Como meus pais eram loucamente apaixonados pelas tramas da "Grand Dame" do crime, Agatha Christie, ainda existem nas estantes do apartamento no Rio de Janeiro vários exemplares de livros que levam em sua capa esta forma de ilustrações tão popular na época...
Livros amarelados pelo sol, livros porém que "vivem", com frases sublinhadas, anotações, flores secas, contas ou recortes de jornais que serviam para marcar as páginas - tão ao contrário dos frios "readers" de hoje em dia...
Olhá-las, digo, olhar estas capas me faz lembrar de "casa", da minha infancia, de férias e fins-de-semana em Penedo... Adoro estas ilustrações...
...e, last but not least: Vincente Minnelli soube captar a essencia deste "kitsch" no seu "The girl hunt Ballet" (MGM 1954, The band Wagon)
Existem momentos muito especiais no mundo do Cinema… E este é um deles! Saudades de quando o vi pela primeira vez nos anos 70… no „finado“ Cinema II na Raul Pompéia, no Rio de Janeiro, em companhia de amigos como Mari, Flávia, João, Mayr, Brigitte, Ana Valéria, Mauro…
Mas antes uma pequena explicação… Ontem, exatamente no Valentine’s day, recebi um e.mail desaforado de uma pessoa que já há muito tempo coloquei para fora da minha vida. Não há razão para ninguém ter que aturar uma pessoa agressiva, neurótica, invejosa, desaforada por toda uma vida… N'est ce pas?
Agora, eu pergunto: não é reação extremamente sintomática o fato dela me escrever exatamente no “Valentine’s day”? Não é que eu realmente ligue nem para esse dia, nem para todo o comércio que ele trás consigo… mas, logo ela, “psicóloga”, uma pessoa (em suas próprias palavras) “interiorizada”, dá a “bandeira” da sua insatisfação exatamente neste dia… “Physician, heal Thyself!”!
Fico assustado como uma pessoa pode tranformar-se nessa pessoa amargurada, frustrada, feia, mentirosa, cheia de raiva, possuída pela inveja que é… Fui advertido há alguns anos, quando ela esteve aqui me visitando. Chamaram-me a atenção ao fato dela, em mais de uma semana na minha casa, não ter aberto sua carteira nenhuma vez, nem para pagar um café ou uma passagem de bonde e ter-se aproveitado de mim, da minha hospitalidade, boa fé, generosidade…
Por isso aqui minha resposta ao seu e.Mail: Uma dedicaão atrasada de “Valentine” a todos os meus reais amigos! Um momento de amor no Cinema… bem, na realidade, bem mais do que só amor: um momento de paz, cheio de mágica, inventividade, imaginação, poesia… Sim, uma resposta com carinho e amor às pessoas que realmente significam muito e tem seu lugar bem definido na minha vida!
Gene Kelly, vindo do grande sucesso de “An American in Paris” (MGM, 1951) – estranhamente chamado “Sinfonia em Paris” no Brasil – jogou-se no grande projeto “Singin’ in the rain” (chamado “o melhor filme de todos os tempos” por François Truffaut) e arriscou mais uma vez o papel principal feminino com uma (práticamente) desconhecida: Debbie Reynolds (Debbie, ainda hoje viva, tinha feito uma pontinha como Helen Kane (Boo-boo-pi-doo) em “Three little Words” em 1950 e tido um pequeno papel como irmã caçula de Jane Powell em “Two weeks with Love” em 1951). Debbie que “sabia dar seus passinhos de dança” não era realmente uma “bailarina” e não, neste sentido, a do filme… Gene deu grande destaque à Cyd Charisse, que, depois de “Rain”, tornou-se uma estrela de maior magnitude… Detalhe: me referi acima com “mais uma desconhecida” à Leslie Caron, que em 1951, ao lado de Gene, fez seu début em “American in Paris”, o filme do ano, vencedos do Oscar de melhor filme de 1951, graças ao talento de Vincente Minnelli!
