Poucas coisas me deixam tão animado, cheio de energia e excitado como pesquisar, aprender…
„Vibro“ literalmente ao encontrar (ou neste atual caso „reencontro“) um tema ao qual queira me dedicar por um (bom) tempo. A “excitacão” de estar aprendendo, conhecendo, toma conta de mim… fico feliz. Lembro com saudades da época à partir dos meus 14, 15 anos de idade… quando o aprendizado era constante, 24 horas por dia, pois os livros, as peças, os filmes, os ballets, os quadros, os poemas, os pensamentos estavam todos ali esperando por serem descobertos. Com o passar do tempo a gente se torna mais seletivo muitas vezes por uma questão de “gosto”, interesses… Mas mesmo assim…
Nunca tive e nunca terei qualquer ambição didática com este Blog (apesar da postagem de hoje poder dar esta impressão): não estou aqui para ensinar nada a ninguém – senão este Blog não chamaria-se “Tertúlias”, nome que implica numa “troca” de opiniões e acima de tudo na aceitação de opiniões alheias, diferentes das suas. Me disseram que não sei aceitar opiniões diferentes das minhas… Discordo. Questionar opiniões e discutí-las não significa “não aceitá-las” porém “querer compreende-las melhor, sentí-las e até aprender com elas” mas para isto temos que chegar a um ponto de aprendizado e compreensão pessoal no qual estamos completamente livres dos nossos próprios egos, orgulhos e do lado "emocional"…
Estou aqui para dividir com todos coisas que me tocam, coisas das quais gosto, coisas que admiro e coisas que talvez até “abomine” e “convido” todos para deixar aqui seus relatos, discutí-los abertamente...
Infelizmente o tempo torna-se cada vez mais curto para todos e sinto demais a tendencia que muitos tem em “se resumir” num vídeo ou curto pensamento (já li coisas do tipo "estou com calor") que é colocado, sem qualquer outro comentário ou opinião adicional, em plataformas à la “Facebook”. Distancio-me cada vez mais deste tipo de comunicação monologar (e vezes monossílabica) e volto a escrever mais longamente aqui e, quem sabe, talvez um dia me vá até daqui e retorne realmente a escrever só para mim… Coisas d’alma… Não quero a restrição da superficialidade da “obrigação de ser rápido e curto” (“senão ninguém vai ler o que escrevi!”).
Se tudo na vida fosse assim para que existiria o verbo “dissertar”?
Limpando umas prateleiras em casa “caiu” literalmente nas minhas mãos um velho VHS – da montagem de 1992 de Nureyev para a Ópera de Paris de "La Bayadère". Como há anos não assistia nenhum VHS resolvi colocá-lo, mas principalmente (não posso mentir!) para testar se o aparelho ainda funcionava… A febre de “La Bayadère” transformou-se numa "mania", numa epidemia dentro das minhas “quatro paredes”. Há poucos dias comecei a tirar livros de estantes, a imprimir toda e qualquer informação sobre este Ballet (só o relato da Wikipedia tem 28 páginas), a rever outras versões que tinha, estudar um pouco a partitura e cheguei até a encomendar do Amazon algumas outras versões que não conheco. Fascinante como de um momento para o outro nossa mente encontra mais um ponto de “interesse”. Amo estes momentos, estas fases… Claro que descobri muitas coisas interessantes, que se adicionaram ao meu humilde conhecimento deste Ballet – este fato transformou esta postagem um longo relato…
Gosto de contar «estórias» :
Em 1839 uma companhia de autenticas bayadères indianas (e hindus) visitou Paris. Théophile Gautier escreveu inspiradas páginas descrevendo a principal dançarina Amani. Muito depois em 1855 Gautier soube da trágica morte da bailarina que se enforcou num acesso de depressão numa nublada Londres por estar com saudades de sua terra natal… Como homenagem à bayadère ele escreveu o libretto para o Ballet “Sacountala”. O Ballet foi montado em Paris pelo irmão de Marius Petipa, Lucien. Este é o trabalho que muitos consideram como a real inspiração para a “La Bayadère” de Marius Petipa…
Nas últimas semanas “redescobri” para minha extrema satisfação “La Bayadère”, Ballet com música de Ludwig Minkus (que apesar de ter passado 15 anos como compositor oficial do Ballet Imperial Russo, tendo composto “La Bayadère”, “Don Quixote” e “Le Corsaire” - pelos quais ele foi extremamente identificado com a “alma” do ballet russo - era um Vienense que não só nasceu como também morreu aqui).
