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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Manon, 21ème Avril 2012 (Opéra Garnier), revisited...
„Manon“ and its complex characters occupied me for a long while this year... My “notes” (on Chevalier Des Grieux) which were meant as a gift to a gifted dancer (who was having some trouble finding the character) are a prove of that... But he found his Des Grieux – and he gave a more than excellent performance...
Later during the year I became more and more fascinated about Lescaut – and had the pleasure of watching some great performances by another very gifted dancer.
I wrote already about these dances as well about two different “Manons”. Roles not intended to be easy ones: complex characters full of different motives, drives and expectations in life. Just the way Sir Kenneth MacMillan loved them...
A few weeks ago, as if to “finalize” this so-called “Manon-phase” in my life, I found this version of the pas de trois de la chambre (Manon, Lescaut - her brother - and Monsieur de G.M.), which happens to me favourite part of the show and was strangely “impressed” by it – for the first time I sensed a subtle but very present touch of “incest” in the air, which I had never seen so distinctly in these characters... Another additional complexity for future Manons and Lescauts…
Wonderful performances by Clairemarie Osta (Manon), beautiful Stéphane Bullion (Lescaut) and Stéphane Phavorin (Monsieur de G.M.).
Bravo!
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“Manon” e seus complexos personagens me ocuparam por muito tempo este ano… Minhas “Notas” (sobre Chevalier Des Grieux) que foram intencionadas como um presente para um talentoso bailarino (que estava tendo alguns problemas em encontrar o personagem) são uma prova disto… Mas ele encontrou seu Des Grieux – e deu uma apresentação mais do que excelente …
Mais tarde durante o ano fiquei mais e mais fascinado por Lescaut – e tive o prazer de assistir algumas maravilhosas apresentações dadas por outro bailarino muito talentoso.
Já escrevi sobre estes bailarinos assim como sobre duas diferentes “Manons”. Papéis não intencionados a ser fáceis: personagens complexos cheios de diferentes motivos, ímpetos e expectativas na vida. Justamente como Sir Kenneth MacMillan os amava…
Algumas semanas atrás, como que para «finalizar» esta chamada «Fase de Manon» na minha vida, encontrei esta versão do pas de trois de la chambre (Manon, Lescaut - seu irmão - e Monsieur de G.M.), que é minha parte preferida deste Ballet e fiquei estranhamente “impressionado” por ela – pela primeira vez percebi um sutil porém presente toque de “incesto” no ar, que eu nunca tinha visto tão distintamente nestes personagens… Outra complexidade adicional para futuras Manons e Lescauts levarem em conta…
Maravilhosas execuções por Clairemarie Osta (Manon), pelo belíssimo Stéphane Bullion (Lescaut) e por Stéphane Phavorin (Monsieur de G.M.).
Bravo!
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domingo, 1 de dezembro de 2013
Manon "revisited": 2013, Nov. 28th
Another critic about „Manon”? Just after a few weeks of having written one? Sure?
Yes…
On November 28th I got two (marvelous) tickets for the State Opera, just by the orchestra pit, on the fourth row. This “casualty” made it much easier for me to compare the performance with the one I had seen last October 22nd, which impressed me immensely.
Outra crítica sobre “Manon”? Só poucas semanas depois te ter escrito uma ? Tem certeza ?
Sim…
No dia 28 de Novembro recebi dois (maravilhosos) ingressos para a Ópera de Viena, na área da orquestra , na quarta fila. Esta “casualidade” fez-me mais fácilmente poder comparar esta apresentação com a que tinha assistido dia 22 de Outubro, que muito me impressionou.
It was a great pleasure to see again performances which I had so very liked. For instance Leonardo Basílio’s – a dancer with a brilliant future ahead of him- and Alexandru Tcacenco’s (even though I became suddenly aware that the casting was slightly different: there were four dancers for three roles... but that meant that, even if I’ve missed seeing more of Mr. Basilio, I was compensated by watching a lot of Mr. Dumitru Taran, a very gifted dancer that I very much admire!).
Others that went on delighting me and making me wonder why such supporting roles can sometimes leave a longer, more lasting impression on you than “main roles”, were four of the five courtesans that again gave very witty, intelligent performances: Reina Sawai, Prisca Zeisel, Maria Alati and lovely Eszter Ledán!
Foi um grande prazer rever apresentações da quais tinha muito gostado. Por exemplo as de Leonardo Basílio – um bailarino com um brilhante futuro à sua frente – e a de Alexandru Tcacenco (apesar de dar-me conta que a distribuição de papéis foi levemente alterada: haviam no programa 4 bailarinos para tres papéis… o que significou que, mesmo que eu tenha sentido falta de ver mais de Mr. Basílio, fui compensado por ver bastante de Mr. Dumitru Taran, bailarino muito talentoso e que muito admiro).
