Mostrando postagens com marcador Ball Lucille. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ball Lucille. Mostrar todas as postagens
domingo, 27 de julho de 2014
Auntie Mame: Life is a banquet
“Um clássico perdido”, como hoje em dia este livro é mencionado…
Já há muito tempo penso em escrever sobre este tema… mas não conseguia me decidir COMO, já que ele se diversifica em tantos outros… “Auntie Mame”, o livro, o personagem, a peça de teatro, o filme, Rosalind Russell, Angela Lansbury, Bea Arthur, Lucille Ball e, acima de tudo, Patrick Dennis (Edward Everett Tanner III, 1921-1976, o maravilhoso, “flamboyant”, genial autor!).
Para ser muito sincero ainda não sei ao certo onde e como realmente começar…
Me ocorre porém que, ao redescobrir o livro “Auntie Mame” há alguns anos (Graças a Deus este título foi redescoberto e “tirado do fundo do baú” para ser mais uma vez publicado!) não só o “devorei” como também o presenteei a vários amigos.
Uma destas pessoas (uma alemã, daquelas "estacionadas” em 1968), que infelizmente tem aquele tipo de “postura” literária “cliché” que tenta se definir como “muito aproximada a um certo intelectualismo”, torceu o nariz e me deu a entender que não o tinha lido até o final… Uma pena – para ela - , pois perdeu uma das melhores oportunidades de ler “uma lição de vida” regada ao molho de bom-humor, positivismo, felicidade, diversão e “chic”. E isto por causa de seu preconceito. Exatamente uma das coisas que Mame Dennis mais detestava na vida…
Sim. Mas, porque este cliché que filosofia só pode ser pensada, respirada e articulada por caras lavadas como, por exemplo, Simone de Beauvoir? Ora… não machuca ninguém ser mais aberto para outras facetas da vida… E é esta a real filosofia de Mame Dennis: Life is a banquet and most poor sons-of-bitches are starving to death!!!!
Mame Dennis, “filha” da era da depressão, é um dos personagens mais deliciosos da literatura Americana – uma glamourosa, energética, incansável socialite (descrita por Patrick Dennis como “intoxicatingly perfumed”; ela considerava as 9:00 hs da manhã como “o meio da noite”), que luta batalhas não só pela felicidade mas também por justiça social e contra os preconceitos da chamada “classe média”… Uma delícia!
Patrick Dennis narra a estória e nos fala de imortais personagens como Vera Charles, Agnes Gooch, Ito, Mr. Babcock e Beauregard Jackson Pickett Burnside… Esta foi a razão do porque deste livro ter sido recusado por 19 editores… Não “se narrava” um livro… Depois de publicado em 1956 “Auntie Mame” esteve por dois anos na lista dos best-sellers do New York Times, junto com “Guestward, Ho!” e “The loving couple”, trasformando assim Dennis no primeiro autor a ter tres livros ao mesmo tempo nesta lista. Por sinal: a primeira edição de “Auntie Mame” vendeu mais de 2 milhões de exemplares transformando-o, da noite para o dia, num milionário!
Muitos sucessos vieram – inclusive “Little me” (uma deliciosa biografia sobre uma péssima atriz – de certa forma muito próxima à imagem de Zsa Zsa Gabor) que como “Mame” se transformaria num musical da Broadway. Mas, um dia Dennis saiu de moda, separou-se de sua família assumindo sua homossexualidade, perdeu toda sua mal-administrada fortuna, caiu na obscuridade e acabou sua vida trabalhando como mordomo, inclusive para a família Ray Kroc (fundador do McDonald’s). Dennis comentou uma vez sériamente: “I would rather serve these people than have to talk to them” (Prefiro servir estas pessoas do que ter que conversar com elas).
Dennis, que havia (mais uma vez) assumido um novo pseudonimo, Edwards, havia se desfeito de todos seus bens materiais, mantendo consigo sómente um original de “Vanity Fair” de Thackeray, um volume de “Etiquette” de Emily Post (!?!) e um dicionário para “Palavras-Cruzadas”. “Estou embarcando no que sera provávelmente a melhor carreira que já tive”, disse na época.
Hoje em dia Dennis, com esta “resurreição” dos últimos anos, é considerado como uma espécie de “Noël Coward Americano” (apesar de eu não gostar deste tipo de comparações).
O personagem Mame Dennis foi criado como um “espírito livre” que mostra ao seu sobrinho como viver a vida ao máximo… e neste processo ela inclúi lições nada ortodoxas (o próprio Dennis tirou um dia seus filhos da escola e levou-os para assistir o “Folies Bérgère” dizendo para sua professora: “Eles aprenderão mais comigo”). Por este e vários outros motivos é mais do que óbvio que, apesar de várias Senhoras da família de Dennis terem clamado ser “a inspiração para Mame Dennis”, a deliciosa tia não é ninguém menos ou mais do que o alter ego do próprio Patrick Dennis.
A (também) deliciosa Rosalind Russell deu vida à Mame no palco da Broadway em 1956 – e seguiu para Hollywood para mais uma vez entrar na alma da sua criação no filme que mais renda deu em 1958. Para mim Roz Russell é a eterna Mame, sua mais pura personificação.
Em 1966 o musical “Mame” foi criado para Angela Lansbury que teve que ceder seu lugar para Lucille Ball no homonimo filme de 1974. O início dos anos 70 não era realmente o solo mais fecundo para a personalidade de Mame Dennis, não depois de “Hair”e Woodstock – mesmo assim “Mame” foi um grande sucesso de bilheteria… apesar da crítica não ter sido nada gentil com “Lucy”.
Comparando porém as “Mames” de Russell e Ball (em celulóide) nota-se uma diferença crucial: Russell é “Comédia sotisficada” até debaixo das unhas do pé, Ball é mais “Pastelão”… Mesmo assim, cada filme tem suas virtudes e em ambos a mensagem principal existe: LIVE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Abaixo Roz no palco e num still publicitário do filme. Abusando do direito de ser charmosa...
Finalizo esta “Tertúlia” com duas exclamações feitas sobre Dennis. A primeira de Matteo Codignola da Editora italiana “Adelphi”: “Uma das razões do seu (“Auntie Mame”) sucesso é a sua clara mensagem – Não tem que se viver como ovelhas de um rebanho. Voce pode reinventar sua vida. Ela pode ser bizarra e livre, e um pouco mais aprazível“.
A segunda de seu filho Michael Tanner (1956): „Ele (Dennis) queria ser uma pessoa convencional… e ele simplesmente não era“.
Assim como Auntie Mame… Life is a Banquet!
Marcadores:
Ball Lucille,
Broadway,
Dennis Patrick,
Hollywood,
Lansbury Angela,
musicals,
Russell Rosalind
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Tempos de emoção: The final Take... Thanks, George!
"Love Walked In" é uma canção de George e Ira Gershwin composta em 1930…
