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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Tap, Tap... Tapioca (Julie Andrews & Thoroughly Modern Millie, 1967)
Tapioca não é nada mais nada menos do que fécula de Mandioca… proveniente do Nordeste do Brasil, ela foi levada para toda a América do Sul e mundo afora pelos portugueses e espanhóis, principalmente para a Asia e Africa…
Muitas vezes confundida com o Sago (sagú), que é original da Nova Guinea, a tapioca também é usada em sopas, doces, taças frias de sobremesas e Pudins… Nas ilhas britanicas e nos U.S.A. a Tapioca é constantemente usada nos maravilhosos pudins feitos com leite e Arrowroot… no Brasil deliciosamente chamada de araruta… proveniente das Américas, estudos arqueológicos nos deram evidencia do cultivo da araruta há mais de 7000 anos… ah… se as baianas e seus tabuleiros soubessem disso…
Semana passada encontrei num supermercado asiático Tapioca e resolvi fazer um “Tapioca pudding” na mais pura tradição inglesa (preparo-me psicológicamente para o meu anual “Plum Pudding” natalino!). As bolinhas de fécula sugaram tanto o leite morno na qual ficaram de molho que acabei com DOIS imensos pudins!
Mas se voces acham que esta é uma tertúlia culinária, muito se enganam…
Em “Thoroughly Modern Millie” (Positivamente Millie, 1967, George Roy Hill), um dos filmes mais deliciosos que conheço e “precursor” de uma onda de “nostalgia” que povoou as telas dos Cinemas dos anos 70, existe uma animadíssima cena dedicada à Tapioca…
“Jimmy” (interpretado pelo seríssimo ator britanico James Fox) quer dar um nome para uma nova dança que está querendo criar numa festinha dum pensionato de moças… pergunta a Millie (positivamente darling, Julie Andrews, maravilhosa na última chance que teve de fazer uma “ingénue”) o que comeu de jantar…
Não ficando muito contente com a perspectiva de chamar sua dança nem de "Franks" e nem de “Sauerkraut”(por razões bem óbvias… ) pergunta a Millie “O que mais?”. Com sua resposta “Tapioca pudding” sua inspiração é aguçada e se completa... Viva!!!!
Ele transforma esta fécula de Mandioca num delicioso, divertido, animadíssimo número de sapateado… “de lambuja” em papéis secundários Mary Tyler Moore e a maravilhosa, legendária Beatrice Lillie como Mrs. Meers... a dona do hotel que vende suas hóspedes como escravas brancas – mais sobre Bea Lillie outra vez!
Tap, Tap, Tapioca everybody!
I simply adore it!
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Vamos hoje rir com "Millie" ?????
Thoroughly modern Millie...
Eu estava com “outros planos » e ía postar uma coisa muito diferente, que ficará para outra vez. Hoje o dia foi bom, leve… o fim-de-semana começa e eu sinto-me bem, de muito bom humor, feliz… ora, então porque não postar uma coisa risonha? Voilá…
Thoroughly modern Millie (“Positivamente Millie”, 1967, George Roy-Hill) foi o filme que iniciou a moda “Anos 20. Nostalgia” que foi muito popular no Brasil e que chegaria ao seu ponto máximo com o filme “O grande Gatsby”.
Detalhe: Esta terceira “versão” do poster do filme é meio estranha. Se repararem bem, Mary Tyler Moore está com uma mini-saia "swinging london" dos anos 60… e não vestida como uma “Flapper” dos anos 20! (Se voces repararem bem, mais ou menos em baixo da perna levantada de Julie verao Mary, mais uma vez, com um bailarino de terno e gravata dos anos sessenta... numa espécie de ié-ié-ié... o que nao tem nada que ver com o filme! Que falha, principalmente por que a direcao de arte é tao perfeita em todo o filme!)