Outros que continuaram a me deleitar e fazer pensar porque papéis secundários podem deixar uma impressão tão mais longa e duradoura do que papéis principais, foram quatro das cinco cortesãs que mais uma vez deram interpretações muito espirituoas, inteligentes: Reina Sawai, Prisca Zeisel, Maria Alati e a encantadora Eszter Ledán!
Misha Sosnovschi was again (I wrote a lot about him last time) “the” perfect Lescaut. Chapeau, Monsieur Sosnovschi!
On the other hand magnificent roles like the Beggar’s King and the Warden were not “completely used”, as played by Mr. Marcin Dempc and Mr. Gabor Oberegger. It is, in the particular case of the Warden, very difficult to top Alexis Forabosco’s performance last October.
Misha Sosnovschi foi de novo (Escrevi muito sobre ele na última vez) “o” perfeito Lecaut. Chapeau, Monsieur Sosnovschi!
Mas, ao contrário, magníficos papéis como o Rei dos Mendigos e o administrador da prisão não foram completamente “usados” com a interpretação de Mr. Marcin Dempc e Mr. Gabor Oberegger. É, no caso particular do administrador, muito difícil superar a apresentação de Alexis Forabosco de outubro deste ano.
Alice Firenze… belíssima danzatrice… I use the word “danzatrice” on purpose. Miss Firenze is not only a beautiful, gifted, sensitive dancer but also a very good actress… Miss Firenze gave life to a role that can be very tricky… If not perfectly interpreted it can become dull and boring. But no fear about that when Alice Firenze is on stage. There is always a certain “fire in the air” every time she performs.
She is also the sort of dancer that never leaves a movement unfinished. With a great sense of musicality she even extends certain movements to a maximum length, which I had not seen before… And that is not easy at all during the “drunken Pas de Deux” with Lescaut. A slow one… The fact of appointing Miss Firenze to the soloist category was one of the most well deserved acts during Manuel Legris’ direction period.
I love this kind of talent – not easy to describe in simple, ephemeral words.
Alice Firenze… belíssima danzatrice… Uso a palvra “danzatrice” propositalmente. Miss Firenze não é só uma bonita, talentosa, sensível bailarina mas também uma muito boa atriz… Miss Firnze deu vida a um papel que pode ser muito complicado… Senão perfeitamente interpretado ele pode tornar-se tedioso e maçante. Mas não há perigo disso quando Miss Firenze está no palco. Sempre existe um certo «fogo no ar» quando ela se apresenta.
Ela é também uma daquelas bailarinas que nunca deixam um movimento inacabado. Com seu grande tino musical ela estende certos movimentos ao maximo do comprimento, que eu nunca antes tinha visto… E isto nao é nada fácil durante o “Pas de Deux bebado” com Lescaut. Um que è muito vagaroso… O fato de Miss Firenze ter sido nomeada solista foi um dos mais merecidos durante o período de direcao de Manuel Legris.
Amo esta espécie de talento – nada fácil de ser descrito em simples, efemeras palavras.
Manon and Olga Esina… Difficult to express it in any other way than “they were not meant to each other”. I once read a very clever interpretation of Miss Esina’s stage personality that called her a “Grace Kelly of the Ballet”. It went on to tell us about her remoteness/aloofness and chilly behaviour while performing. That “iceberg condition” in which Grace Kelly mostly existed…
Maria Yakovleva, even totally lacking Miss Esina’s precise technique, was a much more “human” Manon. Not a puppet doing the right things at the right minute.
Sometimes I had the feeling that Olga Esina was just “imitating” feelings… from act to act she went on imitating love, greed, fun, sadness, despair, surrender… That is surely the reason why I prefer her on more contemporary, abstract pieces: they become her much better… She once gave a wonderful performance of “Stravisnky’s Violin Concerto” from Balanchine which I have not forgotten until today – even if that part was immortalized by the great Carol Summer.
Manon e Olga Esina… difícil de expressar isso em outro modo que não seja “elas não foram feitas um a para a outra”. Uma vez li uma inteligente interpretação sobre a personalidade de Miss Esina no palco que a descreveu como um espécie de “Grace Kelly do Ballet”. A crítica continuou a nos contar sobre seu desinteresse, distancia e forma fria quando no palco. Aquele “estado de iceberg” no qual Grace kelly existiu…
Maria Yakovleva, mesmo sem nenhuma da precisa técnica de Miss Esina, foi uma Manon muito mais “humana”. Não uma marionete fazendo as coisas certas nos momentos certos.
Algumas vezes tive a sensação que Olga Esina estava só “imitando” sentimentos,,, de ato para ato ela continuou imitando amor, ganancia, divertimento, tristeza, desespero, capitulação… Esta é a razão porque prefiro-a em peças mais contemporaneas, abstratas: Elas lhe caem melhor… Ela deu uma vez uma linda interpretação am “Stravinsky’s Violin Concerto” que não esqueci até hoje - mesmo que aquele papel tenho sido eternizado pela grande Carol Summer.