Ira, escreveu a letra sómente em 1937, para o musical de 1938 “The Goldwyn Follies”, filme “esquecível”, não tivesse duas obras-primas musicais, que contava com a participação de Vera Zorina, na época esposa de George Balanchine, o boneco Charlie MacCarthy que era o objeto do ventriloquista Edgar Bergen – pai da famosa Candice Bergen.
…e as maravilhosas “Goldwyn Girls”, que durante os anos de sua existencia como “coro fixo” para Goldwyn incluíram nomes (que na, cinematográfica, mas pura tradição “Zeigfeldiana”, iam e vinham) como Lucille Ball, Virginia Bruce, Paulette Goddard, Betty Grable, Virginia Grey, Virginia Mayo, Marjorie Reynolds, Ann Sothern e Jane Wyman.
“Love walked in” foi instrumento de muita veneração para muitos cantores e “Band-leaders”. De Bing Crosby à Ella Fitzgerald, de Dinah Shore à incrível Maureen MacGovern, de Sarah Vaughan a Louis Armstrong, de Artie Shaw a Tommy Dorsey…
Hoje, para encerrar a série “Tempos de emoção”, o início da parte final de “ ‘s wonderful” com todo o cast (Maureen MacGovern, Greg Burgge, Madeline Kahn, Julia Migenes, Leonard Bernstein, Christopher Walken – só para citar alguns), que nos presenteia com toda a emoção de uma maravilhosa homenagem aos 50 anos de morte de George Gershwin.
“Love is here to stay”, o último trabalho conjunto de George e Ira Gershwin, foi também composto para “The Goldywn Follies”. George terminou a música para morrer logo depois. Seu irmão, Ira, escreveu a letra póstumamente o que deu um toque de tristeza e de extrema eternidade a esta canção… Diz "a lenda" que Oscar Levant, grande pianista e amigo pessoal ds Gershwin desde a infancia, terminou a parte musical pois George não a teria terminado...
Originalmente chamada “Our love is here to stay” ela foi patenteada como “Love is here to stay”. Ira pensou durante anos em mudar seu nome de volta mas acabou desistindo pois a canção já tinha transformado-se num Standard do “American Songbook”.
O mais ironico de tudo isso é que para nós a canção é hoje conhecida como “Our Love is here to stay”, como no seu título original.
Eternizada por Gene Kelly e Leslie Caron às margens do Sena em “An american in Paris” (1951) e por muitos outros intérpretes, ela é composta de profunda, direta sentimentalidade:
Musicalmente uma obra-prima sincera, sensível , de extrema simplicidade, ela contém um dos textos mais inspirados e ricos de Ira Gershwin…
It's very clear
Our love is here to stay ;
Not for a year
But ever and a day.
The radio and the telephone
And the movies that we know
May just be passing fancies,
And in time may go !
But, oh my dear,
Our love is here to stay.
Together we're
Going a long, long way
In time the Rockies may crumble,
Gibraltar may tumble,
There're only made of clay,
But our love is here to stay.
Aqui, o fabuloso Bobby Short num (também inspirado) momento em “ ‘s wonderful”, Show de 1987 do qual já mostrei várias partes aqui…
Porém…
…antes de acabar, gostaria de citar algumas palavras de George, que não costumava fazer grandes “statements” sobre seu trabalho – já que sua verdadeira linguagem era a música:
"True music … must reflect the thought and aspirations of the people and time. My people are Americans. My time is today."
Nos resta sómente dizer a George um “Obrigado” por todas estas maravilhas, todos estes “Tempos de emoção", que compos durante sua tão curta vida.
Não houvesse voce existido, que profunda falta sua música faria em nossas vidas, em nossas existencias.
Voce É fundamental e essencial!
Do fundo do coração, George: Our love is here to stay!
Ira, escreveu a letra sómente em 1937, para o musical de 1938 “The Goldwyn Follies”, filme “esquecível”, não tivesse duas obras-primas musicais, que contava com a participação de Vera Zorina, na época esposa de George Balanchine, o boneco Charlie MacCarthy que era o objeto do ventriloquista Edgar Bergen – pai da famosa Candice Bergen.
…e as maravilhosas “Goldwyn Girls”, que durante os anos de sua existencia como “coro fixo” para Goldwyn incluíram nomes (que na, cinematográfica, mas pura tradição “Zeigfeldiana”, iam e vinham) como Lucille Ball, Virginia Bruce, Paulette Goddard, Betty Grable, Virginia Grey, Virginia Mayo, Marjorie Reynolds, Ann Sothern e Jane Wyman.
“Love walked in” foi instrumento de muita veneração para muitos cantores e “Band-leaders”. De Bing Crosby à Ella Fitzgerald, de Dinah Shore à incrível Maureen MacGovern, de Sarah Vaughan a Louis Armstrong, de Artie Shaw a Tommy Dorsey…
Hoje, para encerrar a série “Tempos de emoção”, o início da parte final de “ ‘s wonderful” com todo o cast (Maureen MacGovern, Greg Burgge, Madeline Kahn, Julia Migenes, Leonard Bernstein, Christopher Walken – só para citar alguns), que nos presenteia com toda a emoção de uma maravilhosa homenagem aos 50 anos de morte de George Gershwin.
“Love is here to stay”, o último trabalho conjunto de George e Ira Gershwin, foi também composto para “The Goldywn Follies”. George terminou a música para morrer logo depois. Seu irmão, Ira, escreveu a letra póstumamente o que deu um toque de tristeza e de extrema eternidade a esta canção… Diz "a lenda" que Oscar Levant, grande pianista e amigo pessoal ds Gershwin desde a infancia, terminou a parte musical pois George não a teria terminado...
Originalmente chamada “Our love is here to stay” ela foi patenteada como “Love is here to stay”. Ira pensou durante anos em mudar seu nome de volta mas acabou desistindo pois a canção já tinha transformado-se num Standard do “American Songbook”.
O mais ironico de tudo isso é que para nós a canção é hoje conhecida como “Our Love is here to stay”, como no seu título original.
Eternizada por Gene Kelly e Leslie Caron às margens do Sena em “An american in Paris” (1951) e por muitos outros intérpretes, ela é composta de profunda, direta sentimentalidade:
Musicalmente uma obra-prima sincera, sensível , de extrema simplicidade, ela contém um dos textos mais inspirados e ricos de Ira Gershwin…
It's very clear
Our love is here to stay ;
Not for a year
But ever and a day.
The radio and the telephone
And the movies that we know
May just be passing fancies,
And in time may go !
But, oh my dear,
Our love is here to stay.
Together we're
Going a long, long way
In time the Rockies may crumble,
Gibraltar may tumble,
There're only made of clay,
But our love is here to stay.
Aqui, o fabuloso Bobby Short num (também inspirado) momento em “ ‘s wonderful”, Show de 1987 do qual já mostrei várias partes aqui…
Porém…
…antes de acabar, gostaria de citar algumas palavras de George, que não costumava fazer grandes “statements” sobre seu trabalho – já que sua verdadeira linguagem era a música:
