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sábado, 15 de março de 2014

The ugly duckling - O patinho feio (Walt Disney)



Acho que todos, em algum ponto de suas vidas, tiveram uma fase na qual se identificaram muito com a estórinha do patinho-feio… ou até duas… a primeira quando ele se dá conta da feiúra, a segunda quando ele passa a ver conscientemente que é bonito.


Eu me senti muito patinho feio aos 7 anos de idade… nossa, como me lembro dessa fase… aquela na qual a gente cresce muito rápido e as mangas da nossa roupa ficam estranhamente curtas toda semana que passa, aquela na qual a gente fica "banguela" (ou como se dizia na minha infancia: 1001!)...


Mas o que é esta coisa chamada beleza?
Para muitos sómente aquela coisa efemera que acaba com o tempo e não aqueles valores interiores que fazem até que a “casca” exterior torne-se bonita?
O que é esta coisa chamada beleza que transforma tantos em monstros e escravos da sua própria vaidade?

De qualquer forma: esta jóia Waltdisneyana de 1939 é mais do que uma formosura de filme, apesar de abreviar o final do conto de Hans Christian Andersen (no qual o “patinho feio” só se dá conta da sua beleza quando amadurece e se torna um cisne, o mais lindo dos pássaros…).


Nesta “Silly simphony” (com excelente música composta por Albert Hay Malotte, que não é sequer mencionado nos créditos do filme) o seu sofrimento é abreviado a poucos momentos de infelicidade e ostracismo (e não vivenciado por um período de um ano, como no conto original) ao ser “adotado” por uma família de cisnes…


Mesmo assim nossos corações se quebram ao constatar sua infelicidade – tão genuína, tão parecida aquele “sofrimento” sincero que as crianças nos mostram ao chorar com toda a alma – e nossos olhos enchem-se de lágrimas…

Este “short” de Disney recebeu um Oscar como melhor curta-metragem (desenho animado) de 1939. Bravo, lindo patinho!


Ah… estes traços maravilhosos dos artistas que trabalhavam com Walt Disney…

A loucura e encanto destes "finados" 24 fotogramas por segundo pintados à mão… A fascinação do desenho animado de outras épocas...
Anos Luz dos desenhos animados de hoje em dia que são produzidos em massa, nas esteiras da chamada “criatividade”, por computadores…


Dedico esta postagem à uma menininha que assistiu este filminho ainda no cinema, na época... pelo seu aniversário, hoje!

Parabéns, querida Mãe!


(e para voces 8 Minutos e meio ou de lembranças ou, para os mais jovens, de puro divertimento... )

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

REMEMBERING: You were meant for me... Um "Happy Valentine" atrasado...

Existem momentos muito especiais no mundo do Cinema… E este é um deles! Saudades de quando o vi pela primeira vez nos anos 70… no „finado“ Cinema II na Raul Pompéia, no Rio de Janeiro, em companhia de amigos como Mari, Flávia, João, Mayr, Brigitte, Ana Valéria, Mauro…



Mas antes uma pequena explicação… Ontem, exatamente no Valentine’s day, recebi um e.mail desaforado de uma pessoa que já há muito tempo coloquei para fora da minha vida. Não há razão para ninguém ter que aturar uma pessoa agressiva, neurótica, invejosa, desaforada por toda uma vida… N'est ce pas?

Agora, eu pergunto: não é reação extremamente sintomática o fato dela me escrever exatamente no “Valentine’s day”? Não é que eu realmente ligue nem para esse dia, nem para todo o comércio que ele trás consigo… mas, logo ela, “psicóloga”, uma pessoa (em suas próprias palavras) “interiorizada”, dá a “bandeira” da sua insatisfação exatamente neste dia… “Physician, heal Thyself!”!

Fico assustado como uma pessoa pode tranformar-se nessa pessoa amargurada, frustrada, feia, mentirosa, cheia de raiva, possuída pela inveja que é… Fui advertido há alguns anos, quando ela esteve aqui me visitando. Chamaram-me a atenção ao fato dela, em mais de uma semana na minha casa, não ter aberto sua carteira nenhuma vez, nem para pagar um café ou uma passagem de bonde e ter-se aproveitado de mim, da minha hospitalidade, boa fé, generosidade…



Por isso aqui minha resposta ao seu e.Mail: Uma dedicaão atrasada de “Valentine” a todos os meus reais amigos! Um momento de amor no Cinema… bem, na realidade, bem mais do que só amor: um momento de paz, cheio de mágica, inventividade, imaginação, poesia… Sim, uma resposta com carinho e amor às pessoas que realmente significam muito e tem seu lugar bem definido na minha vida!

