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domingo, 12 de julho de 2015
Arte, Talento: Cristina Martinelli & Graham Bart (Belong)
Acordar num domingo ensolarado e celebrar a vida… Coisa boa.
Nada melhor e mais apropriado do que celebrá-la ao sabor de Arte e Talento – substantivos tão preciosos para mim que sinto-me na obrigação de escreve-los com maiúsculas.
Mas a minha celebração não acaba por aqui nao… pois nada de mais lindo existe do que se poder presenciar estes dois substantivos quando acompanhados “ombro com ombro” de Humildade, Modéstia…
Num mundo em que vejo tantos pretensiosos criando sua prórpria biografia, inventando sua própria “história”, me encho de orgulho por conhecer Talentos reais, Artistas verdadeiros que venceram sem a força do Marketing e da publicidade, da comprada artimanha por detrás deles.
Celebrando a Vida, Talentos, Arte e Humildade quero dividir com todos neste domingo ensolarado esta foto de Cristina Martinelli e Graham Bart (copyright: Veronica Falcão, 1982) em “Belong” de Norbert Vesak no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Arte, Talento & Humildade…
Humilité… ou será que “saiu de moda”???
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quinta-feira, 9 de maio de 2013
Cristina Martinelli e Ballet romantico: uma pessoal reflexão...
Pela segunda vez na “história” de «As Tertúlias» um comentário, e toda a reflexão que trás com ele, é tão fascinante e tão profundo que ele transforma-se numa tertúlia por si mesmo…
Comentando uma postagem que eu havia composto há algumas semanas, sobre "La Sylphide", Cristina Martinelli nos presenteou mais uma vez com sua sensibilidade e profundo conhecimento.
Quero eternizar seu comentário aqui pois o considero de extrema importancia para uma nova geração de bailarinos.
Obrigado à amiga e grande artista Cristina Martinelli por nos deixar assim, tão simples- e descomplicadamente e daquela forma tão natural sua, ver um pouco da sua alma e do grande amor que nutre pela Arte!
A Arte está enraizada na sua alma, por isto esta forma tão espontanea, tão natural de escrever. Nada de Esboços, correções, preparações de horas... Admiro talentos assim. Natos. Naturais. Verdadeiros.
Obrigado.

(Cristina Martinelli, Les Sylphides)
Agradeço tambem a Tíndaro Silvano , coreógrafo e ex-bailarino, pelas suas palavras - que deram-me a final motivação para esta tertúlia:
"Prezado Ricardo, voltei só pra dizer que, depois deste comentário da Martinelli a gente fica até sem palavras e tudo o que eu disser será redundante. Concordo com tudo o que ela falou;
além do mais eu a acho A grande autoridade dos papeis românticos da dança clássica do nosso país.
Se ela falou, eu assino em baixo."

(Cristina Martinelli & Mark Silver, Giselle)
Rio de Janeiro, 12 de abril de 2013
Ricardo querido,
antes de mais nada, te cumprimento pela linda e trabalhosa postagem, adornada com lindas gravuras e fotos.
As sílfides, todas elas, a meu ver, simbolizam o sonho, seres etéreos e de um requinte ímpar...tradução também de uma delicadeza infinita.
Quanto a sua critica sobre a falta de interpretação/emoção/condução devida do personagem/, concordo inteiramente, ressaltando ser este um desgosto meu atualmente. Não só em Viena,mas nos quatro cantos do mundo.
Não é a técnica que me preocupa...é o culto a técnica e tão somente a ela que é grave.
A técnica está a serviço da dança, não está acima.
Não creio que seja por falta de tempo dos bailarinos... é a falta de um olhar mais profundo da parte deles, da busca do personagem, da sua Voz!
Atualmente todos os bailarinos possuem técnica, pernas altas, belos pés e trocentas piruetas, mas falta arte e a condição maior: ser artista! São muitos executantes e poucos dançantes.
Há pouco tempo conhecí,aqui no Brasil,um jovem bailarino,na realidade ele tem apenas 16 anos, chamado Gustavo Carvalho, que me causou profunda emoção, justamente por aliar uma técnica apurada com um estudo profundo do personagem, um mergulho mesmo. Dançou o Lago dos Cisnes completo lindamente, apesar da sua pouca idade, falta de experiência artística e de vida, ali ele se revelou maduro, sem técnica acrobática mas com grande conteúdo artístico.
Acho que é disso que estamos falando.
Não...ginástica não...por favor..! Não vou comentar sobre La Sylphide pois você já o fez magistralmente, mas admiro muitíssimo o trabalho de M.Legris, ainda mais sendo quem é e vindo de onde veio.
Acho seu legado a Ópera de Viena de valor inestimável,principalmente no que diz respeito ao repertório mas acho triste sentar para ver um ballet deste porte e não encontrar aquela magia que nos transporta para além deste pequeno mundinho, para o sonho de sílfides, o drama de Giselle, a gruta dos Cisnes, a emoção de Julieta, o embate de Des Grieux...