"True music … must reflect the thought and aspirations of the people and time. My people are Americans. My time is today."
Nos resta sómente dizer a George um “Obrigado” por todas estas maravilhas, todos estes “Tempos de emoção", que compos durante sua tão curta vida.
Não houvesse voce existido, que profunda falta sua música faria em nossas vidas, em nossas existencias.
Voce É fundamental e essencial!
Do fundo do coração, George: Our love is here to stay!
sábado, 3 de março de 2012
Um "ícone" da Arte gráfica: Olhos & Bocas...
Lembrando-me um dia desses da falecida atriz bahiana Isabela (A “Capitú” de 1967 de Sarraceni) , recordei-me que ela uma vez contou-me que tinha sido a criadora da expressão “Caras e Bocas”. Só que na época, ainda em Salvador, ela se referia à “carinhas e boquinhas”… Bem, não é relevante se isto é verdade ou não. Tenho porém que confessar este pensamento me levou a vários pensamentos e de volta à uma maravilhosa, eterna capa do “Vogue” dos anos 50.
Do ícone de um “Chic” que hoje em dia quase não mais existe…
…à forma como ele influenciou Hollywood.
Como por exemplo neste memorável «Still» de Judy Garland em «A Star is born» (1954), no qual ela mesma, simbólicamente, exclui o resto do seu rosto para "O" Close-Up da cena que está "atuando" para James Mason...
ou até neste “Portrait” de Lucille Ball, nossa queridíssima «Lucy Ricardo».
Isto tudo sem pensar nas capas de CDs de Callas (um apanhado geral de sua carreira) e livro de receitas criados há poucos anos…
Mas este “ícone da Arte gráfica” talvez tenha sido imortalizado de forma mais decisiva no filme “Funny Face” (20th Century Fox, 1957) com a ajuda fotográfica de um verdadeiro “ícone da fotografia” Richard Avedon…
…o que não só diz respeito à cena na qual Fred fotografa Audrey e sua “Funny face”. Assistam a abertura do filme…
Do ícone de um “Chic” que hoje em dia quase não mais existe…
…à forma como ele influenciou Hollywood.
Como por exemplo neste memorável «Still» de Judy Garland em «A Star is born» (1954), no qual ela mesma, simbólicamente, exclui o resto do seu rosto para "O" Close-Up da cena que está "atuando" para James Mason...
ou até neste “Portrait” de Lucille Ball, nossa queridíssima «Lucy Ricardo».
Isto tudo sem pensar nas capas de CDs de Callas (um apanhado geral de sua carreira) e livro de receitas criados há poucos anos…
Mas este “ícone da Arte gráfica” talvez tenha sido imortalizado de forma mais decisiva no filme “Funny Face” (20th Century Fox, 1957) com a ajuda fotográfica de um verdadeiro “ícone da fotografia” Richard Avedon…
…o que não só diz respeito à cena na qual Fred fotografa Audrey e sua “Funny face”. Assistam a abertura do filme…
Marcadores:
Astaire Fred,
Avedon Richard,
Ball Lucille,
Callas,
Fotografia,
Garland Judy,
Hepburn Audrey,
Hollywood
segunda-feira, 9 de maio de 2011
REMEMBERING: the outrageous Tallulah Bankhead
Tallulah Bankhead, que maravilha... Alguém aqui conhece "Lifeboat" de Hitchcock?
Uma personalidade "larger than life". Nao é por menos que Bette Davis inspirou-se tao menuciosamente nesta "imagem cliche" de atriz... Bette, como Margot Channing (A Malvada/ All about Eve, 1950) nao só usou o mesmo corte de cabelo de Tallulah na época como "usou e abusou" de bourbon, cigarettes e escova de cabelo durante o filme - os "essenciais" de Tallulah...
Tallulah, às vezes até mais conhecida pelos seus depoimentos do que realmente pela sua arte... bem, pelo menos para nós que nao tivemos a oportunidade de ve-la brilhando nos palcos da Broadway como, por exemplo, em "The skin of our teeth" de Thorton Wilder ou "The little foxes" de Lillian Hellmann, entre outras, por causa de duas "technicalities" chamadas "tempo" e "geografia"...
Aqui algumas de suas inesquecíveis exclamacoes:
* If I had to live my life again, I'd make the same mistakes, only sooner.
* It's the good girls who keep diaries, the bad girls never have the time.
Uma de suas mais "gostosas" exclamacoes, aconteceu porém quando, durante uma festa numa roda muito animada, ela, foi informada que cocaína "viciava"... uma indignada Tallulah, para quem esta opcao era incogitável, respondeu: "This is absolutely ridiculous. I should know it, I've been taking it since years!".
Porém, para mim, a estória mais "talluliana" que conheco foi-me contada um dia em N.Y.por "alguém que conheceu alguém, que foi sobrinho de um amigo de alguém que teve como conhecido a ex noiva de um futuro jornalista" (nota da redacao: nao sabe-se porém o que aconteceu com o dito jornalista).
Tallulah, que sempre chegava atrasada à qualquer lugar devido à sua "afeicao" à "bourbon & cigarettes", chegou também neste determinado dia muito atrasada à portaria de seu prédio na Park Ave., aonde lhe esperava este jovem futuro jornalista acima mencionado, para uma entrevista. Tallulah sofria de um problema cronico, realmente terrível, de "gases". Subindo juntos no elevador para seu apartamento, Miss Tallulah nao pode mais controlar-se... O ex-futuro jovem repórter perguntou embasbacado: "Miss Tallulah, did you fart?" Ela simplesmente repondeu sacudindo os ombros: "Of course, dahling! Or do you think that I smell like this all the time?".
Folclore? Talvez mas de qualquer forma: Bravo Tallulah!!!!! Espero que voce esteja numa versao de um American Bar, lá no céu, sempre "outrageous", aproveitando seus cigarros & bourbon e usando sua famosa escova.
Que bom que voce nao viu no que a América do Norte transformou-se... Logo voce com seus cigarros! God bless, Dahling!
P.S. Só para constar: "Miss" Tallulah fez moda da palavra "Darling" que ela, no seu sotaque sulista, pronunciava "Dahling"!
E aqui um raríssima Tallulah no "I love Lucy" com Lucille Ball, Ricky Ricardo, Ethel e Fred!!!! I love them!
">
Marcadores:
Ball Lucille,
Bankhead Tallulah,
Broadway,
Hollywood,
REMEMBERING,
West End
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A „Folhinha“, a „Sessão das Duas“ e vários filmes esquecidos.
Gostei muito quando a querida Márcia (a "Paçoca") comentou que tinha gostado da postagem „tipo Sessão da Tarde“ (Judy e Mickey dançando a „Conga“). Esta sua exclamação espontânea trouxe-me, como um presente, boas lembranças.
Remexendo em recortes velhos de jornal, artigos de revistas, programas de teatro, fotos de cinema e muitas recordações dos anos 60, 70 da „famosa caixinha“ encontrei este recorte (acho que do „Jornal do Brasil“) que, creio eu, é dos anos 70: „Star!“ com Julie Andrews foi/ é um filme que adoro – apesar de ter sido um dos maiores fracassos da história do cinema e ter catapultado a carreira de Andrews para um poço de esquecimento durante muitos anos. Um dia falaremos sobre ele.