But she is completely wrong for MacMillan. Her arms, which are still “too Russian”, were mostly far too high during arabesques and attitudes. Light years afar from the british world of dance. The very same arms were the reason why the last pas de deux (Manon’s death scene) was completely ineffective. They did not let the hands “die” (this is the first hint that audiences get that Manon’s end is near). The hands were too full of energy, not “relaxed dead” how they are intended to be in MacMillan’s choreography (the same way Juliet’s arms are dead in the Tomb scene in MacMillan’s “Romeo and Juliet”).
All this, added to the makeup that made her look like an imitation of Natalia Makarova, made me wonder why other strong dancers in the company did not have the chance to perform this incredible variation of a “beast” – one of my ways of describing Manon (during my last critic I described her as a sort of “Lola-Lola”).
But I must say that her interpretation of the Pas de Trois with Lescaut and Monsieur G.M. (marvelous Thomas Mayerhofer) was superb – a great example of dance in which a lot of emotional remoteness is required…
Miss Esina was the first dancer I ever saw taking her fist curtain calls after “Manon” smiling…
Mas ela é completamente errada para MacMillan. Seus braços, que ainda são «muito russos», estavam na maioria das vezes muito altos durante arabesques e attitudes. Anos-Luz em distancia do mundo de dança ingles. Os mesmos braços foram a razão porque o último Pas de Deux (A cena de morte de Manon) perdeu totalmente em efeito. Eles não deixaram as mãos “morrer” (esta é a primeira insinuação que o público recebe que o final de Manon está próximo). As mãos estevam cheias de muita energia, não «relaxadamente mortas» como elas são destinadas a ser na coreografia de MacMillan (da mesma forma como os braços de Julieta estão mortos na cena da tumba no “Romeu e Julieta” de MacMillan).
Tudo isso, adicionado à Maquiagem que a fez parecer uma imitação de Natalia Makarova, me fez pensar porque outras boas bailarinas na compania ainda não tiveram a oportunidade de interpretar esta maravilhosa variação de uma “besta” – uma das minhas formas de descrever Manon (na minha última crítica descrevi-a como uma espécie de “Lola-Lola”) .
Mas tenho que dizer que sua interpretação do Pas de Trois com Lescaut e Monsieur G.M. (magnífico Thomas Mayerhofer) foi soberba – um grande exemplo de dança na qual distancia emocional é requerida.
Miss Esina foi a primeira bailarina que vi sorrindo durante as primeiras cortinas depois de “Manon”…
Vladimir Shishov… what can I say unless “Premier Danseur”? Mr. Shishov showed us once more this beautiful, rare quality called “right” to be named premier danseur… I have seen many interesting “Chevalier Des Grieux” during my long “love affair” years with the ballet: Dowell, Wall, Legris, Malakhov… more recently here in Vienna Friedmann Vogel and even Roman Lazik…
Strangely enough I understood, at last and after so many years, much more of the character through Mr. Shishov’s interpretation – he gave Des Grieux a special “shine” that had not been there before, especially on the last performances which I had seen here in Vienna:
Youth…
Yes, his Des Grieux is a young man – exactly like he was written by Antoine-François Prévost – and this unique quality brought me to tears at the end of the evening.
Not Manon’s death but Des Grieux’s honest grief. I had never seen such a portrayal…
Vladimir Shishov… o que posso dizer senão “Premier Danseur”? Mr. Shishov nos mostrou mais uma vez esta rara, bonita qualidade chamada “direito” de ser mencionado como um premier Danseur… Já assisti muito interessantes “Chevalier Des Grieux” durante os longos anos do meu “love affair” com o ballet: Dowell, Wall, Legris, Malakhov… mais recentemente aqui em Viena Friedmann Vogel e até Roman Lazik…
Estranhamente eu entendi, finalmente depois de tantos anos, muito mais do personagem através da interpretação de Mr. Shishov – ele «poliu» especialmente seu Des Grieux de uma forma que não tinha sido visto anteriormente, especialmente nas últimas apresentações que assisti em Viena:
Juventude…
Sim, seu Des Grieux é um jovem – exatamente como escrito por Antoine-François Prévost – e esta única qualidade me levou as lágrimas no final da noite.
Não a morte de Manon mas sim o sincero pesar de Des Grieux. Nunca havia assitido-o assim…
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
The Shape of Love e o dom da síntese: Kirkland & Dowell
Revendo uma cena que é importantíssima para mim e sem me importar que já uma vez a publiquei aqui, volto a tentar descrever (sim, é "tentar" mesmo) o que sinto quando a assisto... Espero que voces compartilhem esta emoção comigo...
Admiro demais as pessoas que possuem o poder, o dom da síntese.