Sem dúvidas,Michael Denard era um excepcional bailarino,cheio de luz e tridimensional sim, em todos os sentidos.
Lindas as fotos do Corpo de Baile... e Flavia Soares encarnando exatamente a delicadeza e o sublime de uma sílfide. Já por sua posição nesta foto, vê-se sua qualidade como bailarina dentro do personagem.
Acho que todos os bailarinos da atualidade precisam de um coach para iniciá-los no estudo da interpretação dos seus papéis... não um coach de 21 anos... mas um que tenha real experiência artística e conhecimento dos papéis títulos e da história dos ballets de repertório...e caso não seja possível ter este coach,recomendo que vejam vídeos, muitos vídeos, com a condição única de não olharem para a técnica, mas sim observar principalmente o estilo,qual a voz deste personagem...
Belo post Ricardo para uma grande reflexão.
Mil beijos
Cristina Martinelli
sexta-feira, 1 de março de 2013
Lizzie Borden: Assassinatos que inspiraram o Cinema & o Ballet?
O CASO “LIZZIE BORDEN” - 1892
No dia 4 de agosto do ano acima mencionado, Andrew Borden tinha ido ao centro de Fall River, cidadezinha de Massachusetts, para resolver coisas no banco e no correio. Ele voltou à sua casa mais ou menos às 10:45 hs… Lizzie Borden, sua filha, encontrou seu corpo mutilado meia hora depois!

Lizzie, solteirona de 32 anos de idade foi acusada de homicídio. Durante o processo, a empregadinha dos Borden, Bridget Sullivan testemunhou que ela estava deitada, descansando no seu quarto no terceiro andar da casa depois de ter limpado janelas, quando ouviu logo depois das 11:00 hs Lizzie chamando-a e dizendo que alguém tinha assassinado seu pai! Seu corpo foi encontrado na sala de estar, deitado num sofá. Ele tinha sido morto à machadadas…
Logo depois, enquanto a nervosa Lizzie estava sendo acudida por seus vizinhos e pelo medico da família, a mesma empregada descobriu o também mutilado corpo de Abby Borden, a madrasta das irmãs Borden no chão do quarto de hóspedes (sim, Lizzie tinha uma irmã mais velha, Emma Borden, que não estava em casa durante estes acontecimentos!). Ela também tinha sido assassinada. Fortes machadadas deformavam seu cranio, como acontecera com Andrew (o globo ocular deste tinha sido partido em dois!).

Muitas fatos continuam até hoje inexplicados… Um machado sem cabo foi encontrado no porão. Sem nenhuma mancha de sangue. Mas teria sido o cabo retirado por estar ensanguentado?
Nenhuma roupa ensanguentada foi encontrada. Mas porque Lizzie queimou um vestido numa fornalha alguns dias depois do assassinato? Ou haveria cometido os crimes completamente nua como foi sugerido durate alguma fase do processo? Sugestão esta que chocou os U.S.A. na época…
Por algum desconehecido motivo não foi mencionado o fato que Lizzie tentara comprar numa farmácia um frasco de cianeto de hidrogenio (poderoso veneno) para supostamente limpar uma capa de pele de foca um dia antes dos assassinatos. Porque?
Alguns dias antes todos os moradores da casa “Borden” estiveram misteriosamente doentes (restos de comida deixados sobre um fogao estavam deteriorados… disse-se na época…). Todos os moradores da casa foram porém examinados, inclusive os estomagos de Andrew e Abby foram retirados dos cadáveres, para esta investigação. Teria Lizzie tentado envenená-os? Nenhum vestígio de veneno foi encontrado...

Por falta de provas concretas Lizzie foi absolvida e enviada da prisão para casa… Ela continuou morando em Fall River apesar do ostracismo com o qual foi tratada pela população local até sua morte… As irmãs dexaram a casa "do pai (abaixo) e mudaram-se para uma melhor vizihança.

Até hoje ainda existem especulações sobre as mortes de Andrew e Abby Borden… Muitas sugestões sobre desavenças entre os familiares, por motivos financeiros, são até hoje cogitadas.
De qualquer forma. Julgamento ou não, assassinato premeditado por Lizzie ou não, este caso transformou-se numa “cause célèbre americaine” e inspirou uma rima até hoje cantada por criancinhas (que coisa mais mórbida!):
Lizzie Borden took an axe,
gave her mother forty whacks.
When the job was neatly done,
(ou “When she saw what she had done”)
she gave her father forty-one.
Lendas urbanas… na verdade sua madastra "só" sofreu 18 ou 19 machadadas e seu pai 11!
