O e.mail que inspirou esta tertúlia (pois tinha enviado umas tirinhas para a querida Maurette!):
Ricardo, querido, A Mafalda se chama Bild aí? Ou: o que é Bild? Sempre adorei a Mafalda. Aliás, eu e a torcida do Flamengo e do Bayern Munchen juntas :)))... No meu tempo de juventude politizada, quando acreditávamos firmemente que tínhamos uma questão de honra com a nação brasileira e um inimigo a enfrentar, a América Latina - sobretudo a Argentina e, por tabela, Paraguai, Uruguai e outras repúblicas que tais - também a adorava. Quino, pela voz da Mafalda, aliviava nossas dores, nos dava poderes mágicos para resistir a cada dia e para acreditar que, juntos, tínhamos tudo o que precisávamos para derrubar a ditadura militar, restabelecer o estado de direito e promover maior igualdade social. Tudo isso, é claro, além de pagar a dívida externa, o grande fantasma com o cutelo sobre nossas cabeças. Ou simplesmente não pagar e pronto. What the hell!!! Hoje a juventude politizada existe, mas está dispersa porque os inimigos são de distintas espécies e estão por toda parte. Mal se toureia um, lá vem outro por outro lado. Mas a Mafalda ainda fala aos nossos corações americanos com a mesma agudeza. Os problemas, infelizmente não mudaram. Vários deles, inclusive, se agravaram, como a desigualdade social e sua fiel escudeira,a violência. Com um nó na garganta e saudade de acreditar na luta e na mobilização da sociedade, gostaria de perguntar, como a Mafalda após a recomendação da mãe: - Mas mãe, e se for a felicidade? Pode abrir a porta?
Estimado e Brilhante Amigo: A Mafalda e as verdades inocentes, mas profundas. Fez bem. Está engraçado e muito pedagógico para todos nós. Para todos aqueles que detêm poderes públicos é de assinalar que compreendam os diálogos e as lições. Parabéns, amigo, só cria o extraordinário. Abraço amigo. Com respeito pelo seu génio admirável.
5 comentários:
O e.mail que inspirou esta tertúlia (pois tinha enviado umas tirinhas para a querida Maurette!):
Ricardo, querido,
A Mafalda se chama Bild aí? Ou: o que é Bild?
Sempre adorei a Mafalda. Aliás, eu e a torcida do Flamengo e do Bayern Munchen juntas :)))... No meu tempo de juventude politizada, quando acreditávamos firmemente que tínhamos uma questão de honra com a nação brasileira e um inimigo a enfrentar, a América Latina - sobretudo a Argentina e, por tabela, Paraguai, Uruguai e outras repúblicas que tais - também a adorava. Quino, pela voz da Mafalda, aliviava nossas dores, nos dava poderes mágicos para resistir a cada dia e para acreditar que, juntos, tínhamos tudo o que precisávamos para derrubar a ditadura militar, restabelecer o estado de direito e promover maior igualdade social. Tudo isso, é claro, além de pagar a dívida externa, o grande fantasma com o cutelo sobre nossas cabeças. Ou simplesmente não pagar e pronto. What the hell!!!
Hoje a juventude politizada existe, mas está dispersa porque os inimigos são de distintas espécies e estão por toda parte. Mal se toureia um, lá vem outro por outro lado. Mas a Mafalda ainda fala aos nossos corações americanos com a mesma agudeza. Os problemas, infelizmente não mudaram. Vários deles, inclusive, se agravaram, como a desigualdade social e sua fiel escudeira,a violência. Com um nó na garganta e saudade de acreditar na luta e na mobilização da sociedade, gostaria de perguntar, como a Mafalda após a recomendação da mãe:
- Mas mãe, e se for a felicidade? Pode abrir a porta?
Obrigada, Quino. Obrigada, Ricardo.
Beijo grande,
Maurette
E quem não tem?
Que lembrança boa!
O senso crítico, a agudeza de espírito, o humor limpo e direto. Não tem igual.
beijos ´
Oi,Ricardo
Mafalda continua atualíssima.
Bjs
Lícia
Estimado e Brilhante Amigo:
A Mafalda e as verdades inocentes, mas profundas.
Fez bem. Está engraçado e muito pedagógico para todos nós. Para todos aqueles que detêm poderes públicos é de assinalar que compreendam os diálogos e as lições.
Parabéns, amigo, só cria o extraordinário.
Abraço amigo.
Com respeito pelo seu génio admirável.
pena
Bem-Haja, pela visita.
MUITO OBRIGADO.
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