Talento raro e por mim até “invejado” (no bom sentido) pois sou um daqueles que começam uma estória e aí se lembram de 25 outras, todas intercambiadas por algum banal motivo e aí “perdem o fio da meada” por nem saberem mais o porque de estar contando aquilo (e muito menos ainda o porque de terem começado este discurso… sim… sou também um daqueles "contadores cronicos" que, no caminho, se «perdem nos "entretantos" sem chegar aos "finalmentes"»)
Mas grandes artistas me fazem às vezes, raramente, adquirir o dom da síntese…
Porque talvez me inspirem já que eles o possuem... como nesta cena, na qual reúnem uma gama de emoções que vão de A a Z numa única palavra... amor.
No contexto da didática tradicional, a síntese é o ato de abordar as principais idéias e pontos de conexão de uma determinada lição. Ligá-los, por assim dizer...
Que outra palavra poderia descrever o que vejo e sinto quando assisto Gelsey Kirkland e Anthony Dowell na cena do balcão de “Romeo and Juliet” de MacMillan senão pura “PERFEIÇÃO”. Desde a perfeita música de Prokofieff, da coreografia à interpretação dos maravilhosos bailarinos...
Obrigado aos dois por tal momento de arte eternizado em video e no relato no imortal livro “The Shape of Love” (que nome mais apropriado quando penso nesta cena), no qual Gelsey nos fala de suas idéias (quase loucas) sobre a interpretação de Julieta e de sua maneira (quase científica) de trabalhar, ensaiar...
Mas tudo isto talvez pouco importe... é o resultado que conta: “PERFEIÇÃO”!
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Romeo and Juliet, Gelsey Kirkland & Anthony Dowell
Nada a dizer... só este pas-de-deux com meus dois queridos de sempre:
Gelsey Kirkland
e Anthony Dowell
Gelsey, sempre louca, talentosíssima, analítica ao extremo em sua arte e Anthony já "past his prime" (mas ainda, para mim, o mais nobre dos Danseurs), a coreografia de MacMillan, Prokofieff... O que quero mais para acabar este dia lindo? Fiquei hoje em casa e encontrei tantos tesouros... E agora me dei conta de um fato: nunca assisti "Romeu e Julieta" no Brasil...
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Gelsey Kirkland
e Anthony Dowell
Gelsey, sempre louca, talentosíssima, analítica ao extremo em sua arte e Anthony já "past his prime" (mas ainda, para mim, o mais nobre dos Danseurs), a coreografia de MacMillan, Prokofieff... O que quero mais para acabar este dia lindo? Fiquei hoje em casa e encontrei tantos tesouros... E agora me dei conta de um fato: nunca assisti "Romeu e Julieta" no Brasil...
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sexta-feira, 6 de março de 2009
Romeo & Juliet, Lynn Seymour, Christopher Gable, Dame Fonteyn e a Generosidade dela...
Tendo passado alguns dias em casa por causa de uma gripe muito forte, li muitas coisas a partir do momento em que comecei a melhorar. Entre elas folheei um pouco da última biografia de Nureyev que foi publicada. Este trabalho, admirável pela sua incrível pesquisa que ocupa 700 páginas, foi escrito por Julie Kavanagh em 2007. Este livro abriu-me muitas portas sobre uma situação, sobre um “Puzzle” do qual eu não tinha todas as pedrinhas… Agora, com estas poucas páginas que li, tenho-as. Recebi este trabalho de presente ano passado. Infelizmente, nunca me interessei muito por Nureyev e não venero sua memória comos muito fazem, príncipalmente depois de ter lido (em outra biografia, a única que li) que ele, mesmo sabendo de sua doença (AIDS) não mudou em nada sua conduta sexual (sendo causador de uma grande parte da forma em que esta doença se alastrou nos anos 80). Não posso idolatrar um pessoa assim que, ao que me parece, tinha muito ainda o que aprender sobre o respeito humano, sobre a moral. Onde está a moral de alguém que propositalmente coloca a vida de outros em jogo ? Bem, este não é o assunto desta postagem (Já escrevi sobre este assunto, acho que ou em “Valentino” – postagem de 22 de abril de 2008 – ou em « Mikhail Baryshnikov: transparência e simplicidade » de 16 de abril de 2008, leiam… ).
Kavanagh conta uma estória deveras interessante para nós que vivemos no mundo do Ballet.
“Romeu e Julieta” estava planejado na agenda do Covent Garden há anos para Rudolf. De fato Leonid Lavrovsky concordou em 1963 a enscenar seu Ballet mas saiu do seu acordo um ano depois. No meio tempo Kenneth MacMillan, coreógrafo “da casa”, estava mais do que preparado para este desafio. Ele não só escolheu Nicos Georgiadis como designer de produção como baseou-se também abertamente numa encenação nada lacrimejante e muito anti-romantica de Zefirelli de 1960 com Judi Dench – sim Judi Dench, a incrível Judi Dench em 1960!!!!!!! – como uma assombrosa, nada romântica Julieta e sim uma mulher que não esperava pelo que a vida iria dar-lhe de destino. Ela fez seu destino. Ela tinha a responsabilidade por ele. Uma outra visão deste personagem. E muito interessante...