A linha da estória é simples porém bem melodramática com todos os elementos “amados” pelas platéias de então (La Bayadère estreiou em 1877, no mesmo ano do original "O Lago dos Cisnes", não da versão de Petipa): lugares “exóticos” (India), espíritos (como em Giselle) capazes de coisas sobrenaturais, amor não realizado, intriga, morte, justiça/vingança (no Ballet época muito confundidas...)
A bailarina de templo (a bayadàre) Nikiya e o soldado Solor juram amor e eterna fidelidade. O sacerdote (o Alto Brahmin) está porém apaixonado por Nikiya. O Rajah Dugmanta seleciona Solor para casar com sua filha, Gamzatti, e pobre Nikiya sem desconfiar disso aceita dançar num “noivado”.
O Sacerdote ciumento quer que Solor seja morto e conta ao Rajah a verdade sobre o amor de Nikiya e Solor mas, “o tiro sai pela culatra” e o Rajah ordena a morte de Nikiya. Gamzatti que estava escutando a conversa dos dois ordena que Nikiya venha ao palácio. Quando esta porém descobre sobre o “noivado” de Gamzatti com Solor pega uma faca, numa reação não pensada, e tenta matar Gamzatti, sendo impedida pela Aya desta
Assim como seu pai Gamzatti decide que Nikiya vai morrer.
O segundo ato começa com celebração do noivado na qual Nikiya dança tristemente… quando porém recebe uma cesta de flores, pensa que esta vem de Solor e se alegra. Mal sabe que dentro dessa cesta encontra-se uma víbora, colocada ali por ordem do Rajah e de Ganzatti. Ela coloca a cesta tão próxima ao seu rosto que a cobra a ataca mordendo seu pescoço. O Sacerdote lhe oferece um antídoto mas Nikiya prefere a morte que encontra nos braços de Solor…
No terceiro ato Solor fuma opium e numa euforia de sonho-delírio (ou não?) tem a visão do “Reino das Sombras” (espíritos). Ali ele se reúne a Nikiya.
O quarto ato (ao qual nos referiremos mais tarde) se passa no templo no qual o casamento de Solor e Gamzatti acontecerá. O espírito de Nikiya está presente… Quando o Sacerdote une as mãos do casal em casamento os Deuses se vingam pelo assassinato de Nikiya e destruem não só o templo como também todos seus ocupantes.
FIM
Em algum momento da história, o quarto ato foi “perdido” e o final do Ballet passou a ser o final do III ato, ou seja no “sonho” do “Reino das Sombras” – o que tira muito da dramaticidade desta obra.
Alguns historiadores citaram as possíveis causas para esta drástica mudança: alguns acreditam que depois das enchentes de 1924 em Petrograd (St.Petersburg) a maioria dos cenários e guarda-roupa do IV ato, como encenado no Teatro Mariinsky, foi perdido. Outros dizem que numa Rússia « pós-revolução » não haveriam verbas suficientes para o suntuoso IV ato do Ballet. Uma outra explicação é a falta de técnica nesta fase (pois maquinarias estavam quebradas e não havia dinheiro para consertá-las) para produzir a destruição do templo… Uma última “explicação” sugere que o regime soviético da época não aprovava, por questão de princípios, uma apresentação teatral que incluísse temas como Deuses hindús destruíndo um templo.