Lenda porém não é o fato que os cranios de Andrew e Abby foram separados dos corpos, para serem usados como prova durante o processo (Lizzie desmaiou ao ve-los) para depois serem enterrados junto aos corpos, mas não perto dos ombros senão ao pé da cova perto dos pés dos cadáveres!)
FALL RIVER LEGEND – o Ballet (1948)
Eu assisti só uma vez a alguns pedaços do Ballet “Fall River Legend” baseado na vida de Lizzie Andrew Borden.
Um dos trabalhos mais conhecidos do “ícone” da dança Americana, Agnes de Mille, ele tem a distinção de ainda ter a assinatura de Morton Gould na parte musical.

O ballet teve sua Premiere com o American Ballet Theatre e com Alicia Alonso no papel de Lizzie (simplesmente chamada na obra “a acusada”) em 1948. Outras “Lizzies” seguiram seus passos como por exemplo Nora Kaye (esposa do diretor de Cinema Herbert Ross e, mais tarde, diretora do ABT)

e mais recentemente Julie Kent

e Gillian Murphy na temporada de 2007 no New York City Center!

Os pedaços que assisti há alguns anos atrás eram porém com o Dance Theatre of Harlem com a magnífica Virginia Johnson no papel principal…
"Legend" é um trabalho para uma bailarina/atriz de grande personalidade, assim como que Blanche em "Um bonde chamado desejo", Lizzie é um personagem complexo, de muitas nuances, muit difícil de ser interpretado... Personagem digno de um Ferri, de uma jovem Haydée e no Brasil de uma Martinelli... sim trabalho para uma bailarina/atriz de grande personalidade!
(Coincidencia que neste curto "pot-pourri" da dramática Johnson, grande bailarina do Dance Theatre of Harlem, estejam incluídos, ao lado de Lizzie, papéis como Desdemona e Blanche DuBois?)
Um Ballet forte, doído, emocional, visceral… mas com um erro histórico tão fatal para a verissidade da estória, que me deixa desagradavelmente incomodado… De Mille alterou o curso histórico dos fatos quando deixou Lizzie ser declarada culpada das mortes pelo tribunal… Certas liberdades são “un peu trop”. Não acham?
THE LEGEND OF LIZZIE BORDEN – o Filme (1975)
O (interessante) filme para a televisão de 1975 nos dá um “insight” mais preciso e amplo do caráter de Lizzie – mas esta Lizzie do filme também é uma culpada, uma assassina sem pudor ou moral (No filme foi usada a “suposta” nudez enquanto matava suas duas vítimas a machadadas!). Mas, fielmente à história e aos fatos, ela permanece porém livre. O final do filme nos faz crer que Lizzie era uma fria e calculista assassina… mas se ela não foi assim na realidade?




Quase tão interessante como a própria “lenda” sobre Lizzie é o fato de Elizabeth Montgomery, conhecida de “A feiticeira” (Bewitched) ter sido usada no papel de Lizzie (que alguns anos depois do processo, passou a chamar-se “Lizbeth A. Borden” para evitar a atenção sobre sua pessoa, já que ao longo de sua vida vários livros com teorias sobre o crime foram escritos.
Elizabeth Montgomery (Liz? Lizzie?) encontrou mais uma forma de liberar-se como atriz definitivamente das algemas de “Samantha Stevens”.

Por algum motivo, o filme foi considerado "chocante" na época em que apareceu na televisão. Eu lembro-me de te-lo assistido atentamente. Revendo-o depois de mais de 35 anos há pouco tempo não fiquei nada desapontado: a direção é boa, precisa, com a correta porção de “suspense”, sarcasmo, morbidez… e Elizabeth Montgomery magnífica como a solteirona Lizzie.

Mas de volta à Lizzie Borden… o fascinante mistério continua até hoje não resolvido…
E se Lizzie foi na realidade inocente dos crimes dos quai foi acusada...
Tanta suposição a troco de nada?
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Wiener Staatsballet: 2012,Nov 30th: MEISTERWERKE DES 20. JAHRHUNDERTS
Before you start reading the text bellow, please notice that I have nearly no pictures of THIS particular performance. That is the reason why I have used other dancers’ in order to illustrate this performance.
One November 30th I had the privilege (and luck) to receive 2 tickets for the Opera from my friend Vladimir Shishov. After a hard week full of problems and hard work, I was really looking forward to a relaxing evening… I had much more than that!
