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sábado, 12 de março de 2016
Supercalifragilisticexpialidocious
Como ando „resgatando“ vários videos do passado (passando-os para DVDs, digitalizando-os e colocando-os no youtube para, por assim dizer, eternizá-los e mante-los para a „posteridade“, uma tarefa apaixonante)
nada mais adequado do que a obra de arte que é a dicção de Julie Andrews – sim , esta belíssima dicção, que conseguiu manter apesar dos muito anos nos E.U.A., este poema fonético,
este ingles belíssimo e puro (ainda mais agradável e até mais claro e límpido do que o “King’s English") adicionado ao seu fino trato, à sua inigualável classe, à sua imagem de “English rose”…
Sim, são esses curtos momentos que transformam-se em puras obras de arte! Como os amo!
Aqui Julie recebendo um “Life Achievement Award” da BAFTA (British Academy for Film and Television Arts) em 1989 de ninguém menos do que Princess Anne!
Sim, e como esta tão bem coloca em palvras: não há melhor palavra para descrever esta ocasião do que
SUPERCALIFRAGILISTICEXPIALIDOCIOUS!!!
Bravo, Juls!
segunda-feira, 21 de abril de 2014
"Loverly": Julie Andrews e seu ar contemplativo como Eliza...
Desde a versão de George Cukor de „My fair Lady“ (Warner, 1964), com Audrey Hepburn, o primeiro número de Eliza (“Wouldn’t it be loverly?”) vem-se transformando erroneamente num número “feliz”, cheio de sorrisos, risadas, felicidade... mas não foi isso o que Alan Jay Lerner, Frederick Loewe e Moss Hart „visualizaram“ para Eliza...
Muito pelo contrário.
Na versão original ela canta „o que poderia ser” de um ponto de vista mais meditativo, contemplativo…
Esta sempre foi MINHA teoria – infelizmente não era nascido quando o original foi feito na Broadway na estação teatral de 1955/56 e por este motivo não tinha como provar minhas suposições...
Mas não é que a vida me proporciona certas felicidades????
Encontrei um video de Julie (Andrews) num programa de televisão de Ed Sullivan de 1960.
Maravilhosa descoberta: Julie já estava em «Camelot» ao lado de Richard Burton mas para este programa recria esta cena que tinha feito até o ano anterior (já em Londres, depois da Broadway) com a coreografia original…
...e notem, o “ar” contemplativo, meditativo…´nada de falsas felicidades e afetações. Uma "flower girl" sonhando com um mundo melhor. Só isso!
“Loverly”. Eu tinha razão!
E tudo isto adicionado à simplicidade da coreografia, da cenografia e do "staging": AMO!
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
The american Dream?
O talentosíssimo ingles Jonathan Pryce... Sim, talento que muito admiro. Assisti-o uma vez "live" como Prof. Higgins em "My fair Lady" no West End.
Aqui, ele, num número de “Miss Saigon” (que ele criou no West End em 1989) e numa da melhores Galas que até hoje assisti:
Hey, Mr. Producer (dedicada a Sir Cameron Mackintosh, grande "producer"), London 1998…
Claro que sente-se falta da maquiagem que fazia dele um vietnamita... but who cares? O interessante personagem, sujo, indecente, imoral e amoral, esta aí...
Brilliant…
P.S. No original (Broadway & West End) baixava do teto um Cadillac - um símbolo e tanto do American Dream. Esta "Miss Liberty" vietnamita aqui foi uma criatividade (muito inventiva por sinal) para um show que tinha tantos números musicais e jamais poderia acomodar um carro "só" para um número...
♫♪♫♫♪
Girls can buy tits by the pair…
The American dream.
Bald people think they’ll grow hair…
The American dream.
Cars that have bars take you there…
The American dream.
On stage each night Fred Astaire…
The American dream.
It’s time we all entertain MY American dream!!!!!
♫♪♪♪♫♪
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
Tonight at 8:30
Relendo „Tonight at 8:30“ de Noël Coward, voltei a ficar encantado com o conceito usado e com o árduo exercício teatral que ele compos e impos para Gertrude Lawrence e para si próprio… Incrível!
“Tonight at 8:30” é uma série de dez peças de um só ato (muitas delas com várias cenas) escritas em 1935. Dramas, comédias, até uma comédia musicada etc. que eram apresentadas de tres em tres todas as noites, primeiro no West End, depois em 1936 na Broadway (Na realidade o publico só descobria quais peças iria assistir quando já estava dentro do teatro!). A partir deste momento um fato foi definitivamente constatado: O público queria ver Gertie e Noël juntos no palco...
Hoje em dia seria muito trabalhoso ter-se num teatro dez cenários distintos, dez guarda-roupas completos diferentes, música orquestrada em algumas noites sim, em outras não e acima de tudo: dois atores que “dessem conta” de fio a pavio de dez diferentes personagens variados… dominando a escala de comédias romanticas à musicais, de dramas à peças de caráter mais realista… e tudo isso ao sabor das linhas extremamente ironicas e inteligentes de Coward, que exigem uma precisão milimétrica dos atores…
Noël, genio do teatro e cinema ingleses, rapaz de família de trabalhadores rudes e muito pobres que foi literalmente adotado pela “Upper Crust” Londrina em tenra juventude e que assimilou muito bem a maneira de pensar e agir dela ("I'll go through life either first class or third, but never in second")
E Gertie… Oh, Gertie! (que havia debutado na Broadway em 1924 e que em 1925 conquistou definitivamente o mundo em "Oh, Kay!" cantando "Someone to watch over me" de Gershwin - que épocas!).
Gertie em 1928 uando e abusando do seu (realmente) inimitável "chic".
Muitos contaram que, em seus dias, existiram mulheres muito mais bonitas, melhores atrizes, melhores cantoras, melhores dançarinas do que ela mas a combinação de seus talentos e extremos, fascinante charme foi o que tranformou Gertrude Lawrence no epítome do glamour e do «chic» de seus dias. Muitos dizem que ela simbolizava completamente o termo „Star“.
Gertie & Noël foram amigos de toda uma vida… desde a infancia até sua trágica morte quando foi afastada em 1952 do elenco de “The King and I” (ela descobriu Yul Brinner) na Broadway para morrer sómente dias depois.
Cancer.
Noël escreveu um comovente e emocionado «Obituário» para o Times…
Uma época de muito “chic” havia terminado para sempre e o início desde mundo no qual habitamos, mundo desta incansável jornada rumo à vulgaridade, começou… Coincidencia?
Aqui, algumas fotos de algumas das peças de „Tonight at 8:30“.
„Family Album“
Ensaiando „Red Peppers“
„Red Peppers“
„Shadow Play“
mais uma de “Shadow Play” (magnífica, por sinal!)
“Ways and Means”
e, minha predileta, a biruta, aloprada “We were dancing”.
Para finalizar esta Tertúlia seria mais que perfeito colocar aqui a cena inicial de "We were dancing" (na qual ela entra em cena num estado de extase, jurando amor eterno, beijando, acariciando, fazendo amor com um jovem, lindo rapaz... para ser interrompida por um homem que pigarra e a chama pelo nome. Ela se afasta do rapaz e pergunta "Qual é seu nome?" para logo completar bem "as a matter of fact": "Querido, este é meu marido.")
Infelizmente só encontrei cenas destes lindos trabalhos de Coward com Joan Collins (Ave-Maria!!! Of all people!!!!). Seria dar um banho de vulgaridade e maquiagem à memória deste charme de pessoa que se chamou Gertrude Lawrence.
Mas existem ainda gravações de suas músicas... que juntas às imagens que youtube nos proporciona, darão a voces certamente uma idéia do que Gertie simbolizou nos seus dias... como, por exemplo "Someone to watch over me" que ouvimos aqui juntos, há poucas semanas numa Gala para Gershwin. Bem; técnicas e tempos mudaram, mas elegancia ainda é "a state of mind".
