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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mrs. & Mr. Bailarino... sim, casados!

Antes de começar esta postagem tenho que agradecer a duas queridas amigas pela “inspiração” que me deram: uma delas (que não quer ser mencionada) pelo melhor comentário que já entrou nestas “Tertúlias”. Na minha última postagem sobre um “Tutú” de Margot Fonteyn, ela imaginou que eu estava a falar sobre um “Tutú à Mineira” (Engraçado, a primeira vista, mas se voce pensa bem, nos comportamos às vezes muito arrogantemente por assumir que é óbvio que todos saibam exatamente sobre o que estamos falando). A segunda, a bailarina Eliana Caminada, por colocar tão bem esta questão em palavras e por me reconfirmar, com aquele jeito tao sábio que tem, esta “certa arrogancia” que possuímos! Obrigado, amigas!




Eu tenho a sorte de pertencer, de certa forma, a dois grupos profissionais… e é simplesmente impressionante como o comportamento destes dois grupos, quando comparados, é bastante semelhante.
Como o profissional na área de Turismo & Marketing, “Herr Leitner”, encontro-me com pessoas do mesmo ramo e “falamos Turismo & Marketing” por horas e horas – Pobre de quem estiver junto e não pertencer à esta área…

Mais intensos ainda são os encontros com ex-bailarinos ou artistas.
Simplesmente não se para de falar Ballet e Dança, engolindo-os entre Canapés e Drinks…
E isto só antes de correr para a estante mais próxima para pegar livros, velhos e empoeirados vídeos VHS, os mais novos DVDs (para assistí-los na hora, é claro!) e por aí vai a lista!



Como o “ex-bailarino Ricardo Leitner” aqui um conselho, com todo o grande respeito que nutro pelos maravilhosos profissionais que conheci em minha vida, do fundo do coração:
NUNCA vá à uma reunião de bailarinos se voce não for (ou tenha sido) um!
Pode vir a ser uma das experiencias mais chatas, maçantes e irritantes de sua vida…

Mas depois de uma reunião, ou encontro, cada um volta à sua rotina do dia-a-dia e para sua casa… Imagine porém se voce é casado com uma pessoa da mesma profissão.
Imagine se voce “falasse”, “comesse”, “bebesse”, “ninasse”, “pensasse”, “cozinhasse” Ballet 24 horas por dia. Que maravilha? Para mim, estou certo, não…

Aqui Fred Astaire e a linda Vera-Ellen numa divertida (porém bem desconhecida) cena de “Three little Words” (MGM 1950), outro filme não muito famoso que tem um “cast” divino: Fred, Ellen, Red Skelton, Arlene Dahl e até Debbie Reynolds em sua primeira aparição cinematográfica cantando "I wanna be loved by you.. Booboo-pi-doo"


O número: Mr. and Mrs. Hoofer at Home (Uhmmm... aquele "finesse" americano de colocar o nome do homem antes do da esposa). Um casal de bailarinos no dia-a-dia dançante. Uma delícia!

Não é exatamente “Ballet” no sentido do “clássico” (esta variação em “pointe” e “tutú”, deixo em aberto para a imaginação de voces) mas sim um “routine” mostrando dois dançarinos que são casados e que (até) tem um bebe!!!!

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P.S. Adoraria dedicar esta postagem a todos os casais de bailarinos que “vivem” Ballet juntos, muitas horas do dia – e que AMAM isso! Minha sincera admiração!

P.S. Vera Ellen foi o primeiro caso “oficial” de anorexia. Para mais sobre ela vejam minha postagem de 21/08/2009.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

THE FORGOTTEN: Lucille Bremer (e Copacabana?)


A talentosísssima Lucille Bremer (1917 – 1996) teve uma curtíssima carreira: depois de ter aparecido num papelzinho secundário na Broadway em “Panama Hattie” (detalhe: no côro também estavam June Allyson e Vera Ellen) ela chamou a atenção de Hollywood, da MGM e de Louis B.Mayer. Estava, por assim dizer, práticamente “predestinada” para uma longa carreira de sucesso.