De volta à esta simples cena (exatamente nesses momentos, nos quais Gene transforma sua dança numa plataforma simples e pura, ele me fascina ao máximo… precisamente como em “Our Love is here to stay” de “American”):
quando Gene (Don Lockwood) entra com Debbie (Kathy Selden) no studio deserto para lhe fazer uma declaração de amor, usa as luzes suaves para criar um efeito de luar, a escada como um balcão, mais luzes como um jardim florido e estrelas, ventiladores como uma suave brisa, névoa das montanhas distantes… criando aquele momento precioso em que o dia, ao por-do-sol, já não é mais dia mas ainda não é noite… Perfeito. O cenário está pronto para ele dizer o que quer…
Sim, atrasado mas de coração: um Happy Valentine… para voces!!! Cheio desta aconchegante simplicidade… desta criatividade que nos permite transformar tudo num momento especial, que faz com que o amor transforme todos os dias do ano num “Valentine”, independente da data…
(E quanto à gorda Senhora Ana LeRavia (anagrama), supere esta fase do “amor-próprio ferido” - no way, you are out of my life! - e fique feliz por inspirar-me com um personagem que algum dia usarei em algum conto ou livro: a gorda, amarga, invejosa “Mme. LeRavia”… LeRavia => la rabia “en castellano” => a raiva… ).
Muito, muito Obrigado pela inspiração para esta “tertúlia”!
Sempre ao rever „Singin’ in the rain” (MGM, 1952, Stanley Donen) e “Deep in my Heart” (MGM, 1954, também de Donen) tenho aquela sensação desagradável, que já aconteceu com todos nós, em algum ponto de nossas vidas...
Ver vendidas numa barata „liquidação” roupas que compramos caras…
Ver num manequim de uma vitrine de "lojinha" a roupa que vimos ano passado num desfile...
Stanley Donen poupando os custos da MGM e usando – assuntosamente – o mesmo guarda-roupa de "Rain" em "Heart"??? Que coisa… E ninguém percebeu... Ora, Donen...
Anyways, «Especial P.S.»: divirtam-se com Debbie Reynolds (e tantas «beautiful girls»)
assim como com a louca desvairada Ann Miller rodopiando (prospositalmente não uso «dando piruetas») com muitas outras «girls» (e dando um dos melhores gritos da história do Cinema - comparável só ao de Carol Haney em "Steam Heat")).
A "cor" da foto para os cinemas da época "disfarça" um pouco o "uso" do guarda-roupa... já a foto do "still" do video "dá a bandeira total" do uso - só dois anos dpois - de tão vasto figurino...
Reparem na "Vamp" que usa a roupa (também de Singin’ in the rain ) da «Olga Mara», nome cheio de clichèes Hollywoodianos - seria esta uma proposital menção à Theda Bara???? (sabiam que seu nome era um "anagrama" para "Arab Death"????) Entre nous: existe lugar mais louco do que Hollywood? Olga Mara será um anagrama para que? Maga Rola?
Mais uma vez um grande Obrigado à Danielle Crepaldi por me possilitar este video: Dani voce reparou que o vestido VERDE de Charisse em "Singin' in the Rain" também está aí?????
E ainda tem um outro (meio de melindrosa, com franjas... ) que me é conhecido mas de onde??????
Uhmmm...
Lembrei...
Também de "Singin' in the rain": antes da entrada de "Olga Mara" na Premiere do início do filme somos introduzidos ao personagem "Zelda Zanders", uma magnífica "Flapper" interpretada por ninguém menos do que a magnífica Rita Moreno!
Mas a "liqudação" foi tão barata que até a capa de chuva amarela da abertura de "Rain" e um pullover do número "Moses" estão aí... Haja economia!!!!! Não é à toa que Donen era tão "querido" na Metro!
Mais uma vez o agradecimento das "Tertúlias" à Daniele Crepaldi, pois sem sua ajuda esta postagem não teria sido feita... sem as imgens de "Heart" seria impossível!!!!
Quem assistiu „On the Town“ (Um dia em Nova Iorque, MGM 1949) deve ter-se perguntado alguma vez: “E o que aconteceu com estes tres marujos durante e depois da Guerra?”
A Metro pensava em produzir “It’s always fair Weather” como uma continuação de “On the town”, inclusive pensando em usar os tres atores principais de “Town”: Gene Kelly, Frank Sinatra e Jules Munshin.
Depois da Guerra tres “camaradas” fazem um pacto para reencontrarem-se dez anos depois…
Esta é a linha principal do roteiro de “Fair Weather”.
