Só um curto, singular momento de Ballet…
Finalizando o Carnaval, aqui, em sua homenagem, “The Dream” de Sir Frederick Ashton…
Voces estarão se perguntando: “O que tem um Ballet que ver com o Carnaval?”
Baseado em “Sonho de uma Noite de Verão” (Midsummer’s Night dream) de Shakespeare, com música de Meldenssohn , este Ballet de Ashton (trabalho seu dos anos sessenta) celebra um sonho, um delírio, um êxtase louco e a mais célebre das farsas e comédias…
Momentos de magia, de personagens que voam e cintilam, de outros que involuntáriamente se tranformam em “asnos” e fazem com que lindas mulheres se apaixonem por eles (o caso Titania, esposa de Oberon) e ainda os que “pregam peças” fazendo intrigas com todos (o que é o caso de Oberon e principalmente do endiabrado e querido “Puck”). Tudo isso ao sabor de uma "embriaguez" causada pelo calor de uma noite de verão, pelo perfume das flores, pelo desejo...
“Midsummer” é uma farsa deliciosa, rica em detalhes.
Uma farsa que chega ao seu final quando a Aurora chega.
Com o nascer do dia voltam todos os personagens à realidade até reconhecendo-se a si mesmos em si mesmos…
Exatamente como quando a quarta-feira de cinzas chega e a “farsa”, o “pregar peças” (lembram do Carnaval de rua? Serpentina, Confetti e Lança-Perfume? Eu nunca festejei Carnaval na minha vida mas imagino que deve ter sido uma coisa gostosa...) do Carnaval acaba e o esplendor da “Avenida” só deixa lugar para a volta à rotina… O que para muitos significa o onibus, o barraco, a marmita, as filas, o suor, a falta de dinheiro...
De volta ao Ballet:
Amo este Pas-de-Deux de Titania e Oberon e não escreverei muito sobre ele. Está tudo aí, nas imagens. Para que falar e descrever? Seria até um insulto a Ashton que com seu "genio" coloca na dança o que outros colocam numa tela, numa folha de papel, numa massa de gesso, numa partitura... Que lindo e misterisos este processo do "criar"!
P.S. Só tenho que destacar a limpeza, a pureza de movimentos de Cojocari & Cobborg e como, aqui, “fiéis” são à escola inglesa e ao estilo de Ashton. Maravilhosos. Para mim que só conhecia este trabalho com Anthony Dowell & (acho) Antoinette Sibley (foto acima) pois assisti um video pirata há uns vinte e tantos anos na casa de um amigo em Londres, tenho que dizer: acho que Ashton haveria gostado, e muito…
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Rachmaninoff, "Rhapsody", Sir Frederick Ashton e um fabuloso pas-de-deux...
A variação # 18 de “Rapsódia sobre um tema de Paganini” (composta em 1936) não pertence definitivamente à minha música predileta. Talvez por achá-la demais «lugar comum» ou não muito inspirada ou simplesmente demasiadamente «melodramática» para meu gosto. E logo eu, que simplesmente venero o trabalho de Rachmaninoff (inclusive todo o resto de “Rapsódia”).
Mas isto não impede a minha admiração por “Rhapsody Pas-de-Deux”, criado pelo magnífico Sir Frederick Ashton em 1980 para Mikhail Baryshnikov e Leslie Collier (tão respeitada por sua criação de “Manon”). E sabem por qual ocasiao? O octagésimo aniversário da “Queen Mom” no Albert Hall…
Imaginem só ter um Ballet criado para voce como presente de aniversário… Quem me dera!
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Mas isto não impede a minha admiração por “Rhapsody Pas-de-Deux”, criado pelo magnífico Sir Frederick Ashton em 1980 para Mikhail Baryshnikov e Leslie Collier (tão respeitada por sua criação de “Manon”). E sabem por qual ocasiao? O octagésimo aniversário da “Queen Mom” no Albert Hall…
Imaginem só ter um Ballet criado para voce como presente de aniversário… Quem me dera!
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domingo, 15 de novembro de 2009
A Month in the Country
Um belíssimo, sensível Ballet de Sir Frederick Ashton, baseado na peça homônima de Ivan Turgenev, escrita em França entre 1848 e 1850, publicada em 1855 e só produzida pela primeira vez em 1872. E isto só porque uma famosa atriz de St. Petersburg, Vasilyeva, queria interpretá-la.
O personagem principal, Natalya Petrovna, uma mulher casada, que está “bored” de sua vida e encontra finalmente um certo divertissement no fato de flertar com Mikhailo Rakitin, um admirador seu, e num “affair” com o estudante de 21 anos Aleksei Belyaev. As coisas se complicam. Sentimentos nascem.
Natalya era uma mulher – para a época – já bastante “madura”. Sim, ela já tinha 29 anos (Não esqueçamos que Balzac tinha publicado “Mulher de trinta anos” – La Femme de trente ans - em 1842… o que gerou a, de certa forma depreciativa, expressão “a Balzaquiana”. Ainda usada no Brasil? ).
Por « truques » do destino Natalya acaba só (bem, ela tem um marido, sete anos mais velho do que ela) e volta ao seu estado completo de “boredom”, no campo, onde mora. Sua “vida” acabou.
Aqui interpretando Natalya outra Natalia: Makarova. Como Aleksei o inesquecível Anthony Dowell. O Ballet de um ato, foi concebido para O Royal Ballet em 1976. Natalya foi criada por Lynn Seymour (para quem o Ballet foi feito – vide minha postagem de 06.03.2009 “ Romeo & Juliet, Lynn Seymour, Christopher Gable, Dame Fonteyn e a Generosidade dela...“. Lynn inspirou muito e muitos!), Aleksei foi criado pelo próprio Dowell, para mim uma pérola do Royal Ballet. Os dois aparecem na foto acima.
Sit down, relax, put you feet up and enjoy!
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O personagem principal, Natalya Petrovna, uma mulher casada, que está “bored” de sua vida e encontra finalmente um certo divertissement no fato de flertar com Mikhailo Rakitin, um admirador seu, e num “affair” com o estudante de 21 anos Aleksei Belyaev. As coisas se complicam. Sentimentos nascem.
Natalya era uma mulher – para a época – já bastante “madura”. Sim, ela já tinha 29 anos (Não esqueçamos que Balzac tinha publicado “Mulher de trinta anos” – La Femme de trente ans - em 1842… o que gerou a, de certa forma depreciativa, expressão “a Balzaquiana”. Ainda usada no Brasil? ).
Por « truques » do destino Natalya acaba só (bem, ela tem um marido, sete anos mais velho do que ela) e volta ao seu estado completo de “boredom”, no campo, onde mora. Sua “vida” acabou.
Aqui interpretando Natalya outra Natalia: Makarova. Como Aleksei o inesquecível Anthony Dowell. O Ballet de um ato, foi concebido para O Royal Ballet em 1976. Natalya foi criada por Lynn Seymour (para quem o Ballet foi feito – vide minha postagem de 06.03.2009 “ Romeo & Juliet, Lynn Seymour, Christopher Gable, Dame Fonteyn e a Generosidade dela...“. Lynn inspirou muito e muitos!), Aleksei foi criado pelo próprio Dowell, para mim uma pérola do Royal Ballet. Os dois aparecem na foto acima.
Sit down, relax, put you feet up and enjoy!
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