The seats were marvelous, exactly in the fourth row, even though quite unusual for me: I normally choose seats on the first balcony for the Ballet… I like to be a bit “above” the stage. Unfortunately it is not always a pleasure to sit there and be aware of the formations which are usually intended by the choreographer… last March at “Glass pieces” the company hadn’t been properly rehearsed for the 3rd piece (a part of “Echnaton” from Glass) and I nearly regretted to be seated in my favourite box of the Opera…
Anyways, this time I had a completely different experience: not only has the company been “growing and growing” in artistic terms, repertoire and internationality, it has been working a lot… and rehearsing a lot… and DANCING a lot! Monsieur Legris…
The first part of the evening – and main reason of this review - “Suite en Blanc”(Serge Lifar) is one of my all-time favourites. I hadn’t seen this ballet in years until it premiered again in Vienna last February. I was at that time very much impressed with Shane Wuerthner’s performance (bellow with Liudmila Konovalova and Alexis Forabosco). Unforgettable.
When the curtain opened, guess whom I saw first. My dear frined Flavia Soares, her delicate fairy-like figure and inimitable smile. What a pleasure!
Copyright: Wiener Staatsoper
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Once more Vladimir Shishov (above) showed us why he is in the Premieur Danseur rank. His stage presence, his “Persona” shines… When he enters on stage, the whole Opera House seems to belong to him. He demands our full concentration… and everything seems to be done at such ease, with incredible naturality and poise:
Premier Danseur. It could not be any othe way.
He and Olga Esina (below) were marvelous at the “Adage”.
Mais uma vez Vladimir Shoshov (acima) nos mostrou o porque do seu Status de Premieur Danseur. Sua presença no palco, sua “persona” brilha… Quando ele entra no palco, toda a Ópera parece lhe pertencer. Ele atrai toda a nossa concentração… e tudo parece ser feito com facilidade, com incrível naturalidade e porte: Premier Danseur. Não poderia ser de outra forma.
Ele e Olga Esina (abaixo) estiveram maravilhosos no “Adage”. "Poise" is the key-word.
Copyright: Wiener Staatsoper
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I was also very impressed with Denys Cherevychko’s (below) strong performance in “La Mazurka” (Denys was a short time ago at the Paris Opera as Basil in “Don Quixote” ).
Always a pleasure to look at, Davide Dato (“Pas de Cinq”), “growing” more and more and everyday as an artist. Every time I see him on stage, he surprises me agin.
Exact, technically stronger every day and a beautiful, dynamic personality on stage.
Enchanting Prisca Zeisel (below), one of the few Austrians in the company, impressed the public with her musicality and lines in “Thème varié”).
Precious Precociousness!
Copyright: Wiener Staatsoper.
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The revelation of the evening for me was Alexis Forabosco (below).
Although I had seen him already many times on stage, this time I sort of “concentrated” more on his performance, he caught my full attention. His French background and technique give him a full understanding of “Suite” – combine these qualities and add presence, musicality and beautiful lines, mix them on a stage while slowly adding the music of Edouard Lalo and you’ll have what just delighted me and the audience on the last November 30th in “Thème varié”.
A beautiful performance by a very gifted and very sensual dancer. Bravo, Monsieur Forabosco.
Copyright: Wiener Staatsoper
After the first intermission another “jewel” by the Swedish choreographer Nils Christe. Inventive work to a very difficult music from Bohuslav Martinu – really VERY difficult.
Two of the dancers which had just only been on stage in “Suite” were again on stage. Much energy required after the technically demanding “

Copyright: Wiener Staatsoper
Copyright: Wiener Staatsoper
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Above Eno Peçi & Ketevan Papaya as well as Misha Sosnovischi in “Nightfall”.
Unfortunately the evening came to an end with “L’Arlésienne” (below) which I consider a boring ballet, a big bore really – as many others from Roland Petit.
This choreography does not appeal to me at all. And the evening should have started and not finished with it.
But this review is coming to an end and I would like to dedicate to the Prima-Ballerina Cristina Martinelli, who danced (the full version of “Suite en Blanc” for the firsttime in Brazil) at the "Adage". Unfortunately the only time it was ever shown in Brazil, at Rio de Janeiro’s “Theatro Municipal”, her artistic home for many, many years... During which she reigned as Brazil's "Majesty"!
Cristina Martinelli's private collection.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Cristina Martinelli: bailarina BRASILEIRA
Em qualquer lugar da nossa mente sempre existirão momentos, pessoas, acontecimentos que nos marcaram profundamente, eternamente, até o final de nossas vidas e quem sabe talvez até além delas!
Um filme que nos emocionou, um poema que disse tudo que estávamos pensando naquele momento, uma música que nos levou em suas asas para bosques encantados ou Noruegas de intermináveis fjordes, um momento de pura dança...
Minha vida, Graças a Deus, é até hoje povoada e pontuada por estes preciosos momentos. Sou extremamaente grato por sua existencia… como se fossem uma espécie de “ponte” de um acontecimento para o outro… Ponte esta que me leva aos momentos nos quais me sinto realmente e totalmente vivo.
Muitas vezes a “ponte” se torna muito longa e passar por ela demora muito… como se estivesse cruzando a ponte Rio-Niterói a pé durante um perídodo de 42 graus. Estas são as épocas as quais literalmente me refiro como “os desertos da minha vida”.
