Todo ano eu perco a oportunidade de fazer uma pequena homenagem à “Juls” pelo seu aniversário… 01/10…
Este ano apesar de ter sido lembrado pela querida Carla Marinho para fazer uma postagem em conjunto, acabei não fazendo minha homenagem pessoal…
(Acima um raríssimo anúncio de jornal falando da estréia de 15/03/56... reparem como Julie está com o rosto limpo - o que não era o caso da florista em Covent Garden! Não se sabia como seu personagem, Rex Harrison "cantando" e o musical seriam recebidos... Inacreditável, não?)
“Antes tarde do que nunca” – aqui, hoje só umas poucas fotos relacionadas à “My Fair Lady” (com Julie é assim: temos que ir fazendo capítulo por capítulo, colocando “tintim por tintim” e bem "peu à peu" pois se fizéssemos uma postagem “geral” ela teria alguns kilometros…)
Estação de 1955/56, Broadway: uma jovem moça inglesa de 20 anos, a mesma que tinha causado uma sensação no ano/estação anterior com sua ingénue “Polly Brown” em “The Boyfriend”, virou da noite para o dia a “coqueluche” da Broadway, uma personalidade "estabelecida", capa do "Life"… Sua Eliza Doolitle, como diziam meus pais, era de "carne e osso", complexa, linda, patética até e inesquecível!
Mas, de qualquer forma, gostaria de constatar uma coisa: como é bonito, apesar do sucesso repentino, uma pessoa manter-se com "pés no chão", simples... Este é, até hoje, o caso de Miss Andrews. Que exemplo para outras "artistas" - até de carreira bem curta!)
Aqui algumas fotos deste período (1956)...
...e um video também da mesma época no qual além de “Wouldn't it be "loverly"?" de "Lady” ela canta a eterna “Someone to watch over me“ de Gershwin com aquela pontuação sua tão extraordinária, com seu fraseado único... Que lindo momento!
Julie voltaria a cantar esta mesma canção em “Star” de Robert Wise em 1968… mas este já é um outro capítulo que ficará para outro dia!
Para finalizar uma foto que vinha guardando “à sete chaves” para surpreender minha amiga manauára Lorena Pimentel. Eu já a usei para “decorar” a postagem conjunta de Carla Marinho – mesmo assim quero colocá-la aqui. Tenho orgulho de ter recebido esta foto em 1983 e de poder ter tido a oportunidade (que sorte!) de conhecer essa encantadora mulher! Para saberem mais, aqui a estória !
Querida Carla,
Aqui, uma coisa que nenhum dos outros leitores do teu Blog poderão te oferecer :-))
E como voce é uma pessoa muito querida, aqui uma foto que esperava colocar um dia nas "Tertúlias" junto com uma postagem sobre uma experiencia muito pessoal - a "premiére" dela então terá que ser feita por voce...
Tive a honra de conhecer Julie num restaurante em Gstaad... Logo depois da estréia de "Victor, Victoria"... Acho que foi em finais de 1983.. Ela estava em companhia de seu marido, Blake Edwards, jantando! Pensei tres mil vezes se deveria ou não levantar-me e lhe dirigir a palavra... voce sabe como é, a gente não quer jamais ser decepcionado pelo seu ídolo especial.
Então pensei... "Ora Ricardo, Dececpção ou não, se voce não for e nem sequer tentar falar com ela, ficará arrependido até o final da sua vida..."
E fui! E não me arrependi!
Bem, do meu "Good Evening, may I... " brotou um papo muito especial de meia hora sobre "Cinderella", "Lady" (que tinha sido assistida por meus pais"), "Camelot" e tantas outras coisas, algumas delas eu só conhecia de discos... Ela gentilíssima, meiga, ouvindo-me... ouvir... que ara qualidade! Depois o seu pedido do meu endereço... Uma aperto de mão (da minha parte com as duas mãos segurando a sua) e um "Good-Night" com um sorriso honesto! (Esqueci de dizer que Mr. Edwards foi também gentilíssimo e apesar de minhas menções sobre "Tiffany's", "Days of wine and roses", "Pink Panther", "Darling Lili" etc, ele logo percebeu que eu estava ali por causa de Julie). Não esqueçam, eu era um menino de 23 anos...
Dois meses depois encontrei esta foto na minha caixa do correio... com uma carta pessoal. Esta sim mantenho ainda comigo e um dia colocarei nas Tertúlias!
O que mais dizer de tanta amabilidade e gentileza? Como Carol Channing diria "Isn't "this" Julie Andrews for you?"
HAPPY BIRTHDAY ATRASADÍSSIMO, JULS! GOD BLESS!
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Vamos hoje rir com "Millie" ?????
