Never gonna dance… 1936, Swing Time… Astaire & Rogers…
Fred impeccable, Ginger beautifully dressed.
Can you believe that this was the 47th take of it?
In fact there is only a single cut during the “big” dance scene…
Everyone was mad wanting to go home, Ginger’s feet were bleeding but Fred’s sense of perfection was stronger…
Thank you, Fred, for this living remembrance…
Perfect!
Never gonna dance… 1936, Swing Time… Astaire & Rogers…
Fred impecável, Ginger lindamente vestida.
Podem imaginar que esta foi a quadragézima sétima tomada desta cena?
Na realidade só há um corte na “grande” cena de dança…
Todos estavam loucos com ele, querendo ir para casa, os pés de Ginger sangravam mas o senso de perfeição de Fred era mais forte…
Obrigado, Fred por esta memória tão viva…
Perfeito!
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Fred & Ginger: I'll be hard to handle! (RKO, 1935)
Para ser extremamente franco... só duas palavras...
To be extremely honest... just two words...
QUE MARAVILHA!
HOW MARVELOUS!
To be extremely honest... just two words...
QUE MARAVILHA!
HOW MARVELOUS!
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sábado, 2 de fevereiro de 2013
A ingenua noção de Hollywood sobre psicanálise… Tres filmes e um final feliz...
Um destes dias revi „Spellbound“ de Hitchcock apesar de não ter boas memórias desse filme… E estas foram mais uma vez reconfirmadas.
O filme realmente não é do meu agrado.
Nele acho Ingrid Bergman extremamente inexpressiva ao mesmo tempo em que considero Gregory Peck um tanto exagerado, “overplaying” seu papel…
Durante o filme comecei a pensar em outros filmes de Hollywood que trataram do mesmo tema – Psicanálise – nos anos 40.
Este fato revela totalmente a extensão do meu interesse no trabalho de Hitchcock em “Spellbound”… Fiquei sonhando com outros coisas enquanto assistia o filme...
Fui levado por pensamentos, lembranças de outros filmes e até por idéias de como poderia resumir tanta informação para uma “tertúlia”…
Mas como era realmente a psicanálise tratada em Hollywood nos anos 40? Como se tentava enfocar o trabalho daquele “professor Vienense” (Freud) e aquela “ciencia” ainda tão nova e desconhecida?
“Lady in the Dark” (no Brasil “Senhora Escuro”), musical de 1944 estrelado por Ginger Rogers e Ray Milland, trata de Liza Elliot, uma bem sucedida editora de uma revista de moda. Apesar de Liza ser considerada no filme como uma mulher “masculinizada” (pois usa seu cabelo preso e veste sérios blazers clássicos e bem cortados) ela, para o standard atual, está linda. E com muita classe, tenho que adicionar (“Dizem as má línguas” que Ginger estava muito descontente com seu figurino – totalmente necessário para o papel de Eliza – de forma análoga à Kim Novak em “Vertigo” que quase causou uma úlcera a Hitchcock de tanto reclamar de seu figurino –"Vertigo" aliás é um filme que de certa forma lida também com um caso que muito necessitava de severa ajuda psiquiátrica.
Ginger e Kim estavam mais preocupadas com suas imagens do que com os papéis que desempenhavam… E as duas, «entre nous», nunca foram realmente conhecidas por classe e sim, bem mais, pelas suas tendencias à uma certa vulgaridade no setor de figurinos… Mas isto já é tema para uma tertúlia futura).
Baseado num musical da Broadway que foi dirigido por Moss Hart (que dirigiria no futuro Julie Andrews em “My Fair Lady”) e estrelado por Gertrude Lawrence (que seria interpretada por Julie Andrews em “Star!”, filme de 1968), “Lady” foi um grande sucesso.
Sua “fórmula” inovativa encontrou bastante aceitação com o publico da "East coast": quando Liza deitava-se no “divan” para ser analizada, as sequencias musicais começavam…
Nelas tomavam parte todos os personagens que trabalhavam com Liza na Editora e com os quais ela, de uma certa forma, estava envolvida…
O original na Broadway foi um grande sucesso, o filme ao contrário não fez nenhum sucesso... talvez pelo fato da maioria das canções de Kurt Weill (no seu primeiro trabalho nos U.S.A.) terem sido cortadas pelo director: Mitchell Leisen simplesmente odiava o trabalho de Weill… Não é também um prato feito para uma severa análise? Se ele tanto odiava a música de Weill, porque aceitou a direção de um filme que tinha as canções do compositor como tema central na sua estória?
“Spellbound” (1945, no Brasil “Quando fala o coração”) é um trabalho de “Hitch” que levou mais fama pela sequencia dos sonhos (e da análise destes pelo personagem de Bergman) do que pelo seu roteiro, valor e arte cinematográfica! O cenário do “sonho” foi “designed” por ninguém menos do que Salvador Dali (Dali no seu, pelo que me consta, único trabalho em Hollywood). Para quem gosta dele - I don’t - um prato cheio…
(Nota: para quem também gostou do fundo musical de “Rebecca” (Miklos Rozsa) uma ótima dica: o filme práticamente reusou, só 5 anos depois de “Rebecca”, a mesma trilha sonora… Estaria Mr. Selznick poupando?)