Gene Kelly, vindo do grande sucesso de “An American in Paris” (MGM, 1951) – estranhamente chamado “Sinfonia em Paris” no Brasil – jogou-se no grande projeto “Singin’ in the rain” (chamado “o melhor filme de todos os tempos” por François Truffaut) e arriscou mais uma vez o papel principal feminino com uma (práticamente) desconhecida: Debbie Reynolds (Debbie, ainda hoje viva, tinha feito uma pontinha como Helen Kane (Boo-boo-pi-doo) em “Three little Words” em 1950 e tido um pequeno papel como irmã caçula de Jane Powell em “Two weeks with Love” em 1951). Debbie que “sabia dar seus passinhos de dança” não era realmente uma “bailarina” e não, neste sentido, a do filme… Gene deu grande destaque à Cyd Charisse, que, depois de “Rain”, tornou-se uma estrela de maior magnitude… Detalhe: me referi acima com “mais uma desconhecida” à Leslie Caron, que em 1951, ao lado de Gene, fez seu début em “American in Paris”, o filme do ano, vencedos do Oscar de melhor filme de 1951, graças ao talento de Vincente Minnelli!



De volta à esta simples cena (exatamente nesses momentos, nos quais Gene transforma sua dança numa plataforma simples e pura, ele me fascina ao máximo… precisamente como em “Our Love is here to stay” de “American”):

quando Gene (Don Lockwood) entra com Debbie (Kathy Selden) no studio deserto para lhe fazer uma declaração de amor, usa as luzes suaves para criar um efeito de luar, a escada como um balcão, mais luzes como um jardim florido e estrelas, ventiladores como uma suave brisa, névoa das montanhas distantes… criando aquele momento precioso em que o dia, ao por-do-sol, já não é mais dia mas ainda não é noite… Perfeito. O cenário está pronto para ele dizer o que quer…



Sim, atrasado mas de coração: um Happy Valentine… para voces!!! Cheio desta aconchegante simplicidade… desta criatividade que nos permite transformar tudo num momento especial, que faz com que o amor transforme todos os dias do ano num “Valentine”, independente da data…

(E quanto à gorda Senhora Ana LeRavia (anagrama), supere esta fase do “amor-próprio ferido” - no way, you are out of my life! - e fique feliz por inspirar-me com um personagem que algum dia usarei em algum conto ou livro: a gorda, amarga, invejosa “Mme. LeRavia”… LeRavia => la rabia “en castellano” => a raiva… ).

Muito, muito Obrigado pela inspiração para esta “tertúlia”!




terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Wiener Staatsballet, Concerto de Ano-Novo... o início do meu Ano-Novo...


Começar o Ano-Novo sem assistir o Concerto de Ano-Novo é para mim inconcebível.
Meu ano realmente só começa MESMO com o som de Strauss, acareciando minha alma… Highlight para “Les Balletomanes” é a irresistível “Valsa do Danúbio Azul” MAS existem outros momentos nos quais os bailarinos do Wiener Staatsballet aparecem…


Como nesta maravilhosa apresentação do dia 1/1/2010 na qual o solista principal é o “Premier Danseur” de nossa Ópera, o meu querido amigo Vladimir Shishov! (ainda sob a direção de Renato Zanella – que está hoje na Ópera de Athenas - e com excelentes, originais figurinos de Valentino no nosso Museu de História da Arte/ Kunsthistorisches Museum!). Abaixo Vladimir na última produção de "O Quebra-Nozes" na nossa Ópera.



Divirtam-se com esta Tertúlia cheia de música… e cores!



E como estou hoje “bonzinho” depois de ter ontem tomado uma série de resoluções para o Novo Ano, ainda dou de lambuja um outro número (desta vez no Palácio Belvedere com conhecidos como Eno Peçi, Davide Dato e Shane Wuerthner entre outros) para voces:

“An der schönen blauen Donau” (1/1/2012)

Será que voces reconhecerão esta velha melodia? :-)



Hoje às 11:15 horas o Concerto de 2013 inicia... querem passar para o nosso Café que se transforma até as 14:00 horas num Brunch?

De qualquer forma, quero com esta "Tertúlia" dividir com voces como o Ano para mim começa - e isto no dia em o ano começa!

