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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Vivien Leigh, Shakespeare e o "castigo" da beleza...

Ando numa fase na qual redescubro Vivien Leigh; atriz que muito admirei e pesquisei a partir dos anos 80 mas que, de certa forma, tinha caído no meu esquecimento.

Não penso na Vivien, que para muitos é um cliché cinematográfico com sua (por sinal maravilhosa) Scarlett O’Hara de “…e o Vento levou” (Gone with the Wind, 1939).

Nem no seu papel mais duro e cruel (por sua saúde mental ser muito identica à da personagem): Blanche Dubois de “Um Bonde chamado desejo” (A Streecar named Desire, 1950).

Estou ainda “anos luz” de distancia de lindos desempenhos como a linda e doce Myra na “A ponte de Waterloo” (Waterloo Bridge), a infiel e apaixonada Anna Karenina, a jovem, aprendiz Cleopatra (de "Cesar & Cleopatra" de Shaw) e a egoísta, ambiciosa Lady Hamilton em “That Hamilton Woman. Grandes desempenhos… sem dúvida…

Penso porém na Vivien dos palcos.


Especialmente na Vivien que tanto compreendia Shakespeare (como muitos contaram, por exemplo de sua esplendida Lady McBeth) e na Vivien que tinha dois “defeitos” que lutavam contra ela: uma voz fraca (que ela aprendeu a dominar, de certa forma e desenvolver) e, o pior dos erros para uma atriz séria da época: sua magnífica BELEZA… por vezes até assustadora em seu esplendor: por causa dela não era levada a sério…

Vejam este curto relato fotográfico de algumas de suas performances Shakespearianas ao longo dos anos… e falem-me de sua impressão…

(Titania em "Sonho de uma Noite de Verao"/Midsummer's Night Dream/1937)

(Ophelia am "Hamlet"/1937 com Laurence Olivier)

(Juliet em "Romeo and Juliet"/1940, mais uma vez com Laurence Olivier)

(Lady Anne em "Richard III"/1948)

(mais uma vez Lady Anne)

(como Lady McBeth na famosa cena de sonambulismo de "McBeth"/1955)

(Lady McBeth)

(Lady McBeth... como este seu desempenho me interessaria...)

(a ainda composta Lavinia de "Titus Andronicus"/1957)

(a já decomposta, miserável Lavinia em "Titus Andronicus" / 1957 - época na qual andava doentíssima... imaginem a pressão psicológica em fazer este papel... )

(Viola em "Twelfth Night"/1961)

O que mais dizer? Está tudo aí... escrito nesse rosto...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Tamara Toumanova, Helen Traubel e a música de Sigmund Romberg...

LeighToumanova e Traubel... Duas artistas tão diferentes… e mesmo assim, por terem participado do mesmo filme (Deep in my Heart, MGM 1954) , são a razão desta “Tertúlia”.


Tamara Toumanova era conhecida como “A pérola Negra do Ballet Russo” (eu uma vez me enganei e pensando nas palavras de Selznick sobre Vivien Legh "that scarlett dark horse", chamei Toumanova de cavalo negro... Tatiana Leskova, num momento de humor, me disse: "Cuidado, olhe que o espírito dela volta para se vingar!").
Nasceu em 1919 na Sibéria, de descendencia polonesa e armenia… Não vou colocar aqui o curso que sua vida e carreira tomaram quando fez 9 anos e debutou na Ópera de Paris pois voces poderiam encontrar estas informações em qualquer “Wikipedia”. George Balanchine (Mr.B. – vejam a postagem que fiz no dia 20 passado inclusive com uma Charge sua ao seu lado assim como com Leskova e Igor Stravinsky), reconheceu muito cedo seu talento e muito lhe incentivou…


Sua mae deve ter sido uma pessoa “à parte”: ao que hoje em dia nos referiríamos como “Show Business Mom”… Ela acompanhava a filha em todas as Tournées com os “Les Ballets Russes” e, muito religiosa, ela levava pobre Tamara para o palco, exatamente para o lugar onde naquela noite dançaria seus 32 fouetees… e ali, ajoelhadas, elas rezavam todo um rosário, para que Tamara se sucedesse bem… Desperdício de religião… Pobre também de quem “caísse mal" com mamãe (Sra. Tumanishvili). Numa memorável passagem de sua biografia Tatiana Leskova nos conta de uma surra que quase levou desta meiga Senhora por ter esbarrado (ou coisa do genero) em Tamara durante uma apresentação.