Deixando tantas recordações passarem por minhas mãos, lembrei-me de um fato gostoso: já nos anos 60 – digamos que com uns 8, 9 anos de idade – eu „colecionava“ estes „quadradinhos“ do jornal sobre os filmes que assistia e gostava. Cliquem no recorte de jornal para ve-los. Naquela época minha principal fonte de informação cinematográfica eram os maravilhosos cinemas do Rio (vide minha postagem de 17.12.2008) e a „Sessão das Duas“ (que sempre começava atrasada) muitos anos antes de ter-se transformado na „Sessão da Tarde“. Lembro-me de uma folhinha de papel (sim só uma) na qual eu colecionava e colava (dos dois lados) estes quadradinhos com o nome do filme (muitas vezes o título original em ingles estava mal escrito, com erros), elenco, a data e uma pequena descrição da estória. Eu colava aqueles recortezinhos de jornal com todo cuidado para nem sujar nem lambusar minha preciosa folhinha importante (usando cola „Polar“, lembram? Era branca, nada parecida à „Goma arábica“ ou „Araldite“ – tirei esta agora do fundo do baú, hein?). Se penso bem, há quarenta anos atrás, aquela folhinha foi o início da minha vida de colecionador, catalogador de coisas em referencia a cinema. Meu primeiro real „Arquivo“. Naquela idade eu já era descaradamente um amante do cinema! Não mudei muito... Este "state of mind", melhor, este "Love Affair" existe até hoje. Raras vezes quando revejo um filme que não "leio" alguma coisa nova nele.