O filme começa com as seguintes palavras – certamente bem inovativas para a época:
“Our story deals with psychoanalysis, the method by which modern science treats the emotional problems of the sane. The analyst seeks only to endure the patient to talk about the hidden problems, to open the locker doors of his mind.
Once the complexes that have been disturbing the patient are uncovered and interpreted, the illness and confusion disappear… and the devils of unreason are driven from the human soul”
(Nossa estória trata de psicanálse, o método pelo qual a ciencia moderna trata dos problemas emocionais dos sãos. O analista procura sómente apoiar o paciente a falar dos seus problemas escondidos, a abrir as portas dos armários de sua mente.
Uma vez que os complexos que vem incomodando o paciente são descobertos e interpretados, a doença e a confusão desaparecem… e os demonios da falta de razão são dirigidos para fora da alma humana”) (tradução livre do autor deste Blog)
Não soa isto fácil e extremamente descomplicado? Além de parecer ser coisa rápida… (nos filmes dos anos 40 são rapidíssimas as recuperações… No momento em que o problema é reconhecido, Tcham-Tcham, o paciente está curado!).
Esta introdução de «Spellbound» parece traduzir perfeitamente o que todo o material cinematográfico dos anos 40 de Hollywood pretendia fazer da psicanálise…
Nossos “vizinhos” do hemisfério norte não são realmente conhecidos pela profundeza com as qual deveriam abordar certos temas… Ainda por cima a manipulação de Hollywood “criou” (históricamente provado) idéias e mudanças de comportamento… já escrevi uma vez aqui sobre isso.
“The Snake pit” (no Brasil “A cova da Serpente”, 1948), tem uma “tensão à mais” do que os filmes préviamente citados, já que nos dá a chance de estar com os pensamentos da “doente”, escutando tudo o que pensa, as vozes que ouve… Olivia de Havilland deu um bom desempenho para os padrões da época (pelo menos ela não é uma “paciente” glamourosa e produzida… o que não ficaria nada bem num hospício… mesmo assim: Hollywood sempre surpreendeu nestes casos… ).
Sua personagem é perseguida por fantasmas e interminávies, inexplicáveis torturas, perguntas...
Mas o final, como nos dois prévios filmes, é feliz!
A cura é supreendemente rápida e o final realmente feliz, até bem humorado…
E aí minha pergunta: porque nos tres casos acima citados são os tres finais iguais?
Todas as tres curas são relacionadas aos sentimentos de culpa que os personagens carregavam em si – dois deles (Ginger e Olivia) por terem brigado com “Papai” e este ter morrido brevemente em seguida do desentendimento, fazendo com que a crianca levasse esta «culpa» pela via… O teceiro (Gregory Peck) matou o irmãozinho acidentalente quando criança… um processo de culpa análogo aos dois outros casos.
O mesmo final é a “desvenda” dos problemas dos tres personagens, dos tres filmes.
Complexos de culpa provocados na infancia…
Falta de inventividade Hollywoodiana?
Ou simplesmente o reflexo de nossa sociedade que nos ensina desde a mais tenra idade a sentirmo-nos culpados?
Em casa (“se voce não come não vai crescer” ou “se voce não faz isto-ou-aquilo a mamãe vai ficar triste”… e por aí vai a lista das cobranças), na religião cristã (esta nos faz sentir culpa de tudo, quem faz "arte" não "vai para o céu"!), na escola (quem não “estuda” é “mau-aluno” e tem que sentar-se na última fila) e na sociedade em geral…
E além de tudo isso, a indústria cinematográfica, Hollywood ditando como deveríamos nos sentir?
Como deveríamos nos comportar?
Vamos ser sinceros… não é assim no Cinema até hoje?
Ando tão cansado de ver as pessoas assumindo “valores” para si porque os assistiram no Cinema ou na televisão…
Que bom prato também para umas sessões de análise…
Quo Vadis, personalidade?
sábado, 19 de maio de 2012
REMEMBERING: (Remember) “my forgotten Man”... & Joan Blondell…
Muitas vezes já me referi aqui ao que chamo de canções «de vítima». Aquelas canções sobre a mulher eternamente sofredora, dependente de um só homem e fiel a ele mesmo que ele bata nela, a traia com outras e tire seu dinheiro deixando-a com fome… Um dos cúmulos desta série de canções é «My Man», hoje conhecida pela interpretação de Barbra Streisand, mas originária da Broadway na voz de Fanny Brice… e cantada até por Sarita Montiel!!!!
O teatro musical ofereceu ao seu público muitas destas “renditions” como a famosa “Bill” de “Show Boat”, lançada pela problemática Helen Morgan (que na vida real era uma destas “vítimas”) e depois interpretada por Ava Gardner no cinema.
