Mostrando postagens com marcador Comics. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comics. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de maio de 2012

"Revisitando": Pafúncio e Marocas




Alguém ainda se lembra destes maravilhosos personagens? "O" exemplo mais incrível do que conhecemos como "novos ricos". As fantásticas estórias de um casal de classe operária. Um belo dia Pafúncio ganha numa corrida de cavalos e à partir deste ponto a maior parte do humor contido nestas histórias do início do século, se concentra nas tentativas (detallhe: TENTATIVAS) de Pafúncio e Marocas para atingir uma posicao na Alta Sociedade.
Todos os clichées estao presentes... da falta de gosto de Marocas até à "gota" de Pafúncio... a filha era bonitinha porém completamente insípida... uma noz realmente oca!

O que poucos sabem é que estas estórias comecaram à ser imprimidas nos E.U.A. ainda em 1913... o título original? "Bringing up father".
Estas clássicas "tirinhas" foram baseadas numa peca teatral chamada "The rising generation" (alguma coisa como "a geracao emergente" he he... mas que tema mais interessante e atual!).

Lembro-me muito quando meu pai uma vez adoeeceu e ficou algumas semanas de cama... Ele recebeu de presente um livro encadernado só com estórias de Pafúncio e Marocas. Como ele ria... infelizmente este livro sumiu. Uma pena...

Vi no e.bay fascículos de Bringing up father para serem leiloados por $ 250,- . Incrível, nao?
De qualquer forma um grande marco na história moderna de ilustracao. Muito humor, muito estilo... Chapeau!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Peanuts", Sally, "My new Philosophy" & Kristin Chenoweth!



Não posso mais lembrar-me de quando comecei a ler „Peanuts“. Sei que foi nos anos 60 e sei que não parei realmente até hoje. Me fascinam todas essas "personalidades" (Será cada uma realmente uma pequena parte do autor? Assim como as marionetes em "Lili"?). Tenho não sei quantos livrinhos em casa, amarelados pelos anos em que vem me acompanhando, e mesmo as vezes conhecendo-os „de cor e salteado“ não me canso de pobre Charlie Brown, o eterno perdedor



e das maravilhosas exclamações da incrível e incansável Lucy,



principalmente durante as sessões de análise que dá por 5 cents.



Adoro os pensamentos filosóficos de Snoopy e o lindo Woodstock, que mal consegue voar mas tendo os dons da datilografia e da estenografia é, por assim dizer, o secretário oficial de Snoopy.



Amo Schroeder, sua paixão por Beethoven e seu pianinho, no qual as teclinhas negras são só pintadas (e a desenfreada paixão que Lucy sente por ele),



E Marcie (incrível!), que chama sua amiguinha sempre de “Sir”



e Linus, irmãozinho de Lucy, ainda dependente emocionalmente de uma mantinha que carrega para onde vai.



Apaixonada por ele é Sally, Sally Brown, a irmã menor de Charlie. Esta sim, apesar de ser uma “coadjuvante” em “Peanuts”, é uma das minhas preferidas, senão a grande preferida! De uma eloquencia maluca! Genial!!!!



Sally simplesmente ODEIA a escola e tenta com as desculpas mais esfarrapadas ficar longe dela. Ela sempre sente que tem a razão e é muito difícil convence-la do contrário… ela tem uma forma de olhar para a vida e querer passar por ela fazendo o mínimo possível. Adoráveis são suas confusões idiomáticas causadas pelo seu “malapropismo” (substituir palavras por outras de som parecido mas de outro significado): por exemplo “violins breaking out” no lugar de “violence breaking out” ou “controversial French” em vez de “conversational French”. Simplesmente deliciosa!!!



E Sally também desenvolveu frequentemente “novas filosofias” sobre a vida… Estas são ainda mais maravilhosas!!!!

As vezes dizendo coisas como “Sempre teremos Minneapolis” (referindo-se ao famosíssimo “Sempre teremos Paris” de Bogart para Bergman em “Casablanca”). Outra vez Sally declarou que sua filosofia era simplesmente a palavra “Não”, o que passou a ser sua resposta a partir deste momento para toda e qualquer pergunta. Vejam o video…

Cada personagenzinho de Charles Schulz (o criador e desenhista de “Peanuts” desde os anos 50 até sua morte em 2000) é de uma complexidade impressionante. Todos são riquíssimos em termos de vida, experiencias, coerencias, todos tem um passado, uma vida fora do que vemos nas tirinhas. Um lindo trabalho! Coisa de genio!!!!