Hoje em dia tenhos meus filmes, meus DVDs (alguns vídeos ainda), CDs (Long-Plays e compactos também; nunca me desfiz deles) e ainda recortes, programas, fotos etc.etc. minuciosamente organizados e catalogados. Encontro tudo.
Mas, aqui entre nós, fiquei com saudades daquela folhinha que foi perdida. Como seria bom te-la ainda… Saudades daquela simplicidade e ingenuidade de criança. Saudades do orgulho que tinha em ter uma folhinha dos MEUS filmes prediletos. Saudades dos tempos em que cada filme de Fred & Ginger era uma emocionante surpresa e descoberta. Saudades do dia em que descobri que já tinha assitido 9 dos 10 filmes que esta dupla tinha feito e de como fiquei orgulhoso. Saudades de chegar em casa do colégio e as vezes almoçar vendo um filme (na TV „Philco“, ainda em preto-e-branco). Saudades de não entender porque todos meus amiguinhos gostavam mais de Ié-ié-ié do que das baladas de Nat „King“ Cole, das Chansons de Jacqueline François, da música de Gershwin, Cole Porter e Irving Berlin ou dos sucessos mais populares de Doris Day. Ou porque preferiam assistir „Se meu Fusca falasse“ em vez de „Cantando na Chuva“…
Lembro-me ainda de alguns recortes que enchiam aquela folhinha:
Filmes antiquíssimos - quase que invariavelmente da RKO (porque?) – alguns dos quais nunca voltei a rever, como por exemplo:
„Em Pessoa“ (In Person, RKO 1935) com Ginger Rogers - foi dificílimo encontrar uma foto deste filme,