No disco da trilha sonora do filme da Metro voces poderão ouvir a verdadeira voz de Ava – esplendida – que posteriormente foi dublada no filme. Ava, que muito lutou pelo papel da trágica “Julie” havia se dedicado muito à interpretação das canções de Jerome Kern e ficou decepcionadíssima ao descobrir que a Metro havia substituído sua voz… Coisas inexplicáveis do Cinema…
Mas um dia destes me lembrei de uma “canção de vítima” na qual a cantora (e relatadora dos fatos) não é uma vítima de “seu homem”, porém de uma situação social sob a qual seu homem está sendo humilhado… Os soldados que voltam da guerra e não mais encontram seu lugar na sociedade. Nem emprego, nem reconhecimento…
“Remember my forgotten Man” é (incrívelmente) o número final de “Cavadoras de Ouro de 1933” (Gold Diggers of 1933) e, sim, voces estão certos: eu me lembrei deste número pois na postagem passada mencionei as mesmas “Cavadoras” (mas no filme de 1935).
"Remember My Forgotten Man" é cantado por Joan Blondell , bem no genero de Fanny Brice...
O número tem uns sets interessantíssimos, principalmente por que são óbviamente influenciados pelo Expressionismo alemão (coisa particularmente rara na história de Hollywood) evocando óbviamente a triste atmosfera de pobreza e frustração da Era da Depressão (coisa particularmente ainda mais rara nos musicais, que eram exatamente veículos de extremo escapismo nestes anos).
Impressionante a decisão de Darryl Zanuck de colocá-la como número final do filme, deslocando um outro número (ingenuo, leve, escapista…) “Pettin’ in the park” para um outro trecho do filme… Ousadias corajosas… (Gosto de coragem e de “Faro” cinematográfico misturados... Gosto muito... ).
Mas, assistam ao número… e digam-me o que acham…
Depois do video, um pouquinho sobre Joan Blondell, que é, na realidade, motivo para uma outra ”Tertúlia”, mas não resisti…
Nota "Tertuliana": Joan Blondell, grande nome do Cinema dos anos 30 (e na época casada com o “astro”, Dick Powell), “roubou” o filme (inclusive da coadjuvante Ginger Rogers que teve seu principal número – “I’ve got to sing a torch song” - cortado)!
Será que alguém ainda se lembra dela?
Blondell, ao meu ver, hoje em dia totalmente esquecida teve um carreira muito interessante, bastante rica na realidade… mais de 60 filmes, fotos “censuradas” pelo “Hayes-Code” como esta (bem "risquèe"),
E papéis de caráter como em “The opposite sex” ao lado de June Allyson, a segunda esposa de Dick Powelll. Voces a reconhecem entre June Allyson, Joan Collins, Ann Miller, Dolores Gray e Ann Sheridan? Gordinha...
Joan Blondell foi também casada com o produtor Mike Todd, antes deste se apaixonar por Elizabeth Taylor e morrer num trágico desastre aéreo…
Nos anos 70 ela publicou um delicioso livro, que tenho aqui em casa, chamado “Centre Door Fancy”, uma auto-biografia “disfarçada” (pois ela fala de si mesma na terceira pessoa) com detalhes extremamente interessantes, picantes, frustrantes, trágicos e até dolorosos (sem revelar nenhum nome real) de toda uma vida no “Show Business” – do “Vaudeville” a Hollywood. Provou que uma atriz PODE escrever... e como!
Muito recomendável!
Mais sobre Joan brevemente!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Smoke gets in your eyes... que música, que dança...
Hoje pela manhã, a caminho do trabalho, ouvi por acaso esta melodia da qual tinha-me já quase esquecido… Há quanto tempo não pensava nela e no maravilhoso número musical com o qual estará para sempre (na minha cabeça) vinculada…
Um número inesquecível de um filme esquecível („Lovely to look at”, MGM 1952), um remake de “Roberta” - no qual Ginger & Fred tiveram uma participação práticamente como coadjuvantes ao lado de Irene Dunne e de um bonito Randolph Scott.
Apesar de um bom elenco (Red Skelton, Kathrin Grayson, Howard Keel, Ann Miller e – pela primeira vez nas telas – a canastroníssima e encantadora Zsa Zsa Gabor), lindos figurinos, maravilhosa música e uma produção impecável, daquelas “ao nível” da Metro, o filme não “acontece”…
Marge & Gower Champion porém roubam o filme.
Ela nunca teve realmente uma carreira “considerada” (físico nada propício à uma bailarina e pernas muito curtas). Ele, como seu contemporaneo Bob Fosse, nunca alcançou sucesso na grande tela. Apesar de muito mais brilho (e técnica) do que Fosse, ele viveria para transformar-se num dos mais prestigiados diretores e coreógrafos da Broadway.
De qualquer forma:
Viva este inspiradíssimo “Smoke gets in your eyes”.
Viva o eterno Jerome Kern e sua música.