Mas, de repente, quando menos espero, e como que por um passe de mágica, a ponte torna-se curta, as distancias diminuem e eu presencio de olhos arregalados e alma aberta e receptiva “aquela” apresentação de Ballet, “aquela” interpretação de um certo pianista, “aquele” desempenho de um tal ator, “aqueles traços e cores” de um desenho reencontrado, “aquela” simplicidade de um esquecido verso, “aqueles” acordes que tocam até o fundo do meu coração e o rasgam... E como estes momentos fazem bem.
Deles vivo.
Sim.
Não é “por mero acaso” que me lembro e descrevo aqui um “momento” que se alongou para mim por muitos anos, enquanto eu ainda morava no Rio de Janeiro.
Não sei mais em qual Ballet ou Gala ou dia assisti a fantástica Cristina Martinelli, sua arte e sua aura pela primeira vez… Sei porém muito bem que um “momento” transformou-se numa grande admiração, num fascínio artístico e intelectual, numa onda quinestésica que, anos depois, teve sua mutação numa profunda amizade que até hoje nos une.
Cristina Martinelli era “A” musa de um vasto publico que não deixava de seguí-la, apreciá-la, prestigiá-la e até cultuá-la. Sim, pensando que o “Theatro” era o nosso “templo das Artes” não existe melhor palavra para descrever a força desta sacerdotisa da Arte, da Dança. Figura pública cultuadíssima ela era ao mesmo tempo, em termos de dança, a Sacerdotisa e o Ídolo. Incrível esta dualidade. Só mesmo muito talento pode fazer isto possível.
(acima Cristina Martinelli no camarim, esperando sua entrada como Odille – o cisne negro – e seu precioso tutu – obra prima da costura e do figurino brasileiro dos anos 70)
Não gosto de usar palavras como “fãs” quando me refiro à Cristina. Os “seus” eram mais do que esta palavra pode sugestionar. Os "seus" seriam mais apropriadamente descritos como “seguidores” ou como se diria em ingles: a following!
E que “huge following”.
Coisas assim já não existem… talvez no Metropolitan, no Covent Garden, na Ópera de Paris… mas este “nível” de seguidores já não é visto há muito no nosso Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Estamos falando de outras épocas, nas quais ainda não existiam as “Angelas Marias” da dança. Nota: não estou ofendendo Angela Maria, refiro-me apenas à épocas nas quais ainda se entendia de técnica e dança, ballet clássico aqui. O Brasil não tinha ainda passado a este nível popular que elege suas “rainhas do ballet” por outros motivos que são completamente alheios à verdadeira apreciação da dança clássica e do entendimento desta (Tenho porém que adicionar que Cecília Kerche NÃO pertence à esta lista. Maravilhosa bailarina!).
Nas épocas em que o poder da “Media” era bem mais contido, tenho a impressão de ter presenciado mentalidades mais sábias, intelectos mais despertos e muito mais aguçados, críticos com mais conhecimento, mais cultura…
Ainda não existiam no Brasil (e na Europa, como a linda Rosane Maia - a Branca - que nao mais está entre nós uma vez me disse) “marquizes com nomes iluminados em letras de neon”.
Existia simplesmente só “propaganda” bonita e culta: amigos se recomendavam certas peças, certos espetáculos, certos artistas… críticas escritas por pessoas “sem filiações partidárias” (ou até outros interesses mais mesquinhos) eram objeto de análise, discussões, questionamentos e, até, tertúlias…
(acima Cristina Martinelli como Odette – o cisne branco – e seu tutu, outra preciosidade da costura e do figurino brasileiro dos anos 70)
Mas os tempos passaram e o poder da “Media” tornou-se incontrolável… Como o Monstro de Frankenstein ou como a florista, Eliza Dollitle, de “My fair Lady”: O criador perde o controle sobre o próprio monstro, sobre sua própria criação… Isto, adicionado à (já conhecida) curta memória no nosso País (Sim, mais uma afirmação sobre a existencia de uma certa amnésia cultural reinante no Brasil) é muito triste.
Não posso de deixar de mencionar uma frase de Ivan Lins que bem retrata esta situação:
“O Brasil é um país que esquece a sua história a cada 15 anos”.
Precisamente ele fez uma síntese, em poucas palavras, de um dos mais graves problemas culturais do Brasil.
Por todos estes motivos me alegrei muito com uma “luz que vi no horizonte”. Há pouco tempo atrás, exatamente a partir do dia 15 de outubro, foi organizada uma linda exposição “Jóias do Ballet Brasileiro” em Joinville em honra de algumas Bailarinas brasileiras. Organizada de forma bonita e profissional por Darling Quadros a exposição convidou para sua abertura não só Cristina Martinelli mas também a maravilhosa Nora Esteves.