Notei numa das minhas últimas postagens que muitos não conheciam Kristin Chenoweth, esse novo “darling”, de imenso talento, dos palcos, tv e cinema americanos.
Resolvi colocar mais sobre ela aqui no futuro (Recomendo porém uma postagem que já fiz há algum tempo atrás sobre “Candide” de Voltaire, opereta de Bernstein na qual ela brilhou. Vide minha postagem de 16.01.2009, uma outra faceta de Kristin… operática… que técnica e que humor! É só clicar no «arquivo Chenoweth Kristin» um pouco mais abaixo, ao lado direito das “Tertúlias”). Um enorme talento!



Em 1999 Kristin Chenoweth interpretou Sally no musical “You’re a good Man, Charlie Brown” e levou para casa um “Tony Award” como melhor “featured actress”, num de seus primeiros trabalhos.



Charles Schulz
lhe disse que ela era atriz perfeita para interpretrar Sally! E ela é mesmo… atrevida, neurótica, mandona, metida, cheia de si e de muita energia… a própria Sally! Um momento repleto de MUITO talento! Enjoy!

oadway">

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mafalda: Quantas Saudades de Voce!

(Continuando uma tertúlia de 8/4/2008... )



Cliquem nas imagens para ampliá-las!






quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Hans e Fritz, Juca e Chico: Travessuras e muitas Lembranças boas...

Mais uma "Tertúlia" daquelas... das que começo comigo mesmo e nas quais é tão óbvio como uma coisa leva à outra, um incidente ao outro, uma memória à outra. Que coisa boa poder deixar-se "ir" assim. Não acontece sempre...

Os „Sobrinhos do Capitão“ apareceram pela primeira vez numa tirinha do “New York Journal” em Dezembro de 1897! Há quase 113 anos! E até hoje suas “travessuras” ainda são publicadas em alguns jornais norte-americanos!
A “location” das estorinhas é um pouco peculiar: Hans e Fritz são dois meninos levados, peraltas; duas verdadeiras pestes que vivem numa colonia alemã (???) numa ilha tropical (???!!!)
(meu pai chamava-se Fritz e seu melhor amigo de infancia era o Hans… E no final de sua vida tinha um grande amigo que também chamava-se Hans... Hans Göransson, de Penedo)
Em inglês as estorinhas de Rudolph Kirks são chamadas “The Captain and the Kids” (originalmente tinham um nome mais teutonico: “The Katzenjammer Kids”, o que significa literalmente “As Crianças do Gemido de Gato” e quer dizer "Crianças chatas"... existe coisa mais chata do que um gato miando, gemendo?).
Agora, porque chamam-se no Brasil “Sobrinhos do Capitão”?????

Muitas das travessas aventuras dos dois envolviam as deliciosas tortas que eram feitas pela Mama “Chucrutz” (como foi apelidada no Brasil) e roubadas pelos dois (e também pelo Capitão) enquanto esfriavam na janela!

Outras envolviam as “peças” que pregavam em todos, principalmente no Capitão. O “Capitão” era na realidade um hóspede da Pensão da Mama (Na realidade um náufrago que chegou à ilha… e só a partir de 1902) e não era „Tio“ das duas pestinhas. Uma explicação que li uma vez: “Sobrinhos” provávelmente para “moralizar a la brasileira” a não muito bem esclarecida relação entre “Mama” e o “Titio” Capitão.
Hans e Fritz são “descendentes” de duas outras pestinhas da literatura infantil alemã: Max und Moritz, de Wilhelm Busch, que no Brasil foram rebatizados como “Juca e Chico”.
Estes símbolos da infancia sadia, de toda a peraltice e "arte" que se pode fazer, tiveram suas aventuras (em forma de rima) traduzidas em 1915 por ninguém menos do que Olavo Bilac!
A tia dos dois chamava-se em alemão “Witwe Bolte” (em portugues a “Viúva Chaves”, uma boníssima cozinheira) e eles sempre roubavam a comida que ela preparava… ou seja, Rudolph Kirks, realmente pegou emprestadas algumas idéias de Wilhelm Busch para os seus “Katzenjammer Kids”. Vejam abaixo o “roubo das galinhas”.

(Como em épocas em que a comunicação era mais difícil e o mundo bem “maior” (1897) era mais fácil “plagiar”, não é?)

Pausa para uma lembrança:
Lembro-me de uma casinha pobre em Penedo, bem na entrada, que pertenceu à uma alemã, e tinha/ tem não só as carinhas dos dois pintadas sobre o portão como também chamava-se “Casa Juca e Chico”. Os atuais proprietários não devem nem saber quem foram os dois, o que significam, de onde vem, o que inspiraram... mas, pelo menos, deixaram a plaquinha lá. Eu me lembro de ter passado por lá com um amigo austríaco que ficou abismado ao encontrar no interior do Brasil "Max und Moritz". Também personagens queridos de sua infancia.

