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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Estas gracinhas... e o vestido de "Cinderelly"!


Existem tantas coisas que eu adoro rever no mundo do cinema...


Como, por exemplo, olhar para a beleza dos jovens Tyrone Power e Alain Delon, admirar o magnífico perfil de Norma Shearer, ouvir os maravilhosos melodiosos sons das vozes e sotaques de Deborah Kerr e Greer Garson, nadar nos tons verdes e sensuais dos olhos de Vivien Leigh (como Scarlett) e nos de Robert taylor (em “Quo Vadis?”), ouvir uma balada cantada pela magnífica Judy Garland, vibrar com a dança de Cyd Charisse, me emocionar com o talento de bailarina e atriz de Leslie Caron… e por aí vai a lista…

Estes são só alguns exemplos de momentos que nos marcam – e dos quais estas «Tertúlias» semanais existem… sem estes momentos marcados na minha, nas nossas memórias eu não poderia ter meu «Salão» para receber voces…


Hoje relembrei de um momentinho de animação que é uma glória escrita ao amor… os ratinhos costurando o vestido de sua querida «Cinderelly». Adoro estas coisinhas com “bichos” (um dia vamos tertuliar sobre os “bichos” de Beatrix Potter, OK?).


Voltei à infancia e me diverti tanto revendo esta ceninha… estas carinhas, estas vozinhas... todos bichinhos tão trabalhadores e esmerados... e que trabalho cinematográfico: d’uma época em que os 24 fotogramas por segundo ainda eram feitos a mao, sem auxílios de computarizacao…
que maravilha…

sábado, 15 de março de 2014

The ugly duckling - O patinho feio (Walt Disney)



Acho que todos, em algum ponto de suas vidas, tiveram uma fase na qual se identificaram muito com a estórinha do patinho-feio… ou até duas… a primeira quando ele se dá conta da feiúra, a segunda quando ele passa a ver conscientemente que é bonito.


Eu me senti muito patinho feio aos 7 anos de idade… nossa, como me lembro dessa fase… aquela na qual a gente cresce muito rápido e as mangas da nossa roupa ficam estranhamente curtas toda semana que passa, aquela na qual a gente fica "banguela" (ou como se dizia na minha infancia: 1001!)...


Mas o que é esta coisa chamada beleza?
Para muitos sómente aquela coisa efemera que acaba com o tempo e não aqueles valores interiores que fazem até que a “casca” exterior torne-se bonita?
O que é esta coisa chamada beleza que transforma tantos em monstros e escravos da sua própria vaidade?

De qualquer forma: esta jóia Waltdisneyana de 1939 é mais do que uma formosura de filme, apesar de abreviar o final do conto de Hans Christian Andersen (no qual o “patinho feio” só se dá conta da sua beleza quando amadurece e se torna um cisne, o mais lindo dos pássaros…).


Nesta “Silly simphony” (com excelente música composta por Albert Hay Malotte, que não é sequer mencionado nos créditos do filme) o seu sofrimento é abreviado a poucos momentos de infelicidade e ostracismo (e não vivenciado por um período de um ano, como no conto original) ao ser “adotado” por uma família de cisnes…


Mesmo assim nossos corações se quebram ao constatar sua infelicidade – tão genuína, tão parecida aquele “sofrimento” sincero que as crianças nos mostram ao chorar com toda a alma – e nossos olhos enchem-se de lágrimas…

Este “short” de Disney recebeu um Oscar como melhor curta-metragem (desenho animado) de 1939. Bravo, lindo patinho!


Ah… estes traços maravilhosos dos artistas que trabalhavam com Walt Disney…

A loucura e encanto destes "finados" 24 fotogramas por segundo pintados à mão… A fascinação do desenho animado de outras épocas...
Anos Luz dos desenhos animados de hoje em dia que são produzidos em massa, nas esteiras da chamada “criatividade”, por computadores…


Dedico esta postagem à uma menininha que assistiu este filminho ainda no cinema, na época... pelo seu aniversário, hoje!

Parabéns, querida Mãe!


(e para voces 8 Minutos e meio ou de lembranças ou, para os mais jovens, de puro divertimento... )

quarta-feira, 1 de maio de 2013

La Fontaine: A Cigarra (ou O Gafanhoto) e a Formiga...