Um fato pouco conhecido: Toumanova trabalhou em vários filmes, sempre em minúsculos papéis que estavam de acordo com o tamanho de seu talento dramático. O que porém todos esqueceram é que ela foi lançada com muita divulgação a até certo alarde em 1944 num esquecido filme chamado “Days of Glory” que tem a única distinção histórica por ser o primeiro filme de Gregory Peck... Este não foi esquecido como ator!


Em “Deep in my Heart” – uma adorável biografia da Metro sobre o austríaco Sigmund Romberg, grande compositor que fez sua carreira no palco musical americano, - Tamara “interpreta” Gaby Deslys, bailarina, cantora, atriz e sensação francesa que conseguiu arrasar com uma das composições mais etéreas de Sigmund Romberg (no filme o fantástico Jose Ferrer) – “Softly, as in the morning sunrise”. Bem, pelo menos assim o filme nos conta… Não posso confirmar este fato…


Li alguma vez que Stanley Donen não conseguiu realmente “dirigir” Tamara e a deixou interpretar de sua forma natural, muito exagerada e afetada, a canção na qual estava sendo dublada.
Propositalmente ele deixou-a transformar o número num hula-hula vulgar, o que coube como uma luva na sua intenção como diretor… O contraste conseguido entre Gaby Deslys e, a amiga do compositor, a dona de um "Café" vienense, Anna Müller, quando esta canta “Softly” é fenomenal.

Mais uma vez Tamara provou a canastrice que a impediu de ter sua “tão cogitada” carreira de atriz…
Li também que Tamara "was not amused" na Première do filme quando viu que Donen tinha feito dela um objeto de "chacota". Apesar de um corpo escultural ela foi motivo de muitos risos. Na época ela só tinha 35 anos e só faria mais uns papéizinhos no Cinema.



Uma dos seus últimos foi no mal sucedido “Hitchcock” de 1966, “Torn Curtain” (A cortina rasgada) ao lado de Julie Andrews e Paul Newman. Toumanova na altura da filmagens só com 46 anos parecia uma pessoa bem mais velha do que era… Ela perdeu muito cedo aquela coisa valiosa, que se chama o "Viço da juventude". Uma pena.

Sobre a bailarina Toumanova nada posso dizer. O material cinematográfico que deixou foi muito pouco para se tirar conclusões. Relatos "verbais", que ouvi de pessoas que a viram no palco, como meu pai ou a atriz bahiana Isabella, não são realmente de muito valor por virem de pessoas que não entendiam realmente de Ballet...


A intérprete que faz o papel de Anna Müller é o soprano americano Helen Traubel.
Traubel, apesar do nome e do visual germanico (seus pais eram alemães) foi uma cantora americana, nascida em 1899 em Missouri…


Traubel era uma magnífica interpréte... mesmo assim, não irei falar dela…
A "Wikipedia" revelaria mais do que eu.
O que qualquer outro dicionário porém não revelaria é este talento supremo, este domínio musical, esta simpatia... tudo isto acompanhado daquelo jeito das "senhoras empoadas" que povoaram nossas juventudes e infancias e hoje não mais existem... Estas memórias me fazem lembrar de uma Senhora, Marianita, alta funcionária do Instituto Rio Branco... amiga, querida, culta, empoada, chique, cheirosa... Traubel me traz estas lembranças!

Só quero pedir uma coisa: TODA a atenção de voces para o momento divino no qual ela canta “Softly, as in the morning Sunrise”.