Enjoy!
“Tonight at 8:30” é uma série de dez peças de um só ato (muitas delas com várias cenas) escritas em 1935. Dramas, comédias, até uma comédia musicada etc. que eram apresentadas de tres em tres todas as noites, primeiro no West End, depois em 1936 na Broadway (Na realidade o publico só descobria quais peças iria assistir quando já estava dentro do teatro!). A partir deste momento um fato foi definitivamente constatado: O público queria ver Gertie e Noël juntos no palco...
Hoje em dia seria muito trabalhoso ter-se num teatro dez cenários distintos, dez guarda-roupas completos diferentes, música orquestrada em algumas noites sim, em outras não e acima de tudo: dois atores que “dessem conta” de fio a pavio de dez diferentes personagens variados… dominando a escala de comédias romanticas à musicais, de dramas à peças de caráter mais realista… e tudo isso ao sabor das linhas extremamente ironicas e inteligentes de Coward, que exigem uma precisão milimétrica dos atores…
Noël, genio do teatro e cinema ingleses, rapaz de família de trabalhadores rudes e muito pobres que foi literalmente adotado pela “Upper Crust” Londrina em tenra juventude e que assimilou muito bem a maneira de pensar e agir dela ("I'll go through life either first class or third, but never in second")
E Gertie… Oh, Gertie! (que havia debutado na Broadway em 1924 e que em 1925 conquistou definitivamente o mundo em "Oh, Kay!" cantando "Someone to watch over me" de Gershwin - que épocas!).
Gertie em 1928 uando e abusando do seu (realmente) inimitável "chic".
Muitos contaram que, em seus dias, existiram mulheres muito mais bonitas, melhores atrizes, melhores cantoras, melhores dançarinas do que ela mas a combinação de seus talentos e extremos, fascinante charme foi o que tranformou Gertrude Lawrence no epítome do glamour e do «chic» de seus dias. Muitos dizem que ela simbolizava completamente o termo „Star“.
Gertie & Noël foram amigos de toda uma vida… desde a infancia até sua trágica morte quando foi afastada em 1952 do elenco de “The King and I” (ela descobriu Yul Brinner) na Broadway para morrer sómente dias depois.
Cancer.
Noël escreveu um comovente e emocionado «Obituário» para o Times…
Uma época de muito “chic” havia terminado para sempre e o início desde mundo no qual habitamos, mundo desta incansável jornada rumo à vulgaridade, começou… Coincidencia?
Aqui, algumas fotos de algumas das peças de „Tonight at 8:30“.
„Family Album“
Ensaiando „Red Peppers“
„Red Peppers“
„Shadow Play“
mais uma de “Shadow Play” (magnífica, por sinal!)
“Ways and Means”
e, minha predileta, a biruta, aloprada “We were dancing”.
Para finalizar esta Tertúlia seria mais que perfeito colocar aqui a cena inicial de "We were dancing" (na qual ela entra em cena num estado de extase, jurando amor eterno, beijando, acariciando, fazendo amor com um jovem, lindo rapaz... para ser interrompida por um homem que pigarra e a chama pelo nome. Ela se afasta do rapaz e pergunta "Qual é seu nome?" para logo completar bem "as a matter of fact": "Querido, este é meu marido.")
Infelizmente só encontrei cenas destes lindos trabalhos de Coward com Joan Collins (Ave-Maria!!! Of all people!!!!). Seria dar um banho de vulgaridade e maquiagem à memória deste charme de pessoa que se chamou Gertrude Lawrence.
Mas existem ainda gravações de suas músicas... que juntas às imagens que youtube nos proporciona, darão a voces certamente uma idéia do que Gertie simbolizou nos seus dias... como, por exemplo "Someone to watch over me" que ouvimos aqui juntos, há poucas semanas numa Gala para Gershwin. Bem; técnicas e tempos mudaram, mas elegancia ainda é "a state of mind".
Enjoy!
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Music Hall: Burlington Bertie from Bow...
Um dos meus números prediletos do “Music Hall” ingles, "Burlington Bertie from Bow" (1915) é uma paródia sobre uma outra canção, também de “Music Hall”, de 1900: “Burlington Bertie” (número sobre um jovem aristocrata que levava uma vida de prazeres no West End de Londers).
“Burlington Bertie from Bow” foi apresentada pela primeira vez em 1915 por uma cantora chamada Ella Shields, vestida em roupas masculinas! Ao contrário da canção original este Bertie, um vagabundo, morava no “Bow”, parte pobre do East End de Londres, o que contradiz totalmente todas suas ambições de requinte!
Esta canção tornou-se um clássico: foi cantado por Betty Grable no filme “Mother wore tights” (1947),
por Bertie Muppet no “Muppet Show”
e notávelmente na Royal Variety Performance de 1981 por Anita Harris. Ainda acho engraçado e peculiar como tudo parecia fazer sentido naquela noite...
I'm Burlington Bertie, I rise at ten thirty
and Buckingham Palace I view.
I stand in the yard while they're changing the guard
and the queen shouts across "Toodle loo"!
The Prince of Wales' brother along with some other
slaps me on the back and says "Come and see Mother"
A rainha… o Príncipe de Gales… seu irmão…
(existe o "rumor" que na linha 'The Prince of Wales brother along with some other' o "some other" se refere a Jack the Ripper. Mas isto é uma "lenda" do teatro)
Anita porém “trouxe a casa abaixo” quando cantou a linha “I’ve just had a Banana with Lady Diana”… Apesar de originalmente a “Diana” mencionada ter sido a Socialite Lady Diana Cooper (que morreu no “Titanic”), Príncipe Charles tinha-se casado naquele ano com Lady Diana Spencer que esta estava presente no público…
Minha versão predileta ainda é a de Julie Andrews no fracassado “Star!” de Robert Wise (1968) - como não poderia ser?
Julie, que já havia cantado “Bertie” num esquecido disco de 1962 chamado “Heartrending Ballads & Raucous Ditties”, parece esbaldar-se neste número…
Detalhe: Maravilhoso trabalho de corpo que Michael Kidd fez com ela neste filme... ela está precisa, soltinha...
It is simply SO English e ela está brilhante! Julie, Star!
Aqui um video que, sei, acharão interessantíssimo!
Observação: para quem conhece o filme “Easter Parade” é interessante saber que “Burlington Bertie from Bow” foi predecessora à canção “A couple of Swells” de Irving Berlin (interpretada no filme maravilhosamente por Judy Garland e Fred Astaire) que também trata de dois vagabundos com ambições de requinte…
Coincidencia? Ou foi Berlin inspirado por “Bow”? We’ll never know…
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terça-feira, 24 de julho de 2012
The Boy Friend (O Namoradinho, MGM, England 1971)
Um daqueles filmes que vive no meu coração, cheio de gostosas, quentes memórias…
Quando assisti « The Boyfriend » no Cine Paissandú, numa daquelas famosas sessões das 22:00 hs dos anos 70, um novo mundo se abriu para mim… Não era absolutamente necessário ser só “MGM”, “Fox”… (apesar do filme ser, ironicamente, uma da últimas produções da MGM em 1971).
Um novo mundo incluía o musical em seu essencial “miolo”: o mundo de Ken Russell, um dos meus diretores mais queridos e que tão bem colocou em celulóide nossas loucuras dos anos 70!!!!
Alguém ainda se lembra de "The Music Lovers", « Liztomania”, “Women in Love”, “Valentino” (com Nureyev)????? Obras primas, supremos filme e (para usar uma expressão tão usada e gasta dos anos 70): divinamente decadentes!!!!!
