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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

REMEMBERING: Susannah York & Michael Sarrazin

Pensando em dois queridos atores que perderam a luta contra o cancer ano passado...

A linda e versátil Susannah York





(Se eu tivesse que escolher um papel, do vasto trabalho de Susannah, como meu preferido, o páreo seria duro… Seu personagem em “They shoot horses, don’t they?” - porque ela vai se desfazendo, se desmantelando aos poucos, acabando, deixando de existir, morrendo...) ou sua vulnerável e delicada e forte (isto ao mesmo tempo) “Jane Eyre”, para mim a melhor interpretação de Jane até hoje… e quantos filmes já foram feitos sobre este livro. Ah! Quase esqueci... outra interpretação sua maravilhosa: uma das irmãs em "The Maids" de Jean Genet - ao lado de outro ícone ingles: Glenda Jackson. Conhecem esta negligenciada obra-prima?)

E o talentosíssimo e de certa forma enigmático Michael Sarrazin.




(Não esqueço de Sarrazin em alguns outros trabalhos: “Frankenstein” (ele era o monstro e Dr. Frankenstein era Leonard Whitting, o “eterno” Romeu da versão de 1968 de Zefirelli), “For Pete’s sake” – ótima comédia ao lado de Streisand – e uma esquecida série de TV ao lado de Lesley-Ann Warren: “Beulah Land”. Bons trabalhos!)

Lembrei-me que os dois trabalharam juntos num dos meus filmes preferidos… “They shoot Horses, don’t they?” baseado na novela homonima de Horace MacCoy (Mas não se mata cavalo?).



Esta suprema obra cinematográfica foi filmada em 1969 e, para mim, significa o primeiro papel “bom” de Jane Fonda (Não estou porém certo se “A casa de Bonecas” foi realmente filmado antes… “Klute”, com o qual ganhou um Oscar, foi definitivamente filmado um ou dois anos depois… ). “Horses” foi um grande passo para Fonda. Vinda de papéis bem moldados numa imagem de “sex-symbol” como “Barbarella” de Vadin, ela, como “Gloria”, seu papel em “Horses”, provou ser atriz e que atriz…

Mas jamais poderemos nos esquecer de Susannah e Michael… Maravilhosos, talentosos, importantíssimos para este filme… Personagens de extrema importancia!



e o trailer de "Horses" da época! Cinema... Bom Cinema!



Fotos do filme dizem mais que mil palavras…
Que maravilha esta época na industria cinematográfica americana… quantos passos “para trás” teremos ainda que aguentar ao assistir todas estas bobagens que estão sendo feitas hoje em dia???
Como um "relato" em termos de história, aqui abaixo, as fantásticas fotos do magnífico Bob Willoughby.


(Fotos copyright: Bob Willoughby)

2011 levou estes dois grandes talentos...

Susannah York: 9.1.1939 – 15.1.2011


Michael Sarrazin: 22.5.1940 – 17.4.2011

sábado, 2 de julho de 2011

Jane Fonda, Michael Sarrazin, Susannah York, Sidney Pollack... "Mas não se mata cavalo?" (1969)

Uma das obras primas de um cinema que hoje em dia pode ser considerado como "angry" (num muito bom sentido, diga-se de passagem), "They shoot horses, don't they?"/ "Mas não se mata cavalo?" (Sidney Pollack, 1969), baseado no novela homonima de 1935 (!!!) de Horace McCoy, significa para mim um grande marco do cinema comercial americano dos anos 60…


Junto à uma boa dezena de filmes com mensagens sociais fortíssimas, «Horse» se distingue pelo fato dos seus personagens serem realmente “engolidos” pela máquina cruel chamada sociedade… pelo fato deles estarem completamente à mercê “deles” e sem nenhuma esperança… O que fazer quando acaba a esperança?

Engoli este livro “avidamente” no final dos anos 70 (em 77 para ser mais preciso) quando uma hippie conhecida, daquelas sempre em “alfa” (com uma certa ajuda “herbária” diga-se de passagem) falou-me muito dele… lembro ainda daquele domingo, na feirinha hippie de Penedo…


Considero este filme a melhor chance que Jane Fonda teve até então para provar que era uma atriz, uma grande por sinal. Logo seguiria “Klute” pelo qual ganharia um Oscar… mas Klute foi um filme mais confortável para a academia: não criticava o sistema, o “american dream” como “Horse” fazia. Fonda deveria ter recebido um Oscar por este desempenho (foi pelo menos nominada), por sua sensível e cínica “Gloria”.