„O Corcunda de Notre Dame“ (RKO, 1939) com Charles Laughton e Maureen O’Hara como „Esmeralda“,
„O céu é o limite“ (The Sky’s the Limit, Columbia, 1943) com Fred Astaire e Joan Leslie,
„No Teatro da Vida“ (Stage Door, RKO, 1937) um „clássico“ de Gregory LaCava com Ginger, Katherine, Ann Miller, Eve Arden, Lucille Ball entre várias outras,
„Espelho d’alma“ (Dark Mirror, 1946) no qual Olivia de Havilland interpretava gêmeas. Um bom film-noir,
„O Covil das Serpentes“ (The Snake Pit, 1948) mais uma vez Olivia, desta vez num hospício (aqui na foto com a adorável Celeste Holm),
„A Mestiça“ (Spitfire, RKO 1934) – um dos mais ridículos títulos em português para um péssimo filme – com Katherine Hepburn,
„Dance, Girl, Dance“ (RKO, 1940) com O’Hara e Ball. Ótimo filme sobre Stripers... (veja minha postagem de 02.06.2008
e „Cleopatra“ (RKO, 1934), com a deliciosa Claudette Colbert no mesmo ano de "Aconteceu naquela Noite" (It happened one Night) e com muita „ousadia“ de Cecil B. de Mille (numa era anterior ao Hays-Code de censura – e isto na „Sessão das Duas“!).