Viva a magia do departamento técnico da Metro para fazer desaparecer todos esses cenários.
Viva o figurino, as cores, a orquestração, a camera e a coreografia.
Mas, acima de tudo, Viva Marge & Gower Champion por esta perfeita harmonia que aqui nos presenteiam !!!!!!!!!
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
301 Park Ave., N.Y., Waldorf=Astoria: não só um belo endereço mas uma jóia do Art-Deco... You're the Top!
Durante minha vida aprendi uma coisa muito importante: to let it go (deixar ir, largar, soltar).
Como posso me expressar mais precisamente? Bem, se algo “se acabou” como, por exemplo, um trabalho, uma amizade, uma fase da vida, um relacionamento... Eu “deixo ir”, sei "soltar".
Let it go…
Mas existem momentos - por que são muito positivos - nos quais é muito difícil "soltar"...
Não consigo no momento “deixar uma boa memória" ir, desaparecer:
a semana que passei em New York há pouco tempo.
Dias repletos de harmonia, de divertimento e até de (como sempre em N.Y. – por mais que um a conheça) descobertas…
Pela primeira vez fiquei hospedado no Waldorf=Astoria (sim, sim, o nome oficial é com um hífen – uma das raríssimas palavras em portugues que terminam com um “n” - este o porque da expressão "Meet me at the hifen").
E um novo mundo de descobertas se abriu para mim.
Além do „grandeur“, ótimo serviço, bom gosto, impecáveis quartos, objetos de arte (que estátuas Art-deco mais maravilhosas no Bar principal) e simpatissíssimo „Staff“, um novo mundo abriu-se para mim, não só em termos de Art-Deco como também de história.
Agradecemos a existencia do Waldorf=Astoria, à uma disputa familiar: William Waldorf-Astor concorreu ao Senado e não conseguiu votos suficientes. Para “vingar-se” não só de parte de sua família (a que não o apoiou) como também dos “Four hundred” de Nova York, ele resolveu mudar-se para a Inglaterra, de lá administrar seus bens e mandou colocar abaixo sua mansão da Quinta Avenida para construir um hotel! Deve-se chamar atenção ao fato de que a Quinta Avenida na altura da 34th Street era a zona mais fina e residencial de Manhattan no final do século XIX. Um hotel era inadmissível, um escandalo na realidade.
O “Waldorf” foi inaugurado em 1893 e tinha 13 andares de altura.
O detalhe mais “sarcástico” dessa estória é o fato de que vizinha à esta propriedade se encontrava a mansão de sua tia, Mrs. Astor, líder da alta sociedade nova-yorkina (mesmo que composta só de novos ricos do "novo-mundo". Sua residencia ficou mais do que oprimida ao lado desse imenso hotel. Mrs Astor mandou construir uma outra mansão “Uptown” e abandonou sua casa e sua famosa sala de bailes (o porque dos “New York-four hundred” é fácilmente explicável: o salão de baile de Mrs. Astor, só acomodava 400 convidados… então a “Upper-crust” ficou resumida à 400 pessoas – quem não era convidado para esses famosos bailes não era “in”) .
Seu filho John Jacob Astor IV colocou a mansão abaixo e construiu, ao lado do Hotel Waldorf, o Hotel Astoria, que abriu suas portas em 1897 e era quatro andares mais alto que o Waldorf.
Os hotéis foram construídos como duas unidades separadas mas o Astoria foi planejado de uma forma que uma “conexão” poderia ser feita na altura do “Peacock-Room”.
“Peacock” é um pavão… e na última década do século XIX, suas plumas estavam en vogue para adornar os chapéus das senhoras. Como a sociedade feminina nova-yorkyna tinha descoberto os “almoços fora”, esta sala vivia cheias de senhoras e, óbviamente, destas plumas (como diria Stephen Sondheim na sua canção: The ladies who lunch…). À elas agradece seu nome. No atual Waldorf=Astoria existe um Peackcock-Room... apesar de chapéus não existirem, quanto menos plumas de pavão... e pouca gente sabe o porque desse nome.
A “disputa” ou “briga familiar” de certa forma acabou; eles esqueceram o assunto e os dois hotéis foram conectados, usando uma única recepção e dando início ao que até hoje conhecemos como “um templo” em questões de hoteleria. Este novo Hotel uniu o nome dos dois hotéis existentes: The Waldorf =Astoria. Na época o maior hotel do mundo, foi o primeiro a promover eventos caritativos, bailes de sociedade (ao qual todo o “who’s who” nova-yorkino comparecia) e a ter “Room-Service”, coisa até então desconhecida!
No final dos anos 20 do século XX a zona “posh” de Manhattan já tinha se mudado ou para “Upper Midtown” ou para “Uptown”. Foi comprada uma grande parcela na Park Avenue entre as 49th e 50Th Street para um novo hotel e o “antigo” Waldof=Astoria foi demolido para dar lugar a um outro marco da skyline de Manhattan: o Empire State Building (que, junto ao Chrysler Building, utiliza, da forma mais bonita que conheço,o uso de mármore em sua portaria. Art-Deco pura.)