Seu primeiro papel foi um secundário, como a irmã de Judy Garland e Margaret O'Bien em “Ainda seremos felizes” (Meet me in St. Louis, MGM 1944). Ah... a sensível camera de Vincente Minnelli com angulos desconhecidos na época... vejam a próxima cena, o perfil das duas ao cantar ao piano... puro Minnelli e sua opulencia visual! Alguém já reparou no detalhe da estátua sobre o piano em relação ao perfil das duas? Pensem...



Seu próximo filme, já na qualidade de estrela principal, foi “Iolanda e o Ladrão” (Yolanda and the Thief, MGM 1945) com Fred Astaire
Ela voltaria a trabalhar com Astaire em “Ziegfeld Follies” de 1946. Olhem só os outros nomes do filme…
Neste filme, ela bailou “Limehouse Blues” com ele… Música esta, uma das minhas preferidas, que foi introduzida nos U.S.A. por Gertrude Lawrence na “Charlot’s Revue” de 1924, sobre a qual um dia terei que escrever mais.
"Follies" foi feito no mesmo ano de seu último “grande” filme "A" (“Till the Clouds roll by”, uma biografia sobre o magnífico Jerome Kern… compositor de Ol’ Man River entre centenas de outras). E também aqui vale a pena ler os outros nomes do filme…
A partir deste filme a Metro começou a perder o interesse por ela – alguma coisa não “funcionava” na sua “persona” cinematográfica. Ela simplesmente não atraía simpatia, o público… e não atraía US$ para as bilheterias! Apesar de ser bonita, glamourosa, fotogenica para o Technicolor (branquíssima e com lindos cabelos ruivos), dançar e cantar brilhantemente e ser boa atriz…. Ela simplesmente não funcionou com o público.

Lucille fez ainda alguns filmes “menores” depedindo-se do cinema na produção (práticamente “B”) de 1948, “Behind locked Doors” (um “filminho” de 62 Minutos).
Ela , muito decepcionada com sua carreira, resolveu não renovar seu contrato e deixou Hollywood pare sempre. Esteve no cinema ao total 4 anos. 2 1/2 deles como “Estrela”. Durante este tempo foi até capa do “Life-Magazine”…

Dizem as más línguas que ela era uma “protegée” de algum Big-Shot da MGM… lembro-me de ter lido, ouvido isso alguma vez… Ela casou-se no mesmo ano em que se despediu do cinema, foi morar numa cidadezinha do interior da California e até sua morte em 1996 (aos 79 anos, de uma ataque do coração) nunca voltou a reativar, de nenhuma forma, sua carreira . Um pouco “amarga” sobre este capítulo de sua vida. Triste. Que pena.

Mas esta sua curta passagem pela tela deixou-nos lindos momentos.

Em homenagem à esta linda bailarina, gostaria de colocar aqui uma cena sua com Fred Astaire (a partir de 2:15 minutos para quem nao puder esperar!) que, além de ser preciosa, nos lembra o calçadão do Rio pois o filme se passa no Rio... e esta cena é durante o Carnaval... (Carioca é muito orgulhoso! Bem, nossa cidade é realmente linda... He he…



E para os aficcionados pela dança existe ainda um detalhe interessantíssimo: a orquestra toca um 4/4 e os bailarinos dançam um 5/4. Eugene Loring, o brilhante coreógrafo da MGM (outro “esquecido”) estava, nos anos 40, bem à frente do seu tempo! Eu não conheço outro trabalho assim… Alguém talvez?


domingo, 30 de agosto de 2009

REMEMBERING: Arlene Dahl (Three little words, MGM 1950)


Minha amiga Danielle e eu, de certa forma “redescobrimos” o filme “Three little words” (Tres Palavrinhas/ MGM 1950) e, tertuliando, como de costume, vai-se de um coisa à outra, de um assunto a outro… Da maravilhosa Vera Ellen a Fred Astaire, do primeiro papel de Debbie Reynolds (como Helen Kane cantando “I wanna be loved by you”) ao inesquecível número “Thinking of you” (vejam minha postagem de 21 de Agosto passado: “REMEMBERING: Vera Ellen”).

Hoje uma pequena lembrança da segunda atriz deste filme: a lindíssima , quase esquecida Arlene Dahl (bem conhecida por sua beleza nos anos 50, primeira mulher do argentino Fernando Lamas, mãe de Lorenzo Lamas e ainda viva). Aqui Arlene canta “I love you so much”, um dos números preferidos do meu pai!

