"Love Walked In" é uma canção de George e Ira Gershwin composta em 1930…
Ira, escreveu a letra sómente em 1937, para o musical de 1938 “The Goldwyn Follies”, filme “esquecível”, não tivesse duas obras-primas musicais, que contava com a participação de Vera Zorina, na época esposa de George Balanchine, o boneco Charlie MacCarthy que era o objeto do ventriloquista Edgar Bergen – pai da famosa Candice Bergen.
…e as maravilhosas “Goldwyn Girls”, que durante os anos de sua existencia como “coro fixo” para Goldwyn incluíram nomes (que na, cinematográfica, mas pura tradição “Zeigfeldiana”, iam e vinham) como Lucille Ball, Virginia Bruce, Paulette Goddard, Betty Grable, Virginia Grey, Virginia Mayo, Marjorie Reynolds, Ann Sothern e Jane Wyman.
“Love walked in” foi instrumento de muita veneração para muitos cantores e “Band-leaders”. De Bing Crosby à Ella Fitzgerald, de Dinah Shore à incrível Maureen MacGovern, de Sarah Vaughan a Louis Armstrong, de Artie Shaw a Tommy Dorsey…
Hoje, para encerrar a série “Tempos de emoção”, o início da parte final de “ ‘s wonderful” com todo o cast (Maureen MacGovern, Greg Burgge, Madeline Kahn, Julia Migenes, Leonard Bernstein, Christopher Walken – só para citar alguns), que nos presenteia com toda a emoção de uma maravilhosa homenagem aos 50 anos de morte de George Gershwin.
“Love is here to stay”, o último trabalho conjunto de George e Ira Gershwin, foi também composto para “The Goldywn Follies”. George terminou a música para morrer logo depois. Seu irmão, Ira, escreveu a letra póstumamente o que deu um toque de tristeza e de extrema eternidade a esta canção… Diz "a lenda" que Oscar Levant, grande pianista e amigo pessoal ds Gershwin desde a infancia, terminou a parte musical pois George não a teria terminado...
Originalmente chamada “Our love is here to stay” ela foi patenteada como “Love is here to stay”. Ira pensou durante anos em mudar seu nome de volta mas acabou desistindo pois a canção já tinha transformado-se num Standard do “American Songbook”.
O mais ironico de tudo isso é que para nós a canção é hoje conhecida como “Our Love is here to stay”, como no seu título original.
Eternizada por Gene Kelly e Leslie Caron às margens do Sena em “An american in Paris” (1951) e por muitos outros intérpretes, ela é composta de profunda, direta sentimentalidade:
Musicalmente uma obra-prima sincera, sensível , de extrema simplicidade, ela contém um dos textos mais inspirados e ricos de Ira Gershwin…
It's very clear
Our love is here to stay ;
Not for a year
But ever and a day.
The radio and the telephone
And the movies that we know
May just be passing fancies,
And in time may go !
But, oh my dear,
Our love is here to stay.
Together we're
Going a long, long way
In time the Rockies may crumble,
Gibraltar may tumble,
There're only made of clay,
But our love is here to stay.
Aqui, o fabuloso Bobby Short num (também inspirado) momento em “ ‘s wonderful”, Show de 1987 do qual já mostrei várias partes aqui…
Porém…
…antes de acabar, gostaria de citar algumas palavras de George, que não costumava fazer grandes “statements” sobre seu trabalho – já que sua verdadeira linguagem era a música:
"True music … must reflect the thought and aspirations of the people and time. My people are Americans. My time is today."
Nos resta sómente dizer a George um “Obrigado” por todas estas maravilhas, todos estes “Tempos de emoção", que compos durante sua tão curta vida.
Não houvesse voce existido, que profunda falta sua música faria em nossas vidas, em nossas existencias.
Voce É fundamental e essencial!
Do fundo do coração, George: Our love is here to stay!
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Uma dança erótica: Betty Grable & Cesar Romero... 20th Century Fox at its best!
"Springtime in the Rockies" é um musicalzinho bobo de 1942 (20th Century Fox) com o “elenco fixo da casa Fox”: Betty Grable, John Payne, Cesar Romero, Carmen Miranda e a maravilhosa Charlotte Greenwood, uma grande comica…
(As vezes fico até com a consciencia pesada... tanto trabalho investido para um filme ser feito e eu tenho a impáfia de dizer arrogantemente: "musicalzinho bobo"... not right, Ricardo, not right... ts ts ts... )
No Brasil ele chamou-se injustamente “Minha secretária brasileira” apesar do filme não girar em torno de Miss Miranda e sim ser um veículo para Betty Grable – que estava na época “arrasando” como Pin-Up Girl durante a II Guerra mundial… (esta foto por sinal, entrou no projeto do Life-Magazine como “uma das 100 fotos que mudaram o mundo”) e no auge de sua fase de estrelato!
O filme foi esquecido assim como a grande maioria dos seus “Astros”...
Um dia desses revi porém esta cena e parei para ve-la com mais cuidado, pois é um número do qual minha mãe muito gosta - eu queria entender porque já que é uma pessoa cujo gosto realemnet respeito – e, concentrando-me pela primeira vez nesta dança, gostei do que vi na dupla Grable/Romero… Ambos muito distantes de terem a elegancia, o flair e o “savoir-faire” de outros casais dançantes da sétima arte – mas mesmo assim, de uma forma pessoal e cheia de personalidade bons, muito bons… e sensuais!