O contrato para a construção do “novo” Waldorf=Astoria foi fechado horas antes do “Crash”, da queda da bolsa de 1929. Por pouco não teríamos o que é hoje um grande legado arquitetonico e histórico para N.Y.. O Waldorf=Astoria definitivamente pertence ao patrimonio cultural de N.Y..
As construções do “Waldorf-Astoria”, do “Empire State Building” e de parte do “Rockefeller Center” entre 1929 e 1933 foram grandes fatores de “ajuda” durante os anos da Depressão. Deram emprego a milhares de homens.
Se o Empire State foi construído num tempo “record” (14 meses), os 47 andares do Waldorf-Astoria demoraram um pouco mais .
Este só foi aberto ao público em 1933.
Na época ele transformou-se de novo no maior hotel do mundo (1508 quartos) e tinha um dos Night-Clubs mais interessantes de New York: o “Starlight Roof” (que infelizmente não mais funciona). Localizado no décimo-oitavo do edifício o seu teto era móvel, ou seja, em noites estreladas ou de lua, o teto se abria e os “customers” dançavam ao luar… isn't it romantic?
Aqui se apresentaram muitos nos anos 40 e 50: Frank Sinatra, a grande Rosemary Clooney (a tia de George, para quem não a conhece), Dinah Shore, Lena Horne...
É a “casa longe de casa” do presidente, onde, até hoje na suite presidencial, se encontra a cadeira de balanço de John F. Kennedy (Por falar em legados… Cole Porter e sua esposa, Linda, viveram nas “Towers” de 1934 a 1964. Seu piano, um maravilhoso “Steinway & Sons” está hoje em dia perto do Lobby da Park Ave. Eu o olhei com grande respeito, homenageando-o silenciosamente – Acho que Cole entendeu!)
Vale a pena pesquisar mais sobre a história deste maravilhoso hotel: só a cozinha é do tamanho do quarteirão e produz mais de 14.000 mil "meals" por dia! (O Waldorf=Astoria ocupa todo um quarteirão).
Não só Cole Porter mas também Marilyn Monroe, a colunista Elsa Maxwell (as duas, na próxima foto, na suite de Monroe), Bing Crosby viveram aqui (“Bing” teve que mudar-se das Towers para um andar mais baixo – sofria de medo de Alturas!). Assim como Frank Sinatra (que ficou com a suite 33a – a de Cole & Linda Porter!).
Ginger Rogers, Walter Pidgeon, Lana Turner e Van Johnson trabalharam em “Week-End at the Waldorf” (MGM, 1945), um remake de “Grand Hotel”, filmado on location no hotel!
Reis, rainhas, princípes e princesas – todos se hospedaram aqui. Grace Kelly e Rainier do Monaco celebraram aqui seu noivado.
O Hotel tem uma própria plataforma ferroviária subterranea (que pertence oficialmente à Grand Central Station na rua 42). Esta foi usada, entre outros, por Roosevelt – o elevador é imenso pois foi construído para o carro do presidente.
Todos os presidentes americanos, desde Roosevelt, viveram, quando em N.Y., no Waldorf=Astoria.
O Hotel criou a famosíssima “Waldorf Salad” (imortalizada num verso de “You’re the Top” de Porter: “You’re the Top, you’re a Waldorf salad…”)
E como sou um grande “eater” na hora do “Breakfast” estarei sempre grato ao Waldorf=Astoria pela criação de um dos maiores pecados culinários matinais: Eggs Benedict! God bless!!!!
Como meu pai os amava… Bem, filho de peixe, peixinho é…
Bem, como seja, não estou querendo deixar esses momentos passar… Aqueles momentos quando descia ao Lobby, tendo descansado dos passeios diários e arrumado, perfumado, tomava um Drink – às vezes só um copo de vinho tinto no Bar principal, antes de sair para jantar… Ouvindo os acordes do lindo relógio da Exposição Mundial… e o piano de “Sam” – uma maravilhosa pianista com quem fizemos amizade… Ela tocou para mim não só “Laura” como também “My melancholy Baby”… Ahhh, que vida boa!!! (E o Bartender, Tom, era amigo de Colin Donnel, que muito admirei em “Anything goes” – vide a postagem passada!)
P.S. uma dica: se voce tem alguma conta do Waldorf=Astoria… Se seus pais ou avós passaram a lua de mel lá ou alguém de sua família esteve lá… Não importa o ano: apresentando a conta original, o hotel ficará com a conta para o museu do hotel, mas lhe dará o mesmo preço pago na época…
P.S.2 Meu Lobby predileto: o da Park Ave.
P.S.3 Thanks Cole!
">
P.S.4 Obrigado Erich por este lindo presente!
Como posso me expressar mais precisamente? Bem, se algo “se acabou” como, por exemplo, um trabalho, uma amizade, uma fase da vida, um relacionamento... Eu “deixo ir”, sei "soltar".