Um lindo 2013 para todos nós!

sábado, 29 de dezembro de 2012

O Galope do Champagne: Feliz Ano Novo!


Para todos os amigos das "Tertúlias" meus melhores desejos para um 2013 cheio de alegrias, paz, amor, harmonia e saúde!


O ano chega ao final com esta "tertúlia" da nossa "Konzerthaus" com o maravilhoso Galope do Champagne de Strauss tocado pela Filarmonica de Viena... uma forma animada, bem-humorada e cheia de energia para começar o próximo Ano!



...e como não poderia deixar de ser, aqui o final do Concerto de 2010, regido pelo magnífico Georges Prêtre (aqui aos seus 85 anos!): a Marcha Radetzky... acreditam que esta é a maior razão porque as pessoas pagam fortunas por seus ingressos no dia primeiro de janeiro? Não é pela Valsa do Danúbio Azul (outro "Must" de todos os anos)! Mas não é sempre que o "público" pode colaborar, não é?



Feliz Ano-Novo, queridos!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Roberto Bolle nu...


Muitos tertuliadores conhecem a “certa aversão” que tenho ao trabalho de Roberto Bolle, a forma com que faz um Marketing que só sabe valorizar seu corpo(isto em épocas em que até a exploração do corpo feminino torna-se cada vez mais políticamente “incorreta”) e seu lado “pin-up”, “sexual”…


Não mal me entendam: Roberto é, sem dúvida, um lindo rapaz, um Adonis... só que o Mundo do Ballet não tem realmente o que ver com isso...


Um dia destes, por pura curiosidade, assisti o video abaixo… e gostei. Muito. Gostei de Roberto e sua sinceridade perante as cameras e – como uma vez já aqui me referi à Makarova e a Baryshnikov – pelo fato de “estar nu”.


Todos os que já, várias vezes, viram a anatomia de Mr. Bolle no palco e em videos estarão pensando que eu colocarei mais um episódio de sua carreira aqui, em traje de Adão.

Não!!!!



Me refiro à sua sincera forma perante à camera, principalmente no que diz respeito a estar fazendo aula em nossa frente. Sempre considerei a sala de aula o lugar onde o bailarino está mais vulnerável – pois aqui não existem angulos, luzes, disfarces, truques… como muitas vezes acontece no palco - ou seja na sala de aula se está “nu”, puro, sem nenhuma possibilidade de afetações ou mentiras…

Bem, existem bailarinos que são única e exclusivamente “de sala de aula”, eu já vi muitos na minha vida… mas eles não são bailarinos de palco, no palco… existe uma grande diferença. São aqueles também que mais se preocupam com «guarda-roupas» e com o visual para fazer aulas… Os que mais olham para o rosto no espelho e não para o corpo...


Meu parabéns pessoais a Mr. Bolle que ontem teve uma Première de muito sucesso no «Met», em Giselle, ao lado de Irina Dvorovenko. Espetáculo este assistido por um amigo, Tony Rosato, de N.Y. que fez esta foto…

Acho que o chegar da maturidade está fazendo muito bem à Arte de Roberto Bolle! Viva!





E como poderia Ricardo resistir porém a colocar "Meditation" de "Thais" aqui? Linda coreografia... Tema (sobretudo a Ópera) aliás sobre o qual fiz há algum tempo uma postagem...

terça-feira, 20 de março de 2012

Wiener Staatsoper: Balanchine & Robbins (e a adorável arrogancia de Manuel Legris!)

No dia 16 passado, estive na Ópera de Viena para assistir uma Gala de “Balanchine & Robbins”, coreógrafos, genios, artistas incomparáveis…


Antes da apresentação um habitual Champagne no Bar do Hotel Sacher, papos e até piadas… (p.s. aqui já estávamos na Ópera, para "mais um" champagne... )




Conhecem o que contou Beatrice Arthur (lembram dela? Das “Golden Girls”?) sobre Jerome Robbins? Não?
Ela disse abertamente num Show seu: "The man was a genius, but he really wasn't a very nice person. Actually, he was the only director who ever made me cry. He was really a dreadful human being" (foto abaixo).


