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sábado, 21 de agosto de 2010

Maya Plisetskaya, Isadora, Bejárt e a liberdade...

Numa fase da minha vida em que várias mudanças acontecem, como se uma levasse à outra, como se uma fosse o resultado da outra, reencontrei este ballet… Quando assisti Maya Plisetskaya em “Isadora” (de Maurice Bejárt) no Rio (no Theatro Municipal) eu tinha recentemente lido “Ma Vie” (a autobiografia de Duncan), um livro que profundamente me influenciou pela vida… Nao pela dança de Duncan mas sim por sua constante busca pela liberdade… em todos os níveis. Pessoal-, artística-, políticamente…


Numa fase da minha vida em que várias mudanças acontecem, como se uma levasse à outra, como se uma fosse o resultado da outra, reencontrei este ballet… e vejo dentro de mim esta busca pela liberdade. E reconheco que ela é a causadora de todas essas mudanças. Que bom não estar estagnado e sim envolvido neste contínuo movimento que se chama vida!

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Branco no Cinema


O branco no cinema também teve seus clássicos, eternos momentos... Pensem, por exemplo, em "Dancing in the dark" com Fred Astaire e Cyd Charisse (que abusava do direito de ser elegante!) de "The Band Wagon" (A Roda da Fortuna, MGM 1954).

Na linda produção de Max Reinhard em Hollywood, “ A Midsummer’s Night Dream” de Shakespeare (Sonho de uma Noite de Verão, Warner 1935) uma série de criaturas celestiais aparecem de branco. Titânia, interpretada pela cativante Anita Louise, nos impressiona com uma magia cinematográfica da qual o uso de um guarda-roupa branco é também muito responsável!
Como que uma criatura assim tão mágica, etérea e tão cheia de luz pode apaixonar-se por um asno?


Ele, o branco, na minha opinião, não foi usado no cinema tão “pura- e etériamente” como o branco no Ballet mas ele também teve seu simbolismo: ele definitivamente definiu o perfil do “bem” em comparação ao “mal”, ele colocou “rafinesse” em certos personagens, assim como deu a entender que estes possuíam certas virtudes. Ele levantou das massas outros e deu classe a muitos. Ele “elevou” moças simples à outras atmosferas mais finas, como o imortal exemplo de Vincente Minelli: Madame Bovary. Ema que sempre sonhou com o explendor dos romances que lia, encontrou-se como uma princesa usando um vestido branco...
Sua cena bailando uma valsa com Louis Jourdan (Vincente Minelli com seus efeitos visuais), nos tira a respiração... O público fica estático, calado, só admirando a arte deste incrível diretor....


Este mesmo vestido acompanhará Ema a um sórdido hotel de terceira classe... mas a atmosfera é tão “baixa” que o vestido branco já não mais consegue criar sua magia.

Não é só o vestido, o branco que importa... Toda foto também tem que ter uma bela moldura... Pensem em um belo espelho de mão, com uma moldura de prata... It’s just a thought...

Penso também em Leslie Caron em Gigi, com uma elegancia digna de um quadro impressionista entrando no Maxim’s ao lado de Louis Jourdan (mais uma vez Jourdan aqui). Óbviamente a luz e direção de Vincente Minelli (mais uma vez Minelli e seus efeitos visuais aqui) só realçaram o guarda-roupa do magnífico e genial Cecil Beaton (sobre quem aliás quero um dia preparar uma série de postagens... que fotos ele fez!).

Mas o branco no cinema tem muitos lados: A freira interpretada por Deborah Kerr em “Heaven knows, Mr. Allyson” (1957) que manteve-se imaculadamente limpa durante todo o filme apesar de estar escondendo-se dos japoneses numa ilha no Pacífico (!!!???) é um exemplo. O Branco elevando o espírito.

De uma forma muito parecida o branco também deu à “Mrs Anna” de Kerr, a governante do lindo “The King and I” (1957) um ar ao mesmo tempo elevado, decente e honesto... e cheio de virtude!

Até Lucille Ball, anos antes de ter encontrado sua persona cômica, seu alter-ego ruivo chamado “Lucy”, também desfilou elegantemente (e loira!), como um manequim da época, em “Roberta” (um veículo de Fred Astaire e Ginger Rogers).