O maravilhoso trabalho fotográfico de Bob Willoughby, que produziu centenas de “stills” para este filme (Willoughby fotogrou muito “outra espécie de filme”, suas fotos de Audrey Hepburn são conhecidíssimas) mostra em detalhe o trabalho fortíssimo, a entrega dos atores…




Lembram da cena inicial? O lindo cavalo correndo por uma campina ensolarada cheia de flores? E o seu acidente, a perna quebrada, o menino (seu dono e amigo) chorando e o pai matando-o com seu rifle?
Lembram da cena final e Gloria (Fonda) irremediávelmente “quebrada”, aniquilada, visivelmente reduzida a farrapos por tudo e todos, violada nos seus mais íntimos sentimentos, dando uma arma para o Cowboy (meu querido Michael Sarrazin – o que aconteceu com ele?) e dizendo: “Help me... They shoot horses, don’t they?”.



Ao lado dos dois, em papéis de muito peso, os sensacionais Susannah York (sou um grande fã de York!), Gig Young (Oscar de ator secundário) e Red Buttons… Um “cast” e um diretor magnífico (que imcompreensívelmente para mim faria um dia os lacrimejantes e piegas “The Way we were” com Streisand e Redford assim como “Out of Africa” com Redford e Streep!) levam a estória de Mc Coy “à ponta da faca”.

Mais sobre “Horse” não quero contar, assistam só esta cena para se dar conta da força do roteiro, da direção, dos atores e de seus desempenhos… Sim, está na hora de rever-mos filmes assim…

"People are the ultimate spectacle" - desde os cristãos no Coliseum até Big Brother...



e o magnífico trailer...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Casa de Bonecas (A Doll's House): Pensamentos

Escrever sobre „Casa de Bonecas“ (A Doll’s House, Henrik Ibsen, 1879) já é em si o princípio de uma polemica.
A (chamada) primeira peça „feminista“ foi escrita muito antes do movimento feminista ter começado a existir e até hoje empolga longas, animadas tertúlias e agitadas discussões pelo fato do personagem principal abandonar no final sua casa, seu marido e seus filhos… „Aonde está o instinto de uma mulher assim? Abandonar os filhos…“ Ouvi não faz muito tempo. Um trabalho de dramaturgia, até hoje imortal, dado que a temática principal ainda é de grande atualidade. Sim.

Os traços psicológicos dos personagens foram compostos por Ibsen com uma sensibilidade e sutileza fora do comum – comparo estes traços às fascinantes interpretações psicológicas de um Stefan Zweig, um dos meus prediletos.
A metamorfose que acontece dentro de „Nora“ ao longo da peça e chega à sua conclusão ao final do último ato não é só um trabalho teatral muito interessante como também dá grandes oportunidades, quando bem compreendida e estruturada pela atriz que a interpreta, para uma magnífica performance. Como gostaria de ter visto Liv Ullmann como Nora… Sim, um papel muito querido para Liv e que ela repetiu muitas vezes nos palcos da Broadway e da Noruega. Dizem que ela esteve soberba como Nora...



Me emociono muito quando Nora dá-se conta de que seu marido não era o homem que ela imaginou ser durante anos e que toda sua existencia foi até então nada mais do que uma mentira. Sua fantasia sobre o amor é sómente uma fantasia. Seu marido tratou-a como um brinquedinho toda a vida. Ela, na realidade, sempre foi tratada como um brinquedinho, uma boneca; primeiro por seu pai e depois por Torvald, seu marido. Quando o casamento está demanchando-se, este insiste que ela deve continuar exercendo suas „obrigações“ como Mãe e Esposa. Nora porém já comeca a ver, a se dar conta que ela, sim tem obrigações mas com ela mesma. Nora percebe que Torvald e ela não são nada mais do que estranhos um para o outro. Quando ele pergunta se ainda existiria alguma chance para reconstruir-se esse casamento ela reponde analíticamente que necessitaria-se „o maior milagre de todos“ já que teriam que mudar tanto para transformar a vida conjunta num casamento. Ela é uma outra mulher do que no primeiro ato… anos-luz daquela que não queria dizer ao marido que tinha comprado doces…

A peça acaba com uma famosa batida de porta. O momento em que Nora abandona Torvald enquanto este, especulando consigo, não com ela, sobre uma possibilidade para realizar „o maior milagre de todos“, mostra ao público que jamais mudaria.

„Casa de Bonecas“ escandalizou muito europeus no final do século XIX (Em Nova York o público em 1889 abandonou o teatro!) como um peça „imoral“, já que muitos acreditavam „sagrado“ o casamento (atitude esta que não mudou muito na Europa, acho, fora das capitais). Um exemplo: uma mulher era considerada, pela vizinhança, boa ou má esposa pela (pasmem!) brancura de suas roupas (Nos prédios burgueses do século XIX haviam áreas comuns para pendurar-se a roupa lavada para secar… a „análise“ sobre os casamentos dos outros – e fofoca – sempre começavam aí, num lugar onde de certa forma „intimidades“, como roupa de cama, roupas de baixo etc., ficavam expostas. Não penso que a „suposta moral e mentalidade“ tenham na realidade mudado muito…).