Seja qual for a verdadeira razão, só em 1980 o mundo voltaria a ver um quarto ato e o ballet práticamente completamente restaurado…
Eu me lembro que em 1980 Natalia Makarova (acima) recuperou todo o “desaparecido” quarto ato tendo porém que mandar “reconstruir” muito da música pois a partitura se julgava perdida. Ironicamente esta partitura estava na íntegra na Rússia e só Nureyev em 1991 teve acesso a ela para sua versão para a Ópera de Paris em 1992 – apesar dele mesmo ter mantido o que chamou na época de “tradição russa” e ter encenado o Ballet SEM o quarto ato… sem sua “tragédia” final. A ironia é que esta chamada “tradição russa” foi imposta em épocas do comunismo – regime que Nureyev tanto abominava… Eu acho porém que a Nureyev talvez lhe faltaram «forças» - explico depois…
Apesar de « La Bayadére » sempre ter sido considerada um clássico na Russia o “Oeste” não conhecia este Ballet. A primeira apresentação do “Reino das Sombras” (que é na realidade a parte mais conhecida do Ballet e algumas vezes, cada vez mais raramente, encenada independente do Ballet) foi no Palais Garnier em Paris, em 1961. Dois anos mais tarde Nureyev remontou a cena para o Royal Ballet com Margot Fonteyn como Nikiya.
No Brasil muitos bailarinos e público, com exceção daqueles poucos privilegiadaos que tiveram a chance de assistir a montagem de Makarova no ABT, viram pela primeira vez «O Reino das Sombras» no cinema ! Sim, na cena de abertura do filme «The turning Point» (Momento de Decisão, 1977). (Correção do autor em 25.02.2011: Eugenia Feodorova havia montado o terceiro ato no Theatro Municipal com Berta Rosanova e Aldo Lotufo e 16 bailarinas no corpo de baile. Quem tiver a informação do ano desta montagem, por favor entre em contato comigo! Obrigado.)
Eu muito prezo várias partes da crítica que a inteligentíssima crítica de Dança Arlene Croce fez quando comentando a versão de Makarova para o American Ballet Theatre. Aqui um curto pedaço, repleto de percepção e sensibilidade:
“A coreografia, criada 17 anos antes do “definitivo” "Lago dos Cisnes”, é considerada como a maior expressão em grande escala do “sinfonismo” na dança. A matéria do “Reino das Sombras” não é realmente a Morte apesar de que todos, com exceção do herói, estão mortos. É felicidade encenada na eternidade. A sequencia de entrada com seus intermináveis “Arabesques” lentos cria a impressão de um grande «Crescendo» que parece aniquilar o tempo. Não há razão que possa impedir as bailarinas de continuar para sempre… Ballets passaram por gerações como lendas, adquiriram a pátina do ritualismo mas La Bayadère é um ritual real, um poema sobre a dança, a memória e o tempo. Cada dança parece adicionar algo à dança prévia, como um idioma sendo aprendido. O Ballet cresce rápidamente com esta constatação, que no início é sómente uma elocução primordial, e que na “Coda” explode com um explendor articulado” (Livre tradução minha)
Por causa do palco relativamente “pequeno” do Met (em relação ao do Mariinsky) Makarova foi forçada a reduzir o número de bailarinas no “Reino das Sombras” a 24 (originalmente eram 32 – e na “revival” de 1900 de Marius Petipa foram até 48!). O seu maior desafio foi porém o último “perdido” ato já que, como préviamente dito, pensava-se que a partitura original estava perdida. Natalia Makarova não tentou recriar o original de Petipas – apesar deste ter sido mudado infinitas vezes ao passar dos anos, até por Vaganova – e coreografou-o ela mesmo.
A première em 1980 foi triste: Makarova que também dançava o papel de Nikiya, machucou-se durante o primeiro ato e foi substituída por seu “second cast”, Marianna Tcherkassky. Solor foi bailado pelo explendido e incomparável Anthony Dowell e Cyntia Harvey deu vida à Gamzatti.
Makarova encenou «La Bayadère» para o Royal Ballet, para o Ballet do La Scala em Milano, para o Australian Ballet, para o Royal Swedish Ballet, para o Royal Dutch Ballet, para o Ballet do Teatro Colón em Buenos Aires e para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com Cecília Kerche e Thiago Soares (informação da querida Eliana Caminada, um “dicionário” de Ballet que possuo como querida amiga!). Abaixo Baryshnikov como Solor.