E por falar em Astaire & Rogers, aqui a primeira vez que Rogers usou “requinte” e não atuou ao lado de Fred como uma “Jazz-Babe” (acabando assim com o “slogan” que Katherine Hepburn tinha dado à dupla: “Fred gave Ginger class, Ginger gave Fred sex”). Aqui ela realmente usou sua própria classe e que cor usava? Branco naturalmente (Aliás um detalhe: o Branco era muito traiçoeiro nos filmes em prêto-e-branco do início dos anos 30, com uma iluminação ainda mais "básica" mais primitiva, que fazia-o refletir demais. Para conseguir-se o efeito de “branco” usava-se o azul claro. Este vestido, pelo qual Ginger lutou como uma leoa, já que todos na produção de “Top Hat” (O Piccolino, RKO 1935) estavam contra ele (e, irônicamente, é considerado, também pelo fato de ser feito com plumas de avestruz, como um dos mais “chiques” que ela usou) era na realidade azul claro !!!!!

Lamont & Lockwood, os astros do Cinema Mudo de “Singin’ in the rain” (Gene Kelly e Jean Hagen – vejam minha postagem sobre esta interessantíssima atriz de 08.11.2008) são práticamente “elevados” da multidão ao entrar na Premiére de seu filme pelo fato de estarem usando branco. Eles são “Stars”. Intocáveis, de branco...

Um dos espetáculos mais absurdamente “kitsch” (e dos mais maravilhosos!) da história do cinema foi o número “A Pretty Girl is like a Melody” – práticamente todo em branco e com uma atriz chamada Virginia Bruce (que também como Anita Louise – vide acima – sumiu!) – do filme “The great Ziegfeld” (MGM 1936). Este recebeu o Oscar de melhor filme do ano ( A MGM ganhou quatro por musicais: Broadway Melody (1929), The great Ziegfeld, An American in Paris (1951) e Gigi (1958). Os dois últimos dirigidos pelo mestre Minelli e estrelados por minha querida Leslie Caron...)

Leslie com Gene Kelly em m “An American in Paris” (Sinfonia em Paris, MGM 1951), de branco, anos antes de tornar-se uma beleza...

E, mais uma vez nesta postagem, em Gigi. A partir deste momento Leslie foi transformando-se numa mulher muito atraente...


Não podemos esquecê-la de branco, como um triste e absurdo pierrot no Carnaval do Rio de Janeiro, num número chamado “Paris, Hong-Kong, Rio” de um filme “esquecível”, chamado “Daddy Long Legs” (Papai Pernilongo, Fox 1955).

Como escrevo sobre Leslie Caron, não? Ainda há muito sobre ela “nas gavetas da memória”... Longos caminhos desde “An American” e “Lili” até “The L-shaped room” e “The Doctor’s Dilemma” (Veja minha postagem de 06.06.2008). Uma linda mulher!

Bergman dominou o filme (e ganhou um Oscar) como Paula, usando em algumas cenas branco. “Gaslight” (MGM 1944) - Vide minha postagem de 23.05.2008. Um grande filme com toda a sensibilidade de George Cukor... melhor dito, uma Obra-prima!

Mas um dos usos mais “suntuosos” do branco aconteceu no filme “Marie Antoinette” (MGM 1938). Neste Baile Antoinette, “L’Autrichienne”, irá encontrar Madame DuBarry, que estará usando negro, diferenciando assim o “bem” do “mal” (isto tudo num diálogo que só aconteceu em Hollywood... Antoinette durante sua vida inteira só dirigiu 6 - sim seis! - palavras à DuBarry. E isto porque Louis XV a obrigou!). Norma Shearer – também uma rainha da Metro – esquecida hoje em dia... Outra linda mulher!

Ah... e ainda faltam tantos de branco... lindas mulheres, charmosos galãs usando seus ternos e “Panamás”, números musicais, cenas inteiras, decórs... Tantos como Leigh, Garbo, Dietrich (muito interessante de branco no deserto do Sahara, no primeiro filme em Technicolor da história: The Garden of Allah, de 1936), Astaire, Tyrone Power, Shirley Temple e... Bem, outra vez continuamos... quem sabe...

Para finalizar esta postagem porém uma foto que junta de certa forma o Cinema à Danca: Vanessa Redgrave como Isadora Duncan em “Isadora” (1968). Uma bela aparição em branco... Eterna. Linda como é até hoje aos 70 e tantos anos...

A pequenina, a primeira da fila ao lado esquerdo (de boquinha aberta) é Natascha Richardson, bela atriz e filha de Redgrave, que faleceu num acidente de Ski há poucas semanas no Canadá... Aqui ela como Deirdre, filha de Isadora, que morreu num desastre que fez o carro (junto com seu irmãozinho e o Chauffeur) cair no Sena...