Não vou contar muito sobre Twiggy ou Christopher Gable (lindos, abaixo) ou sobre Georgina Hale e Antonia Ellis (que depois transformou-se na « poderosa » produtora de « Sex and the City ») ou sobre Max Adrian e Barbara Windsor (e até sobre Glenda Jackson, numa aparição especial!), não… Aliás, não vou contar nada! As imagens falam por si! Todos "darlings"!
Assistam e curtam esta “caixinha de música”… Sim, este filme sempre me lembrou uma caixinha cheia de surpresas… Apaixonantemente lindo !
...e aqui meu ídolo Tommy Tune e a completamente enlouquecida Antonia Ellis em "Won't you Charleston with me?" (a partir do terceiro minuto e meio!). A pure delight!
Quando assisti « The Boyfriend » no Cine Paissandú, numa daquelas famosas sessões das 22:00 hs dos anos 70, um novo mundo se abriu para mim… Não era absolutamente necessário ser só “MGM”, “Fox”… (apesar do filme ser, ironicamente, uma da últimas produções da MGM em 1971).
Um novo mundo incluía o musical em seu essencial “miolo”: o mundo de Ken Russell, um dos meus diretores mais queridos e que tão bem colocou em celulóide nossas loucuras dos anos 70!!!!
Alguém ainda se lembra de "The Music Lovers", « Liztomania”, “Women in Love”, “Valentino” (com Nureyev)????? Obras primas, supremos filme e (para usar uma expressão tão usada e gasta dos anos 70): divinamente decadentes!!!!!
Não vou contar muito sobre Twiggy ou Christopher Gable (lindos, abaixo) ou sobre Georgina Hale e Antonia Ellis (que depois transformou-se na « poderosa » produtora de « Sex and the City ») ou sobre Max Adrian e Barbara Windsor (e até sobre Glenda Jackson, numa aparição especial!), não… Aliás, não vou contar nada! As imagens falam por si! Todos "darlings"!
Assistam e curtam esta “caixinha de música”… Sim, este filme sempre me lembrou uma caixinha cheia de surpresas… Apaixonantemente lindo !
...e aqui meu ídolo Tommy Tune e a completamente enlouquecida Antonia Ellis em "Won't you Charleston with me?" (a partir do terceiro minuto e meio!). A pure delight!
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
REMEMBERING: the outrageous Tallulah Bankhead
Tallulah Bankhead, que maravilha... Alguém aqui conhece "Lifeboat" de Hitchcock?
Uma personalidade "larger than life". Nao é por menos que Bette Davis inspirou-se tao menuciosamente nesta "imagem cliche" de atriz... Bette, como Margot Channing (A Malvada/ All about Eve, 1950) nao só usou o mesmo corte de cabelo de Tallulah na época como "usou e abusou" de bourbon, cigarettes e escova de cabelo durante o filme - os "essenciais" de Tallulah...
Tallulah, às vezes até mais conhecida pelos seus depoimentos do que realmente pela sua arte... bem, pelo menos para nós que nao tivemos a oportunidade de ve-la brilhando nos palcos da Broadway como, por exemplo, em "The skin of our teeth" de Thorton Wilder ou "The little foxes" de Lillian Hellmann, entre outras, por causa de duas "technicalities" chamadas "tempo" e "geografia"...
Aqui algumas de suas inesquecíveis exclamacoes:
* If I had to live my life again, I'd make the same mistakes, only sooner.
* It's the good girls who keep diaries, the bad girls never have the time.
Uma de suas mais "gostosas" exclamacoes, aconteceu porém quando, durante uma festa numa roda muito animada, ela, foi informada que cocaína "viciava"... uma indignada Tallulah, para quem esta opcao era incogitável, respondeu: "This is absolutely ridiculous. I should know it, I've been taking it since years!".
Porém, para mim, a estória mais "talluliana" que conheco foi-me contada um dia em N.Y.por "alguém que conheceu alguém, que foi sobrinho de um amigo de alguém que teve como conhecido a ex noiva de um futuro jornalista" (nota da redacao: nao sabe-se porém o que aconteceu com o dito jornalista).
Tallulah, que sempre chegava atrasada à qualquer lugar devido à sua "afeicao" à "bourbon & cigarettes", chegou também neste determinado dia muito atrasada à portaria de seu prédio na Park Ave., aonde lhe esperava este jovem futuro jornalista acima mencionado, para uma entrevista. Tallulah sofria de um problema cronico, realmente terrível, de "gases". Subindo juntos no elevador para seu apartamento, Miss Tallulah nao pode mais controlar-se... O ex-futuro jovem repórter perguntou embasbacado: "Miss Tallulah, did you fart?" Ela simplesmente repondeu sacudindo os ombros: "Of course, dahling! Or do you think that I smell like this all the time?".
Folclore? Talvez mas de qualquer forma: Bravo Tallulah!!!!! Espero que voce esteja numa versao de um American Bar, lá no céu, sempre "outrageous", aproveitando seus cigarros & bourbon e usando sua famosa escova.
Que bom que voce nao viu no que a América do Norte transformou-se... Logo voce com seus cigarros! God bless, Dahling!
P.S. Só para constar: "Miss" Tallulah fez moda da palavra "Darling" que ela, no seu sotaque sulista, pronunciava "Dahling"!
E aqui um raríssima Tallulah no "I love Lucy" com Lucille Ball, Ricky Ricardo, Ethel e Fred!!!! I love them!
">
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Time heals everything...
Uma das mais lindas canções compostas para um musical da Broadway, “Time heals everything” é, apesar de muito simples, de uma honestidade e emoção devastadoras.
“Mack and Mabel” (1974) de Michael Stewart e Jerry Herman (Hello Dolly!) conta a atribulada estória de amor entre o diretor de cinema (mudo) Mack Sennett e sua “descoberta”, a adorável Mabel Normand, que transformou-se numa de suas maiores estrelas.
O musical, que originalmente teve o magnífico Robert Preston (para uma geração mais nova conhecido de “Victor, Victoria”) como Sennett, a talentosíssima “Broadway’s Darling” Bernadette Peters como Normand e o brilhante Gower Champion como diretor, não foi realmente o que se possa chamar de um “sucesso”. Desde sua “revival” em 1995 no West End ele ganhou porém um outro “status” e, hoje em dia é realmente “compreendido”.
O “enredo” nos leva dos dias dos “two-reeler” da Keystone às “Bathing Beauties” de Sennett (Gloria Swanson, que esteve entre elas, aqui encima na primeira fila) e ao amor trágico dos dois, interrompido pela prematura morte de Normand, a primeira “rainha da comédia” de Hollywood, em 1930 de tuberculose.
Gostaria de chamar atenção às lyrics de “Times heals…". Ainda me emociono com elas. Impressionante como uma música pode captar nossa sensibilidade, incrível como a gente pode se identificar com uma canção...
Aqui, mais de 30 anos depois do show original, Bernadette Peters, em grande forma, dando sua “rendition” da talvez mais linda balada que lançou ao longo de sua rica carreira.
♪ ♫ Time heals everything
Tuesday, Thursday
Time heals everything
April, August
If I'm patient the break will mend
And one fine morning the hurt will end
">
So make the moments fly
Autumn, Winter
I'll forget you by
Next year, Some year
Tho' it's hell that I'm going through
Some Tuesday, Thursday
April, August
Autumn, Winter
Next year, Some year
Time heals everything
Time heals everything
But loving you… ♫ ♪
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terça-feira, 30 de março de 2010
Trocando os papéis... Alternando papéis no Ballet, no Teatro e no Cinema!
Na história do Teatro, do Ballet e do Cinema existem célebres “trocas de papéis”. Eu as admiro...
Considero dois exemplos (um no Ballet, outro no Teatro) extremamente interessantes: a constante troca entre Anthony Dowell e David Wall no Ballet der Sir Frederick Ashton “Manon Lescaut”. Aqui Wall como o calculista “Lescaut”, irmão de Manon.