A versão do “Reino das Sombras” que veremos abaixo é da versão de 1992 de Rudolph Nureyev: A administração da Ópera de Paris sabia que esta produção seria o último presente de Nureyev ao mundo, já que sua saúde estava deteriorando-se rápida- e progressivamente pelo seu estado avançado de HIV positivo.
Exatamente por isso, a administração cultural da Ópera deu-lhe uma enorme verba para esta produção com mais fundos vindos de várias doações privadas transformando a produção numa ainda mais suntuosa do que préviamente concebida. Que bonito. Chapeau! Abaixo Sylvie Guillem como Nikiya.
A produção foi um grande sucesso, aclamado pelo público e pela crítica. Apenas tres meses após a estréia Nureyev faleceu.
Aqui o tão comentado “Reino das Sombras” (no palco «maior» da Ópera de Paris, com 32 bailarinas): O início apresenta as bailarinas (vestidas em tutús brancos com véus em volta de seus braços – estranho pensar que em versões russas elas estavam vestidas com roupas indianas…) fazendo seu «entrèe» numa longa rampa que começa ao lado direito do palco. Uma por uma executa um simples Arabesque en demi-plié, quinta posição et degagée devant com um ligeiro cambré seguidos por dois passos, para dar lugar à próxima bailarina... Nada mais… Uma “entrada” sem nehuma complexidade técnica… O efeito uníssono das bailarinas “descendo” já em si é o grande desafio. A menor falha de uma delas arruinaria todo o conjunto, todo este “uníssono sinfonismo” como bem descrito por Arlene Croce.
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Mais da próxima vez sobre "O Ídolo de Ouro" (ou como na versão de Makarova "O Ídolo de Bronze").
60 comentários:
Oi,Ricardo
Como é público & notório,vc costuma arrasar,mas dessa vez se superou.
Muito obrigada por tantos novos conhecimentos,nessa história tão interessante - como,aliás,é característico de seus belos textos.
A propósito,um pedido: nunca deixe de escrever seu blog,pois ele é absolutamente essencial.
Bjs
Lícia
Oi,Ricardo
Absolutamente maravilhoso,do jeito que só vc sabe narrar. Parabéns
pela belíssima "redescoberta",e tks por dividi-la conosco.
Não me canso nunca de ler suas Tertúlias,pois fazem bem à alma de
todos os que gostam das boas coisas dessa vida.
Já postei meu comentário,mas resolvi agora complementá-lo.
Bjs
Lícia
Adorei.
Parabéns.
Marco Rodrigues
Querida Lícia, obrigado pelo incentivo de sempre - bom saber que ainda existem pessoas que conseguem ler sem problemas um texto longo... mas voce me entende, nao consegui encurtá-lo mais pois acho que tudo que coloquei é essencial... também a cho a estória (no palco e fora dele) fascinante!
Marco, este é seu primeiro comentário aqui. Bem-Vindo! E volte sempre! O meu "Salao" está a sua disposicao!
Obrigado pelo comentário!
Ricardo
Aula de História da Dança ... Capítulo "La Bayadere" -- Clap, clap, clap.
Mas sempre trago minhas "caipirices".
A primeira versão de La Bayadere que assisti foi a versão em "Laser Disc" (aquele DVD do tamanho de um LP) e eu fiquei encantada com Darcey e com o ato final: o templo desaba, o arraso do "Ìdolo de Bronze", a fumaça no palco.
Foi para mim, A vingança dos deuses. E achei mais do que maravilhoso ter sido dirigido por Makarova. Na verdade, minha caipirice achou que foi idéia da cabeça dela.
Explico:
Após assistir fui toda feliz para a escola e falei sobre o "quarto ato de La Bayadere". Fui chamada de burra, disseram que eu não sabia de nada. Tentei argumentar em "defesa de Makarova" que a idéia "dela" era diferente e tal. Não colou. O quarto ato era imaginação minha, do Laser Disc e da Makarova.
Após ler este post, fico feliz por saber que meu Laser Disc não mente, que o quarto ato existe... mas, confesso que o apego emocional ao fato de Makarova ter concebido o quarto ato ainda é forte =)
Belíssimo post!
Quel maravilha...
Thank you, darling!
