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terça-feira, 26 de março de 2013

Therpsicore & Apollo


"Apollo" (originalmente "Apollon musagète") é um ballet em dois tableaux composto entre 1927 e 1928 por Igor Stravinsky.
Foi coreografado em 1928 por Mr.B. (George Balanchine), o cenário e o figurino originais feitos por André Bauchant.
O figurino foi porém substituído em 1929 pelo trabalho de Coco Chanel.



“Apollon musagète” foi apresentado pela primeira em Paris no dia 12 de junho de 1928 pelo “Ballets Russes de Diaghilev” no Théâtre Sarah Bernhardt.
É o ballet mais antigo de Balachine a ter sobrevivido e começou a sua significante colaboração com Igor Stravinsky.
Pela primeira apresentou-se num palco o que viria a ser chamado de “estilo neoclássico”, marca registrada de Mr.B.



Em “Apollo” ele enfoca o Deus num “momento de mudança” em sua vida.
Transição…
Símbolo do que a magia de Balanchine fazia com o universo da Dança…

Encontrando através do argumento (e da técnica) uma maneira de fundir a tradição clássica do Ballet russo com uma economica austeridade do modernismo, ele cria uma nova “Mistura” e esta é exatamente a que o levaria à base da evolução deste “novo classicismo” que transformaria-se na base, na marca pessoal de Balanchine e do New York City Ballet. Um novo mundo!

No Pas de Deux com Therpsicore, a musa da música e da dança, vemos Peter Martins ao lado da magnífica Suzanne Farrell.



Nunca me havia dado conta do quanto a dança de Martins, sua técnica, dotes físicos (pés acima de tudo) não mais se identificam com padrões atuais, do quanto envelheceram... Como reassistir "La dolce Vitta" de Fellini, envelhecido.
Estranho isso, exatamente por se reconhecer que um contemporâneo seu, Mikhail Baryshnikov ainda tem uma presença atualíssima… mesmo em videos que datam desta época.
(Como com que "Casablanca": eterno filme que não envelhece!).
Engraçado como (bem colocado por uma pessoa daepoca) naqueles anos "Everyone, women and men, was in love with Peter Martins!". Como os tempos mudam...




E Farrell… como gostava dela...

Como dói ve-la assim, tão jovem, antes da artrose, que acabou com sua carreira, ter corroído seu corpo, sua dança…

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Suzanne Farrell, Peter Martins, Mr.B. & Debussy

Reencontrei esta Foto nao faz muito tempo...

Suzanne Farrell & Peter Martins, estrelíssimos do New York City Ballet. Ele está até hoje ativo em termos de dança. Seu filho também esteve no NYC Ballet. Ela retirou-se, tristemente, cedo do mundo do Ballet. Artrite na bacia. Que coisa mais injusta… Como os anos nos quais Suzanne teve que abandonar a companhia com seu marido… Ciúme, pelo que parece, era uma parte muito dominante da personalidade de Mr. Balanchine e como Suzanne nao quiz-se casar com ele… dizem...

Aqui uma lembrança dos dois, no auge de sua beleza e juventude, em “Prélude à l’après-midi d’un faune », esta erótica peça como, “langorosamente” sugerida pelo quadro de Magnus Enckell de 1914…

quinta-feira, 27 de março de 2008

A volta da (um pouco mais) velha senhora...

Gelsey de volta, depois de alguns anos escondida na Austrália! Esta „danada“ que tanto nos encantou no final dos anos 70 e que depois parou a carreira por causa de drogas, está de volta! Uma cinquentona com um grande conhecimento de ballet e uma “maleta de experiencias pessoais” que usa maravilhosamente no palco.

Deixem as jovens fazer os 32 fouettés en tournant... as nao mais tao jovens usarao vestidos longos e mostrarao todas suas emocoes no palco.

Gelsey que brilhou ao lado de um jovem Baryshnikov (ah, que dupla... os assisti em Viena no pas-de-deux de "Le Corsaire"). Gelsey que nao só dancou com mas também namorou Peter Martins e Patrick Bisell (este foi encontrado morto no seu apartamento de Manhattan por causa de drogas!).

* Gelsey a mais complexa Giselle, engracada Swanilda e pura Clara ...e Gelsey a complicada.
* Gelsey a mais vulnerável Julieta de MacMillan e dinamica Kitri.
* Gelsey que quase se perdeu por querer imitar Natalia Makarova e que sofreu de bulemia.
* Gelsey que tentou trabalhar o passado com sua autobiografia “Dancing on my grave” – que título mais carismático para uma intérprete de Giselle. Gelsey a (muito) drogada.
* Gelsey que abandonou o New York City Ballet e os ballets de Balanchine para dedicar-se à um outro tipo de repertório, como o do American Ballet Theatre e que teve que domar o corpo de novo, pela diferenca de estilo entre estas duas companias.
* Gelsey a “boba” que recusou “Push comes to shove” – o legendário ballet de Twyla Tharp – por ser “muito contemporaneo”.
* Gelsey que recusou o papel de Amelia em “The turning point” (Momento de decisao).
* Gelsey que já nos anos 70 acreditava em cirurgia plástica e Gelsey que mandou “consertar” diversas partes do seu corpo.
* Gelsey a brilhante. Gelsey que passava a impressao de ter as pernas mais rápidas do mundo (como disse Edward Vilella).
* Gelsey, uma chata, muito radical em suas opinioes sobre danca. Talvez seja assim até hoje, quem sabe?

Mas o mundo do ballet só viu pouquíssimas vezes talento assim. Chata ou nao, uma grande artista!

Ela voltou com o Ballet do Covent Garden... e eu imagino que o mundo ainda nao viu uma Carabosse assim: tao malévola quanto fascinante!