MacMillan estava mais do que certo que a JUVENTUDE tinha que ser a figura principal de sua obra. Ele usou Lynn Seymour como Julieta e para seu Romeu, ninguém menos do que Christopher Gable (vide « The Boy Friend » de 20 de março de 2008), um menino « Cockney » que representaria Romeu da mesma forma que Leonard Whitting o faria no filme de Zefirelli de 1968 – sim um menino inglês com quem a juventude de King’s Road poderia identificar-se… (Ele teria achado Rudolf mais apropriado para o papel de Mercutio, uma parte satírica, istrionica - bem mais perto da personalidade de ballet de Nureyev - nao um príncipe nobre... ). Nada disto foi um surprêsa já que Kenneth tinha coreografado a cena do balcão com Lynn e Christopher para a televisão canadense. Porque Lynn e Christopher eram bailarinos de quem muito gostava e em quem muito confiava, ele os convidou a contribuir com suas próprias idéias… Os três transformaram-se num trio inseparável, criando o que eles chamavam de “o nosso Ballet”. Lynn, apesar de muito gostar de Nureyev, sentia-se mais à vontade com Christopher, um bailarino que ela considerava « sem mêdo ». Numa crítica mais tardia de “Vogue” constou: Nenhum dos dois representa clichées, eles simplesmente quebram nossos corações…
Romeu e Julieta de MacMillan quebrou corações – os dos seus criadores!
Pouco tempo antes da premiére foi anunciado pela direção do Covent Garden que para a estréia seria necessário um elenco de “primeira classe”. Fonteyn (juventude?) e Nureyev. MacMillan ficou sem palavras tendo que aceitar o que muitos consideraram um «grande êrro». Frederick Ashton nao ajudou-o. Teria ele mêdo do seu novo rival, David Webster, que tomou esta decisão? Margot estava precisando de um novo Ballet para sua tournée pela América, disseram. MacMillan nunca deixou de dizer que este « veículo » não era apropriado nem para Fonteyn, nem para Nureyev. Para os corações quebrados de Lynn e Christopher Gable foi adicionado o fato que eles pessoalmente, por falta de tempo, teriam que ensinar “seus” papéis para o novo elenco de primeira classe. Ninguém parecia porém importar-se com os sentimentos, a desilusão, a tristeza dos dois. Os únicos, além de MacMillan, foram Fonteyn e Nureyev. Sim. E este é o “pointe” desta postagem que só virá no último parágrafo dela.
Testemunhas oculares falam de como uma coreografia, criada para as linhas interessantes (porém nada clássicas) de Seymour não entrava na “perspectiva” extremamente simétrica de Fonteyn. Mas este foi o menor problema. A interpretação romantica de Fonteyn tranformou-se numa interpretacao histrionica, fora de lugar, tirando todo o realismo da Julieta não romantica de Lynn e como criada por MacMillan – uma mulher decidida. Não deixemos-nos influenciar pelos preconceitos associados com Julieta... A Julieta de MacMillan simplesmente não era originalmente assim (será que a decidida menina de 14 anos de Shakespeare foi?), ela não foi concebida por ele desta forma… ela não era Sarah Bernhardt, nem uma vítima… e isto deve ser duro para um coreógrafo… ver uma mulher que era o centro da trama e do drama do seu Ballet transformar-se numa (outra) vulnerável do mundo do Ballet... Mais uma. Encaro a "leitura" de MacMillan de Julieta como uma coisa muito sábia, de muito "insight", profundidade. Muito inovativa.
Certos momentos do Ballet foram criados para ser absolutamente “revoltantes”, fortes, horrendos e não “bonitos”, “líricos”… por exemplo, como contado, as reações físicas de Julieta/Seymour depois de ter tomado o veneno. Movimento, posições indescritíveis no dicionário do Ballet para um cadáver que, caíndo e sem forças, ainda não morreu. Feia. Cheia de dor. Real. Fonteyn, como descrito pela própria Lynn não queria prescindir de sua dança e elegancia e foi ajustando os movimentos, assim como já tinha ajustado a tensão sexual, originalmente na coreografia, à sua forma completamente assexuada de ser no palco. Esta sua atitude, mudando a “intenção” da coreografia foi considerada uma grande “sabotagem”. Até por ela mesmo, pelo que parece.
Fala-se que as vezes o público saía das apresentações com grandes dúvidas, se a relação entre Margot/Julieta e Rudolf/Romeu havia sido consumada ou não… Um insulto à uma obra de um coreógrafo.
