Streisand – e uma esquecida série de TV ao lado de Lesley-Ann Warren: “Beulah Land”. Bons trabalhos!)
Lembrei-me que os dois trabalharam juntos num dos meus filmes preferidos… “They shoot Horses, don’t they?” baseado na novela homonima de Horace MacCoy (Mas não se mata cavalo?).
Esta suprema obra cinematográfica foi filmada em 1969 e, para mim, significa o primeiro papel “bom” de Jane Fonda (Não estou porém certo se “A casa de Bonecas” foi realmente filmado antes… “Klute”, com o qual ganhou um Oscar, foi definitivamente filmado um ou dois anos depois… ). “Horses” foi um grande passo para Fonda. Vinda de papéis bem moldados numa imagem de “sex-symbol” como “Barbarella” de Vadin, ela, como “Gloria”, seu papel em “Horses”, provou ser atriz e que atriz…
Mas jamais poderemos nos esquecer de Susannah e Michael… Maravilhosos, talentosos, importantíssimos para este filme… Personagens de extrema importancia!
e o trailer de "Horses" da época! Cinema... Bom Cinema!
Fotos do filme dizem mais que mil palavras…
Que maravilha esta época na industria cinematográfica americana… quantos passos “para trás” teremos ainda que aguentar ao assistir todas estas bobagens que estão sendo feitas hoje em dia???
Como um "relato" em termos de história, aqui abaixo, as fantásticas fotos do magnífico Bob Willoughby.
(Fotos copyright: Bob Willoughby)
2011 levou estes dois grandes talentos...
Susannah York: 9.1.1939 – 15.1.2011
Michael Sarrazin: 22.5.1940 – 17.4.2011
A linda e versátil Susannah York
(Se eu tivesse que escolher um papel, do vasto trabalho de Susannah, como meu preferido, o páreo seria duro… Seu personagem em “They shoot horses, don’t they?” - porque ela vai se desfazendo, se desmantelando aos poucos, acabando, deixando de existir, morrendo...) ou sua vulnerável e delicada e forte (isto ao mesmo tempo) “Jane Eyre”, para mim a melhor interpretação de Jane até hoje… e quantos filmes já foram feitos sobre este livro. Ah! Quase esqueci... outra interpretação sua maravilhosa: uma das irmãs em "The Maids" de Jean Genet - ao lado de outro ícone ingles: Glenda Jackson. Conhecem esta negligenciada obra-prima?)
E o talentosíssimo e de certa forma enigmático Michael Sarrazin.
(Não esqueço de Sarrazin em alguns outros trabalhos: “Frankenstein” (ele era o monstro e Dr. Frankenstein era Leonard Whitting, o “eterno” Romeu da versão de 1968 de Zefirelli), “For Pete’s sake” – ótima comédia ao lado de Streisand – e uma esquecida série de TV ao lado de Lesley-Ann Warren: “Beulah Land”. Bons trabalhos!)
Lembrei-me que os dois trabalharam juntos num dos meus filmes preferidos… “They shoot Horses, don’t they?” baseado na novela homonima de Horace MacCoy (Mas não se mata cavalo?).
Esta suprema obra cinematográfica foi filmada em 1969 e, para mim, significa o primeiro papel “bom” de Jane Fonda (Não estou porém certo se “A casa de Bonecas” foi realmente filmado antes… “Klute”, com o qual ganhou um Oscar, foi definitivamente filmado um ou dois anos depois… ). “Horses” foi um grande passo para Fonda. Vinda de papéis bem moldados numa imagem de “sex-symbol” como “Barbarella” de Vadin, ela, como “Gloria”, seu papel em “Horses”, provou ser atriz e que atriz…
Mas jamais poderemos nos esquecer de Susannah e Michael… Maravilhosos, talentosos, importantíssimos para este filme… Personagens de extrema importancia!
e o trailer de "Horses" da época! Cinema... Bom Cinema!
Fotos do filme dizem mais que mil palavras…
Que maravilha esta época na industria cinematográfica americana… quantos passos “para trás” teremos ainda que aguentar ao assistir todas estas bobagens que estão sendo feitas hoje em dia???
Como um "relato" em termos de história, aqui abaixo, as fantásticas fotos do magnífico Bob Willoughby.
(Fotos copyright: Bob Willoughby)
2011 levou estes dois grandes talentos...
Susannah York: 9.1.1939 – 15.1.2011
Michael Sarrazin: 22.5.1940 – 17.4.2011
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