Certamente esta atitude levou os dois “Danseurs” à uma melhor compreensão dos papéis, dos motivos de “Lescaut” e de “Chevalier DesGrieux”.
Gostaria muito de ter visto Dowell como o cínico Lescaut. Nunca tive esta oportunidade. Reparem nesta foto… a pureza de Wall como DesGrieux contrastatada à frieza de Dowell como Lescaut. Que foto magnífica!

No teatro ingles, uma similar situação causou um grande furor nos anos 30. Laurence Olivier e John Gieguld (os dois no futuro seriam transformados em “Sirs”) trocaram, em "Romeu e Julieta", os papéis de Romeu e Mercutio. Esta produção gerou um pequeno escândalo, entre os “connoisseurs” shakespearianos, pela “nota” homosexual que os dois deram à relação entre Romeu e Mercutio. Aqui um jovem Gieguld, que muito iria sofrer na Inglaterra por causa de sua homosexualidade.
Ambos atores confessaram ter avançado muito na sua compreensão destes complexos personagens. Imaginem só, um dia Olivier como Mercutio e no outro como Romeu (compreendendo de dentro de seu Romeu toda a amizade e amor que Mercutio por ele sente – e vice versa. Empatia pura, não é?). Fascinante!
Alguém ainda se lembra de como Laurence Olivier era atraente nessas épocas?