O escandalo na época foi de certa forma tal, que uma atriz na Alemanha recusou-se a interpretar Nora, não mudasse Ibsen o final da peça. Ele fez esta besteira (Nora, em vez de deixar o „lar“, caminha para seus filhos e vendo-os, desmaia enquanto a cortina baixa). Ibsen chamou este seu erro de uma „desgraça“.

„Casa“ foi colocada algumas vezes nas telas do cinema e da televisão. Ala Nazimova deu-lhe vida no cinema mudo.

Julie Harris interpretou-a na TV em 1959 ao lado de Christopher Plummer (o Capitão „Von Trapp“ de „A Novica rebelde - The Sound of Music, Fox 1965 – o bom ator canadense).
Mais recentemente ( em 1992) o personagem principal de „Sara“ interpretado por Niki Karimi, foi baseado em Nora.

Joan Crawford (que horror…) criou-a no rádio em 1938, Wendy Hiller em 47.
(By the Way, Tonia Carrero foi Nora no Brasil - junto a Rubens de Falco e Luís de Lima. Imagino-a muito bem!)

„Casa“ daria muito motivo para expeculações já que em 1973 foram feitas, paralelamente, DUAS versões desta obra (um caso com um único prescedente: em 1965 foram também feitas duas versões de „Harlow“, uma com Carroll Baker, na qual Ginger Rogers despediu-se do cinema, e outra com Carol Lynley):
A primeira dirigida por Patrick Garland com atores de teatro e de mais „peso“: a linda Claire Bloom e um jovem, Anthony Hopkins.


A segunda versão, dirigida pelo grande Joseph Losey, teve no elenco David Warner e uma jovem Jane Fonda, dois anos depois de ter ganho o „Oscar“ em „Klute“ e quatro depois de sua magnífica e desiludida „Gloria“ em „They shoot Horses, don’t they?“ („Mas não se mata cavalo?“) baseado no livro de Horace McCoy sobre uma maratona de dança.
„Casa de Bonecas“ (ou „Nora“) parece ter sido esquecido da filmografia de Jane… Gosto dela como Nora Helmer. Gosto de como a atriz transforma-se numa marionete dançando a „Tarantella“ para seu marido e convidados: uma cena já extremamente simbólica no palco e que Losey e Jane souberam usar ao máximo.
Gosto como ela, não sabendo mentir, conta a verdadeira data da morte de seu pai para o homem que está a chantageá-la e, por assim dizer, assina sua declaração de culpa (Ela forjou a assinatura do pai e assinou o documento com uma data posterior à morte).
Gosto dela decidida, abandonando o lar, o passado, os filhos. Revejam este filme pois ele, em vez de envelhecer com o tempo tornou-se mais „apurado“, mais consistente (Infelizmente só consegui o Trailer em alemão… mesmo assim… a Tarantella… ).

Penso nas „Noras“ da vida, as que até hoje existem e que não tem a coragem de fazer suas malinhas, abandonar tudo e bater a porta…
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Penso nas „Noras“ da vida que, escondendo-se atrás da faixada de "serem formadas" ou de "estarem ativas profissionalmente" ou até de „terem trabalhado fora“, jamais admitiriam sê-las, mesmo estando subjugadas (e deixando-se subjugar) pelos maridos…

Conheço algumas „Noras“…

sábado, 14 de novembro de 2009

"Apareceu a Margarida" e Miss Jean Brodie...

Recebi do Brasil um livro das peças „precoces“ de Roberto Athayde. Entre elas seu grande sucesso „Apareceu a Margarida“ (que para ele deve representar mais ou menos a „praga“ que „Night and Day“ significou para Cole Porter… por mais que ele escrevesse maravilhosas composições, estas sempre seriam comparadas ao seu primeiro grande sucesso).
Comecei a ler todo entusiamado esta peça que tinha há muitos (muitos mesmo) visto com Marília Pera (num Teatro na Av. Rio Branco… não mais me recordo do nome dele). Minhas lembranças eram super positivas: Eu sabia que tinha adorado a peça na época e estava disposto a me deliciar relendo o livro. Nada disso aconteceu.
“To make a long story short”: achei „Margarida“ um trabalho envelhecido e de uma chatice fora do comum. Muito bem, os tempos mudaram, o tema da peça não é uma coisa nem atual nem que transtorne nossa realidade como nos anos 60, 70. Deste fato estava plenamente consciente. Mas tudo isto, unido à „ aquela fórmula de humor“ que já tanto nos cansou (palavrões, palavrões e mais palavrões…) foi mais do que eu precisava para perder meu bom-humor. Que coisa mais chata! Sente-se a preocupação contínua do autor em querer „chocar“. Que coisa mais fora de moda!
Eu particularmente não entendo como num país onde (infelizmente) as pessoas falam tantos palavrões esta “fórmula“ ainda „choca“ ou causa risos… No final das contas devemos mesmo ser muitos preconceituosos e „pudicos“ – não há outra explicação. Pensem só em peças e até carreiras que foram construídas em cima de „falar palavrões“.