“Nós tentamos colocar a visão de MacMillan no palco. Margot e Rudolf só trouxeram um “velho conceito, uma velha idéia” à uma nova produção”, disse Lynn.Sendo muito sincero, Margot não tinha muito em comum com a heroína de MacMillan… e se baseou no seu “modêlo”, Galina Ulanova… Dizem que de Ulanova ela aprendeu a arte da longevidade… em transformar-se numa menina de quatorze anos no palco, mesmo sem maquiagem ou figurinos. Eu não concordo, pois sempre achei muitas vezes as “carinhas doces” de Fonteyn muito distantes de sua verdadeira idade, muito irritantes. E às vezes muito ridículas em certos papéis. Mas muitas vezes ela me emocionou muito. Acho que Fonteyn, por falta de uma boa, exata direçao desaprendeu “where to draw the line”. O “ser boa ou não” (em termos de performance) virou quase um jogo com a sorte, com a casualidade de um momento, de uma boa direcao…
Acontecimentos similares sucederam paralelamente também entre Nureyev e Gable. O segundo «abasbacado» de como Rudolf transformava passagens puras e simples em «fogos de artifício de Ano-Novo» com toda uma bravura russa que nunca foi o estilo de MacMillan (por saber que Romeu aqui “não tocava a primeira corneta”? E sim Julieta? Mas "a" Julieta de MacMillan já deixara de existir... )Ele mudou os figurinos, transformando seu Romeu numa estrêla… mas não numa atual para a época… Anos-luz daquele que deveria ter sido uma figura de identificação para a juventude de Kings’s Road, como aquele que tinha o corte-de-cabelo de um "Rolling Stone"… O já falecido Christopher deixou o mundo do Ballet completamente em 1966, triste e desiludido. Trabalhou muito como ator mas... Oh, tudo que nós perdemos… Que triste perder um Ballet assim, um daqueles que só aparecem poucas vezes por década. Quando aparecem.
Em sua biografia sobre Margot, Meredith Daneman, conta como este episódio, esta “sabotagem” ficou gravada na consciência da Ballerina: Anos depois, num jantar privado ouviram-a pedindo desculpas à Lynn pelo que havia sucedido. Lynn com sua costumal “Largesse” estava fazendo de conta que não havia nada para desculpá-la. E de certa forma ela tinha razão. Ela de certa forma sabia... Num almoço em 1965 com o empresário Sol Hurok em New York, testemunhas contaram à Lynn, que Margot disse que sim, óbviamente queria fazer um novo Ballet, mas não este, queria ter “seu tempo”. Ela nao queria ser a Julieta de MacMillan. Mas ela tinha um contrato... e na realidade o Ballet nao teve o "elenco de primeira classe" por causa dela, sim pelo valor magnético de bilheteria de Nureyev.
Agora eu pergunto: Nobreza de caráter. Grandeza de espírito. Generosidade. Matérias muito raras quando um trata com a própria vaidade, carreira e com o próprio ego! “Chapeau” Margot… Voce nunca ficará “fora de moda” como modelos ultrapassados que nao compreenderam elas mesmas! Para mim realmente foi esta a reconfirmação que voce foi uma grande Dama. Que exemplo… Obrigado.
Kavanagh conta uma estória deveras interessante para nós que vivemos no mundo do Ballet.“Romeu e Julieta” estava planejado na agenda do Covent Garden há anos para Rudolf. De fato Leonid Lavrovsky concordou em 1963 a enscenar seu Ballet mas saiu do seu acordo um ano depois. No meio tempo Kenneth MacMillan, coreógrafo “da casa”, estava mais do que preparado para este desafio. Ele não só escolheu Nicos Georgiadis como designer de produção como baseou-se também abertamente numa encenação nada lacrimejante e muito anti-romantica de Zefirelli de 1960 com Judi Dench – sim Judi Dench, a incrível Judi Dench em 1960!!!!!!! – como uma assombrosa, nada romântica Julieta e sim uma mulher que não esperava pelo que a vida iria dar-lhe de destino. Ela fez seu destino. Ela tinha a responsabilidade por ele. Uma outra visão deste personagem. E muito interessante...