O branco deveria transformar-se de novo na cor também do luto (Vejam a postagem anterior à esta). O luto, a perda, a tristeza... Sentimentos puros como o amor...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Branco na Dança

Ninguém soube usar o branco como Maurice Bejárt em seus ballets... Que inspirado! Aqui Jorge Donn e (acho, nao estou com ceteza) Suzanne Farrell...



O branco é uma cor, que no palco pode ser linda… por outro lado ela é meio, não, extremamente perigosa se indevidamente usada.
Aqui outros exemplos...


Anna Pavlova na "Morte do Cisne"


...e a notória Isadora Duncan!

A “cor da pureza” usada pelas noivas foi “reinventada” para os vestidos de casamento por ninguém mais, ninguém menos do que a rainha Vitória para seu casamento em 1840. Até então o branco era a cor do luto para a nobreza no mundo ocidental (interessante pensar-se que o branco, até hoje, ainda é a cor do luto em muitos países orientais). Alguns séculos antes o branco realmente tinha sido usado num casamento nobre: o da menina Mary Stuart com o Dauphin da Franca. Só que com uma pequena diferença: ela realmente queria mostrar sua tristeza em casar-se com ele... Ele que morreria dois anos depois ao 16 anos de idade depois deixando-a uma viúva e ex-rainha da França aos 18 anos (com um destino bem complicado para resolver...). Bem, mas esta é outra estória para o futuro.


Mas também as "Ziegfeld Girls" nao prescindiam de um "branco" junto a um ocasional trabalho de pontas... que foto mais deliciosa, nao?


E "La Sylphide"...



Aqui uma jovem, linda e talentosíssima Natália Makarova no "Lago": Odette o cisne branco - ainda minha preferida!

Bem, de volta a 1840... Depois do casamento de rainha Vitória o branco tornou-se a cor mais usada em casamentos. O seu lado simbólico (“o verde é a esperança, o vermelho o ciúme e aí por diante!) foi tao “misturado” com a pureza e com a virgindade que já em 1841, ou seja um ano depois do casamento de Vitória, o branco entrou em cena no seu mais rico esplendor em termos de inspiração: em Giselle. O branco misturado com a líder das Willis, Myrtha ( a flor é o símbolo da pureza... Na "Ópera dos tres vinténs" de Brecht/ Weil ela é mencionada: "Und gibt's keine Myrthe im Haar" / "e nao existe nenhuma myrtha no cabelo", um comentário sobre um casamento que "nao foi bonito" pois, entre outros motivos, faltavam as myrthas no cabelo da noiva... ), transformou-se para sempre no símbolo da “castidade” (apesar da myrtha, a planta, na velha Roma ter sido considerada como o símbolo da fertilidade! Estranho paradoxo...).

De qualquer forma - Viva os efeitos visuais que o branco alcança no palco!





Tres "Giselles" sendo a última minha querida Evelyn Hart!



Aqui um dos exemplos mais tristes do mal emprego do branco: um "Monstro Branco", um Pavão horrendo! Coitada! Mas... o que é isto???????




Baryshnikov que algumas vezes, mais jovem (ainda mais "soviético"), deveria ter optado por outra cor, aqui em "Dom Quixote".



no clássico "Lago dos Cisnes",



... e mais recentemente na incrível versao do “Lago” de Matthew Bourne com os cisnes masculinos! Um trabalho genial!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Isadora Duncan – uma variação por Gunter Sachs

Por acaso encontrei esta linda foto de Gunter Sachs aqui no Internet… (lembram-se do “playboy”, marido de BB e que hoje tem 75 anos? Nao é realmente muito conhecido o fato que ele produz um trabalho muito interessante como fotógrafo hoje em dia...).
Aqui uma linda „variação“ sobre o tema „Isadora Duncan“ e sua morte. Que calma. Que serena. Que foto! Amei!
Cliquem na foto para ampliá-la!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Supporting actors/actresses IV: Elsa Lanchester