As estorinhas completas deles foram publicadas, pela última vez, pela Editora Melhoramentos de São Paulo (Juca e Chico. História de Dois Meninos em Sete Travessuras. tradução: Olavo Bilac) e podem ser lidas no Internet. Simpáticas!

As crianças aqui na Austria, lugar onde as crianças são crianças por um período bem mais longo do que no Brasil de hoje em dia, conhecem até hoje muito bem as “artes” e as aventuras de Max e Moritz.

Um dos meus preferidos restaurantes típicos (Gasthaus) em Viena, chama-se justamente “Witwe Bolte” – com uma cozinha apetitosa que faz justiça à reputação da “Viúva Chaves” e com uma decoração engraçada, simpática… só quadrinhos com aquarelas, capas de livros, tirinhas de estorinhas, coisas colecionadas durante décadas sobre “Max e Moritz”.
Gostoso pensar nos verões quentes de Penedo (no Estado do Rio, talvez o único lugar neste planeta onde me sinta realmente em casa) da minha infancia, nas longas caminhadas com meu pai, Fritz Leitner (sobre quem tenho muito que contar... um homem brilhante, com uma cultura fora do comum e que até hoje me inspira nas minhas pesquisas e "buscas"!)
mas também gosto de lembrar das horas depois do almoço (durante as quais estavamos proibidos de nadar) com aquela “moleza” que o calor causa, de cheiro de talco, das sombras generosas de árvores frondosas, d'um copo de limonada e da leitura de estorinhas como as dos “Sobrinhos” ou de “Juca e Chico”. De tempos que nos pareciam ser tranquilos.

Que gostosa, rica lembrança.

P.S. Ter reencontrado no mundo virtual minhas amigas de infancia (e de Penedo!) Marcinha e Mirinha – que estão aqui numa fotozinha que já levo comigo por toda uma vida -

e lembrar-me do maravilhoso baú que tinham com todas as estórias em quadrinhos do mundo (pelo menos parecia-me assim) foi a inspiração desta postagem. Como disse acima: numa boa “Tertúlia”, uma coisa leva a outra e me lembrei até da maravilhosa limonada que Tina (querida amiga, mãe delas) fazia, de um gatinho chamado “Pixuíto”, de aprender a andar de bicicleta, de um girassol (orgulho do pai delas, do querido Walmir), da varanda gostosa cheia de redes, da bomba d'água atrás da cozinha e - muito lindo - da calma, do doce olhar, da voz e do carinho de Dona Nícia (a avó delas e que de certa forma era minha também!). E de tantas outras coisas... Que gostoso este “cheiro aconchegante e familiar” que as boas lembranças trazem consigo… Sou muito grato por te-las. Assim, ainda tão fortes dentro de mim. Ricardo

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Tintin, Milou e o fabuloso Hergé...

Eu acho que foi Tintin (acompanhado por seu inteligentíssimo, célebre e ironico cachorrinho Milou) que me inspirou a viajar tanto como fiz até hoje... No Nepal e na China só pensava nele... Nunca esquecerei suas aventuras e seus "companheiros"... Dupont & Dupond, o Capitao Hadock, a cantora Castafiore entre outros!

Georges Prosper Remi (22 Maio 1907 - 3 Marco 1983), melhor conhecido por nós como Hergé (o que significava suas iniciais GR ao contrário... pensem no sotaque frances... ) criou todos estes personagens que tanto nos divertiram. A primeira aventura de Tintin foi escrita e ilustrada por ele em 1929... E eu ainda tenho, aqui em casa, todos os livros que colecionei na minha infancia/adolescencia. Tesouros de estórias com ilustracoes maravilhosas... "Tintin no Tibet", "As jóias de Castafiore" entre tantos...

Neste último fim-de-semana a ilustracao original para a capa de "O Lotus Azul" (1934) foi leiloada em Paris e conseguiu o incrível preco de € 167.300,- ! Que incrível! Para qem quizer porém ter esta capa, está à venda em várias livrarias por € 9,- e a estória toda ainda vem anexada... :-))


Outra "capa" original que também conseguim um maravilhoso preco: " Voo 714 para Sidney" arregatou € 142.500,-! Como se pode concluir: a atual "crise" nao é realmente para todos... Hi hi...

sábado, 22 de novembro de 2008

Happy Birthday, Mickey!!!!!!!