Let it go…
Mas existem momentos - por que são muito positivos - nos quais é muito difícil "soltar"...
Não consigo no momento “deixar uma boa memória" ir, desaparecer:
a semana que passei em New York há pouco tempo.
Dias repletos de harmonia, de divertimento e até de (como sempre em N.Y. – por mais que um a conheça) descobertas…
Pela primeira vez fiquei hospedado no Waldorf=Astoria (sim, sim, o nome oficial é com um hífen – uma das raríssimas palavras em portugues que terminam com um “n” - este o porque da expressão "Meet me at the hifen").
E um novo mundo de descobertas se abriu para mim.
Além do „grandeur“, ótimo serviço, bom gosto, impecáveis quartos, objetos de arte (que estátuas Art-deco mais maravilhosas no Bar principal) e simpatissíssimo „Staff“, um novo mundo abriu-se para mim, não só em termos de Art-Deco como também de história.
Agradecemos a existencia do Waldorf=Astoria, à uma disputa familiar: William Waldorf-Astor concorreu ao Senado e não conseguiu votos suficientes. Para “vingar-se” não só de parte de sua família (a que não o apoiou) como também dos “Four hundred” de Nova York, ele resolveu mudar-se para a Inglaterra, de lá administrar seus bens e mandou colocar abaixo sua mansão da Quinta Avenida para construir um hotel! Deve-se chamar atenção ao fato de que a Quinta Avenida na altura da 34th Street era a zona mais fina e residencial de Manhattan no final do século XIX. Um hotel era inadmissível, um escandalo na realidade.
O “Waldorf” foi inaugurado em 1893 e tinha 13 andares de altura.
O detalhe mais “sarcástico” dessa estória é o fato de que vizinha à esta propriedade se encontrava a mansão de sua tia, Mrs. Astor, líder da alta sociedade nova-yorkina (mesmo que composta só de novos ricos do "novo-mundo". Sua residencia ficou mais do que oprimida ao lado desse imenso hotel. Mrs Astor mandou construir uma outra mansão “Uptown” e abandonou sua casa e sua famosa sala de bailes (o porque dos “New York-four hundred” é fácilmente explicável: o salão de baile de Mrs. Astor, só acomodava 400 convidados… então a “Upper-crust” ficou resumida à 400 pessoas – quem não era convidado para esses famosos bailes não era “in”) .
Seu filho John Jacob Astor IV colocou a mansão abaixo e construiu, ao lado do Hotel Waldorf, o Hotel Astoria, que abriu suas portas em 1897 e era quatro andares mais alto que o Waldorf.
Os hotéis foram construídos como duas unidades separadas mas o Astoria foi planejado de uma forma que uma “conexão” poderia ser feita na altura do “Peacock-Room”.
“Peacock” é um pavão… e na última década do século XIX, suas plumas estavam en vogue para adornar os chapéus das senhoras. Como a sociedade feminina nova-yorkyna tinha descoberto os “almoços fora”, esta sala vivia cheias de senhoras e, óbviamente, destas plumas (como diria Stephen Sondheim na sua canção: The ladies who lunch…). À elas agradece seu nome. No atual Waldorf=Astoria existe um Peackcock-Room... apesar de chapéus não existirem, quanto menos plumas de pavão... e pouca gente sabe o porque desse nome.
A “disputa” ou “briga familiar” de certa forma acabou; eles esqueceram o assunto e os dois hotéis foram conectados, usando uma única recepção e dando início ao que até hoje conhecemos como “um templo” em questões de hoteleria. Este novo Hotel uniu o nome dos dois hotéis existentes: The Waldorf =Astoria. Na época o maior hotel do mundo, foi o primeiro a promover eventos caritativos, bailes de sociedade (ao qual todo o “who’s who” nova-yorkino comparecia) e a ter “Room-Service”, coisa até então desconhecida!
No final dos anos 20 do século XX a zona “posh” de Manhattan já tinha se mudado ou para “Upper Midtown” ou para “Uptown”. Foi comprada uma grande parcela na Park Avenue entre as 49th e 50Th Street para um novo hotel e o “antigo” Waldof=Astoria foi demolido para dar lugar a um outro marco da skyline de Manhattan: o Empire State Building (que, junto ao Chrysler Building, utiliza, da forma mais bonita que conheço,o uso de mármore em sua portaria. Art-Deco pura.)
O contrato para a construção do “novo” Waldorf=Astoria foi fechado horas antes do “Crash”, da queda da bolsa de 1929. Por pouco não teríamos o que é hoje um grande legado arquitetonico e histórico para N.Y.. O Waldorf=Astoria definitivamente pertence ao patrimonio cultural de N.Y..
As construções do “Waldorf-Astoria”, do “Empire State Building” e de parte do “Rockefeller Center” entre 1929 e 1933 foram grandes fatores de “ajuda” durante os anos da Depressão. Deram emprego a milhares de homens.