Um filme razoávelmente esquecido, ele reune os talentos de Kelly, Michael Kidd (numa rara aparição cinematográfica) e o veterano Dan Dailey (ainda em grande forma) como os tres “marujos”,
Dolores Gray (que não teve realmente a carreira que merecia pois a era dos musicais chegava ao final e o trabalho de uma “belter” não era, na época, requerido fora do cinema musical. Estávamos ainda “anos luz” de Streisand e Minnelli)
e a magnífica Cyd Charisse, aqui num papel relativamente pequeno com um único número de dança… Fato este que nunca realmente compreendi… (Charisse vinha na época de recentes aparições de muito sucesso em “The Band Wagon”, “Deep in my heart” e “Brigadoon”, tres filmes de 1954 nos quais ela mais uma vez provou seu grande talento! Charisse ainda tinha reservadas para seu futuro maravilhas, jóias cinematográficas como “Silk Stockings” com Fred Astaire, mas esta é uma outra estória)
Concebido pelos magníficos Betty Comden e Adolph Green (responsáveis por “On the Town”, “Singin’ in the rain” entre tantos outros) o filme não poderia ter melhores credenciais. Mais uma vez Kelly co-dirigiu um filme ao lado de Stanley Donen – que vindo de sucessos como “Seven Brides for seven brothers” não estava realmenre muito interessado em dividir os créditos do filme com Kelly).
“Fair Weather” é um filme que passa uma certa “desilusão” com a vida: os tres companheiros de “antes” se encontram dez anos depois só para perceber que nada mais tem em comum… sómente a desilusão com a vida.
É exatamente este o tema principal do filme: como o tempo transforma as amizades
Não estou 100% de acordo - tenho muitíssimos amigos, sinceros, queridos, de toda uma vida - mas tenho que admitir que às vezes isso acontece… semana passada percebi esse fato numa "ex-colega" do “científico”… pessoa que se chamava minha "amiga" - apesar de eu nunca te-la realmente considerado assim. Existem pessoas amarguradas, insatisfeitas – talvez até pelo próprio visual, pelas "personas" obesas e feias em que se transformaram – que só sabem ser invejosas e "esborrifar" veneno… Que falta de psicologia - rsrsrs (she'll understand that) levar a vida assim!!! Tenho pavor de inveja! Pois quem a tem destroe a si mesmo! Lembram de sallierei? Not necessary to say que a infeliz não mais faz parte do meu círculo de conhecidos... Cortei-a da minha vida. Destas pessoas me distancio! E tenho coragem de admití-lo!
Bem, de volta ao filme: uma cena fantásticamente desilusionada (sorry... correction: desiludida... desilusionada é castellano...) reune os tres amigos, que (no filme) já haviam cantado sobre serem amigos até a morte, numa canção que descreve a decepção de estarem juntos no presente…
O melhor porém é que cada um, reconhecendo que os dois outros não são o que ele esperava, percebe em si mesmo que ele também não se transformou na pessoa que um dia quiz ser… Decepções…
Esta agussada percepção cínica transforma este “musical entertainment” num filme bem mais “escuro”, bem mais “negro”, bem mais “desilusionado” (correction: desiludido) do que a maioria dos musicais da Metro.
Mas o filme tem momentos de puro “joy”. Gene Kelly sapateando sobre patins de roda (será motivo de uma futura "tertúlia”),
os tres marujos dançando desenfreadamente na rua e sapateando com tampas de latas de lixo presas nos seus pés e a magnífica Dolores Gray, numa incrível crítica à televisão, como uma apresentadora canastrona, exageradamente piegas e nada sincera do programa “Midnight with Madeline”: o cliché da televisão ao vivo, dos programas “verdade” da época… só que 57 anos depois a televisão ainda é a mesma coisa… pensem nos talk-shows, pensem da TV Globo aos U.S.A.!!! Incrível… Nada mudou!
Para mim porém o melhor momento musical do filme é quando Charisse sobe a um Ring de Box para dançar “Baby, you knock me out”.
