sábado, 11 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

♫ ♪ (I'm) flying down to Rio ♫ ♪ ♫



„Flying down to Rio“ (RKO 1933) tem seu merecido lugar na história do cinema sómente por ter lançado a dupla Fred Astaire & Ginger Rogers (Nunca compreenderei por que nas duplas do Cinema o nome do homem sempre aparece primeiro: Astaire & Rogers, Tracy & Hepburn, Eddy & MacDonald, Gable & Crawford, Powell & Garson, Rooney & Garland… Quite unpolite, não acham?).


“Rio” é um desses filmes que de tão irreais tornam-se gostosos, interessantes, clássicos… Não só Hollywood contratou toda a colonia Mexicana de Los Angeles para aparecer como figurantes (“brasileiros” por sinal) como, em termos “arquitetonicos” transformou os interiores do Rio numa série de “casas coloniais” que ficariam melhor expostas em algum filme sobre Pancho Villa!!!

“Voando para o Rio”, escapista ou não, foi um grandíssimo sucesso de bilheteria. Em França chamou-se “Carioca” e levou a imagem “mexicana” do Brazil para a Europa. Mas não se preocupem, Carmen Miranda ainda estava para despontar no firmamento do Cinema para então transformar a imagem brasileira numa completa "salada de frutas pan americana"...



Mas, o que importa? A realidade também era uma outra nos anos 30: a Pan Am viajava para o Rio em „só” 5 dias…


Nesta cena eu especialmente amo o que se pode ver do (verdadeiro) Rio… até o Copacabana Palace se ve rápidamente!!!! Ahhh... e as “Chorus Girls” que também influenciaram o genial Ken Russell na sua declaração de amor ao cinema musical: “The Boyfriend”. Uma delícia cinematográfica!

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Foi neste filme que Fred e Ginger, coadjuvantes ao lado da estrela do filme Dolores del Rio , lançaram “The Carioca“ – mas isto já é uma outra (longa) estória… (Del Rio, uma linda mexicana por sinal. Alguém se lembra do filme mexicano chamado "Maria Candelária"? Em "Rio" acho que Dolores chamava-se "Rosinha" apesar dos "Outfits" mexicanos... )

Detalhe: Astaire e Rogers tão coadjuvantes que até os nomes de Gene Raymond e do brasileiro Raul Roulien apareciam antes dos seus. Mas a caminho de muito sucesso...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vamos rir com Maya Thickenthighya e (mais uma) Morte do Cisne???

Maya Thickenthighya...



Há quanto tempo nada revia do "Les Ballets Trockadero de Montecarlo". Alguém sabe se ainda existem?

Nota: Só uma brincadeira... Amo "A Morte do Cisne" (às vezes, musicalmente, "O Canto do Cisne"). Animal interessante... só conhece uma Canção e a canta na hora de sua morte, como nos disse Ferenc Mólnar em sua maravilhosa peça "O Cisne". Como Fokine estava inspirado ao coreografá-lo... Mais sobre este rico tema um outro dia...

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Calças compridas e um beijo na boca...



Para seu "Debut" no cinema americano (sua primeira cena "musical") Dietrich não só escondeu as já famosas (desde "O Anjo azul") pernas (Nota: o público foi ao cinema exclusivamente para ve-las), mas vestiu-se masculinamente e ainda beijou uma "rapariga" na boca... Que incrível estas pessoas que desafiavam o gosto do público, a "suposta" moral, até arriscando sua própria carreira... era "só" seu Debut em Hollywood...

Gosto disso.

Admiro.

Mais uma vez esta "química" entre Von Sternberg & Dietrich, fazendo de simples momentos eternos momentos em celulóide...

Imaginem se os muitos "talentos" de hoje em dia, que só agradecem sua presença "nas luzes da ribalta" a muito "Marketing", se arriscariam assim...

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mafalda: Quantas Saudades de Voce!

(Continuando uma tertúlia de 8/4/2008... )



Cliquem nas imagens para ampliá-las!






domingo, 29 de agosto de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Roberto Bolle: bailarino, modelo, sex-symbol ou que? O poder do Marketing....

Tenho que dizer... esta é uma longa postagem... mas para os aficionados ao Ballet... quem sabe?



