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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Crazy World...

Ontem „deu uma vontade“ de rever „Victor, Victoria“ (Blake Edwards, 1982) e,
depois de anos sem ver este filme, amei rever minha queridíssima Julie Andrews, o brilhante
Robert Preston e a « danadinha » Lesley-Ann Warren.


Ri muito, me «esbaldei», admirei os números musicais e a direção de Blake Edwards
e me emocionei muito ao reouvir uma canção que não ouvia já há muito tempo… Crazy World

Como o passar dos anos nos presenteia com um “outro entendimento” de textos que já conhecíamos e que agora,
já que estamos mais amadurecidos, entendemos de uma forma diferente,
às vezes até mais intensamente… muito mais...


Gosto do início
“Crazy world Full of crazy contradictions like a child
First you drive me wild
And then you win my heart with your wicked art”

e esta descrição que compara o mundo à uma criança
que nos deixa malucos com suas peripécias e «artes»
mas que conquista imediatamente nosso amor e coração…



Depois como que o comparando a um amor, talvez não muito feliz

”One minute tender, gentle
Then temp'remental as a summer storm”


e até de certa forma decepcionante
”Just when I believe your heart's getting warmer
You're cold and you're cruel”



Aquele amor que nos coloca até numa posição de
humilhação… sempre cheios de esperança…
”And I like a fool, try to cope
Try to hang on… TO HOPE...”



E, no final, a séria e definitiva constatação do que é realmente o mundo
”Crazy world, ev'ry day the same old roller coaster ride”

Com a mais emocionante frase de toda a canção

”But I've got my pride
I won't give in
Even though I know I'll never win”


e a honesta, honrada e linda afirmação da canção e
deste eterno “affaire de cœur” que temos com ele…


”Oh, how I love this crazy world”

Yes… I do…



Sim... como o passar dos anos nos presenteia com um “outro entendimento” de textos que já conhecíamos e que agora,
já que estamos mais amadurecidos, entendemos de uma forma diferente, as vezes até mais intensamente…

muito mais...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Time heals everything...


Uma das mais lindas canções compostas para um musical da Broadway, “Time heals everything” é, apesar de muito simples, de uma honestidade e emoção devastadoras.
“Mack and Mabel” (1974) de Michael Stewart e Jerry Herman (Hello Dolly!) conta a atribulada estória de amor entre o diretor de cinema (mudo) Mack Sennett e sua “descoberta”, a adorável Mabel Normand, que transformou-se numa de suas maiores estrelas.
O musical, que originalmente teve o magnífico Robert Preston (para uma geração mais nova conhecido de “Victor, Victoria”) como Sennett, a talentosíssima “Broadway’s Darling” Bernadette Peters como Normand e o brilhante Gower Champion como diretor, não foi realmente o que se possa chamar de um “sucesso”. Desde sua “revival” em 1995 no West End ele ganhou porém um outro “status” e, hoje em dia é realmente “compreendido”.




O “enredo” nos leva dos dias dos “two-reeler” da Keystone às “Bathing Beauties” de Sennett (Gloria Swanson, que esteve entre elas, aqui encima na primeira fila) e ao amor trágico dos dois, interrompido pela prematura morte de Normand, a primeira “rainha da comédia” de Hollywood, em 1930 de tuberculose.
Gostaria de chamar atenção às lyrics de “Times heals…". Ainda me emociono com elas. Impressionante como uma música pode captar nossa sensibilidade, incrível como a gente pode se identificar com uma canção...
Aqui, mais de 30 anos depois do show original, Bernadette Peters, em grande forma, dando sua “rendition” da talvez mais linda balada que lançou ao longo de sua rica carreira.

♪ ♫ Time heals everything
Tuesday, Thursday
Time heals everything
April, August
If I'm patient the break will mend
And one fine morning the hurt will end

">
So make the moments fly
Autumn, Winter
I'll forget you by
Next year, Some year
Tho' it's hell that I'm going through

Some Tuesday, Thursday
April, August
Autumn, Winter
Next year, Some year
Time heals everything
Time heals everything
But loving you… ♫ ♪