Pelos seus 80 anos, tudo, tudo de bom e muito obrigado por tudo!!!!!!!!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Bruxas, inclusive algumas boas, e outras megeras da nossa infância...

Motivado um dia dêstes pelos comentários sobre minha postagem sobre “Luluzinha” e pela redescoberta de Alcéia e Meméia (Obrigado Maurette!) comecei a pensar nas bruxas da nossa infância e em tôdas as outras que vimos... Lembro-me muito vívidamente de ter-me aproximado mais de minha mãe ou de minha prima, no escuro assustador e ameaçador do cinema, agarrando qualquer mão que estivesse por perto quando os gritos ou as maldades de alguma bruxa assombravam as telas dos (enormes) cinemas da minha infancia...

Woody Allen (também um "bruxinho"...) comenta no seu fabuloso e autobiográfico “Annie Hall” (“Noivo neuróticio, Noiva nervosa”, 1977) a sua “atração” pela mulher errada – enquanto tôdos seus coleguinhas apaixonaram-se por Branca-de-Neve, êle apaixonou-se pela madastra (antes de virar bruxa, diga-se de passagem). Muitos dêstes personagens são dotados de muito charme e “wit” – quem poderá esquecer-se da classe de Malificent, a bruxa de “A bela adormecida” e até mesmo da "bela" madastra da bobinha "Snow White"?

As bruxas de nossa infancia eram o protótipo da “clássica” bruxa... com chapéu prêto de ponta, vassoura para voar e gargalhadas que nos assustavam...

No início de “The Wizard of Oz” (MGM 1939, “O Mágico de Oz”) estávamos todos felizes e satisfeitos porque a casa de Dorothy tinha caído em cima da “The Wicked Witch of the East”. Os Munchkins cantavam e todos festejavam... ♫ (tra-la-la... !!!!) até derepente aparecer a “The Wicked Witch of the West”, a irmã da “falecida”...Margaret Hamilton, minha bruxa preferida para sempre, imortalizou-a, infernizando e assustando não só a pobre Dorothy (Judy Garland) mas também a nós.


Sua antagonista era a “bruxa boa” (ou fada), Glinda, “The good Witch of the North” (interpretada pela deliciosa Billie Burke, a viúva de Florenz Ziegfeld, na época com 56 anos... ), também o protótipo da fada de nossas infãncias; com varinha de condão, roupa cor-de-rosa, coroa e tudo mais...

Outras bruxas e megeras continuaram a aparecer, como por exemplo a linda madastra má de Branca-de-Neve, pessoa "tao simpática", que se transforma naquela megera que dá uma maçã para a pobre menina (e nos livra, pelo menos por um curto tempo, da chatisse irritante da cansativa Branca-de-Neve)


...ou a "meiga" e malévola porém charmosíssima Malificent (com um belo sotaque britânico) de “A bela adormecida”...

...ou a “Megera” que era a madastra de Cinderella... aquela "santa" criatura...


...e até Cruella De Vil !!!!

Mas os tempos foram passando e algumas bruxas ficaram até simpáticas, como por exemplo Madame Min...
...ou as azaradas Alcéia e Meméia...


...ou bruxas que até tornaram-se engraçadas (e até meio-fatais), como Maga Patalógika...


...ou bonitas, como Kim Nowak no genial e misterioso “Bell, book and candle” (1958). Como poderia Jimmy Stewart resistir à tao linda aparição?

A partir do final dos anos 60 as bruxas começaram a mudar mesmo e a verdade é que Samantha (Elizabeth Montgomery) e Endora (a grande Agnes Moorehead) foram bruxas que não nos deram realmente mêdo. Muito pelo contrário.


Seja como fôr: as “maléficas” estao tendo no momento ume espécie de “Come-Back”, uma “Renaissance” daquelas... Só pensar na fantástica, talentosa e “mignon” Gelsey Kirland (vide minha postagem de 27 de março de 2008) no palco, dando vida, no Ballet “A bela adormecida”, às maldades e patifarias de “Carabosse” ( que se chamou “Malificent” no desenho animado de Walt Disney, just for the record...)

...e isto sem contar as que andam sôltas por aí... na rua, por tôdos os lados, por tôdos os cantos!!!!
Um primo jovem meu do Rio contou-me que, quando era menininho, tinha medo da "tia" - a companheira do seu tio - porque achava que ela era uma bruxa... será que nao era? e é ainda? Eu nao duvidaria...
Fasten your seat-belts, elas nao estao só no cinema mas entre nós!!!!!!! He he...