A quarta postagem desta série segue distintos nomes do teatro e cinema como Mary Boland (agôsto de 2008), Gladys Cooper (outubro de 2008) e Jean Hagen (november de 2008) é dedicada a outro rosto que vimos e revimos muitas vêzes ao passar dos anos: a deliciosa Elsa Lanchester
Lanchester, nasceu na Inglaterra em 1902, filha de um casal que não acreditava na instituição chamada casamento (Lanchester: “My parents were always a bit arty. They supported pacifism, vegetarianism, socialism, atheism, and all that”). Aos 10 anos de idade ela foi enviada para Paris para a “Isadora Duncan School of Dance”, pessoa aliás de quem ela nada gostou, mas voltou em 1914 para Londres por causa da I Guerra Mundial. Ela gostava da dança mas também do teatro e debutou num “Music-Hall” como bailarina egípcia em 1920. No West-End ela debutou em 1922 e junta com seu partner, Harold Scott, abriu um “Night Club” em 1924. Nêste eles apresentavam peças de um só ato de Tchekov e Pirandello, além de cantar canções de cabaré. Entre os frequentadores estavam pessoas como Aldous Huxley, o engracadíssimo e espirituoso H.G.Wells (que escreveria três roteiros para filmes que ela faria em 1928), Evelyn Waugh (o grande autor de “Brideshead revisited”, responsável pelo primeiro filme – amador – de Lanchester em 1927) e James Whale, que trabalhava nos palcos londrinos e que brevemente iria dirigir peças na Broadway e alguns clássicos de terror (Mais sobrê sua vida em “Gods and Monsters”, um bom filme).





Elsa não era bonita, num estilo convencional mas mesmo assim, jovem, ela era considerada “pretty”. Posou nua para muitos artistas, deu muitas aulas de dança para crianças, fundou um teatro infantil em Soho e têve a grande publicidade de ter um membro da família real deixar indignado uma apresentação sua, no “Midnight Follies”, enquanto cantava “Please Sell no more Drinks to my Father”. Como o mundo mudou... nao é verdade?

Em 1927 Lanchester começou uma relação profissional com um ator, que nos próximos anos e décadas transformaria-se num “monstro sagrado”: Charles Laughton. Eles casaram-se em 1929 e dois anos depois, chegando em casa encontrou-o no sofá da sala "divertindo-se" com um jovem rapaz, tomando assim pleno conhecimento da sua homossexualidade. Quando lhe indagaram o que fez na época, como reagiu, ela simplesmente respondeu: “Claro que eu vendi o sofá”. Êles permaneceram casados até a morte de Laughton em 1962.Eles tiveramcarreiras separadas apesar de terem muitas vezes trabalhado juntos como por exemplo no suntuoso “The private Life of Henry VIII” ( Korda, 1933) no qual uma novata chamada Merle Oberon interpretou Ann Boleyn e roubou o filme, “Rembrandt” (Korda, 1936, uma das raras apariçôes cinematográficas de Gertrude Lawrence), “Beachcomber” (1938 , foto abaixo) e “Testemunha de acusação” (Witness for prosecution, 1957, Billy Wilder), êle, inesquecível, como o advogado de defesa, ela como sua engraçadíssima enfermeira.




No início dos anos 30 Elsa ja tinha feito West-End, Broadway e Cinema na Inglaterra.Hollywood entraria brevemente em sua vida. Ela fez pouquíssimos filmes e muito decepcionada pensava num retôrno à Inglaterra. Então James Whale, seu velho amigo de Londres, já muito famoso no "Hollywood Firmament" (Thank you, Lina Lamont, peguei esta emprestada... )depois do seu “Frankenstein” (1931) e de “Invisible Man” (1933), ofereceu-lhe o papel principal de “The Bride of Frankenstein”, que se tornaria o filme pelo qual seria mais lembrada... Whale queria Elsa para dois papéis: Mary Shelley e a “Noiva”. Ela foi a atriz principal do filme mas não recebeu “Top-billing”

As filmagens foram uma tortura para Elsa e nada como uma “lua-de-mel” para esta “noiva”. Durante dez dias ela usou maquiagem pesadíssima, seu corpo completamente envolvido por “quilômetros” de bandagens, seu “penteado” sustentado por uma armação de ferro, seus olhos (reparem como estão “abertos” e separados) estavam lateralmente prêsos por fitas adesivas debaixo de sua peruca e acentuam seu olhar de “horror”. Tudo uma perfeita agonia e uma tortura para Elsa. Mas o resultado é fenomenal, nao acham? Encontrei a pouco tempo estas fotos que me tocaram muito: sente-se com qual cuidado e minúcia ela aplicava os últimos retoques ao seu personagem. Gosto muito destas fotos...