MacMillan estava mais do que certo que a JUVENTUDE tinha que ser a figura principal de sua obra. Ele usou Lynn Seymour como Julieta e para seu Romeu, ninguém menos do que Christopher Gable (vide « The Boy Friend » de 20 de março de 2008), um menino « Cockney » que representaria Romeu da mesma forma que Leonard Whitting o faria no filme de Zefirelli de 1968 – sim um menino inglês com quem a juventude de King’s Road poderia identificar-se… (Ele teria achado Rudolf mais apropriado para o papel de Mercutio, uma parte satírica, istrionica - bem mais perto da personalidade de ballet de Nureyev - nao um príncipe nobre... ). Nada disto foi um surprêsa já que Kenneth tinha coreografado a cena do balcão com Lynn e Christopher para a televisão canadense. Porque Lynn e Christopher eram bailarinos de quem muito gostava e em quem muito confiava, ele os convidou a contribuir com suas próprias idéias… Os três transformaram-se num trio inseparável, criando o que eles chamavam de “o nosso Ballet”. Lynn, apesar de muito gostar de Nureyev, sentia-se mais à vontade com Christopher, um bailarino que ela considerava « sem mêdo ». Numa crítica mais tardia de “Vogue” constou: Nenhum dos dois representa clichées, eles simplesmente quebram nossos corações…
Romeu e Julieta de MacMillan quebrou corações – os dos seus criadores!Pouco tempo antes da premiére foi anunciado pela direção do Covent Garden que para a estréia seria necessário um elenco de “primeira classe”. Fonteyn (juventude?) e Nureyev. MacMillan ficou sem palavras tendo que aceitar o que muitos consideraram um «grande êrro». Frederick Ashton nao ajudou-o. Teria ele mêdo do seu novo rival, David Webster, que tomou esta decisão? Margot estava precisando de um novo Ballet para sua tournée pela América, disseram. MacMillan nunca deixou de dizer que este « veículo » não era apropriado nem para Fonteyn, nem para Nureyev. Para os corações quebrados de Lynn e Christopher Gable foi adicionado o fato que eles pessoalmente, por falta de tempo, teriam que ensinar “seus” papéis para o novo elenco de primeira classe. Ninguém parecia porém importar-se com os sentimentos, a desilusão, a tristeza dos dois. Os únicos, além de MacMillan, foram Fonteyn e Nureyev. Sim. E este é o “pointe” desta postagem que só virá no último parágrafo dela.
Testemunhas oculares falam de como uma coreografia, criada para as linhas interessantes (porém nada clássicas) de Seymour não entrava na “perspectiva” extremamente simétrica de Fonteyn. Mas este foi o menor problema. A interpretação romantica de Fonteyn tranformou-se numa interpretacao histrionica, fora de lugar, tirando todo o realismo da Julieta não romantica de Lynn e como criada por MacMillan – uma mulher decidida. Não deixemos-nos influenciar pelos preconceitos associados com Julieta... A Julieta de MacMillan simplesmente não era originalmente assim (será que a decidida menina de 14 anos de Shakespeare foi?), ela não foi concebida por ele desta forma… ela não era Sarah Bernhardt, nem uma vítima… e isto deve ser duro para um coreógrafo… ver uma mulher que era o centro da trama e do drama do seu Ballet transformar-se numa (outra) vulnerável do mundo do Ballet... Mais uma. Encaro a "leitura" de MacMillan de Julieta como uma coisa muito sábia, de muito "insight", profundidade. Muito inovativa.Certos momentos do Ballet foram criados para ser absolutamente “revoltantes”, fortes, horrendos e não “bonitos”, “líricos”… por exemplo, como contado, as reações físicas de Julieta/Seymour depois de ter tomado o veneno. Movimento, posições indescritíveis no dicionário do Ballet para um cadáver que, caíndo e sem forças, ainda não morreu. Feia. Cheia de dor. Real. Fonteyn, como descrito pela própria Lynn não queria prescindir de sua dança e elegancia e foi ajustando os movimentos, assim como já tinha ajustado a tensão sexual, originalmente na coreografia, à sua forma completamente assexuada de ser no palco. Esta sua atitude, mudando a “intenção” da coreografia foi considerada uma grande “sabotagem”. Até por ela mesmo, pelo que parece.
Fala-se que as vezes o público saía das apresentações com grandes dúvidas, se a relação entre Margot/Julieta e Rudolf/Romeu havia sido consumada ou não… Um insulto à uma obra de um coreógrafo.
“Nós tentamos colocar a visão de MacMillan no palco. Margot e Rudolf só trouxeram um “velho conceito, uma velha idéia” à uma nova produção”, disse Lynn.Sendo muito sincero, Margot não tinha muito em comum com a heroína de MacMillan… e se baseou no seu “modêlo”, Galina Ulanova… Dizem que de Ulanova ela aprendeu a arte da longevidade… em transformar-se numa menina de quatorze anos no palco, mesmo sem maquiagem ou figurinos. Eu não concordo, pois sempre achei muitas vezes as “carinhas doces” de Fonteyn muito distantes de sua verdadeira idade, muito irritantes. E às vezes muito ridículas em certos papéis. Mas muitas vezes ela me emocionou muito. Acho que Fonteyn, por falta de uma boa, exata direçao desaprendeu “where to draw the line”. O “ser boa ou não” (em termos de performance) virou quase um jogo com a sorte, com a casualidade de um momento, de uma boa direcao…
Acontecimentos similares sucederam paralelamente também entre Nureyev e Gable. O segundo «abasbacado» de como Rudolf transformava passagens puras e simples em «fogos de artifício de Ano-Novo» com toda uma bravura russa que nunca foi o estilo de MacMillan (por saber que Romeu aqui “não tocava a primeira corneta”? E sim Julieta? Mas "a" Julieta de MacMillan já deixara de existir... )Ele mudou os figurinos, transformando seu Romeu numa estrêla… mas não numa atual para a época… Anos-luz daquele que deveria ter sido uma figura de identificação para a juventude de Kings’s Road, como aquele que tinha o corte-de-cabelo de um "Rolling Stone"… O já falecido Christopher deixou o mundo do Ballet completamente em 1966, triste e desiludido. Trabalhou muito como ator mas... Oh, tudo que nós perdemos… Que triste perder um Ballet assim, um daqueles que só aparecem poucas vezes por década. Quando aparecem.