As duas "embaixadoras do Ballet" representaram o resto das bailarinas homenageadas.
(Cristina Martinelli e Nora Esteves)
Um Bonito encontro de gerações da “dança” e como um rapaz chamado Marcio Nascimento muito bem colocou no Facebook: “linda Musa da dança classica! A brasileirissima Cristina Martinelli! Crianças; estudem história da dança e conheçam nossos monstros sagrados ...”. Bravo, Marcio! Muito bem expressado!
E quantas estórias para estas gerações mais joven descobrirem… como quando o Bailarino da Ópera de Paris, o alemão Michaël Denard lhe disse: “Quero ver voce dançando o Lago dos Cisnes” (e com isso ele se referia aos papéis de Odette/Odille que foram imortalizados por ela e não aos maravilhosos solos que a jovem Martinelli estava dançando naquela estação). O desejo de Denard tornou-se realidade… para o nossa felicidade e grande sorte!
Na exposição os “Tutus” (todos em fotos acima) de Cristina Martinelli tiveram um destaque especial, foram os únicos a serem colocados com proteção, atrás de vidros, por serem jóias preciosas dos anos 70. Os dois tem um significado incrível para todos que realmente entendem e amam o Ballet no Brasil… Lembranças de épocas de muita classe… Também preciosos são os adereços por ela usados e gentilmente emprestados para a exposição. Como, por exemplo, as sapatilhas que usou como criança, o adereço de cabeça do "Cisne branco" e os brincos que usou como “Marie Taglioni” em “Pas de Quatre” (na foto abaixo à direita) mas esta já é uma nova estória, uma nova “Tertúlia”.
“Trocando em miúdos”: Quem se lembra de nomes (só para citar alguns) como Bertha Rosanova, Aldo Lotufo, Maria Angélica, David Dupré, Sandra Dieken, Eliana Caminada, Rosangela Calheiros, Heliana Pantoja, Rogerio Schubach? De "Mestres" como Eric Waldo e Eugenia Feodorova? E de uma gerações mais novas e de nomes como Rodolfo Rau? E dos nossos maravilhosos maestros, cenógrafos, coreógrafos, figurinistas? Quem se lembra das belas produções teatrais que tivemos – desde “Combate” e “Giselle” (também dançados por Cristina Martinelli) à produção maravilhosa de “Vestido de Noiva” no teatro do BNH na qual atrizes, hoje em dia práticamente esquecidas como Camila Amado, Norma Benguell e Maria Cláudia – grande mulher – brilharam como diamantes? (Detalhe: “Vestido de Noiva” foi encenado pela primeira vez no Theatro Municipal por Ziembinsky… Mas quem se lembra de Ziembinsky?). E em termos de música popular : Há quanto tempo, afinal, vocês não vêm Francis Hime, João Bosco, Claudete Soares, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Doris Monteiro, Leny Andrade e tantos outros veteranos em programas da TV?
Cristina Martinelli, fique orgulhosa: voce está em grande companhia!
Mesmo assim: pobre,triste Brasil... Brasil cheio de amnésia...
Mas ainda existem homenagens "Hollywoodianas" com posters dos tamanhos dos Outdoors da nossa infancia (Lembram do "Metro Passeio"?) Por que? Porque o povo ainda necessita ver seus verdadeiros astros e estrelas!
Sim, precisamos das Martinellis, dos Cisnes da vida!
Temos muito que dizer, conversar, tertuliar sobre esta grande artista, sobre esta maravilhosa intérprete e grande personalidade que – infelizmente - não ocupa o espaço que merecidamente deveria ser seu dentro do cenário cultural brasileiro…
Como Ivan Lins disse: “O Brasil é um país que esquece a sua história a cada 15 anos”.
Vamos tentar mudar isso?
Pelo que li no facebook Cecilia Kerche, grande bailarina, foi a única das bailarinas homenageadas, que deu seus parabéns à Cristina Martinelli. Meus parabéns para voce, Cecília! Não só uma grande bailarina mas também uma bonita, forte personalidade!
Deixo, com vossa permissão, esta “Tertúlia” de hoje em aberto… e só faço uma pergunta: Não seria um enriquecimento para o nosso povo se pessoas como Cristina Martinelli pudessem passar seus ricos conhecimentos para novas gerações? Como faz a Ópera de Paris, o Covent Garden, o ABT, o New York City Ballet? De geração em geração…
Tertúlia aberta para uma discussão…
Willkommen....
Um filme que nos emocionou, um poema que disse tudo que estávamos pensando naquele momento, uma música que nos levou em suas asas para bosques encantados ou Noruegas de intermináveis fjordes, um momento de pura dança...