Se o Empire State foi construído num tempo “record” (14 meses), os 47 andares do Waldorf-Astoria demoraram um pouco mais .
Este só foi aberto ao público em 1933.
Na época ele transformou-se de novo no maior hotel do mundo (1508 quartos) e tinha um dos Night-Clubs mais interessantes de New York: o “Starlight Roof” (que infelizmente não mais funciona). Localizado no décimo-oitavo do edifício o seu teto era móvel, ou seja, em noites estreladas ou de lua, o teto se abria e os “customers” dançavam ao luar… isn't it romantic?
Aqui se apresentaram muitos nos anos 40 e 50: Frank Sinatra, a grande Rosemary Clooney (a tia de George, para quem não a conhece), Dinah Shore, Lena Horne...
É a “casa longe de casa” do presidente, onde, até hoje na suite presidencial, se encontra a cadeira de balanço de John F. Kennedy (Por falar em legados… Cole Porter e sua esposa, Linda, viveram nas “Towers” de 1934 a 1964. Seu piano, um maravilhoso “Steinway & Sons” está hoje em dia perto do Lobby da Park Ave. Eu o olhei com grande respeito, homenageando-o silenciosamente – Acho que Cole entendeu!)
Vale a pena pesquisar mais sobre a história deste maravilhoso hotel: só a cozinha é do tamanho do quarteirão e produz mais de 14.000 mil "meals" por dia! (O Waldorf=Astoria ocupa todo um quarteirão).
Não só Cole Porter mas também Marilyn Monroe, a colunista Elsa Maxwell (as duas, na próxima foto, na suite de Monroe), Bing Crosby viveram aqui (“Bing” teve que mudar-se das Towers para um andar mais baixo – sofria de medo de Alturas!). Assim como Frank Sinatra (que ficou com a suite 33a – a de Cole & Linda Porter!).
Ginger Rogers, Walter Pidgeon, Lana Turner e Van Johnson trabalharam em “Week-End at the Waldorf” (MGM, 1945), um remake de “Grand Hotel”, filmado on location no hotel!
Reis, rainhas, princípes e princesas – todos se hospedaram aqui. Grace Kelly e Rainier do Monaco celebraram aqui seu noivado.
O Hotel tem uma própria plataforma ferroviária subterranea (que pertence oficialmente à Grand Central Station na rua 42). Esta foi usada, entre outros, por Roosevelt – o elevador é imenso pois foi construído para o carro do presidente.
Todos os presidentes americanos, desde Roosevelt, viveram, quando em N.Y., no Waldorf=Astoria.
O Hotel criou a famosíssima “Waldorf Salad” (imortalizada num verso de “You’re the Top” de Porter: “You’re the Top, you’re a Waldorf salad…”)
E como sou um grande “eater” na hora do “Breakfast” estarei sempre grato ao Waldorf=Astoria pela criação de um dos maiores pecados culinários matinais: Eggs Benedict! God bless!!!!
Como meu pai os amava… Bem, filho de peixe, peixinho é…
Bem, como seja, não estou querendo deixar esses momentos passar… Aqueles momentos quando descia ao Lobby, tendo descansado dos passeios diários e arrumado, perfumado, tomava um Drink – às vezes só um copo de vinho tinto no Bar principal, antes de sair para jantar… Ouvindo os acordes do lindo relógio da Exposição Mundial… e o piano de “Sam” – uma maravilhosa pianista com quem fizemos amizade… Ela tocou para mim não só “Laura” como também “My melancholy Baby”… Ahhh, que vida boa!!! (E o Bartender, Tom, era amigo de Colin Donnel, que muito admirei em “Anything goes” – vide a postagem passada!)
P.S. uma dica: se voce tem alguma conta do Waldorf=Astoria… Se seus pais ou avós passaram a lua de mel lá ou alguém de sua família esteve lá… Não importa o ano: apresentando a conta original, o hotel ficará com a conta para o museu do hotel, mas lhe dará o mesmo preço pago na época…
P.S.2 Meu Lobby predileto: o da Park Ave.
P.S.3 Thanks Cole!
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P.S.4 Obrigado Erich por este lindo presente!
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
♫ ♪ (I'm) flying down to Rio ♫ ♪ ♫
„Flying down to Rio“ (RKO 1933) tem seu merecido lugar na história do cinema sómente por ter lançado a dupla Fred Astaire & Ginger Rogers (Nunca compreenderei por que nas duplas do Cinema o nome do homem sempre aparece primeiro: Astaire & Rogers, Tracy & Hepburn, Eddy & MacDonald, Gable & Crawford, Powell & Garson, Rooney & Garland… Quite unpolite, não acham?).
“Rio” é um desses filmes que de tão irreais tornam-se gostosos, interessantes, clássicos… Não só Hollywood contratou toda a colonia Mexicana de Los Angeles para aparecer como figurantes (“brasileiros” por sinal) como, em termos “arquitetonicos” transformou os interiores do Rio numa série de “casas coloniais” que ficariam melhor expostas em algum filme sobre Pancho Villa!!!