Pena eu não lembrar-me de outros títulos... Sim havia um filme chamado "Stella", sobre uma mulher que foi presa... Do resto nao me lembro... quem eram os atores? Quando foi feito? Nenhuma idéia mais...
- Será que voces conhecem ou lembram-se de algum destes filmes acima?
Remexendo em recortes velhos de jornal, artigos de revistas, programas de teatro, fotos de cinema e muitas recordações dos anos 60, 70 da „famosa caixinha“ encontrei este recorte (acho que do „Jornal do Brasil“) que, creio eu, é dos anos 70: „Star!“ com Julie Andrews foi/ é um filme que adoro – apesar de ter sido um dos maiores fracassos da história do cinema e ter catapultado a carreira de Andrews para um poço de esquecimento durante muitos anos. Um dia falaremos sobre ele.

Deixando tantas recordações passarem por minhas mãos, lembrei-me de um fato gostoso: já nos anos 60 – digamos que com uns 8, 9 anos de idade – eu „colecionava“ estes „quadradinhos“ do jornal sobre os filmes que assistia e gostava. Cliquem no recorte de jornal para ve-los. Naquela época minha principal fonte de informação cinematográfica eram os maravilhosos cinemas do Rio (vide minha postagem de 17.12.2008) e a „Sessão das Duas“ (que sempre começava atrasada) muitos anos antes de ter-se transformado na „Sessão da Tarde“. Lembro-me de uma folhinha de papel (sim só uma) na qual eu colecionava e colava (dos dois lados) estes quadradinhos com o nome do filme (muitas vezes o título original em ingles estava mal escrito, com erros), elenco, a data e uma pequena descrição da estória. Eu colava aqueles recortezinhos de jornal com todo cuidado para nem sujar nem lambusar minha preciosa folhinha importante (usando cola „Polar“, lembram? Era branca, nada parecida à „Goma arábica“ ou „Araldite“ – tirei esta agora do fundo do baú, hein?). Se penso bem, há quarenta anos atrás, aquela folhinha foi o início da minha vida de colecionador, catalogador de coisas em referencia a cinema. Meu primeiro real „Arquivo“. Naquela idade eu já era descaradamente um amante do cinema! Não mudei muito... Este "state of mind", melhor, este "Love Affair" existe até hoje. Raras vezes quando revejo um filme que não "leio" alguma coisa nova nele.

Hoje em dia tenhos meus filmes, meus DVDs (alguns vídeos ainda), CDs (Long-Plays e compactos também; nunca me desfiz deles) e ainda recortes, programas, fotos etc.etc. minuciosamente organizados e catalogados. Encontro tudo.
Mas, aqui entre nós, fiquei com saudades daquela folhinha que foi perdida. Como seria bom te-la ainda… Saudades daquela simplicidade e ingenuidade de criança. Saudades do orgulho que tinha em ter uma folhinha dos MEUS filmes prediletos. Saudades dos tempos em que cada filme de Fred & Ginger era uma emocionante surpresa e descoberta. Saudades do dia em que descobri que já tinha assitido 9 dos 10 filmes que esta dupla tinha feito e de como fiquei orgulhoso. Saudades de chegar em casa do colégio e as vezes almoçar vendo um filme (na TV „Philco“, ainda em preto-e-branco). Saudades de não entender porque todos meus amiguinhos gostavam mais de Ié-ié-ié do que das baladas de Nat „King“ Cole, das Chansons de Jacqueline François, da música de Gershwin, Cole Porter e Irving Berlin ou dos sucessos mais populares de Doris Day. Ou porque preferiam assistir „Se meu Fusca falasse“ em vez de „Cantando na Chuva“…
Lembro-me ainda de alguns recortes que enchiam aquela folhinha:
Filmes antiquíssimos - quase que invariavelmente da RKO (porque?) – alguns dos quais nunca voltei a rever, como por exemplo:
„Em Pessoa“ (In Person, RKO 1935) com Ginger Rogers - foi dificílimo encontrar uma foto deste filme,

„O Corcunda de Notre Dame“ (RKO, 1939) com Charles Laughton e Maureen O’Hara como „Esmeralda“,

„O céu é o limite“ (The Sky’s the Limit, Columbia, 1943) com Fred Astaire e Joan Leslie,

„No Teatro da Vida“ (Stage Door, RKO, 1937) um „clássico“ de Gregory LaCava com Ginger, Katherine, Ann Miller, Eve Arden, Lucille Ball entre várias outras,

„Espelho d’alma“ (Dark Mirror, 1946) no qual Olivia de Havilland interpretava gêmeas. Um bom film-noir,

„O Covil das Serpentes“ (The Snake Pit, 1948) mais uma vez Olivia, desta vez num hospício (aqui na foto com a adorável Celeste Holm),

„A Mestiça“ (Spitfire, RKO 1934) – um dos mais ridículos títulos em português para um péssimo filme – com Katherine Hepburn,

„Dance, Girl, Dance“ (RKO, 1940) com O’Hara e Ball. Ótimo filme sobre Stripers... (veja minha postagem de 02.06.2008

e „Cleopatra“ (RKO, 1934), com a deliciosa Claudette Colbert no mesmo ano de "Aconteceu naquela Noite" (It happened one Night) e com muita „ousadia“ de Cecil B. de Mille (numa era anterior ao Hays-Code de censura – e isto na „Sessão das Duas“!).