O programa reuniu quatro Ballets: “Glass Pieces” e “In the Night” – o único que eu não conhecia e que me encantou – ambos de Jerome Robbins, genio conhecido no cinema pela sua maravilhosa coreografia de “West Side Story” (no Brasil “Amor, sublime Amor”).


e “Stravinsky Violin Concerto” e “Themes and Variations” estes de George Balanchine (in short, Mr. B., foto acima) e com os quais tenho uma relação de certa forma “oblíqua”.
“Violin Concerto” é “oficialmente de 1972” mas poucos sabem que Mr.B. retrabalhou um Ballet que tinha tido sua Première em 1941 em New York, só dez anos depois de “Violin Concerto” ter sido composto por Stravinsky! Esta empoeirada peça de museu chamou-se na época “Balustrade” e, além de contar com a presença do próprio Igor (Stravinsly) regendo a orquestra, foi dançado pela “pérola negra” Tamara Toumanova (mais sobre ela brevemente) e por uma jovem Tatiana Leskova – que este ano celebrará seu nonagésimo aniversário. Fui seu aluno. Ela mesmo me deu esta “Charge” que uma vez comentei – acho que apaguei a Tertúlia quando ela fez mais uma de suas grosserias comigo...
"Coices" não fazem parte da minha filosofia de vida... Agora, a "pessoa histórica" Leskova é interessantíssima. A pessoa histórica.

De qualquer forma: Tatiana e Tamara ao lado de Mr. B e Stravinsky himself… Não é divina a charge?


Bem, comecemos “a descacar um abacaxi”

“Glass Pieces” é um trabalho chato e presunçoso… Ele tenta ser “contemporaneo” todo o tempo e acaba nos deixando a impressão de que o que foi tentado todo o tempo, não se realizou. Complexos por causa do trabalho de Twyla Tharp? No Idea... Não sei realmente qual a intenção de Robbins foi, principalmente musicalmente… Não sou fã da música de Philipp Glass: as duas primeiras partes (“Rubric” e “Façades”) são infinitamente chatas… lembrando até os programas da (finada) Rádio Jornal do Brasil FM…
Shane A. Wuerthner me chamou muito a atenção na primeira parte – por sua forma de interpretar e entender Robbins… Não sei de que compania Shane vem, mas ele é americano e – querendo ou não – tem mais experiencia com o trabalho do NYCB.

Na segunda parte, práticamente um Pas-de-Deux, Olga Esina – bailarina famosa no momento, da nova geração - estava excelente e Kirill Kourlaev, e seu magnífico físico, como sempre muito correto.

Olga tem uma coisa comparável, em termos de “secura”, à Antoinette Sibley… seu perfil as vezes “delata” isso… Mas este é o problema de uma pessoa que muito se “encosta” só na técnica… My opinion...


Musicalmente a terceira parte é mais interessante (uma parte de “Echnaton” de Glass) mas eu me assustei com a falta de ensaio do Corps-de-Ballet. Esta falha foi de certa forma tão óbvia e visível, que até Erich, que me acompanhou e não é uma pessoa “de Ballet”, notou… Linhas, filas, direções, principalmente as cabeças não foram respeitadas e devidamente ensaiadas… infelizmente uma Performance muito “suja”. Eu pensei… Se continuar assim, vou para casa!

O seguinte Ballet iria porém me recompensar o “fiasco” do primeiro. A única obra que eu não conhecia “In the Night” foi a que mais me fascinou.
Nocturnos de Chopin…
Tres Pas-de-Deux…
Uma «quarta parte» na qual todos os tres casais dividem o mesmo Nocturno (O número 2 op.9, meu predileto).
A musicalidade e delicadeza da coreografia me impressionaram demasiado! Que trabalho mais complexo e mesmo assim, trabalho que “passa” toda uma simplicidade que, nós sabemos, só è alcançada à base de muito ensaio e trabalho… Chapeaux!


O segundo Pas-de-Deux foi dançado por bailarinos que não conhecia e que estavam fazendo seu “Debùt” na Ópera: Alena Klochkova e Igor Milos – escrevam estes nomes, voces ouvirão deles no futuro…

A “estrela” maior foi para mim o incrível Eno Peci. Bailarino da Albania, muito inteligente, perspicaz, brilhante e MUITO versátil… como leremos em seguida… Uma estrela de grande bilho!!!!!

Então chegou o momento esperado por mim “Stravinsky’s Violin Concerto” (e minha comparação é com um DVD que tenho de uma velhíssima e maravilhosa “fita de vídeo” com Peter Martins… ). Fiquei deliciado com o que assisti… Temos que comentar uma coisa antes e para explicar o que quero dizer, tenho que me referir a um comentário de um tenista sobre Björn Borg (sim, juro!). Ele disse: “We are playing Tennis, he’s playing something ele!”.