Roberto Bolle não pertence a lista dos meus bailarinos realmente preferidos. Ele é técnicamente maravilhoso, tem uma linda figura em cena, possui musicalidade… Passa-me porém uma impressão completamente estática. Como se sua dança fosse só o que se encontra entre duas poses… Muito longe daquela fluidez de movimentos que, aliás, os russos dominam maravihosamente, muito longe daquela poesia que é o nunca “congelar-se” numa pose…

Movimento…




Lembro-me de te-lo visto aqui em Viena, na nossa “Staatsoper” e de não ter ficado nada impressionado com aquele bailarino que achei “certinho demais”, com aquele bailarino que tinha cara de ser o “genro dos sonhos de toda mãe” ou de ter sido um “menino exemplar na escola”. Não entendi a publicidade, o marketing que estava sendo feito: onde estava a criatividade de um Baryshnikov? O impacto que um Richard Cragun causava ao entrar em cena? O ator “danado” que era um Dowell? O “animal” Nureyev? A presença de um Vassiliev?




Anos depois recebi de uma conhecida "Excelsior"... Uma das grandes jóias do mal-gosto do Ballet italiano (recomendo muito!). Este Ballet reconfirmou não só minha opinião sobre as produções italianas mas também minha primeira impressão sobre Bolle: estático.





Engraçado é que vendo alguns de seus videos no Youtube encontrei uma entrevista muito pessoal. E várias sequencias numa sala de aula com ele à “barra”. Dei-me conta de como bom ele é - na sala de aula.



Mas quase esquecia-me do real motivo desta postagem: a “máquina” chamada Marketing…
Aurea Hammerli escreveu-me há pouco tempo estas palavras sobre Antoinette Sibley: “Tem tantas lindas bailarinas que são esquecidas em termos de publicidade..... “.

Nem só isso…

Roberto Bolle-Superstar está “a mil”, fazendo tudo o que pode: bailarino,


modelo de "catwalk",



modelo fotográfico,



objeto de livro de Bruce Weber,



pin-up,



pin-up gay,



símbolo sexual…



A poderosa máquina chamada “Marketing” produz mais uma vez um “Superstar”.
Temos um exemplo bem parecido no nosso Brasil. No Ballet. Uma pura criação da união de publicidade e proteção junta à chamada “flexibilidade” de querer mobilizar toda a “mídia” fazendo o que quer que seja…

O que porém mais me fascina em Roberto é esta insistencia em mostrar o corpo. Gradativamente ele usa menos e menos roupa no palco – o que me faz ponderar se o público italiano vai assistir Ballet pelo Ballet em si ou se, com uma campanha publicitária bem estruturada, está conseguindo levar um “novo público” para os teatros, uma espécie de “following” (groupies?), que só vai assistir espetáculos para admirar Mr.Bolle “sex symbol” e sem roupa. Não o Ballet.

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(Aqui Excelsior com o Duo Bolle/ Seabra)



Parece-me que em qualquer material que voce possa ler sobre ele, sempre aparece uma foto dele nu…





Em épocas em que se fala tanto sobre a “humilhação” passada pelas mulheres já que muitas vezes são reduzidas a objetos puramente sexuais na publicidade, Roberto Bolle transforma a imagem do bailarino à uma redução da mesma classe... "Marketizando" o seu corpo.





A "loucura" de tudo isso é que toma-se até uma grandíssima liberdade com os clássicos para acomodar a “imagem” de Bolle.

"Giselle”, numa nova montagem do teatro de San Carlo (Nápoles), conta agora com uma cena de nú para satisfazer o “following” de Bolle. Pelo o que se ve neste video a cena parece estar completamente fora do contexto bem, não consigo imaginar uma razão plausível para Albrecht aparecer no traje de Adão. Qual o motivo na estória para justificar um nu? (Ou será que sua noiva colocou toda sua roupa na máquina de lavar para ele nao poder ir visitar o túmulo de Giselle?). Adeus ao Albrecht de Baryshnikov.

Existem tantos Ballets para bailarinos semi-nús… ou se pelo menos remontassem os Ballets de Ted Shawn para ele… Mas “Giselle”? Qual será o próximo passo? Um nú em “O Quebra-Nozes”?



Sim, Roberto é um belíssimo rapaz que está usando o Ballet como uma escada para chegar a outros lugares. É bom ve-lo pois seu visual é, especialmente quando se fala de uma beleza clássica, muito agradável.

Mas eu me pergunto: o que tem tudo isto que ver com Ballet????????


Italia mia, che cosa fai?????

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Mundo fascinante de Dietrich, von Sternberg e do preto-e-branco...