Tendo a cigarra cantado durante o verão, Apavorou-se com o frio do inverno Sem mosca ou verme para se alimentar, Com fome, foi ver a formiga, sua vizinha, pedindo-lhe alguns grãos para aguentar Até vir uma época mais quentinha! - "Eu lhe pagarei", disse ela, - "Antes do verão, palavra de animal, Os juros e também o capital." A formiga não gosta de emprestar, É esse um de seus defeitos. "O que você fazia no calor de outrora?" Perguntou-lhe ela com certa esperteza. - "Noite e dia, eu cantava no meu posto, Sem querer dar-lhe desgosto." - "Você cantava? Que beleza! Pois, então, dance agora!"



"As Tertúlias" saludam La Fontaine, Walt Disney, todos os Tertuliadores e todas as formiguinhas da vida e deste Mundo no dia do Trabalho!
Dedico esta "Tertúlia" a todos os bailarinos... Que gente trabalhadora...



sábado, 8 de setembro de 2012

Julie, Audrey: TWO fair ladies... (e um maravilhoso agradecimento, repleto de classe, na noite do "Golden Globe")

My fair Lady... quando se pensa nas duas atrizes que criaram "Eliza" na Broadway e em Hollywood, este título não parece ser mero acaso...

Quando, na Warner em 1963, o projeto “My Fair lady” começou, começou ao mesmo tempo uma das maiores disputas da história do cinema pelo papel de “Eliza”, quase comparável a disputa pelo papel de “Scarlett O’Hara”.


Muitos nomes foram cogitados (inclusive Doris Day, Elizabeth Taylor, Shirley Maclaine…). A criadora do papel na Broadway foi logo tirada desta disputa por ser (nas palavras do próprio Mr. Warner) práticamente desconhecida fora dos U.S.A. e da Inglaterra, por “só ter feito” teatro (“só” Broadway e “West-End”) e televisão, por ser muito baixa, nada fotogenica, por ter um queixo descomunal e um nariz muito longo: Julie Andrews.

Como todos sabemos, a linda Audrey Hepburn recebeu o papel, foi dublada na maioria de suas canções por Marni Nixon (a voz de Natalie Wood em “West Side Story” e a de Deborah Kerr em “The King and I”, entre outras) e recebeu a difícil tarefa de transformar-se em Eliza, papel no qual Andrews foi durante anos, em N.Y. e Londres, elogidíssima!
Trocando em miúdos: "prato feito" para a imprensa... para intrigas... para compará-las...


Julie assinou um contrato com Walt Disney para um outro projeto chamado “Mary Poppins”.
E um dos mais interessantes capítulos da história do cinema começava.
Quando Julie, depois de assinar seu contrato, saiu dos estúdios de Disney, seu carro passou pelas portas da Warner, ela exclamou: “…and have a good day, Mr. Warner!”

Apesar de hoje em dia esquecermos que teria sido impossível para Julie trabalhar nos dois filmes (pois foram filmados na mesma época), parece ainda existir no ar uma certa interpretação de “disputa” entre as duas atrizes. Entre estas duas damas.
Não.
Acho que tudo foi criado pela cruel imprensa.


Quando ambos filmes estreiaram não só Audrey comentou para a imprensa que tinha assitido “Poppins” numa tarde em New York ao lado de Mel Ferrer e ambos estavam mais do que encantados com a atuação de Julie («Julie was simply wonderful»), como a própria Julie teceu grandes elogios para Audrey em "Lady". Quando jornalistas lhe perguntaram sobre a « dublagem » da voz de Audrey ela, como uma dama, respondeu que é uma coisa muito difícil, uma árdua tarefa mas totalmente «OK» se voce sabe dar conta do recado, como era o caso de Audrey, a grande profissional que foi!


Na noite do Golden Globe as duas estavam nominadas como melhores atrizes.

A veterana Audrey e a novata no Cinema, Julie.

Julie recebeu a estátua e, agradecendo, não resistiu à tentação a dar seus agradecimentos para “a man who made a great film and made all this possible for me: Mr. Jack Warner” (o homem que fez tudo isto ser possível par mim: Mr. Jack Warner). Momento sensacional, cheio de humor, sarcasmo e MUITA classe… nata em Julie (imagino também Audrey, outra dama, falando exatamente as mesmas palavras).
O público simplesmente delirou…



Semanas mais tarde, na cerimonia do «Oscar», Julie (nervosa) estava nominada como melhor atriz (Audrey não foi nominada) e concorria com Anne Bancroft, Sophia Loren, Debbie Reynolds e Kim Stanley. Páreo duro. Principalmente se se pensa que seu desempenho foi num filme musical… Bancroft, por exemplo, concorria num papel dificílimo, de uma mulher em alto grau de depressão e panico em «The Pumpkin Eater».
E Kim Stanley… a grande Kim Stanley…


Rex Harrison
recebeu o Oscar como melhor ator por seu “Professor Higgins” em “Lady” das mãos de Audrey Hepburn, que desta forma estve presente na cerimonia e mostrou muita classe, apesar de não ter sido nominada no “filme do ano”.