Eu, até hoje, no trabalho, gosto que os empregados da firma “troquem” de emprego durante alguns dias… a confusão é grande, mas o resultado, a compreensão que é alcançada entre os diversos departamentos é uma coisa inigualável!
No cinema, por motivos óbvios, não existiram “trocas diárias” como feitas no teatro ou no Ballet. Mas papéis foram as vezes dados para atores que não estavam previstos para interpretá-los.
Pensem na produção de “Dr. Jekill & Mr. Hyde” (O Médico e o Monstro) com Spencer Tracy, Ingrid Bergman e Lana Turner. Por razões óbvias, Lana Turner (pelo fato der mais “óbvia”) estava escalada para o papel da “garçonete” que tem um caso com Mr. Hyde. Ingrid, que ía interpreter a “boazinha” noiva de Dr. Jekyll, sugeriu a troca de papéis. Lana virou «a pura».

Ingrid conseguiu não só roubar o filme como também fazer um grande sucesso de público e crítica – exatamente por libertar-se, por um curto período, do clichée, do «espartilho» no qual Hollywood estava colocando-a (e depois colocou definitivamente – Bergman necessitaria anos de “exílio” e uma ligação amorosa e, para a época, escandalosa, com Rossellini para um dia não ser mais “typecast”).
Logo Bergman. Mulher que só tinha uma coisa em meta. Sua carreira! Mas isto já é uma outra estória para outro dia…
Considero dois exemplos (um no Ballet, outro no Teatro) extremamente interessantes: a constante troca entre Anthony Dowell e David Wall no Ballet der Sir Frederick Ashton “Manon Lescaut”. Aqui Wall como o calculista “Lescaut”, irmão de Manon.