Um momento de poesia, calor, simpatia, abandono… Ela se transforma numa das mais lindas pessoas que a tela jamais apresentou…

Arte.
Verdadeira, etérea…
Como se Helen estivesse em nossas almas bailando o que Toumanova deixou de fazer!

Como se estivesse transformando em algo divino o que foi tão profanamente abusado nas mãos de «Gaby Deslys» (não nas de Toumanova).

Obrigado, Mrs. Traubel…

Mais sobre esta fantástica cantora numa futura “Tertúlia”.

Obrigado à querida Danielle Crepaldi por ter-me ajudado a conseguir estes raros momentos cinematográficos!!!!! Querida... Voce é um amor!!!!!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mesas, Obras-de-Arte, Amigos queridos, Memórias e Rituais...

Adoro mesas... sim, elas nos reúnem ao redor da comida, nos levam para mundos distantes através de sabores exóticos ou caseiros, em longas conversas. São o lugar de maior comunicação e até de eloquencia numa casa… Aqui ainda nos reunimos muito para comer juntos. Sós ou com convidados. O “modernismo” dos jantares micro-ondas e de cada um comendo no seu “comodo” ou em frente a um computador ou à uma televisão ainda não se apoderou de nós… Lutamos com bravura contra certas "inovações" da sociedade atual... Estamos virando dinossauros mas como os amigos gostam...



As minhas mesas são na maioria das vezes muito simples, clássicas… “Brinco” um pouco mais com cores na época do Natal!



Detalhe, voces devem estar a se peguntar: por que laranjas à mesa? Meu pai, Fritz Leitner, me contava que durante sua infancia na Austria ele todo Natal recebia “laranjas da Espanha” – e o par obrigatório de skis – na época ainda de madeira… Colocar laranjas à mesa no dia de Natal é trazer de forma papai, a memória de um homem brilhante para perto da gente… Tudo tem uma história...



Adoro mesas bem postas… Elas revelam o carinho com que tratamos nossos convidados e nós mesmos. Transformam e apoiam essa comunicação acima mencionada ainda transformando-as mais num ritual. Como comer sempre deveria ser!
A “sensualidade” do “comer bem” que é tantas vezes esquecida.

Mesas de festa em dias especiais são importantes para mim…



Tenho uma grande fascinação por mesas brancas… como há pouco tempo aqui em casa decorei uma para um jantar com amigos. Adoro ver a comida em pratos ou brancos ou transparentes (Alguém já comeu creme de espinafre sobre um prato azul claro? Eu já… e não recomendo!)



A simplicidade deve se extender pelo “roteiro gastronomico” que oferemos – Não sou muito fã de muitas misturas… Principalmente desdes minhas viagens pela Asia nos anos 80 e 90... Jamais esquecerei o que um médico nutricionista em Singapore me disse... Muito me impressionou a forma dele descrever nossa alimentação "ocidental"... Desde então cozinho muito mais e amo apaixonadamente os melhores ingredientes, especiarias, cheiros e texturas, os selecionando com conhecimento, instinto, carinho e preocupação mas jamais exagerando em suas misturas… A simplicidade é saudável. Emocional-, gastronomica- e visualmente!

Adoro porém a "fartura emocional" de como nos são comunicadas as mesas do pintor suéco Carl Larsson como publicadas em seus livros de aquarela. O mais belo trabalho jamais feito sobre uma família, sua família… Vale realmente a pena ver, comprar seus livros! Retratam de forma sublime o dia-a-dia de sua família, as festas (como a de Santa Luzia no dia mais longo do verão, 21 de junho), as crianças crescendo, sua esposa cozinhando, sendo mãe, envelhecendo… um trabalho de altíssima sensibilidade e qualidade!

…e aquela "generosa fartura visual" tão típica dos dias de festa… Como me baseio nelas, nas mesas de Larsson, da Suécia as vezes...