Achei fascinante descobrir que os gritos da “Noiva” foram baseados nos cisnes do Regent’s Park e que foram inicialmente gravados e depois colocados ao inverso, efeito este que os transformou em gritos muito mais fantasmagóricos. Elsa: “The most memorable thing I did on that film, I believe, was my screaming. In almost all my films since I’ve been called upon to scream. I don’t know if it is by chance but I would like to think that I am not hired for that talent alone”. “The Bride of Frankenstein”, considerado por alguns como o melhor filme de horror de tôdos os tempos, possui esta interpretação icônica de Elsa.

Muitas vêzes imitada mas NUNCA ridicularizada... Nem mesmo por Madeline Khan em “Young Frankenstein” (“O jovem Frankentein”, Mel Brooks)




Lanchester trabalhou constante- e excelentemente em vários excelentes filmes, sendo até nominada para um Oscar em 1949 por “Come to the Stable”. Entre seus filmes “Androcles and the Lion” (1952), “ Les Miserables” (1952), “The Razor’s Edge” (1946 e baseado no livro homonimo de Sumerset Maughan!!!!!! Uma maravilha esquecida... ), “David Copperfield” 1935), “ Naughty Marietta” (1935), “Tales of Manhattan” (1942), “The glass slipper” (MGM 1955 como a madrasta de Cinderella/Leslie Caron), no misterioso e de boníssimo gosto “Bell, book and candle” (1958, como a tia “bruxa” da também bruxa Kim Nowak, a irmã de Jack Lemmon e apaixonada de James Stewart),

no magnífico “Witness for prosecution” (1957) ao lado de seu marido Charles Laughton e Tyrone Power e Marlene Dietrich, “Mary Poppins” (1964) no minúsculo papel de Katie Nana


e no hilário “Murder by death” (1976, seu penúltimo filme) como uma “Miss Marple” ao lado de um grande cast de “detetives” que incluía David Niven (com quem tinha trabalhado em “The Bishop’s wife” de 1947), Maggie Smith, Nancy Walker, Estelle Winwood (a grande "coadjuante" e deliciosa atriz com quem também já tinha trabalhado em “The glass slipper” e que brevemente terá aqui uma postagem), Alec Guiness, Peter Falk, Peter Sellers, Eileen Brennan e vários outros...
Seu último filme, entre quase 70 títulos, foi “Die Laughing” (1980).

Elsa uma vez, quase no final de sua vida reflexionou sobre sua carreira:


“...longos papéis em filmes terríveis, curtos papéis em filmes maravilhosos... “


mas para mim sua melhor exclamação foi:


“ Para mim o estrelato só significa trabalho duro, aspirinas e purgantes... “


Elsa morreu de pneumonia em finais de 1986 com 84 anos.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Camelot (1969)

This film is great but (don't misunderstand me) it took too long to be made... a small hit on Broadway in 1960 (it opened on dec.3rd 1960 and people expected a new "My fair lady") with Burton, Andrews and Goulet, it really did match a whole "concept" that was very actual at that time: the "perfect" America (it was JFK's favourite Broadway show), the perfect state… better marketing than that?
The world had changed quite a bit by 1968/69. Woodstock, Vietnam were happening, JFK and Bob had been shot, Janis Joplin was singing (terribly in fact) “Summertime” and a more realistic group of moviemakers was working on films like "Easy rider", "They shoot horses, don't they?" etc.

Was there still place for such dreams like the ones from Camelot?

Richard Harris is a great King Arthur, Vanessa Redgrave a beautiful Guenevere although her singing voice (or, better said, lack of) is far too inexpressive. I wonder how Andrews would have recreated her original role... Joshua Logan could not be persuaded to let her play Guenevere for lack of sex-appeal... the "von Trapp/Poppins image" would continue to haunt her for many years to come… quite a damaging thing to the career of this actress... Josh Logan even said sarcastically: Can you imagine two whole nations declaring war to each other because of Julie Andrews???? Franco Nero is great to look at, but seems to be crying all the time.

Vanessa who had just finished “Blow up” started a love affair with Franco Nero during filming of this picture. She got pregnant and “shocked” the world and the movie industry when she freely walked down the aisle during the Oscar ceremony, barefoot, quite pregnant and “out of wedlock”… My God, how times have changed. She was to play another “free woman” quite soon in “Isadora” (more about that some other time!), another film that, along with Camelot, influenced the hippie-fashion strongly!

Production was sumptuous etc. and although it became nowadays sort of a "museum piece", quite dusty in fact, it is still marvellous to watch... it has such magic!

Well, that is what Camelot was all about, isn’t it?