Certamente esta atitude levou os dois “Danseurs” à uma melhor compreensão dos papéis, dos motivos de “Lescaut” e de “Chevalier DesGrieux”.
Gostaria muito de ter visto Dowell como o cínico Lescaut. Nunca tive esta oportunidade. Reparem nesta foto… a pureza de Wall como DesGrieux contrastatada à frieza de Dowell como Lescaut. Que foto magnífica!

No teatro ingles, uma similar situação causou um grande furor nos anos 30. Laurence Olivier e John Gieguld (os dois no futuro seriam transformados em “Sirs”) trocaram, em "Romeu e Julieta", os papéis de Romeu e Mercutio. Esta produção gerou um pequeno escândalo, entre os “connoisseurs” shakespearianos, pela “nota” homosexual que os dois deram à relação entre Romeu e Mercutio. Aqui um jovem Gieguld, que muito iria sofrer na Inglaterra por causa de sua homosexualidade.

Ambos atores confessaram ter avançado muito na sua compreensão destes complexos personagens. Imaginem só, um dia Olivier como Mercutio e no outro como Romeu (compreendendo de dentro de seu Romeu toda a amizade e amor que Mercutio por ele sente – e vice versa. Empatia pura, não é?). Fascinante!
Alguém ainda se lembra de como Laurence Olivier era atraente nessas épocas?

Eu, até hoje, no trabalho, gosto que os empregados da firma “troquem” de emprego durante alguns dias… a confusão é grande, mas o resultado, a compreensão que é alcançada entre os diversos departamentos é uma coisa inigualável!
No cinema, por motivos óbvios, não existiram “trocas diárias” como feitas no teatro ou no Ballet. Mas papéis foram as vezes dados para atores que não estavam previstos para interpretá-los.
Pensem na produção de “Dr. Jekill & Mr. Hyde” (O Médico e o Monstro) com Spencer Tracy, Ingrid Bergman e Lana Turner. Por razões óbvias, Lana Turner (pelo fato der mais “óbvia”) estava escalada para o papel da “garçonete” que tem um caso com Mr. Hyde. Ingrid, que ía interpreter a “boazinha” noiva de Dr. Jekyll, sugeriu a troca de papéis. Lana virou «a pura».