O fascínio, a fotografia, os segredos do mundo em preto-e-branco de Josef von Sternberg e Marlene Dietrich, principalmente em Hollywood, não podem ser descritos em palavras.



Para sentí-los, entende-los temos que rever o material filmado, o celulóide – Enquanto filmes existirem, esta estória de amor com a camera continuará a existir. Eternamente. Magníficos momentos da sétima Arte.

The scarlett Empress, Morocco, The blonde Venus, The Devil is a Woman, Shanghai Express, Dishonored... só seis filmes fizeram juntos na California (Na foto os dois no Set de "Der blaue Engel" em Berlin. Dietrich ainda distante "anos-luz" - e muitos quilos - da Galatéa criada pelo Pygmalion vienense, von Sternberg). Sua "partnership" foi brutalmente desfeita pela Paramount. Mesmo assim fizeram história... Um incrível, belíssimo capítulo dela por sinal!

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sábado, 21 de agosto de 2010

Maya Plisetskaya, Isadora, Bejárt e a liberdade...

Numa fase da minha vida em que várias mudanças acontecem, como se uma levasse à outra, como se uma fosse o resultado da outra, reencontrei este ballet… Quando assisti Maya Plisetskaya em “Isadora” (de Maurice Bejárt) no Rio (no Theatro Municipal) eu tinha recentemente lido “Ma Vie” (a autobiografia de Duncan), um livro que profundamente me influenciou pela vida… Nao pela dança de Duncan mas sim por sua constante busca pela liberdade… em todos os níveis. Pessoal-, artística-, políticamente…


Numa fase da minha vida em que várias mudanças acontecem, como se uma levasse à outra, como se uma fosse o resultado da outra, reencontrei este ballet… e vejo dentro de mim esta busca pela liberdade. E reconheco que ela é a causadora de todas essas mudanças. Que bom não estar estagnado e sim envolvido neste contínuo movimento que se chama vida!

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Juarez Machado e a "delicadeza" dos nossos tempos...

Só uns trinta e poucos anos e esta charge do magnífico e perspicaz Juarez Machado perdeu toda sua atualidade… Lembro-me tão bem como a admiramos na época pois ele fazia a perfeita cronica dos nossos tempos…

Cliquem nela para ampliá-la!

E hoje?
A imagem à frente da televisão seria considerada uma coisa até positiva, uma maravilha na verdade: vi nos últimos tempos apartamentos que abrigam um número reduzido de pessoas (não posso chamá-los de lares - num lar existe mais... ) onde um se senta na cozinha ou na sala à frente da TV, o outro à frente do computador, tentando viver sua vida desesperadamante dentro de diversos filmes e, ainda por cima, num outro quarto! Ninguém "divide" nada. De conversas ou até «jantar juntos» nem menção… Isto é morar junto?

Por que tempos estamos passando: uma completa falta de classe, delicadeza, nível, “finesse”…

Juarez, voce deveria fazer uma continuação à esta charge… talvez com pessoas em diferentes comodos como mencionado acima mas cada um com um jantar aquecido no micro-ondas em frente de si? (outro “símbolo” da cultura atual que presenciei).

Viva a forma que temos aqui em casa de ainda ser-mos antiquados e nos reunir para conversar e rir, pensar e refletir juntos durante as refeições! É um costume que não quero perder.

Sabem do que? Confesso que sou ainda bem mais "fã" dos (chamados "cafonas") "Waltons" do que um de "Ugly Betty" já que dou valor à total não-existencia de superficialidade. Adoro a simplicidade e a honestidade de não ser superficial.

Dá muito trabalho pensar-se assim, sei, implica numa série de obrigações consigo mesmo - como ter que "varrer" de vez em quando o quarto das supostas "amizades" - mas vale a pena! Como vale!
Quando a casa fica "limpa" - Nossa - como a gente se sente bem! Conhecem esta sensação?

O quarto das supostas "amizades" foi varrido no final-de-semana... Desta vez joguei na lata do lixo uma das invejosas... daquelas que já incomodavam há muitos anos. Uma que eu já havia jogado fora uma vez mas por pena salvei da lixeira e guardei de novo. Já estava agora quase pregando para sempre no solo mas com muita ajuda consegui me livrar desta horrível mancha. Nada melhor do que o detergente chamado "verdade" nestes casos.
Está tudo reluzindo de novo!

Como estou feliz hoje. Me sinto bem.