Minha vida, Graças a Deus, é até hoje povoada e pontuada por estes preciosos momentos. Sou extremamaente grato por sua existencia… como se fossem uma espécie de “ponte” de um acontecimento para o outro… Ponte esta que me leva aos momentos nos quais me sinto realmente e totalmente vivo.
Muitas vezes a “ponte” se torna muito longa e passar por ela demora muito… como se estivesse cruzando a ponte Rio-Niterói a pé durante um perídodo de 42 graus. Estas são as épocas as quais literalmente me refiro como “os desertos da minha vida”.
Mas, de repente, quando menos espero, e como que por um passe de mágica, a ponte torna-se curta, as distancias diminuem e eu presencio de olhos arregalados e alma aberta e receptiva “aquela” apresentação de Ballet, “aquela” interpretação de um certo pianista, “aquele” desempenho de um tal ator, “aqueles traços e cores” de um desenho reencontrado, “aquela” simplicidade de um esquecido verso, “aqueles” acordes que tocam até o fundo do meu coração e o rasgam... E como estes momentos fazem bem.
Deles vivo.
Sim.
Não é “por mero acaso” que me lembro e descrevo aqui um “momento” que se alongou para mim por muitos anos, enquanto eu ainda morava no Rio de Janeiro.
Não sei mais em qual Ballet ou Gala ou dia assisti a fantástica Cristina Martinelli, sua arte e sua aura pela primeira vez… Sei porém muito bem que um “momento” transformou-se numa grande admiração, num fascínio artístico e intelectual, numa onda quinestésica que, anos depois, teve sua mutação numa profunda amizade que até hoje nos une.
Cristina Martinelli era “A” musa de um vasto publico que não deixava de seguí-la, apreciá-la, prestigiá-la e até cultuá-la. Sim, pensando que o “Theatro” era o nosso “templo das Artes” não existe melhor palavra para descrever a força desta sacerdotisa da Arte, da Dança. Figura pública cultuadíssima ela era ao mesmo tempo, em termos de dança, a Sacerdotisa e o Ídolo. Incrível esta dualidade. Só mesmo muito talento pode fazer isto possível.
(acima Cristina Martinelli no camarim, esperando sua entrada como Odille – o cisne negro – e seu precioso tutu – obra prima da costura e do figurino brasileiro dos anos 70)
Não gosto de usar palavras como “fãs” quando me refiro à Cristina. Os “seus” eram mais do que esta palavra pode sugestionar. Os "seus" seriam mais apropriadamente descritos como “seguidores” ou como se diria em ingles: a following!
E que “huge following”.
Coisas assim já não existem… talvez no Metropolitan, no Covent Garden, na Ópera de Paris… mas este “nível” de seguidores já não é visto há muito no nosso Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Estamos falando de outras épocas, nas quais ainda não existiam as “Angelas Marias” da dança. Nota: não estou ofendendo Angela Maria, refiro-me apenas à épocas nas quais ainda se entendia de técnica e dança, ballet clássico aqui. O Brasil não tinha ainda passado a este nível popular que elege suas “rainhas do ballet” por outros motivos que são completamente alheios à verdadeira apreciação da dança clássica e do entendimento desta (Tenho porém que adicionar que Cecília Kerche NÃO pertence à esta lista. Maravilhosa bailarina!).
Nas épocas em que o poder da “Media” era bem mais contido, tenho a impressão de ter presenciado mentalidades mais sábias, intelectos mais despertos e muito mais aguçados, críticos com mais conhecimento, mais cultura…
Ainda não existiam no Brasil (e na Europa, como a linda Rosane Maia - a Branca - que nao mais está entre nós uma vez me disse) “marquizes com nomes iluminados em letras de neon”.
Existia simplesmente só “propaganda” bonita e culta: amigos se recomendavam certas peças, certos espetáculos, certos artistas… críticas escritas por pessoas “sem filiações partidárias” (ou até outros interesses mais mesquinhos) eram objeto de análise, discussões, questionamentos e, até, tertúlias…
(acima Cristina Martinelli como Odette – o cisne branco – e seu tutu, outra preciosidade da costura e do figurino brasileiro dos anos 70)
Mas os tempos passaram e o poder da “Media” tornou-se incontrolável… Como o Monstro de Frankenstein ou como a florista, Eliza Dollitle, de “My fair Lady”: O criador perde o controle sobre o próprio monstro, sobre sua própria criação… Isto, adicionado à (já conhecida) curta memória no nosso País (Sim, mais uma afirmação sobre a existencia de uma certa amnésia cultural reinante no Brasil) é muito triste.
Não posso de deixar de mencionar uma frase de Ivan Lins que bem retrata esta situação:
“O Brasil é um país que esquece a sua história a cada 15 anos”.
Precisamente ele fez uma síntese, em poucas palavras, de um dos mais graves problemas culturais do Brasil.