Uma gostosa memória: uma das mesas mais lindas que vi foi na casa dos amigos Suely e Ricardo Stambowsky em setembro de 2008. Perfeita. Simplicidade, Finesse e boníssimo gosto em abundancia (pratos lindíssimos por sinal! Amo!).



Um jantar perfeito no qual eles reuniram alguns de seus mais queridos amigos ao meu redor. Um encontro tão agradável que durante ele fiz novos amigos com quem tenho o prazer de estar em contato até hoje!



Um momento muito querido e extremamente agradável. Eles são grandes anfitriões! Um dia vou copiar para eles umas „notas“ que li sobre Vivien Leigh e como preparava suas “Dinner-parties”. Semelhanças incríveis entre os livrinhos de anotações de Vivien e Suely...



Elegancia perfeita – da comida à mesa, da decoração aos convidados:

Menos é sempre mais!

Mas como dizia o anúncio com Audrey Hepburn para Longines? Elegance is an attitude! (e eu adiciono: que não pode-se nem aprender nem comprar...)




Fotos publicadas com autorização de Ricardo Stambowsky (que repondeu ao meu pedido com uma generosa e expontanea exclamação, tão típica dele: "Com prazer! Use e abuse!". Como eu disse: Elegance is an attitude. MESMO!)

Nota (Dezembro 2011): o resto desta "Tertúlia" foi deninitivamente excluído pelo fato do autor não mais se identificar com o conteúdo e não mais ter contato com as pessoas nela citadas.

domingo, 21 de novembro de 2010

Vivien Leigh à beira de um ataque de nervos?



“A Nave dos Deseperados” (The Ship of Fools, 1965) nos revela, como nenhum outro trabalho de Vivien no cinema, uma faceta real desta fabulosa atriz. Até então suas neuroses pessoais tinham ficado longe da tela. Nada é tão revelador como a cena no corredor do navio na qual ela bebada e enlouquecida começa a dançar um Charleston, que só “toca” na sua cabeça…



Esta cena, de certa forma, incomoda mas é ao mesmo tempo engraçada, ironica e, como colocado pela própria Vivien, revela “uma mulher que sabe que o tempo está passando e se recusa a reclamar”. Como a própria Leigh. De alguma forma ela, Mary Treadwell, lembra-me vagamente aqui uma Scarlett num baile em Atlanta, viúva, de preto, dançando atrás de uma balcão de caridade ao som da orquestra. A mesma que à mesa diz para o personagem de Lee Marvin (quando este diz que na Alemanha estão “fazendo coisas” com os judeus): “E qual é o esporte de moda no Sul dos Estados Unidos este ano? Ainda linchar negros?”)



Stanley Krammer, o diretor deste magnífico filme, comentou que Vivien estava em condições muito precárias durante a filmagem de “Ship” (para quem não sabe: Vivien era maníaca-depressiva, doença que hoje em dia é chamada de “bipolaridade” e que começou logo depois de “Vento” em 1940 durante uma temporada na Broadway, com seu então marido Laurence Olivier, em 1940. Sua vida a partir de então foi uma série de ataques, estadias em instituições psiquiátricas, humilhações, terapias de choque, de banhos de gelo…).

Tenessee Williams disse: "Having known madness, she knew how it was to be drawing close to death".



Krammer comentou que ela vivia num estado de constantes “palpitações” e nervosismo, literalmente tremendo, enquanto esperava pelos seus “takes”. Quando era chamada, levantava-se, ía para a frente das cameras e completamente recomposta, desempenhava suas cenas com bravura para voltar então para sua cadeira e para suas palpitações e tremedeiras!
Viv estava ainda recuperando-se da exaustão da árdua temporada da Broadway na qual tinha feito o musical (Yes!) “Tovarich” (leia-se em russo “taváritchi” – o que significava no comunismo “camarada”!). Sim Viv fazia tudo! Danadinha!



A atriz Elizabeth Ashley comentou um fato bonito que percebeu durante a fimagem de “Ship”. O rosto, o sorriso jovem de Vivien… Apesar de toda sua doença havia uma jovialidade nela.