Momento maravilhoso, apaixonante de um musical inesquecido. Charisse hipnotiza com tanta classe, energia, técnica, talento…
Ela ainda é, e sempre sera, a minha “rainha” do musical…
Um real “Nocaute”, como se dizia no Brasil… (lembram no Brasil do “Telecatch patrocinado pelo rum Montilla????)
Charisse, you still knock me out!!!!!!!
(A cena é um pouco longa... à partir do terceiro minuto Cyd começa a dançar!!! Puxem a cena para o terceiro minuto!)
O que é a verdade? Todos nós, em alguma altura de nossas vidas, já fizemos esta mesma pergunta…
“Les Girls” (MGM, 1957) é práticamente um musical esquecido. Apesar de ter sido maravilhosamente recebido pela crítica e público em 1957, não conseguiu um “lugar ao sol” na história do musical de Hollywood. Assim como “Silk Stockings” (com Cyd Charisse e Fred Astaire, MGM 1957) o score foi composto por Cole Porter (em “Girls” no seu último trabalho para o Cinema, “Meias de Sêda” tinha sido feito para a Broadway e interpretado por Hildegard Kneff e Don Ameche). Os dois musicais representam o “Canto do Cisne” da MGM no que diria respeito à musicais. Gone were the “good ol’ days”… Muitos seriam ainda feitos em outras companhias (“South Pacific”, “The Music Man” etc.) mas nada pode se comparar aos musicais da era dourada da Metro – mesmo nos anos 50!
“Les Girls” é talvez o mais “filosófico” dos musicais da Metro já que se preocupa com uma pergunta eterna: “O que é a verdade?”.
Dirigido pelo “mestre” George Cukor (“A woman’s director”), que aqui simplesmente “arranca” fantásticas interpretações da “desconhecida” finlandesa Taina Elg (que anos depois arrasaria no musical “Irma la Douce” na Broadway), da “reinventada” Mitzi Gaynor (que até então só tinha feitos papéis “sexy” na Fox e que por causa de “Girls” ganharia no ano seguinte o cobiçado papel de Nellie em “South Pacific”) e da eterna Kay Kendall… Ah… Bonita, engraçada, sofisticada, amorosa, incandescente, hilária, trágica Kay… nos seus tres únicos filmes em Hollywood Kendall conquistaria todos nós… para sempre! Esposa de Rex Harrison, conhecida só na Inglaterra do clássico “Geneviéve” – uma maravilha MUITO recomendável de filme – ela faleceria de leucemia em 1959… Ela tinha um perfil “aristocrático ingles” que era muito difícil de ser fotografado. Ela “agradecia” este perfil a um acidente de carro e a um cirurgião plástico ingles. Ela disse para Dirk Bogarde: “The surgeon had only two noses in his repertoire, "this one and the other one…”. Mais sobre a fabulosa Kay outro dia aqui nas Tertúlias).
Além de várias outras distinções (inclusive ser o último «real» musical de Kelly) «Les Girls» é um dos poucos musicais de Hollywood que mostram um palco como um real palco… e não como um estúdio da Metro que “derepente” cabe num pequeno teatro de variedades. Me refiro à uma única cena: “Ladies in Waiting” – todas as tres versões dela inclusive aquela na qual Kay Kendall está completamente bebada (e tão hilária quanto na cena em que canta “La Habanera”) e nos conquista definitivamente…
A linha do roteiro de “Les Girls” pode parecer muito simples mas o filme tem um encanto. O “plot” é contado de tres pontos de vista diferentes num tribunal…
Um detalhe que amo: em frente ao prédio do Tribunal anda durante todo o filme um homem que leva um cartaz (aqueles que antigamente eram chamados de “Sandwich”) com as seguintes palavras: “What's Truth?”. E como sua presença “incomoda” a todos que acabaram de dar seu depoimentos deixando-os completamente constrangidos, aflitos… Um dos detalhes mais ignorados do filme e, para mim, de suma importancia na linha dramática da estória. Sensacional!
Esta linha dramática, este “contar uma estória” é óbviamente inspirada pelo filme "Rashômon" de Akiro Kurosawa, que tinha sido feito alguns anos antes. George Cukor, que danadinho!
Vamos ser sinceros: quem pode dizer se uma pessoa disse a completa verdade ou só em parte? Ou se imparcialmente só contou parte dela? Todos nós, em alguma altura de nossas vidas, fomos vítimas de uma “verdade mal contada”, não é? Ou foi só por representar outro ponto de vista, outro "enfoque" da "nossa" verdade?