No seu breve discurso ele disse: “Deep Love to TWO fair Ladies, I think…” (“meu profundo amor à DUAS belas damas, acho.. ») e Audrey comentou : “Oh, yes!”.

Que dama…



Julie recebeu o Oscar de melhor atriz e disse, com aquele ar britânico tão seu (que, como alguém uma vez sábiamente disse, nos faz «entender o porque de termos vencido a guerra»):
“You americans are famous for your hospitality, but this is ridiculous”.



Aqui cenas memoráveis destas duas noites… sublinhando porém a classe destas duas «Ladies» que manteram, durante toda esta época na qual a imprensa tentou jogá-las numa terrível intriga de “rivalidade", sua serenidade e, acima de tudo, sua classe!

Ahhh… hoje em dia parece que classe saiu da moda…



P.S. Marni Nixon conseguiu finalmente um papel no Cinema, como uma das freiras em “The Sound of Music” (A Noviça rebelde, 1965). Quando os ensaios começaram, ela estava muito apreensiva sobre a reação de Julie com ela… Assim com o oesto do "cast". A final de contas ela havia dublado Audrey em "Lady"… Como Julie reagiria à isso?

Quando a porta abriu e Julie entrou na sala de ensaios, olhou para Marni, correu em sua direção, abraçou-a e disse:
“Marni Nixon, I am such a great fan of yours!” (“Sou uma grande fã sua!”).

Classe.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dos Quindis à TV Tupy... via "God knows where"...

Organizei um almocinho no ultimo sábado. Nada de especial, só alguns amigos e uma comidinha simples. Desta vez resolvi fazer “aquela comidinha brasileira do interior” da qual tanto gosto… estas reunioes aqui em casa sao as chamadas "representacoes diplomáticas do Ricardo" pois tento que se veja o Brasil sob outro enfoque... nem via Escola-de-Samba nem via Caipirinha & Feijoada... Tantas outras coisas para se mostrar...

Mas também nada de receitas difíceis, rebuscadas ou chiques… desta vez tivemos só galinhas de forno, creme-de-milho verde, aipins fritos com manteiga, uma boa salada verde com coentros (sou louco por eles!) e de sobremesa um bolinho de laranja (“lighter than air!”) e uns quindins…



Os quindins me lembraram a música de Ary Barroso.



Esta me lembrou as inúmeras gravações… de cantores já esquecidos
como Lana Bittencourt,



Cyro Monteiro



e até o “Trio Irakitan”…


Mas também lembrou-me de Capas de Discos esquecidas e bastante peculiares… Haja...



Esta capa acima me lembrou que a canção “Os Quindins de Iaiá” (ou Yayá) de Ary Barroso foi também interpretada por uma jovem Aurora Miranda, vestida de “Bahiana” em “Voce já foi à Bahia?” (The Three Caballeros, Walt Disney, 1944)



e que eu um dia lhe escrevi longamente por achar simplesmente o “máximo” que ela tinha a possibilidade de mostrar para os netos que havia dançado e “flertado” não só com o Zé Carioca mas também com o Pato Donald… Ela me contou das semanas e meses de filmagem para esta cena (na realidade uma das primeiras bem sucedidas tentativas de misturar atores ao desenho-animado... e sem computadores, diga-se de passagem!)



e que ela me respondeu, me deu seu telefone para ligar quando estivesse no Rio (liguei e bati um longo papo) e que me enviou uma linda foto sua no México com uma longa dedicatória (que juro não saber hoje em dia aonde se encontra!). E que eu, como Donald, lhe enviei flores…



Lembrei-me que lhe escrevi sobre como esta cena “aqueceu-me” num dia de inverno austríaco, sobre a sua “baihaninha” que eu achei tao brejeira nao disse nada (já que sempre achei-a muito mais sincera – e bem mais “brasileirinha” - do que Carmen) e lembrei-me de sua longa carta de resposta...