Pena eu não lembrar-me de outros títulos... Sim havia um filme chamado "Stella", sobre uma mulher que foi presa... Do resto nao me lembro... quem eram os atores? Quando foi feito? Nenhuma idéia mais...
- Será que voces conhecem ou lembram-se de algum destes filmes acima?
domingo, 26 de abril de 2009
Bye-Bye Bea Arthur ( 13.05.1922 - 25.04.2009)
Ontem o mundo perdeu uma grande personalidade, uma grande artista, cantora e comediante: Beatrice Arthur ( ou para os seus fās, simplesmente “Bea” Arthur!).
No início dos anos 90 Bea transformou-se num nome muito conhecido por causa de sua “Dorothy” na série “Golden Girls”.
Para mim Bea já era já desde a década de 70 uma das “preferidas”: no Musical “Mame” ela deu vida, na Broadway e depois nas telas do cinema, à “Vera Charles” – “atriz!”. Que personagem mais incrível... que genialidade ela deu à sua interpretacao! Na Broadway, aliás, ela contracenou com Angela Lansbury que tornou-se uma amiga para a vida ( …e que, segundo Bea, tinha a boca e as piadas “mais sujas” do planêta).
No filme “Mame”, esta foi interpretada por Lucille Ball… Também uma boa escolha mas “Vera Charles” rouba muito o filme.
Alguém já ouviu seu maravilhoso Show “Between Friends” em CD? Vale muito a pena…
Bea cantou neste musical “The Man is the Moon is a Lady”, uma das cenas mais hilariantes do cinema… Bea, voce agora está lá em cima… na Lua talvez?
Divirtam-se aqui, mais uma vez, com esta magnífica comediante!
Obrigado querida por todas estas risadas e por tanto talento!
">
God Bless, Bea! We'll miss you!
">
Marcadores:
Arthur Beatrice,
Ball Lucille,
Broadway,
Hollywood
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Dance, Girl, Dance (1940): I love Lucy???????
„Dance, Girl, Dance“ é um dos poucos filmes “clássicos” de Hollywood feito por uma mulher: Dorothy Azner. Êste filme foi feito com uma relativa “flexibilidade”, bastante comum no sistema de produção da RKO, um estúdio nao muito famoso por investir tempo e dinheiro em ensaios (como no caso da MGM e, depois, da 20th Century Fox).
Hoje em dia existe um interpretação toda “feminista” sôbre este filme – eu considero às vêzes estas interpretações realmente hilárias: é como tudo que anda sendo escrito sobre o “Cinema Nôvo”, ou seja, passamos à interpretar intelectualmente coisas que foram feitas intuitivamente... mas isto é uma tendência natural hoje em dia – tudo parece, no papel pelo menos, ser mais importante do que realmente é...
Este filme nao é nada de especial, na realidade muito trivial. Sómente muito interessante por mostrar Lucille Ball de uma forma muito diferente da qual a conhecemos... este é o único "valor" dele. A estória é simples mas repleta de detalhes bem pitorescos apesar de serem clichées básicos. A disputa entre as duas atrizes principais: Maureen O’Hara, vindo de uma aclamada atuação como Esmeralda no “O corcunda de Notre Dame” e, pasmem, Lucille Ball ainda bem antes de ter sido total- e definitivamente redefinida e reinventada para a comédia e para a TV... O antagonismo entre estes dois personagens é interessantíssimo: Maureen, a bailarininha clássica e Lucille, “Bubbles”, aquela que abandonou o ballet clássico para transformar-se numa rainha de burlesco, dançando até o “Hoola” e com muito “Oooomph” (Até hoje “Ooomph” nao foi realmente definido mas Anne Sheridan, a “Ooomph-girl” deveu sua carreira a êle,). Lucy, corajosa- e descaradamente inspirada pela stripper “Gypsy” Rose Lee, tem dois números musicais, um dêles (“My mother told me”) involvendo parte de sua roupas sendo levadas pelo “vento”. Ela é uma mentirosa manipuladora, uma mulher oportunista e vulgar e de moral “questionável”, que sugere a dose certa da promiscuidade aceita pelo público da época. Mesmo ainda não “redefinida” (seu alter-ego “Lucy Ricardo” ainda estava longe de nascer) ela dá algumas escorregadas nada intencionais no campo da comédia e brilhos daquela cômica maravilhosa em que se transformaria, vêm à tona. Lucille mostra um lindo corpo com umas pernas de dar inveja, só alguns anos depois de suas “figurações” (ainda como uma platinum-blonde) em veículos de Astaire e Rogers (como “Top Hat”, “Follow the fleet” e “Roberta”), seu pequeno e simpático papel no incrível “Stage door” de Gregory LaCava ao lado de Katherine Hepburn, Ginger Rogers, Ann Miller, Eve Arden e várias outas e alguns anos antes de ser transformada “na” readhead glamurosa da MGM em “DuBarry was a lady” com Gene Kelly e Red Skelton, que também não viviria muitos anos.
O STRIP-TEASE: "My mother told me"
Outros números “sérios” musicais – qualquer similaridade à ballet clássico não é intencional e pura e mera coincidência - são realmente muito estranhos (os bailarinos parecem estar vestidos como os habitantes do planêta Mongo – vide Flash Gordon... ) e se alguém disser que há uma referência à coreografia de Gene Kelly para “An american in Paris” (1951), eu pulo do próximo penhasco!
Hoje em dia existe um interpretação toda “feminista” sôbre este filme – eu considero às vêzes estas interpretações realmente hilárias: é como tudo que anda sendo escrito sobre o “Cinema Nôvo”, ou seja, passamos à interpretar intelectualmente coisas que foram feitas intuitivamente... mas isto é uma tendência natural hoje em dia – tudo parece, no papel pelo menos, ser mais importante do que realmente é...Este filme nao é nada de especial, na realidade muito trivial. Sómente muito interessante por mostrar Lucille Ball de uma forma muito diferente da qual a conhecemos... este é o único "valor" dele. A estória é simples mas repleta de detalhes bem pitorescos apesar de serem clichées básicos. A disputa entre as duas atrizes principais: Maureen O’Hara, vindo de uma aclamada atuação como Esmeralda no “O corcunda de Notre Dame” e, pasmem, Lucille Ball ainda bem antes de ter sido total- e definitivamente redefinida e reinventada para a comédia e para a TV... O antagonismo entre estes dois personagens é interessantíssimo: Maureen, a bailarininha clássica e Lucille, “Bubbles”, aquela que abandonou o ballet clássico para transformar-se numa rainha de burlesco, dançando até o “Hoola” e com muito “Oooomph” (Até hoje “Ooomph” nao foi realmente definido mas Anne Sheridan, a “Ooomph-girl” deveu sua carreira a êle,). Lucy, corajosa- e descaradamente inspirada pela stripper “Gypsy” Rose Lee, tem dois números musicais, um dêles (“My mother told me”) involvendo parte de sua roupas sendo levadas pelo “vento”. Ela é uma mentirosa manipuladora, uma mulher oportunista e vulgar e de moral “questionável”, que sugere a dose certa da promiscuidade aceita pelo público da época. Mesmo ainda não “redefinida” (seu alter-ego “Lucy Ricardo” ainda estava longe de nascer) ela dá algumas escorregadas nada intencionais no campo da comédia e brilhos daquela cômica maravilhosa em que se transformaria, vêm à tona. Lucille mostra um lindo corpo com umas pernas de dar inveja, só alguns anos depois de suas “figurações” (ainda como uma platinum-blonde) em veículos de Astaire e Rogers (como “Top Hat”, “Follow the fleet” e “Roberta”), seu pequeno e simpático papel no incrível “Stage door” de Gregory LaCava ao lado de Katherine Hepburn, Ginger Rogers, Ann Miller, Eve Arden e várias outas e alguns anos antes de ser transformada “na” readhead glamurosa da MGM em “DuBarry was a lady” com Gene Kelly e Red Skelton, que também não viviria muitos anos.
O STRIP-TEASE: "My mother told me"
Outros números “sérios” musicais – qualquer similaridade à ballet clássico não é intencional e pura e mera coincidência - são realmente muito estranhos (os bailarinos parecem estar vestidos como os habitantes do planêta Mongo – vide Flash Gordon... ) e se alguém disser que há uma referência à coreografia de Gene Kelly para “An american in Paris” (1951), eu pulo do próximo penhasco!Maria Ouspenskaya repete o papel de professôra de ballet que interpretou no clássico (também de 1940) “Waterloo Bridge” (com Vivien Leigh e Robert Taylor), um filme de muita poesia.
Outro detalhe interessante: o filme foi editado por Robert Wise – que editaria logo em seguida “Citizen Kane” e que se transformaria no famoso diretor de “West Side Story” e “The Sound of Music”.
A estória é da austríaca Vicky Baum – que tinha conhecido “outras” épocas mais “prósperas” e de mais prestígio, como por exemplo durante a época do seu “Grand Hotel” com Garbo...
Em 2007 “Dance, Girl, Dance” foi selecionado para a preservação futura no Registro Nacional do Filme dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso por ser “culturally, historically, or aesthetically significant” – piada esta digna de Lucy...
Outro detalhe interessante: o filme foi editado por Robert Wise – que editaria logo em seguida “Citizen Kane” e que se transformaria no famoso diretor de “West Side Story” e “The Sound of Music”.
A estória é da austríaca Vicky Baum – que tinha conhecido “outras” épocas mais “prósperas” e de mais prestígio, como por exemplo durante a época do seu “Grand Hotel” com Garbo...
Em 2007 “Dance, Girl, Dance” foi selecionado para a preservação futura no Registro Nacional do Filme dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso por ser “culturally, historically, or aesthetically significant” – piada esta digna de Lucy...

Marcadores:
Ball Lucille,
Hollywood,
O'Hara Maureen
Assinar:
Postagens (Atom)
