E a questão é deixada em aberto: Quem realmente pode julgar o que é a Verdade? O que é a Verdade?
P.S. Um detalhe simpático. Originalmente as tres “girls” teriam sido Cyd Charisse, Leslie Caron e Carol Haney – teria sido um outro filme mas imaginem só os números de dança... pensem nisso...
Uma certa música de uma certa cena de um certo filme… Uma lembrança, memórias… Como elas sao „dinamicas“, uma coisa levando a outra, em segundos, rápidamente… e com o passar do tempo, aqui nas „Tertúlias“, esta é uma coisa que reaprendi a fazer. Como é bom deixar os pensamentos fluir e voar… Daydreaming… Há poucos dias uma amiga corrigiu-me em ingles quando eu disse „Are you speaking of me?“ Ela disse-me que era „speaking about me“. Para explicar tive que lhe mostrar que a diferença é tão sútil como no portugues (e no espanhol e no alemão…): Estar-se falando de uma pessoa ou sobre uma pessoa… Depois de passado este momento, comecei a pensar sobre a sutil diferença entre „Thinking of you“ e „Thinking about you“… e me lembrei da maravilhosa e romantica balada que Ruby e Kalmar escreveram com este mesmo título, como ela foi dançada em „Tres Palavrinhas“ (Three little Words, MGM 1950) por Fred Astaire & Vera-Ellen, de como Vera-Ellen era talentosa e da forma como foi esquecida… e do fato dela ter sido o primeiro caso „oficial“ de anorexia, ainda nos anos 50, em Hollywood. Sim… Em „White Christmas“ (1954) ela já está com o pescoço escondido por lenços pois as rugas causadas por dietas absurdas não fotografariam bem. Ela tinha só 33 anos… Vera-Ellen teve poucas, porém marcantes aparições nas telas do cinema: „Words and Music“ (MGM 1948) no qual ela dança com
Gene Kelly „Slaughter on the tenth Avenue“ (Rodgers & Hart, de „On your Toes“),
no inesquecível „On the Town“ (MGM 1949) mais uma vez ao lado de Gene Kelly, Assim como em „The Belle of New York“ (MGM 1951), no qual tem magníficas cenas, outra vez com Fred Astaire. Esquecida durante décadas, Vera-Ellen (que faleceu em 1981 aos sessenta anos), hoje ela é comparada merecidamente à outras grandes Bailarinas da sua era como Charisse, Caron… Durante muitos anos ela só foi lembrada por ter sido o "date" de Rock Hudson para fins publicitários... Aqui Vera-Ellen com Fred em "Tres palavrinhas". Eu estava/ estou „thinking of her“.
Prestem atencao à simplicidade deste texto… desta danca...
Why is it I spend the day
Wake up and end the day
Thinking of you
Oh, why does it do this to me
Is it such bliss to be
Thinking of you
">
And when I fall asleep at night, it seems
You just tiptoe into all my dreams
So, I think of no other one
Ever since I've begun
Thinking of you
Do Show da Broadway "The Five O'Clock Girl" (1927)
(Harry Ruby / Bert Kalmar)
Esta postagem jamais poderia ter sido realizada sem a ajuda e o carinho de minha querida Danielle Crepaldi Carvalho que pacientemente conseguiu baixar „Tres Palavrinhas“ e colocar esta cena aqui!
Um presente que fez, na realidade, para todos os seguidores de cinema, já que nada existe no Youtube sobre este filme. Foi super difícil para Danielle colocar este vídeo aqui... Tentou no Youtube mas este cortou a "trilha sonora" etc.etc. Uma confusao daquelas... Mas ela com muita perseverancia conseguiu!!!!! E como eu lhe agradeco por isto (Youtube, eat your heart out!). À ela dedico com muito carinho, admiracao e agradecimento esta postagem!
Prestigiem seu Blog, „Filmes, filmes, filmes“ (veja ao lado nos „Blogs que eu sigo“), um dos melhores Blogs sobre cinema que já vi! Vale a pena!