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Tudo isto me lembrou que Aurora tentou uma carreira que não deu certo nos Estados Unidos… numa série de filmes nos quais seu nome nem era mencionado, com excessão de “Phantom Lady”, um clássico do “Film Noir”, no qual é uma cantora de Boite, num pequeno papel.



E que isto deve ter acontecido pelo fato de “uma Miranda” já ser suficiente no Cinema.



O que me lembrou que Carmen era bonita quando foi em ’39 para Nova York e um “caco” quando voltou de lá nos anos 50 e também o fato que as “irmãs Miranda” tinham umas figuras meio estranhas… meio “atarracadas”, “socadas”, muito estranhas como mostra a foto delas em Copacabana quando Carmen, doente e depressiva, esteve no Rio…



E lembrei-me que ela ficou na “Princesinha do Mar” com sua linda calçada – que é um símbolo internacional para o Rio (Apesar de calçadas semelhantes em Lisboa, no Rossio e em Manáus, no Largo de Sao Sebastião terem sido construídas bem antes)



e hospedada no “Copacabana Palace”



E que da última vez que estive no Rio, fui com duas queridas amigas ao lançamento de um livro de Lourdes Catão no “Golden Room”, o que me lembrou que tenho que comprar uns livros para levar para Penedo, lugar onde passei minha infancia, para os dias que passarei lá. O que acabou me lembrando que lá comerei certamente muitos cremes-de-milho verde e me deu a sensação de ter dado mil voltas para chegar no mesmo lugar…



Da próxima vez tentarei um “Brainstorming” destes, quem sabe, com outro ingrediente? Que tal o coentro que uso na salada verde? Vamos ver aonde acabaremos…

Ou quem sabe poderíamos fazer disto um novo jogo? A palavra é… (o que me lembra um programa antigo da TV Tupy…



o quem me lembra… Chega! Já basta por hoje!)

domingo, 13 de junho de 2010

Pinocchio e um dos horrores da minha infancia...

Não sei mais o ano ou com quem estava ou o Cinema.
Sei que era bem pequeno e que literalmente uma sensação de horror me invadiu, no escuro do Cinema.
Acredito que esta foi a primeira vez que tive realmente “medo” na minha vida e quase fiz nas calças…

Em comparação à esta cena, para mim, a transformação da madrasta de "Branca-de-Neve" em bruxa foi um conto de fadas e “Malificent” (Carabosse) de “A bela adormecida” um charme, uma senhora atraente e chique.

Um momento assustador. Claustrofóbico. Imaginem, estar preso num outro corpo… Pinocchio, que estava felicíssimo, divertindo-se na “Ilha dos Prazeres” tem esta "supresa" e passa por esta horrível situação.

Será que este é o motivo de sempre termos esta infantil reação de que “algo vai acontecer” quando estamos passando por uma fase maravilhosa? Que não “merecemos” tanta felicidade?

Anos depois de ver o filme de Disney, já morando aqui em Viena, assisti uma entrevista com François Truffaut na qual ele repetia uma afirmação sua publicada muito anteriormente nos seus famosos “Cahiers du Cinéma”:
Para ele a cena mais assustante da história do cinema era essa. Nada de Hitchcock ou terror. Pinocchio mesmo.
Pelo menos assim relaxei.
Nada como estar em boníssima, ilustre companhia quando se entra em panico…
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terça-feira, 16 de junho de 2009

Happy Birthday, Donald!



Mais um importante aniversário este ano:
„Nascido“ em 9 de junho de 1934 este nosso querido pato tem nos encantado toda uma vida!
75 anos Donald, quem diria?????

A voce com seus deliciosos ataques, achaques, frescuras, crises e escandalos: UM GRANDE OBRIGADO por tanta diversao com este teu jeito simpático e, porque nao, tao "humano" de ser!!!!!!!!!!! We love you!!!!!

E como o dia dos namorados passou há pouco, aqui um pouco de Donald e sua querida Margarida, apaixonadíssimos como sempre, ao som de Frank Sinatra... “I wish I were in love again!” Que homenagem!
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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Porquinhos vários... Uma postagem suína!

Pobrezinhos dos porquinhos…

Esta Gripe mexicana quase lhes tira a reputação de bichos simpáticos, inteligentes (sim, sabiam disto?) e extremamente sensíveis que são.

Vamos prestigiar nossos porquinhos…
Sou, por exemplo, apaixonado por Miss Piggy,

Jamais me esquecerei do porquinho « Babe » (Na Austria, no cinema, ele falava dialeto austríaco e cada bicho falava um dialeto de uma diferente região… Todas as turminhas das escolas com seus “Nananús » - minha palavra para « Crianças », um dia explico - foram ver este filme! Fenomeno interessante, nao? - o "dialeto" também é a cultura de um povo!)