Ingrid conseguiu não só roubar o filme como também fazer um grande sucesso de público e crítica – exatamente por libertar-se, por um curto período, do clichée, do «espartilho» no qual Hollywood estava colocando-a (e depois colocou definitivamente – Bergman necessitaria anos de “exílio” e uma ligação amorosa e, para a época, escandalosa, com Rossellini para um dia não ser mais “typecast”).

Logo Bergman. Mulher que só tinha uma coisa em meta. Sua carreira! Mas isto já é uma outra estória para outro dia…
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
It's nicer in Nice...
Estou indo para Nice e Monte Carlo na sexta-feira de manha para passar o fim-de-semana... em vez de pensar nos passeios, sopas-de-peixe, cheiros da Provence (mesmo no inverno), no teatro em Monte e no mercado de antiguidades de Nice no que penso? No "The Boyfriend" de Ken Russell (Para saber mais sobre este musical, vejam minha postagem de 20.03.2008. É fácil: só clicar ao lado direito no arquivo e no mes!).
Bem, "entre nous", à parte de que devo estar ficando louco, constatei que é infelizmente impossível encontrar-se um vídeo do "O Namoradinho" (filme que muito deleitou minha "roda" de amigos sapateadores, atores, pintores - sim! - , bailarinos, cenógrafos, futuros diretores, cineastas da época) no Youtube...
Isto significa nao poder-se ver a deliciosa e talentosa Barbara Windsor (saudades dela e daquele talento "cockney de music-hall"!) dando um "show" em "It's nicer in Nice" como "Hortense" no filme de Ken ("Nicer in Nice" nao é esta cena das fotos mas até fotos de "The Boyfriend" sao difíceis de se conseguir). Barbara Windsor, ma cockney interpretando outra que interpreta (com um sotaque terrível) uma francesa (Hortense). Simplesmente deliciosa!!!!
Aqui uma outra cena, mais "comportada" porém muito gostosa, da gala londrina em homenagem a Sir Cameron MacKintosh: "Mr.Producer":
They say it's lovely when a
young lady's in Vienna
but it's nicer, much nicer in nice
in Amsterdam or Brussels
the men have great big muscles
but they're nicer, much nicer in nice
">
I've heard that the italians
are very fond of dalliance
and they're also keen on it in Greece
But whatever they may say
this is where I want to stay
For it's so much nicer in nice
Bem, "entre nous", à parte de que devo estar ficando louco, constatei que é infelizmente impossível encontrar-se um vídeo do "O Namoradinho" (filme que muito deleitou minha "roda" de amigos sapateadores, atores, pintores - sim! - , bailarinos, cenógrafos, futuros diretores, cineastas da época) no Youtube...
Isto significa nao poder-se ver a deliciosa e talentosa Barbara Windsor (saudades dela e daquele talento "cockney de music-hall"!) dando um "show" em "It's nicer in Nice" como "Hortense" no filme de Ken ("Nicer in Nice" nao é esta cena das fotos mas até fotos de "The Boyfriend" sao difíceis de se conseguir). Barbara Windsor, ma cockney interpretando outra que interpreta (com um sotaque terrível) uma francesa (Hortense). Simplesmente deliciosa!!!!
Aqui uma outra cena, mais "comportada" porém muito gostosa, da gala londrina em homenagem a Sir Cameron MacKintosh: "Mr.Producer":
They say it's lovely when a
young lady's in Vienna
but it's nicer, much nicer in nice
in Amsterdam or Brussels
the men have great big muscles
but they're nicer, much nicer in nice
">
I've heard that the italians
are very fond of dalliance
and they're also keen on it in Greece
But whatever they may say
this is where I want to stay
For it's so much nicer in nice
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Private Lives (Noël Coward)

Invariávelmente chega-se a um certo momento do inverno na qual o frio, o vento, a neve ficam tao intensos que nosso único desejo, além de querer que a primavera logo chegue, é o adicional calorzinho gostoso de uma lareira, o aconchego de uma manta de lã sobre nossas pernas e velas, velas e ainda mais velas por toda a casa.
Este „temido“ ponto do inverno chegou. De terça para quarta-feira (27.01.) foram registrados em Viena 18 graus negativos (numa cidadezinha do norte da Austria a temperatura chegou à -27 graus), saí de casa para o escritório na quarta à 08.30 da manhã com 14 abaixo de zero e meu carro demorou tanto para se aquecer que eu já estava práticamente no escritório quando a temperatura interna ficou boa. À Noite cheguei feliz em casa. Sim, no momento, voltar-se à privacidade da própria casa é o momento mais gostoso do dia. Voltar à vida privada e ficar à vontade com uma roupa quentinha, e casual, de flanela e meias de lã depois de um gostoso banho quente…
Nestes particulares dias alegro-me muito quando uma encomenda qualquer chega. Na quinta-feira, dia 28, como que para iluminar minha noite, abri a caixa do correio e encontrei o esperado pacote da „Amazon“ com „Private Lives“ (MGM, 1931).