The red Blues: sei que vao adorar... pois depois de terem visto Cyd de branco duas vezes e também de vermelho, verde e azul (a mais pura das "vamps" da danca), estou mais do que certo que amarao este número, no qual ela demonstra mais uma vez uma nova faceta... Ninotchka... Considero esta "performance" como uma de suas mais naturais, dinamicas... às vezes até atlética!
Obrigado querida Danielle, por toda esta atencao! Um novo "anjo"! Olhem só que preocupacao e que carinho... Ricardo, vc não vai crer... Consegui fazer um clipe só com o número The red Blues, mas o you tube barrou-o porque ele feria os direitos autorais, acredita!... Isso nunca me aconteceu. Então, postei o vídeo direto no meu blog. Olha só o link:
Para finalizar um pequeno ciclo de postagens sobre Cyd Charisse infelizmente nao consegui totalmente um vídeo de uma cena de "Silk Stockings" chamada "The red Blues", na qual Ninotchka, de volta a Moscou, danca ao som deste "ritmo decadente" agora criado por seu "Camarada" músico (que está fascinado por esta forma de música). Teria adorado colocar esta cena, em sua versao completa, aqui - também por que o nome é práticamente uma boa (e simpática) continuacao à postagem anterior "Red, Hot and Blue". Mas o que fazer?
De qualquer forma, aqui, um curto documentário sobre Cole Porter e "Silk Stockings" (Meias de Seda, MGM 1957), uma da últimas pérolas da Metro, já de uma época em que já nao mais se produziam muitos musicais e os estúdios se dissolviam ("Les Girls", também da MGM, é do mesmo ano). Silk Stockings tinha tido na Broadway em 1955 como intérpretes principais Hildegard Kneff e Don Ameche. O foco era mais em cima das cancoes e, nao como no filme, nas dancas... E que encantadores estao Fred e Cyd aqui, mais uma vez juntos depois da "Roda da Fortuna" ("The Band Wagon", MGM 1953, vide minha postagem "Dancing in the Dark" de 19.04.2009).
Muita atencao deve ser dada ao lado erótico do número "Silk Stockings" (que causou muitas dores de cabeca à Metro por causa da censura da época) e à uma parte do número "The red Blues", o que consegui, a partir do minuto 6.44 do vídeo...
">
Há pouco tempo nós a vimos duas vezes de branco aqui... Mas ela tinha outras faces, outros lados... pensemos em tres cores: vermelho, verde e azul... Vamos dar Gracas a Deus por Tula Ellice Finklea ter um dia deixado Amarillo, Texas para tornar-se esta maravilhosa bailarina e lenda que foi! A magnífca Cyd Charisse... Aqui tres momentos (e vídeos) desta incrível bailarina... red, hot and blue? Quase... red, GREEN and blue...
Primeiro o vermelho: The band Wagon (MGM 1953) no inteligentíssimo "The Girl Hunt Ballet"... Cyd, Fred Astaire e a maravilhosa direcao de Vincente Minelli com todo seu valor visual.
Em segundo lugar o verde - no inesquecível número de "Cantando na Chuva" (Singin' in the Rain, MGM 1952, Direcao de Stanley Donen e Gene Kelly) no qual faz de certa forma, com Gene Kelly, uma homenagem à Louise Brooks. À esta cena Cyd agradece o seu Status de estrela... Sim depois de anos e anos na Metro...
e de azul num filme nao muito conhecido (vamos ser sinceros... um filme completamente desconhecido!) da Metro do qual nem consegui fotos em cor para mostrar o azul: Meet me in Las Vegas (MGM 1956, Direcao Roy Rowland) . Porém, diga-se de passagem, SENSACIONAL! A música (cantada por Sammy Davis Jr.), seu Partner e sua "Inimiga" - Liliane Montevecchi (Que assisti na producao de Tommy Tune "Grand Hotel" nos anos 80 na Broadway como "Grusinskaya", a bailarina. Montevecchi deixou a producao e foi substituida por quem? Cyd Charisse... Bem, Grand Hotel é realmente assunto para uma futura postagem!) Esta cena de Meet me in Las Vegas é uma coisa sensacional e maravilhosa. Talento puro! Que maravilha redescobrir esta cena!
Comparem os tres vídeos... E digam-me sua opiniao!