Mauri
Syl querida, esta versao a qual voce se refere é a do Royal Ballet????? Com o Anthony Dowell como o "alto Brahmin"???? Se for, eu a assisti há anos atrás e agora encomendei o DVD... Conte-me!!!!
Mauri, fico SUPER feliz com esta tua reacao! Eu estava axhando que ninguém iria ler esta "bayaderisse" toda... :-))
Obrigado!
Ricardo,
Estou tão embevecida após a leitura de seu texto e após assistir o vídeo! Você não pode imaginar quantas coisas me vieram à mente ao som da magnífica música do Reino das Sombras, tendo como pano de fundo seu relato tão rico e criterioso!
A primeira e mais importante reação que faço questão de manifestar aqui é o grande,absoluto amor que tenho pelo ballet enquanto arte, enquanto enlevo, enquanto desafio aos limites do corpo, enquanto espiritualidade em forma de movimento. Você me transportou aos dez anos bem vividos em que, ao lado de Antonio Bento, tive a honra de dirigir o Ballet de Câmara de Barra Mansa e literalmente me embeber na busca do conhecimento e no processo criativo, no garimpar de talentos, em cada pequena descoberta numa aula, na contagem dos tempos, na confecção das roupas, na montagem de cenários... operando luz...
Lembro particularmente dos figurinos de Gamzatti e Nikyia que mandamos fazer, uma vez, para um espetáculo em que excertos desse ballet foram dançados. E dos exaustivos ensaios do Antonio, que não terminavam nunca... e sobretudo de minha verdadeira obsessão por aprender (como você, segundo suas palavras) cada detalhe sobre tudo.
Depois assistir à "Bayadère" (que o Antonio carinhosamente chamava de "Bayadera" :) ) no Theatro Municipal, dançada pelo Ballet Kirov, da primeira vez que veio. Farukh Ruzimatov fazia Solor, mas quem arrasou mesmo foi o bailarino que dançou o Ídolo de Ouro. Foi algo tão forte, tão acima do bem e do mal, que a direção não permitiu que ele voltasse ao palco no encerramento, pois certamente teria ofuscado a estrela Ruzimatov.
O Reino das Sombras me fascina, sim. Primeiro pela música precisa, compassada, quase esotérica. Segundo, pelo mesmo ponto que você levantou: pela perfeição do conjunto e extrema dificuldade de concretizar, de modo eficaz, o clima e a visão desse todo. Já vi coisas inacreditáveis realizadas por escolas de ballet que montam balés completos, com música e figurinos originais, porém com elencos completamente incompatíveis com as propostas.
Bem, meu comentário continua...
Mas continuando...
Adorei ler tudo o que você aprendeu e compartilhou conosco - a história trágica da bailarina Amani, um prenúncio do que viria a ser o libreto do ballet... A luta de Makarova e a partitura intacta, que Nureyev também não resgatou... Gostei de imaginar Fonteyn como Nikyia. Amei, mesmo, a gravura com que você inicia seu post. Quem é ela, conte-nos!
La Bayadère é um ballet de muito bom gosto, em todos os sentidos. O movimento muitas vezes direcionado para baixo, numa espécie de "linha de humildade", retratando os sentimentos conflituosos dentro da personagem, é muito belo, sutil. Tudo nele me encanta desde sempre. E todas as informações que você trouxe também reacenderam em mim as Bayadères guardadas e todas as avassaladoras paixões que o ballet inspirou em minha vida. Senti, de repente, uma imensa vontade de circular de novo entre sapatilhas, coques, sobrancelhas, touquinhas de crochê, bolsinhas quase juvenis de maquiagem, fita, linha, agulha, meias, ponteiras... Ricardo, believe me, este post me proporcionou grandes momentos de felicidade! Um grande e agradecido beijo!
Maurette
Ricardo, não entendo nadica de nada de ballet, só gosto de ver e quando dá. Amei seu post, adorei aprender mais um pouco, mesmo não sabendo muito. Quando o escritor é bom e o assunto é interessante nada é longo.
bjs
Jussara
Oi,Ricardo
Não precisa agradecer,pois a leitura dos seus ótimos textos - de qualquer tamanho - sempre é garantia de ótimos momentos.