Fiquei pensando porém em uma outra professora que (no cinema) surgiu só poucos anos antes de Margarida e que, acredito, deve ter influenciado muito Athayde na composição de seu personagem Margarida: Miss Jean Brodie de „The Prime of Miss Jean Brodie“ (A primavera de uma Solteirona, 1969) que trouxe à incrível atriz Maggie Smith (sou um grande fã até hoje) um Oscar de melhor Atriz!

Miss Jean Brodie, apesar de defender políticamente o que "Apareceu a Margarida" critica (Ela é fã de „Il Duce“… Mussolini!!!! Uma estudante sua, Mary MacGregor, morre lutando na Guerra Civil Espanhola – mas do lado „errado“, do lado que apoiava Franco!!!), é feita da mesma matéria dura que Margarida: forte, ameaçadora, dominante, alucinada, emocional… mas com os mesmos momentos de fraqueza de Margarida, quando, dentro de sua própria „loucura“ percebe quem é… e como vulnerável é.
„Primavera“, baseado no livro de Muriel Stark, é um „tour-de-force“ para uma grande atriz. Além do Oscar para Maggie Smith o filme causou um grande impacto no Festival de Cannes.
As „concorrentes“ pelo Oscar de 69 foram Jane Fonda („Mas eles não matam cavalo?“ do livro de Horace MacCoy), Geneviéve Bujold („Anna dos mil dias“), Jean Simmons („The happy Ending“) e Liza Minelli ( „The sterile Cuckoo“, só tres anos antes de vencer por „Cabaret“). Que bela companhia, que atrizes…

Muriel Spark revelou que Miss Brodie foi baseada numa professora sua, uma mulher chamada Christina Kay, arrasada e aniquilada pela forma agressiva e descontrolada que tinha em querer „dividir“ seus ideais. Quase um Obsessão. Grande filme!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Bette, Julie & Oscar

Bette Davis: a “malvada” par excellence (mesmo que no filme “A malvada”/ “All about Eve” de 1950 a personagem má pertencesse à Anne Baxter). Mesmo assim Bette representou personagens bons („Apple Annie“, Charlotte em „Now Voyager/A viagem“ ) até trágicos por causa de sua extrema honestidade e honra como a « Mademoiselle » de « All this and heaven too » (« Tudo isto e o céu também, Warner 1941). Mas em „Jezebel“ (1938) ela usa e abusa do direito de ter falta de caráter…

Mas como foi o „slogan“ uma vez usado para ela?

Nobody’s as good as Bette when she’s bad!

E com todas suas ruindades e patifarias sua “Julie” em Jezebel transformou-se numa linda mulher. Sim, Bette era tão atriz que até podia passar a ilusão da beleza (física). Aqui Bette com um jovem e bonito Henry Fonda, que deu muitas dores de cabeca à ela. No seu contrato havia uma cláusula que ele deveria terminar as filmagens num certo dia para voltar à New York para o nascimento de sua filha (que por acaso transformou-se em Jane Fonda). Fato este que deixou pobre Bette, no final das filmagens, fazendo todos os seus "close-ups" de amor, durante semanas, olhando para o vazio... Fonda já estava com sua esposa em New York. Pobre Bette!

Julie foi sua “vingança” por não ter conseguido o papel de Scarlett O’Hara (no filme que só seria acabado em 1939). Ela, como uma sulista, fez sua pequena versão de “GWTW” (…E o vento levou”) e ganhou o Oscar de melhor atriz 1938.
Apesar de eu achar que sua maior vingança foi ter tirado o papel de Julie de sua arqui-inimiga Miriam Hopkins, que tinha-o interpretado na Broadway (assim como o caso de amor que teve com Anatole Litvak, o famoso diretor – e marido de Hopkins!!!!!). Outra vez falaremos mais de Bette, seus cigarros e suas arqui-inimigas: Miriam Hopkins e Joan Crawford... (muito "pano para manga", muito "abacaxi para decascar"!)

Um “porém” muito interessante: até então a estátua da academia era só chamada de “Academy Award”. Bette ao recebê-lo achou-a parecida à imagem de seu então (atlético) marido: Oscar. Fez um comentário qualquer e pronto… “pegou” e até hoje falamos de “Oscar” (que, por sinal, virou uma marca registrada).