Como eu me lembro dele “cantarolando” esta música… Os últimos segundos desta glamourosa cena (que tem um boníssimo guarda-roupa, por sinal) é muito usada em documentários sobre a MGM, principalmente quando querem mostrar o mundo “atrás das cameras”!






sexta-feira, 21 de agosto de 2009

REMEMBERING: Vera-Ellen & Thinking of you....

Uma certa música de uma certa cena de um certo filme… Uma lembrança, memórias… Como elas sao „dinamicas“, uma coisa levando a outra, em segundos, rápidamente… e com o passar do tempo, aqui nas „Tertúlias“, esta é uma coisa que reaprendi a fazer. Como é bom deixar os pensamentos fluir e voar… Daydreaming…
Há poucos dias uma amiga corrigiu-me em ingles quando eu disse „Are you speaking of me?“ Ela disse-me que era „speaking about me“. Para explicar tive que lhe mostrar que a diferença é tão sútil como no portugues (e no espanhol e no alemão…): Estar-se falando de uma pessoa ou sobre uma pessoa… Depois de passado este momento, comecei a pensar sobre a sutil diferença entre „Thinking of you“ e „Thinking about you“… e me lembrei da maravilhosa e romantica balada que Ruby e Kalmar escreveram com este mesmo título, como ela foi dançada em „Tres Palavrinhas“ (Three little Words, MGM 1950) por Fred Astaire & Vera-Ellen, de como Vera-Ellen era talentosa e da forma como foi esquecida… e do fato dela ter sido o primeiro caso „oficial“ de anorexia, ainda nos anos 50, em Hollywood. Sim… Em „White Christmas“ (1954) ela já está com o pescoço escondido por lenços pois as rugas causadas por dietas absurdas não fotografariam bem. Ela tinha só 33 anos… Vera-Ellen teve poucas, porém marcantes aparições nas telas do cinema: „Words and Music“ (MGM 1948) no qual ela dança com
Gene KellySlaughter on the tenth Avenue“ (Rodgers & Hart, de „On your Toes“),

no inesquecível „On the Town“ (MGM 1949) mais uma vez ao lado de Gene Kelly,
Assim como em „The Belle of New York“ (MGM 1951), no qual tem magníficas cenas, outra vez com Fred Astaire.
Esquecida durante décadas, Vera-Ellen (que faleceu em 1981 aos sessenta anos), hoje ela é comparada merecidamente à outras grandes Bailarinas da sua era como Charisse, Caron… Durante muitos anos ela só foi lembrada por ter sido o "date" de Rock Hudson para fins publicitários... Aqui Vera-Ellen com Fred em "Tres palavrinhas". Eu estava/ estou „thinking of her“.

Prestem atencao à simplicidade deste texto… desta danca...

Why is it I spend the day
Wake up and end the day
Thinking of you

Oh, why does it do this to me
Is it such bliss to be
Thinking of you

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And when I fall asleep at night, it seems
You just tiptoe into all my dreams

So, I think of no other one
Ever since I've begun
Thinking of you


Do Show da Broadway "The Five O'Clock Girl" (1927)
(Harry Ruby / Bert Kalmar)


Esta postagem jamais poderia ter sido realizada sem a ajuda e o carinho de minha querida Danielle Crepaldi Carvalho que pacientemente conseguiu baixar „Tres Palavrinhas“ e colocar esta cena aqui!

Um presente que fez, na realidade, para todos os seguidores de cinema, já que nada existe no Youtube sobre este filme. Foi super difícil para Danielle colocar este vídeo aqui... Tentou no Youtube mas este cortou a "trilha sonora" etc.etc. Uma confusao daquelas... Mas ela com muita perseverancia conseguiu!!!!! E como eu lhe agradeco por isto (Youtube, eat your heart out!). À ela dedico com muito carinho, admiracao e agradecimento esta postagem!

Prestigiem seu Blog, „Filmes, filmes, filmes“ (veja ao lado nos „Blogs que eu sigo“), um dos melhores Blogs sobre cinema que já vi! Vale a pena!