A peça de Noël Coward (a primeira foto desta postagem è de uma “revival” de 1936 com o Mestre Coward e sua querida amiga Gertrude Lawrence) é uma das minhas „all-time-favourites“ desde que comprei este livro numa second-hand bookshop da Broadway chamada „Theatre Books“ em N.Y. em 1983 (Não esqueço da cara do dono da loja e do fato dele ter-me contado que Joan Fontaine tinha ido ao seu casamento!?! Não sei mais porque ela foi ao seu casamento e o porque dele me contar isto… ). Nunca assisti „Private Lives“ mas o trabalho em conjunto e a grande amizade entre Noël e Gertie (Gertrude Lawrence), para quem a peça foi concebida, começou a fascinar-me já em 1989 quando numa outra „second-hand bookshop“ (desta vez em Singapura) comprei uma biografia chamada „A bright particular Star“ – que como toda BOA biografia inglêsa exerce sobre nós o charme do „low profile“ britanico (bem em contraste com as biografias „flamboyant“ americanas, que dominam o mercado): Como que, se perguntando sobre o porque do talento imenso destas imensas personalidades, a biografia simplesmente respondesse: „Of course, my Deah… What else could you have expected?“

Eu tinha assistido duas cenas, relativamente curtas e bastante „condensadas“ de „Private Lives“ com Julie Andrews (como Gertrude Lawrence interpretando Amanda) e Daniel Massey (como Noël Coward interpretando Elyot) no (infelizmente) fracassado „Star!“ (20th Century Fox, 1968), uma biografia sobre Gertie. Amanda e Elyot são divertidíssimos personagens!
Outras „Amandas“ no palco foram Tallulah Bankhead, Tamy Grines, Joan Collins, Elizabeth Taylor (com Burton como Elyot), Elaine Stritch e minha querida Dame Maggie Smith. Lembro-me bem do dia em que, em Londres no início dos anos 80, não consegui entradas para esta produção (ou eu não tinha dinheiro?) e fiquei na porta esperando Maggie e Michael Caine entrarem no teatro. Que pena que não os vi no palco.


Não sei exatamente o que estava esperando desta versão da MGM de 1931 (feita só meses após a fulminante estréia da peça na Broadway, com Gertie e Noël, depois de terem terminado a temporada londrina), não sei o que esperava de Norma Shearer (que como esposa de Thalberg era na época, junto à Garbo, „rainha da MGM“) e do estático Robert Montgomery. Sabia que nem Reginald Denny nem Una Merkel me convenceriam como Victor e Sybil. Ele por estar „no lugar“ de Laurence Olivier (que fez este papel secundário no início de sua carreira – vide foto abaixo) e Douglas Fairbanks Jr., ambos bonitos rapazes. Ela por não ser uma „comediante“ (Sempre penso na fabulosa e sofisticada Rosalind „Roz“ Russell quando penso em comédia sofisticada) porém uma „cômica“.

A decepção com Shearer foi imensa (gosto muito de vários trabalhos dela e acho-a uma das mulheres mais bonitas do cinema mas ela é a atriz errada para Amanda. Falta-lhe um certo „glamour“. Qualidade que Gertie tinha de sobra), a com Montgomery mais ou menos esperada – ele estava ainda mais estático do que de costume. Em resumo: dois ingleses com sotaques americanos? (Grande falha da produção – quando Victor pergunta a Elyot „Are you English?“, me perguntei o porque dele ter feito tal indagação). Duas pessoas, que deveriam emanar „Savoir-faire“ e classe, resumidos a dois personagens que não mostram o menor vestígio de ser „upper crust“ e de ter experiencia „continental“? Dois atores trabalhando na mais sofisticada de todas as comédias com um ar monótono e estereotipado? Dois atores numa engraçadíssima comédia com ares de quem estão com dor de cabeça e achando a situação muito „aborrecida“?
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Fiquei refazendo o filme, a peça na minha cabeça (onde estava de certa forma já há anos „pronta“) com Gertie e Noël e todo seu „wit“, charme, sofisticação e british manners and accents… Um desejo? Sim, adoraria dirigi-los…

„Private Lives“, uma declaração de amor, ainda é uma das grandes comédias sobre o amor que nos mostra que toda e qualquer „decisão“ pode ser reconsiderada e modificada – se deixar-mos nosso coração (e instinto) falar mais alto do que nossa racionalidade.

Como a própria música, tema central da "trama" (composta por Noël) nos explica:
♫ ♪ Someday i'll find you
Moonlight behind you
True to the dream i am dreaming
As i draw near you
You'll smile a little smile;
For a little while
We shall stand
Hand in hand
I'll leave you never
Love you for ever
All our past sorrow redeeming
Try to make it true
Say you love me too
Someday i'll find you again ♪ ♫
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