“There are people who get old, there are people who just age” ela disse. Vivien tinha 52 anos ao fazer “Ship” e desde “Anna Karenina” em 1948 (quando tinha só 35 anos) tinha únicamente interpretado papéis de caráter – desfazendo-se e desfigurando-se ao mais extremo em frente às cameras como “Blanche” em “Um Bonde chamado Desejo”, no Brasil às vezes chamada estranhamente de "Uma Rua chamada Pecado" (A Streetcar named Desire, 1950) de Tenessee Williams com só 37 anos… As vezes penso que Viv quiz envelhecer antes do tempo, para alcançar outras possibilidades no teatro… como talvez esta foto de 1958 nos revele: esta “Senhora” tinha só 45 anos.



Ashley também comenta sobre a extrema profissionalidade de Viv: “Só o fato de eu não ter percebido nada, não saber de sua doença, diz tudo”,



A mesma Leigh, tinha estado também muito mal durante uma Tournée pela Australia do “Old Vic” no qual ela interpretou um dos papéis mais agressivos e cruéis (para a atriz que o interpreta, quero dizer) da história do teatro: “Lavinia” em “Titus Andronicus” (supostamente Shakespeare) – no qual, depois de ser estuprada pelo pai, sua língua e mãos são cortadas e seus olhos furados – e nunca perdeu uma apresentação!



Viv fez, na realidade, pouquíssimos filmes… só 8 entre «…e o Vento levou» (GWTW,1939) e «A Nave dos Desesperados» (1965), seu último antes de falecer em 1967. E quando se pensa que ela é uma das atrizes mais consideradas da história do Cinema…

Sim, Vivien Leigh, magnífica, e realmente à beira de um ataque de nervos. Aqui Mary Treadwell/Viv na mencionada, nada comum cena…

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sábado, 10 de julho de 2010

O Cinema e os Cockneys?

Não conheço realmente muitos exemplos mas fato é que o Cinema teve uma certa fixação com os “Cockneys”. Hoje penso em Rita Hayworth em “Cover Girl”


Óbviamente “Eliza Doolitle” não foi um personagem criado para o Cinema (e muito menos para um musical) mas não podemos nem por um momento duvidar que a “peculiaridade” de seu sotaque cockney nada contribuiu ao incrível sucesso de “Pygmalion” e de “My fair Lady” (Julie Andrews, que criou Eliza em “My fair Lady” sempre achou divertido o fato de ter aprendido “cockney” de um professor de fonética americano!).



Mas nem todas as experiencias em transformar atores (independente de suas origens) em cockneys foram tão bem sucedidas (e elaboradamente preparadas em termos de fonética ) como as “Elizas” de Andrews e Audrey Hepburn (Processo só comparável à transformação de uma “english upper-class girl” como Vivien Leigh numa sulista “Scarlett O’Hara”)

Por acaso uma boa tentativa cabe à propria Vivien em “Sidewalks of London”, ao lado de Charles Laughton, como uma cantora de rua “cockney” (dois ou tres anos – luz? – antes de “Scarlett”).


Dietrich deu vida a um personagem cockney em “Testemunha de acusação” (Witness for Prosecution) no qual não conseguimos acreditar plenamente…
…e Dick van Dyke conseguiu criar o mais imperfeito sotaque cockney da história do cinema como “Bert” em “Mary Poppins”! Até hoje minha amiga Colleen O’Connor e eu nos referimos à coisas meio “phoney” dizendo “like Dick van Dyke’s accent in Mary Poppins”.

Mas uma demonstração Hollywoodiana de “ser cockney” conseguiu superar a falta de autenticidade de van Dyke: Rita Hayworth (e uma das vozes que usou nos anos 40 – ela sempre foi dublada) no delicioso número “Poor John” de “Cover Girl” (1944).



Mas, "justiça seja feita", apesar do sotaque ser péssimo a coreografia é uma gostosura, uma delícia em termos de “Entertainment” – e as finas pernas de Hayworth simplesmente lindas!

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