“Voando para o Rio”, escapista ou não, foi um grandíssimo sucesso de bilheteria. Em França chamou-se “Carioca” e levou a imagem “mexicana” do Brazil para a Europa. Mas não se preocupem, Carmen Miranda ainda estava para despontar no firmamento do Cinema para então transformar a imagem brasileira numa completa "salada de frutas pan americana"...
Mas, o que importa? A realidade também era uma outra nos anos 30: a Pan Am viajava para o Rio em „só” 5 dias…
Nesta cena eu especialmente amo o que se pode ver do (verdadeiro) Rio… até o Copacabana Palace se ve rápidamente!!!! Ahhh... e as “Chorus Girls” que também influenciaram o genial Ken Russell na sua declaração de amor ao cinema musical: “The Boyfriend”. Uma delícia cinematográfica!
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Foi neste filme que Fred e Ginger, coadjuvantes ao lado da estrela do filme Dolores del Rio , lançaram “The Carioca“ – mas isto já é uma outra (longa) estória… (Del Rio, uma linda mexicana por sinal. Alguém se lembra do filme mexicano chamado "Maria Candelária"? Em "Rio" acho que Dolores chamava-se "Rosinha" apesar dos "Outfits" mexicanos... )
Detalhe: Astaire e Rogers tão coadjuvantes que até os nomes de Gene Raymond e do brasileiro Raul Roulien apareciam antes dos seus. Mas a caminho de muito sucesso...
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
Let's face the music and dance...
Esta tertúlia não é dedicada a Fred & Ginger. Ela não quer fazer comparações. E não quer nem elogiar nem criticar ninguém… Esta não é, em absoluto, a razão desta tertúlia! Todos sabemos que Fred & Ginger são incomparáveis, inimitáveis – e neste ponto não me refiro à “técnica” porém à “química” que existia quando os dois apareciam nas telas, nunca igualada por outra dupla de bailarinos na história dos musicais.
Repito: não quero me referir à dupla Bernadette Peters & Steve Martin (ele, aliás, nunca dançou!) em relação à magnífica dupla da RKO.
Quero porém mencionar esta cena, elogiar a linguagem cinematográfica e, acima de tudo, esta fabulosa idéia.
Graças à Danielle, que recuperou para nós cenas de “Pennies from Heaven” (1981), posso dar continuação às minhas postagens de 30.07.2009 e de 11.06.2010.
Um inteligente roteiro que, como “idéia” central, tem seus personagens “dublando expontaneamente” canções da época da depressão (época na qual o filme é também passado) como que esta fosse sua única possibilidade de expressão. Maravilhoso "veículo" para o casal (da época) Peters & Martin. Acima numa foto também de 1981.
“Pennies” é um filme especial. Para conhecedores de bom cinema. Para cinéfilos.
Nunca me esqueci da primeira vez que o assisti. Num quarto de hotel em Hong-Kong com uma vista maravilhosa. Mas o filme me prendeu mais naqueles instantes...
Gosto especialmente deste número. Principalmente do momento no qual os personagens de Peters & Martin sobem ao palco e dançam na frente da tela paralelamente a Astaire & Rogers (reparem no “detalhe” do lencinho sendo jogado – perfeito em sincronização).
Uma linguagem cinematográfica muito especial. Muito delicada – combinada com muito talento e longos ensaios – não só para os bailarinos como também para a camera.
Acho que deveríamos “redescobrir” “Pennies
Repito: não quero me referir à dupla Bernadette Peters & Steve Martin (ele, aliás, nunca dançou!) em relação à magnífica dupla da RKO.
Quero porém mencionar esta cena, elogiar a linguagem cinematográfica e, acima de tudo, esta fabulosa idéia.
Graças à Danielle, que recuperou para nós cenas de “Pennies from Heaven” (1981), posso dar continuação às minhas postagens de 30.07.2009 e de 11.06.2010.
Um inteligente roteiro que, como “idéia” central, tem seus personagens “dublando expontaneamente” canções da época da depressão (época na qual o filme é também passado) como que esta fosse sua única possibilidade de expressão. Maravilhoso "veículo" para o casal (da época) Peters & Martin. Acima numa foto também de 1981.
“Pennies” é um filme especial. Para conhecedores de bom cinema. Para cinéfilos.
Nunca me esqueci da primeira vez que o assisti. Num quarto de hotel em Hong-Kong com uma vista maravilhosa. Mas o filme me prendeu mais naqueles instantes...
Gosto especialmente deste número. Principalmente do momento no qual os personagens de Peters & Martin sobem ao palco e dançam na frente da tela paralelamente a Astaire & Rogers (reparem no “detalhe” do lencinho sendo jogado – perfeito em sincronização).
Uma linguagem cinematográfica muito especial. Muito delicada – combinada com muito talento e longos ensaios – não só para os bailarinos como também para a camera.
Acho que deveríamos “redescobrir” “Pennies
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