“Millie” é um filme divertissímo, engraçado, animado, rápido, crítico, inteligente, bem-humorado, de um “tempo” fora do comum (ótima direção) e com um elenco maravilhoso: Julie Andrews, Mary Tyler Moore, James Fox, Carol Channing, John Gavin e Beatrice Lillie!!!! (além de ótimos coadjuvantes como Pat Morita). « Millie » foi um incrível sucesso de bilheteria. Uma brincadeira cinematográfica (até com uma cena que era só para brincar com as platéias judias das “matinées” da “East Coast” – esta cena não tem realmente um “porque” de estar no filme, é só uma brincadeira… muito gostosa aliás! - “Trink la Chaim”, um ótimo número: Julie cantando em jidisch, mais uma vez deliciosa).
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Julie está deliciosamente bem como uma moça do interior (que tem um sotaque britanico… ah, quem se importa?) que deseja transformar-se numa “moderna” para casar com seu chefe (que ela ainda não conhece pois ainda não tem emprego).
Mary Tyler Moore um tipo mais “Lillian Gish”, a fina… James Fox nos conquista imediatamente quando começa a sapatear, tarefa não muito normal para um ator shakespeareano… Carol Channing enche a tela de energia
(Imagino a “Dolly” que ela foi no teatro. Sim, ela criou este papel… Detalhe: Julie, que tinha perdido “Eliza” para Audrey Hepburn mandou o seguinte telegrama para Carol quando esta perdeu “Dolly” para Streisand: Don’t worry, you’ll get your Mary Poppins) e Beatrice Lillie (como a “vilã” e conecção com a “máfia” chinesa que raptava “escravas brancas” – Ave, quanta loucura - Mrs. Meers) nos “assusta” quando diz “Sad… to be all alone in the world”! (Detalhe: durante a filmagem, Bea Lillie já estava num grau muito avançado de Alzheimer e perguntava todos os dias “Quem é aquela mocinha que canta tão bem? – já sabem a quem se referia, não?)
Uma comédia irresistívelmente gostosa que simplesmente diverte (Meu pai a odiava e a chamava de “Chanchada”, minha mãe a adora e morre de rir quando a reve. Sempre!). “Millie” é infelizmente um filme meio esquecido, meio “injustiçado”. Uma comédia musical cheia de cliches, besteiras. MARAVILHOSA!
O início do filme já nos “pega”. O cliché da transformação da mocinha do interior (Se bem que, justiça seja feita, ela diz numa certa parte do filme: “You can take the girl out of the small Town but you cannot take the small Town out of the girl!”).
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Minha cena preferida: o elevador temperamental que foi danificado por culpa de umas coristas que nele praticavam. Ele só funciona se sapateia-se… Adoro o comentário da rica herdeira, Miss Dorothy (Tyler Moore"): "Oh I love it, in the Ritz elevator all you do is go up and down!"
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E “TAPioca”, uma dança criada para Millie por Jimmie (James Fox) baseada no “Menú” que ela comeu nesta determinada noite: “Franks” (salsichas) não funcionou, “Sauerkrat” (chucrute) óbviamente muito menos… mas quando ele ouviu “Tapioca, the pudding” já teve a visão desta “dança”, deste número de sapateado… Tap, tap, Tapioca… Que delícia!
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E para finalizar Millie apresentando-se para um emprego e apaixonando-se pelo “chefe”. Que atriz de musical mais perfeita !!!!!
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E agora? Minha "dica" para o fim-de-semana: Vamos assistir (ou reassistir) este delicioso filme?
Eu estava com “outros planos » e ía postar uma coisa muito diferente, que ficará para outra vez. Hoje o dia foi bom, leve… o fim-de-semana começa e eu sinto-me bem, de muito bom humor, feliz… ora, então porque não postar uma coisa risonha? Voilá…
Thoroughly modern Millie (“Positivamente Millie”, 1967, George Roy-Hill) foi o filme que iniciou a moda “Anos 20. Nostalgia” que foi muito popular no Brasil e que chegaria ao seu ponto máximo com o filme “O grande Gatsby”.