Por todos estes motivos me alegrei muito com uma “luz que vi no horizonte”. Há pouco tempo atrás, exatamente a partir do dia 15 de outubro, foi organizada uma linda exposição “Jóias do Ballet Brasileiro” em Joinville em honra de algumas Bailarinas brasileiras. Organizada de forma bonita e profissional por Darling Quadros a exposição convidou para sua abertura não só Cristina Martinelli mas também a maravilhosa Nora Esteves.
As duas "embaixadoras do Ballet" representaram o resto das bailarinas homenageadas.
(Cristina Martinelli e Nora Esteves)
Um Bonito encontro de gerações da “dança” e como um rapaz chamado Marcio Nascimento muito bem colocou no Facebook: “linda Musa da dança classica! A brasileirissima Cristina Martinelli! Crianças; estudem história da dança e conheçam nossos monstros sagrados ...”. Bravo, Marcio! Muito bem expressado!
E quantas estórias para estas gerações mais joven descobrirem… como quando o Bailarino da Ópera de Paris, o alemão Michaël Denard lhe disse: “Quero ver voce dançando o Lago dos Cisnes” (e com isso ele se referia aos papéis de Odette/Odille que foram imortalizados por ela e não aos maravilhosos solos que a jovem Martinelli estava dançando naquela estação). O desejo de Denard tornou-se realidade… para o nossa felicidade e grande sorte!
Na exposição os “Tutus” (todos em fotos acima) de Cristina Martinelli tiveram um destaque especial, foram os únicos a serem colocados com proteção, atrás de vidros, por serem jóias preciosas dos anos 70. Os dois tem um significado incrível para todos que realmente entendem e amam o Ballet no Brasil… Lembranças de épocas de muita classe… Também preciosos são os adereços por ela usados e gentilmente emprestados para a exposição. Como, por exemplo, as sapatilhas que usou como criança, o adereço de cabeça do "Cisne branco" e os brincos que usou como “Marie Taglioni” em “Pas de Quatre” (na foto abaixo à direita) mas esta já é uma nova estória, uma nova “Tertúlia”.
“Trocando em miúdos”: Quem se lembra de nomes (só para citar alguns) como Bertha Rosanova, Aldo Lotufo, Maria Angélica, David Dupré, Sandra Dieken, Eliana Caminada, Rosangela Calheiros, Heliana Pantoja, Rogerio Schubach? De "Mestres" como Eric Waldo e Eugenia Feodorova? E de uma gerações mais novas e de nomes como Rodolfo Rau? E dos nossos maravilhosos maestros, cenógrafos, coreógrafos, figurinistas? Quem se lembra das belas produções teatrais que tivemos – desde “Combate” e “Giselle” (também dançados por Cristina Martinelli) à produção maravilhosa de “Vestido de Noiva” no teatro do BNH na qual atrizes, hoje em dia práticamente esquecidas como Camila Amado, Norma Benguell e Maria Cláudia – grande mulher – brilharam como diamantes? (Detalhe: “Vestido de Noiva” foi encenado pela primeira vez no Theatro Municipal por Ziembinsky… Mas quem se lembra de Ziembinsky?). E em termos de música popular : Há quanto tempo, afinal, vocês não vêm Francis Hime, João Bosco, Claudete Soares, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Doris Monteiro, Leny Andrade e tantos outros veteranos em programas da TV?
Cristina Martinelli, fique orgulhosa: voce está em grande companhia!
Mesmo assim: pobre,triste Brasil... Brasil cheio de amnésia...
Mas ainda existem homenagens "Hollywoodianas" com posters dos tamanhos dos Outdoors da nossa infancia (Lembram do "Metro Passeio"?) Por que? Porque o povo ainda necessita ver seus verdadeiros astros e estrelas!
Sim, precisamos das Martinellis, dos Cisnes da vida!
Temos muito que dizer, conversar, tertuliar sobre esta grande artista, sobre esta maravilhosa intérprete e grande personalidade que – infelizmente - não ocupa o espaço que merecidamente deveria ser seu dentro do cenário cultural brasileiro…
Como Ivan Lins disse: “O Brasil é um país que esquece a sua história a cada 15 anos”.
Vamos tentar mudar isso?
Pelo que li no facebook Cecilia Kerche, grande bailarina, foi a única das bailarinas homenageadas, que deu seus parabéns à Cristina Martinelli. Meus parabéns para voce, Cecília! Não só uma grande bailarina mas também uma bonita, forte personalidade!
Deixo, com vossa permissão, esta “Tertúlia” de hoje em aberto… e só faço uma pergunta: Não seria um enriquecimento para o nosso povo se pessoas como Cristina Martinelli pudessem passar seus ricos conhecimentos para novas gerações? Como faz a Ópera de Paris, o Covent Garden, o ABT, o New York City Ballet? De geração em geração…
Tertúlia aberta para uma discussão…
Willkommen....
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