Romero não teve a carreira que lhe foi prevista nos anos 30… Em “O diabo é uma mulher” (1935, Joseph von Sternberg) a “química“ não funcionou entre ele e Marlene Dietrich.
Muitos tentam justificar este fenomeno no fato de Romero ter sido gay (o que aliás sempre assumidamente foi, bem ao contrário de outros atores que começaram no cinema na década de 30 como Cary Grant & Co.).
Não sei bem mas fato é que ele, como “leading man”, torna-se patético (e afeminado) ao lado da “ardente” (e dominadora) Concha Pérez de Dietrich… como se os papéis houvessem sido invertidos.
Direção proposital de Sternberg?
Mais sobre Marlene, Sternberg, Romero e o mundo de “The devil is a woman” numa outra Tertúlia… Interessante trabalho! (Não disse "bom", OK?)
Mas, como de costume nos últimos tempos, já estou saindo do assunto principal desta “Tertúlia” e “voando” por outros lugares…
Voltemos ao tema:
Grable e Romero tem duas cenas nesse filme – não resisto a colocar uma foto da outra já que Betty Grable se entrega completamente à esta “animadíssima” dança e ao "Swing" de Harry James!
Grable no auge de sua carreira (já que “Rockies" foi seu filme de maior sucesso), Romero (que não era o galã – trabalho que foi confiado ao bonitão John Payne) já assumidamente ator coadjuvante
(antes de encontrar seu definitivo lugar no mundo do Show-Business como o “Coringa” da série Batman dos anos 60) num lindo número que tem um “quoi” de erotismo...
Contido, sério, sóbrio…
Bem ao estilo da Fox nos anos 40.
Gosto. muito!
Para voces Grable e Romero ao som de Harry James, que viria ser marido de Betty Grable por 22 anos, num casamento atormentado pelo alcoolismo e pela infelicidade…
Grable foi-se tao jovem…
Aquela que por quase uma década (nos anos 40) pertenceu à lista dos “top ten movie stars” e reinou em Hollywood, morreu, práticamente esquecida, aos 56 anos de idade… mas já estou de novo colocando o "carro na frente dos bois" e isso ficará para uma outra "Tertúlia"...
(As vezes fico até com a consciencia pesada... tanto trabalho investido para um filme ser feito e eu tenho a impáfia de dizer arrogantemente: "musicalzinho bobo"... not right, Ricardo, not right... ts ts ts... )
No Brasil ele chamou-se injustamente “Minha secretária brasileira” apesar do filme não girar em torno de Miss Miranda e sim ser um veículo para Betty Grable – que estava na época “arrasando” como Pin-Up Girl durante a II Guerra mundial… (esta foto por sinal, entrou no projeto do Life-Magazine como “uma das 100 fotos que mudaram o mundo”) e no auge de sua fase de estrelato!
O filme foi esquecido assim como a grande maioria dos seus “Astros”...
Um dia desses revi porém esta cena e parei para ve-la com mais cuidado, pois é um número do qual minha mãe muito gosta - eu queria entender porque já que é uma pessoa cujo gosto realemnet respeito – e, concentrando-me pela primeira vez nesta dança, gostei do que vi na dupla Grable/Romero… Ambos muito distantes de terem a elegancia, o flair e o “savoir-faire” de outros casais dançantes da sétima arte – mas mesmo assim, de uma forma pessoal e cheia de personalidade bons, muito bons… e sensuais!
Romero não teve a carreira que lhe foi prevista nos anos 30… Em “O diabo é uma mulher” (1935, Joseph von Sternberg) a “química“ não funcionou entre ele e Marlene Dietrich.
Muitos tentam justificar este fenomeno no fato de Romero ter sido gay (o que aliás sempre assumidamente foi, bem ao contrário de outros atores que começaram no cinema na década de 30 como Cary Grant & Co.).
Não sei bem mas fato é que ele, como “leading man”, torna-se patético (e afeminado) ao lado da “ardente” (e dominadora) Concha Pérez de Dietrich… como se os papéis houvessem sido invertidos.
Direção proposital de Sternberg?
Mais sobre Marlene, Sternberg, Romero e o mundo de “The devil is a woman” numa outra Tertúlia… Interessante trabalho! (Não disse "bom", OK?)
Mas, como de costume nos últimos tempos, já estou saindo do assunto principal desta “Tertúlia” e “voando” por outros lugares…
Voltemos ao tema:
Grable e Romero tem duas cenas nesse filme – não resisto a colocar uma foto da outra já que Betty Grable se entrega completamente à esta “animadíssima” dança e ao "Swing" de Harry James!
Grable no auge de sua carreira (já que “Rockies" foi seu filme de maior sucesso), Romero (que não era o galã – trabalho que foi confiado ao bonitão John Payne) já assumidamente ator coadjuvante
(antes de encontrar seu definitivo lugar no mundo do Show-Business como o “Coringa” da série Batman dos anos 60) num lindo número que tem um “quoi” de erotismo...
Contido, sério, sóbrio…
Bem ao estilo da Fox nos anos 40.
Gosto. muito!
Para voces Grable e Romero ao som de Harry James, que viria ser marido de Betty Grable por 22 anos, num casamento atormentado pelo alcoolismo e pela infelicidade…
Grable foi-se tao jovem…
Aquela que por quase uma década (nos anos 40) pertenceu à lista dos “top ten movie stars” e reinou em Hollywood, morreu, práticamente esquecida, aos 56 anos de idade… mas já estou de novo colocando o "carro na frente dos bois" e isso ficará para uma outra "Tertúlia"...
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