Detalhe: Esta terceira “versão” do poster do filme é meio estranha. Se repararem bem, Mary Tyler Moore está com uma mini-saia "swinging london" dos anos 60… e não vestida como uma “Flapper” dos anos 20! (Se voces repararem bem, mais ou menos em baixo da perna levantada de Julie verao Mary, mais uma vez, com um bailarino de terno e gravata dos anos sessenta... numa espécie de ié-ié-ié... o que nao tem nada que ver com o filme! Que falha, principalmente por que a direcao de arte é tao perfeita em todo o filme!)
“Millie” é um filme divertissímo, engraçado, animado, rápido, crítico, inteligente, bem-humorado, de um “tempo” fora do comum (ótima direção) e com um elenco maravilhoso: Julie Andrews, Mary Tyler Moore, James Fox, Carol Channing, John Gavin e Beatrice Lillie!!!! (além de ótimos coadjuvantes como Pat Morita). « Millie » foi um incrível sucesso de bilheteria. Uma brincadeira cinematográfica (até com uma cena que era só para brincar com as platéias judias das “matinées” da “East Coast” – esta cena não tem realmente um “porque” de estar no filme, é só uma brincadeira… muito gostosa aliás! - “Trink la Chaim”, um ótimo número: Julie cantando em jidisch, mais uma vez deliciosa).
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Julie está deliciosamente bem como uma moça do interior (que tem um sotaque britanico… ah, quem se importa?) que deseja transformar-se numa “moderna” para casar com seu chefe (que ela ainda não conhece pois ainda não tem emprego).
Mary Tyler Moore um tipo mais “Lillian Gish”, a fina… James Fox nos conquista imediatamente quando começa a sapatear, tarefa não muito normal para um ator shakespeareano… Carol Channing enche a tela de energia
(Imagino a “Dolly” que ela foi no teatro. Sim, ela criou este papel… Detalhe: Julie, que tinha perdido “Eliza” para Audrey Hepburn mandou o seguinte telegrama para Carol quando esta perdeu “Dolly” para Streisand: Don’t worry, you’ll get your Mary Poppins) e Beatrice Lillie (como a “vilã” e conecção com a “máfia” chinesa que raptava “escravas brancas” – Ave, quanta loucura - Mrs. Meers) nos “assusta” quando diz “Sad… to be all alone in the world”! (Detalhe: durante a filmagem, Bea Lillie já estava num grau muito avançado de Alzheimer e perguntava todos os dias “Quem é aquela mocinha que canta tão bem? – já sabem a quem se referia, não?)
Uma comédia irresistívelmente gostosa que simplesmente diverte (Meu pai a odiava e a chamava de “Chanchada”, minha mãe a adora e morre de rir quando a reve. Sempre!). “Millie” é infelizmente um filme meio esquecido, meio “injustiçado”. Uma comédia musical cheia de cliches, besteiras. MARAVILHOSA!
O início do filme já nos “pega”. O cliché da transformação da mocinha do interior (Se bem que, justiça seja feita, ela diz numa certa parte do filme: “You can take the girl out of the small Town but you cannot take the small Town out of the girl!”).
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Minha cena preferida: o elevador temperamental que foi danificado por culpa de umas coristas que nele praticavam. Ele só funciona se sapateia-se… Adoro o comentário da rica herdeira, Miss Dorothy (Tyler Moore"): "Oh I love it, in the Ritz elevator all you do is go up and down!"
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E “TAPioca”, uma dança criada para Millie por Jimmie (James Fox) baseada no “Menú” que ela comeu nesta determinada noite: “Franks” (salsichas) não funcionou, “Sauerkrat” (chucrute) óbviamente muito menos… mas quando ele ouviu “Tapioca, the pudding” já teve a visão desta “dança”, deste número de sapateado… Tap, tap, Tapioca… Que delícia!
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E para finalizar Millie apresentando-se para um emprego e apaixonando-se pelo “chefe”. Que atriz de musical mais perfeita !!!!!
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E agora? Minha "dica" para o fim-de-semana: Vamos assistir (ou reassistir) este delicioso filme?
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