E é exatamente assim que me sinto em relação à Dança de Mr.B.! Não é nada fácil dançar seus Ballets se voce não teve o devido “treino” (de anos) da escola do New York City Ballet… Tarefa comparável à dificuldade de aprender o real estilo de Bournville… Admiro a coragem de todos estes bailarinos da Ópera, entrando em terreno tão desconhecido, ajudados por uma certa «arrogancia» (no bom sentido) de Manuel Legris – que está fazendo um trabalho maravilhoso com o Corps-de-Ballet da Ópera aqui… Agora, quem não tenta não consegue (ou não falha) e é por este motivo que admiro esta sua arrogancia de colocar todos estes bailarinos, que tem uma escola “do leste”, dançando coisas do NYCB que nem Bailarinos do ABT (American Ballet Theatre) se atreveriam a dançar!!!!! Chapeau, Monsieur Legris!


Olga Esina teve momentos maravilhosos – e dificílimos por sinal. Muito trabalho a frente ainda para poder “entender” Balanchine… Mas quando penso em Olga como “Aurora”, outra bailarina… e então aqui, numa fantástica performance no que eu considero um Balanchine “danadinho”. Parabéns!
Nina Poláková me surpreendeu. Não “sigo” muito sua carreira, seus “passos”… Mas ela me tirou a respiração algumas vezes…


O querido do público, "L'enfant Terrible” da Ópera de Viena, Mihail Sosnovschi, demonstrou mas uma vez que ele pode fazer o que quer… Bailarino talvez de proporções físicas não muito clássicas, ele nos faz (assim como Haydée fazia) esquecer destas “trivialidades”, destes "pormenores" e nos coloca baixo uma corrente elétrica de alta voltagem enquanto dança… Apesar de uns “russismos circenses” nos braços – que não tem muito o que ver com o estilo de Balanchine – ele deu uma ótima apresentação…


Já há muito queria aqui fazer uma homenagem a ele… Bem, vamos ver o que encontro para publicar brevemente!
Emocionado me deixou a Performance de Eno Peçi – que antes do intervalo principal já nos tinha regalado com um grande “presente” de sensibilidade em “In the Night”. De todos os bailarinos da noite foi nele que vi o maior trabalho em termos de estilo Balanchiniano… Foi ele o que mais alcançou esta “metamorfose” de “bailarino clássico” que se transforma em “bailarino clássico de Balanchine”. Que linhas e principalmente que braços !!!!! Foi um grandíssimo prazer assistí-lo !

A parte final começou e eu já sabia que seria o maior sucesso com o público (e inclusive com Erich): Temas e Variações, uma obra de Mr.B. da qual realmente desgosto…

Tinha a esperança de que Vladimir Shishov danæasse a parte principal – pois Vladimir, a quem conheço pessoalmente – faz de qualquer coreografia uma obra de arte.


Infelizmente um bailarino nada apropriado para este trabalho, Denys Cherevychko, interpretou o “Lead”. Não vejo Cherevychko, neste tipo de papéis. Para mim, por causa do seu físico, ele seria um ótimo bailarino de caráter… Nada mais.

Este é um fato da realidade que deve ser reconhecido - por mais que doa...

Como gostaria de ter assistido Vladimir! (foto abaixo)



Duas pessoas ainda faço questão de mencionar aqui: Não porque seja uma amiga pessoal, mas a linda Flavia Soares realmente “desponta” no Corps-de-Ballet… Não tenho uma foto apropriada de sua particpação em “Temas e Variações” por isto colocarei outras aqui…



Ela possui uma coisa muito, muito especial no palco. Uma luz, uma simpatia, uma beleza (muito Audrey por sinal) combinadas com uma certa seriedade, linhas de fazer inveja à qualquer “Prima” e uma ótima técnica! Uma bonita personalidade no palco e é isso o que o público busca… Aquela coisa especial, aquele “it” que não pode ser descrito em simples palavras…


Outra “Luz” para meus olhos foi o jovem Greig Matthews:


despontando aqui desde alguns meses (acho que só desde setembro) este jovem menino escoces de 18 anos mostrou – (nos dois Ballets de Mr.B.) o que é “style”… Acho que, junto a Shane A. Wuerthner, ele era realmente um dos únicos que intuitivamente sabiam o que é realmente interpretar Mr. B. & Robbins…



O "Resumée":


mais uma “Night at the Opera” e uma noite adorável…. Esta foto no Bar do "Sacher" depois do espetáculo. Erich, Obrigado pelo convite!