E até um dos meus livrinhos preferidos (que roubei da minha prima, a mãe do “original” Nananú) na infância foi “O Piquenique do Porquinho”. Pode? Que coisa mais linda, não é verdade?

Então… vamos restaurar a “imagem” destes nossos amiguinhos de longas datas???? A gripe deve ser chamada de gripe mexicana - isto sim seria políticamente mais correto!

Para celebrar este “estar de bem” de novo coloco aqui um clássico de Disney: seu curta metragem "The three little Pigs" de 1932! Que já naquelas datas nos ensinou (como a estórinha da formiguinha e da cigarra) que tínhamos é que trabalhar… dar duro na vida... será que é verdade?
Bem, este já é um outro assunto, talvez para uma futura tertúlia?
Divirtam-se agora com "Os tres Porquinhos" !

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

O touro Ferdinando - o pacifista...

O personagem principal do livro „The story of Ferdinand“, do autor americano Munro Leaf, é um jovem touro que prefere cheirar as flores do campo do que ir para a arena lutar numa tourada.

Um belo dia êle é picado por uma abelha e fica tão desesperado e louco de dor que comporta-se de uma forma quase selvagem. Assume-se imediatamente que ele é um touro super agressivo e perigoso! Por um “acaso” esta situação foi observada por um “Manager” da arena de touros da cidade e Ferdinando é “contratado” na hora! Mas durante a tourada Ferdinando comporta-se pacíficamente como sempre e prefere cheirar as flores que as “Señoritas” jogam para ele, para o desespêro dos “Picadores y Toreros”, que nao entendem nada! No final a boa índole de Ferdinando vence e êle é enviado de volta para o seu pasto e para suas flores... Aonde, se ele ainda vive, deve estar até hoje...

Esta pequena estória é, aínda, muito amada na Europa.
Na era dos “Videogames”, “Playstations” etc. pode parecer tola e nada “cool” uma estórinha como a de Ferdinando mas alguns detalhes sao admiráveis. E Ferdinando nos prende, com sua essência, sua forma de ser, sua admirável filosofia de vida...

Muitos tendem até hoje a pensar que Ferdinando é um touro “muito fresco”. Mas para pessoas com mais “visões”, com “horizontes mais amplos” ele adquire um outro significado. O livro de Leaf foi lancado em 1936, no ano do começo da Guerra Civil Espanhola. A estória de Ferdinando foi então usada como uma fábula de propaganda pacifista (e também comunista). Também por este motivo alcançou uma certa fama sendo traduzida para vários idiomas.

Walt Disney fez do livro um curta-metragem em 1938 (como as suas famosas “Silly Synphonies”) e no ano seguinte recebeu um Oscar na categoria Best Short Subject (Cartoons).
Um detalhe muito pessoal deste trabalho é o fato que todos os “Picadores y Toreros” são caricaturas da equipe de desenhistas de Disney, este mesmo até como “El Matador”, liderando o grupo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pinocchio (1940)

Esta produção de Walt Disney de 1940 tem um lugar destacado porém meio estranho na minha vida, minha relacao com ele é "meio oblíqua".

Lembro-me muito bem de ter ido criança assistir este desenho animado. E lembro-me mais do que nítidamente de uma cena, na qual Pinocchio transforma-se num burrico… berrando, gritando, nervoso, fora de controle… Até hoje lembro-me do mêdo que me assolou naquele momento. Uma coisa realmente horrível para crianças verem… Comparada à esta cena a madrasta de Branca-de-Neve é uma Senhora “meiga e pueril”. E apesar do resto do filme ser muito interessante e lindo (inclusive o “Grilo Falante” cantando com tanta eloquência “When you wish upon a star!”, que transformou-se práticamente num “hino Disney”) só ficou este “feeling” de meio desconforto ao pensar em Pinocchio.

Interessante foi porém eu ter lido anos depois (acho que até já morava aqui em Viena) num velho exemplar dos famosos “Cahiers du Cinemá”, que o genial François Truffaut também tinha pavor desta cena e que a considerava como uma das mais horripilantes e assustadoras (e para criancas principalmente, de uma agressividade louca) da história do cinema.

Bem, eu nunca disse que, em questão de opiniões, ando em má companhias, nao é?