Thoroughly modern Millie...
Eu estava com “outros planos » e ía postar uma coisa muito diferente, que ficará para outra vez. Hoje o dia foi bom, leve… o fim-de-semana começa e eu sinto-me bem, de muito bom humor, feliz… ora, então porque não postar uma coisa risonha? Voilá…
Thoroughly modern Millie (“Positivamente Millie”, 1967, George Roy-Hill) foi o filme que iniciou a moda “Anos 20. Nostalgia” que foi muito popular no Brasil e que chegaria ao seu ponto máximo com o filme “O grande Gatsby”.
Detalhe: Esta terceira “versão” do poster do filme é meio estranha. Se repararem bem, Mary Tyler Moore está com uma mini-saia "swinging london" dos anos 60… e não vestida como uma “Flapper” dos anos 20! (Se voces repararem bem, mais ou menos em baixo da perna levantada de Julie verao Mary, mais uma vez, com um bailarino de terno e gravata dos anos sessenta... numa espécie de ié-ié-ié... o que nao tem nada que ver com o filme! Que falha, principalmente por que a direcao de arte é tao perfeita em todo o filme!)
“Millie” é um filme divertissímo, engraçado, animado, rápido, crítico, inteligente, bem-humorado, de um “tempo” fora do comum (ótima direção) e com um elenco maravilhoso: Julie Andrews, Mary Tyler Moore, James Fox, Carol Channing, John Gavin e Beatrice Lillie!!!! (além de ótimos coadjuvantes como Pat Morita). « Millie » foi um incrível sucesso de bilheteria. Uma brincadeira cinematográfica (até com uma cena que era só para brincar com as platéias judias das “matinées” da “East Coast” – esta cena não tem realmente um “porque” de estar no filme, é só uma brincadeira… muito gostosa aliás! - “Trink la Chaim”, um ótimo número: Julie cantando em jidisch, mais uma vez deliciosa).
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Julie está deliciosamente bem como uma moça do interior (que tem um sotaque britanico… ah, quem se importa?) que deseja transformar-se numa “moderna” para casar com seu chefe (que ela ainda não conhece pois ainda não tem emprego).
Mary Tyler Moore um tipo mais “Lillian Gish”, a fina… James Fox nos conquista imediatamente quando começa a sapatear, tarefa não muito normal para um ator shakespeareano… Carol Channing enche a tela de energia
(Imagino a “Dolly” que ela foi no teatro. Sim, ela criou este papel… Detalhe: Julie, que tinha perdido “Eliza” para Audrey Hepburn mandou o seguinte telegrama para Carol quando esta perdeu “Dolly” para Streisand: Don’t worry, you’ll get your Mary Poppins) e Beatrice Lillie (como a “vilã” e conecção com a “máfia” chinesa que raptava “escravas brancas” – Ave, quanta loucura - Mrs. Meers) nos “assusta” quando diz “Sad… to be all alone in the world”! (Detalhe: durante a filmagem, Bea Lillie já estava num grau muito avançado de Alzheimer e perguntava todos os dias “Quem é aquela mocinha que canta tão bem? – já sabem a quem se referia, não?)
Uma comédia irresistívelmente gostosa que simplesmente diverte (Meu pai a odiava e a chamava de “Chanchada”, minha mãe a adora e morre de rir quando a reve. Sempre!). “Millie” é infelizmente um filme meio esquecido, meio “injustiçado”. Uma comédia musical cheia de cliches, besteiras. MARAVILHOSA!
O início do filme já nos “pega”. O cliché da transformação da mocinha do interior (Se bem que, justiça seja feita, ela diz numa certa parte do filme: “You can take the girl out of the small Town but you cannot take the small Town out of the girl!”).
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Minha cena preferida: o elevador temperamental que foi danificado por culpa de umas coristas que nele praticavam. Ele só funciona se sapateia-se… Adoro o comentário da rica herdeira, Miss Dorothy (Tyler Moore"): "Oh I love it, in the Ritz elevator all you do is go up and down!"
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E “TAPioca”, uma dança criada para Millie por Jimmie (James Fox) baseada no “Menú” que ela comeu nesta determinada noite: “Franks” (salsichas) não funcionou, “Sauerkrat” (chucrute) óbviamente muito menos… mas quando ele ouviu “Tapioca, the pudding” já teve a visão desta “dança”, deste número de sapateado… Tap, tap, Tapioca… Que delícia!
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E para finalizar Millie apresentando-se para um emprego e apaixonando-se pelo “chefe”. Que atriz de musical mais perfeita !!!!!
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E agora? Minha "dica" para o fim-de-semana: Vamos assistir (ou reassistir) este delicioso filme?