Em sua biografia sobre Margot, Meredith Daneman, conta como este episódio, esta “sabotagem” ficou gravada na consciência da Ballerina: Anos depois, num jantar privado ouviram-a pedindo desculpas à Lynn pelo que havia sucedido. Lynn com sua costumal “Largesse” estava fazendo de conta que não havia nada para desculpá-la. E de certa forma ela tinha razão. Ela de certa forma sabia... Num almoço em 1965 com o empresário Sol Hurok em New York, testemunhas contaram à Lynn, que Margot disse que sim, óbviamente queria fazer um novo Ballet, mas não este, queria ter “seu tempo”. Ela nao queria ser a Julieta de MacMillan. Mas ela tinha um contrato... e na realidade o Ballet nao teve o "elenco de primeira classe" por causa dela, sim pelo valor magnético de bilheteria de Nureyev.Provavelmente atrás dos bastidores foi Margot Fonteyn a melhor advogada que Lynn poderia ter tido. Ela fez tudo o que podia para lutar contra este “veredito”. Ela queria que Lynn, uma ballerina que ela adorava, dançasse “sua” Julieta (o que fez depois com Christopher, para grandes críticas… Mas não na Premiére… O Ballet nunca pertenceu-os… ) mas Margot, a quem muito respeito, não ganhou o caso.
Agora eu pergunto: Nobreza de caráter. Grandeza de espírito. Generosidade. Matérias muito raras quando um trata com a própria vaidade, carreira e com o próprio ego! “Chapeau” Margot… Voce nunca ficará “fora de moda” como modelos ultrapassados que nao compreenderam elas mesmas! Para mim realmente foi esta a reconfirmação que voce foi uma grande Dama. Que exemplo… Obrigado.
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quinta-feira, 27 de março de 2008
A volta da (um pouco mais) velha senhora...
Gelsey de volta, depois de alguns anos escondida na Austrália! Esta „danada“ que tanto nos encantou no final dos anos 70 e que depois parou a carreira por causa de drogas, está de volta! Uma cinquentona com um grande conhecimento de ballet e uma “maleta de experiencias pessoais” que usa maravilhosamente no palco.Deixem as jovens fazer os 32 fouettés en tournant... as nao mais tao jovens usarao vestidos longos e mostrarao todas suas emocoes no palco.
Gelsey que brilhou ao lado de um jovem Baryshnikov (ah, que dupla... os assisti em Viena no pas-de-deux de "Le Corsaire"). Gelsey que nao só dancou com mas também namorou Peter Martins e Patrick Bisell (este foi encontrado morto no seu apartamento de Manhattan por causa de drogas!).
* Gelsey a mais complexa Giselle, engracada Swanilda e pura Clara ...e Gelsey a complicada.
* Gelsey a mais vulnerável Julieta de MacMillan e dinamica Kitri.
* Gelsey que quase se perdeu por querer imitar Natalia Makarova e que sofreu de bulemia.
* Gelsey que tentou trabalhar o passado com sua autobiografia “Dancing on my grave” – que título mais carismático para uma intérprete de Giselle. Gelsey a (muito) drogada.
* Gelsey que abandonou o New York City Ballet e os ballets de Balanchine para dedicar-se à um outro tipo de repertório, como o do American Ballet Theatre e que teve que domar o corpo de novo, pela diferenca de estilo entre estas duas companias.
* Gelsey a “boba” que recusou “Push comes to shove” – o legendário ballet de Twyla Tharp – por ser “muito contemporaneo”.
* Gelsey que recusou o papel de Amelia em “The turning point” (Momento de decisao).
* Gelsey que já nos anos 70 acreditava em cirurgia plástica e Gelsey que mandou “consertar” diversas partes do seu corpo.
* Gelsey a brilhante. Gelsey que passava a impressao de ter as pernas mais rápidas do mundo (como disse Edward Vilella).
* Gelsey, uma chata, muito radical em suas opinioes sobre danca. Talvez seja assim até hoje, quem sabe?
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