Eu estava com “outros planos » e ía postar uma coisa muito diferente, que ficará para outra vez. Hoje o dia foi bom, leve… o fim-de-semana começa e eu sinto-me bem, de muito bom humor, feliz… ora, então porque não postar uma coisa risonha? Voilá…
Thoroughly modern Millie (“Positivamente Millie”, 1967, George Roy-Hill) foi o filme que iniciou a moda “Anos 20. Nostalgia” que foi muito popular no Brasil e que chegaria ao seu ponto máximo com o filme “O grande Gatsby”.
Detalhe: Esta terceira “versão” do poster do filme é meio estranha. Se repararem bem, Mary Tyler Moore está com uma mini-saia "swinging london" dos anos 60… e não vestida como uma “Flapper” dos anos 20! (Se voces repararem bem, mais ou menos em baixo da perna levantada de Julie verao Mary, mais uma vez, com um bailarino de terno e gravata dos anos sessenta... numa espécie de ié-ié-ié... o que nao tem nada que ver com o filme! Que falha, principalmente por que a direcao de arte é tao perfeita em todo o filme!)
“Millie” é um filme divertissímo, engraçado, animado, rápido, crítico, inteligente, bem-humorado, de um “tempo” fora do comum (ótima direção) e com um elenco maravilhoso: Julie Andrews, Mary Tyler Moore, James Fox, Carol Channing, John Gavin e Beatrice Lillie!!!! (além de ótimos coadjuvantes como Pat Morita). « Millie » foi um incrível sucesso de bilheteria. Uma brincadeira cinematográfica (até com uma cena que era só para brincar com as platéias judias das “matinées” da “East Coast” – esta cena não tem realmente um “porque” de estar no filme, é só uma brincadeira… muito gostosa aliás! - “Trink la Chaim”, um ótimo número: Julie cantando em jidisch, mais uma vez deliciosa).
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Julie está deliciosamente bem como uma moça do interior (que tem um sotaque britanico… ah, quem se importa?) que deseja transformar-se numa “moderna” para casar com seu chefe (que ela ainda não conhece pois ainda não tem emprego).
Mary Tyler Moore um tipo mais “Lillian Gish”, a fina… James Fox nos conquista imediatamente quando começa a sapatear, tarefa não muito normal para um ator shakespeareano… Carol Channing enche a tela de energia
(Imagino a “Dolly” que ela foi no teatro. Sim, ela criou este papel… Detalhe: Julie, que tinha perdido “Eliza” para Audrey Hepburn mandou o seguinte telegrama para Carol quando esta perdeu “Dolly” para Streisand: Don’t worry, you’ll get your Mary Poppins) e Beatrice Lillie (como a “vilã” e conecção com a “máfia” chinesa que raptava “escravas brancas” – Ave, quanta loucura - Mrs. Meers) nos “assusta” quando diz “Sad… to be all alone in the world”! (Detalhe: durante a filmagem, Bea Lillie já estava num grau muito avançado de Alzheimer e perguntava todos os dias “Quem é aquela mocinha que canta tão bem? – já sabem a quem se referia, não?)
Uma comédia irresistívelmente gostosa que simplesmente diverte (Meu pai a odiava e a chamava de “Chanchada”, minha mãe a adora e morre de rir quando a reve. Sempre!). “Millie” é infelizmente um filme meio esquecido, meio “injustiçado”. Uma comédia musical cheia de cliches, besteiras. MARAVILHOSA!
O início do filme já nos “pega”. O cliché da transformação da mocinha do interior (Se bem que, justiça seja feita, ela diz numa certa parte do filme: “You can take the girl out of the small Town but you cannot take the small Town out of the girl!”).
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Minha cena preferida: o elevador temperamental que foi danificado por culpa de umas coristas que nele praticavam. Ele só funciona se sapateia-se… Adoro o comentário da rica herdeira, Miss Dorothy (Tyler Moore"): "Oh I love it, in the Ritz elevator all you do is go up and down!"
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E “TAPioca”, uma dança criada para Millie por Jimmie (James Fox) baseada no “Menú” que ela comeu nesta determinada noite: “Franks” (salsichas) não funcionou, “Sauerkrat” (chucrute) óbviamente muito menos… mas quando ele ouviu “Tapioca, the pudding” já teve a visão desta “dança”, deste número de sapateado… Tap, tap, Tapioca… Que delícia!
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E para finalizar Millie apresentando-se para um emprego e apaixonando-se pelo “chefe”. Que atriz de musical mais perfeita !!!!!
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E agora? Minha "dica" para o fim-de-semana: Vamos assistir (ou reassistir) este delicioso filme?
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