Sim,esse texto é longo,e por isso mesmo vale a pena: cheio de informações interessantes,que cativam o leitor. Nem pense em encurtá-lo,justamente para manter a essência e a estrutura.
Sim,a história no palco e fora dele,é mesmo fascinante; portanto, se vc cortar algo,vai deixar de fornecer detalhes importantíssimos.
Sabe,querido amigo,embora na faculdade sempre se repita o mantra de Drummond ("Escrever é cortar palavras") sempre há como contrapeso a crítica de Nélson Rodrigues aos adeptos da reforma do Jornalismo nos Anos 60:"Os idiotas da objetividade",então sempre fui e continuo favorável ao que considero bom-senso: cada história tem o tamanho que merece.
Nesse caso específico,pls,não mude nenhuma vírgula,pois trata-se de um "texto redondo".
Bjs
Lícia
Maravilhosa postagem. Obra definitiva, emblemática.
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresentou um de seus mais brilhantes momentos e teve grandes interpretações de todos os artistas principais.
Nessa Bayadère, Makarova se apaixonou por Roberta Marquez e Thiago Soares, na época, com 19 anos. Bjsss
Rcardo querido, voce é a pessoa de mais bom gosto que eu conheço!
O ballet é lindo e4 aq musica um escandalo, amei!!! beijos da Sueli e todo o meu carinho para voce, meu amigo.
Ricardo
Queridos todos, nossa... que delícia!!!!! Obrigad por esse carinho e prestígio. Me emociona...
Tenho porém que fazer uma correcao ao meu prórpio texto que, por incrível que pareca, nem Eliana Caminada notou :-)) La Bayadère (o terceiro ato, o Reino das Sobras) foi encenado por Eugenia Feodorova para o Theatro Municipal, tendo como solistas Berta Rosanova e Aldo Lotufo!!!! ( e só 16 bailarinas, entre elas Helena Lobato). Se fala nesta producao como de Marius Petipa mas devo dizer que Dona Eugenia deve-se ter baseado na versao de 1941 de Chabukiani e Ponomayov - que Dona Eugenia deve ter conhecido pessoalmente na Russia - na qual a versao de Makarova também é baseada. O interessante sera porém descobrir o ano em que foi feita no Rio... Na literatura sobre Ballet só se fala na producao de 1963 do Royal Ballet como a primeira versao (só o terceiro ato) no Ocidente... será que estamos descobrindo algo novo? e poderemos concertar livros de história???? Eliana... Help!!!!
Detalhe incrível: ser chamado de " a pessoa de mais bom gosto que eu conheço!" pelo querido amigo Ricardo Stambowsky - o gentleman mais elegante e de mais bom gosto que conheco, é um elogio incrível! Hoje vou sair de casa sentindo-me com 2,5 m de altura! Obrigado querido e beijo para a querida Sueli também!!!!!
Ricardo
Ricardo, quando The turning point foi filmado, 1977, Eugenia Feodorova havia remontado o ato das sombras há muito tempo, em sua Fundação Brasileira de Ballet, estreando com Aldo Lotufo e Sílvia Barroso nos papéis principais. E nem sei se eles foram os primeiros, teria que perguntar a Isolina Rabello, herdeira do acervo da Genia.
Roberta Marquez também dançou a temporada de Bayadère e foi uma revelação. Não por acaso, ela é hoje principal do Royal Ballet, tal qual Thiago Soares.
Seguem os elencos completos da temporada de 2000:
Nikya: Cecília Kerche, Roberta Marquez, Margarita Roudina (essa russa foi um desastre completo)
Solor: Thiago Soares, José Manuel Carreño, André Valadão
Gamzatti: Fernanda Diniz, Claudia Mota, Renata Versiani
Ídolo: Humberto Manrique, André Valadão, Santiago Junior
O arabesque das sombras é em penché - debruçado -, não em cambré. O cambré é depois do arabesque, ok? Ricardo, o desafio técnico é inigualável. Imagine que elas descem uma rampa, sem a estabilidade de um ângulo reto, e a primeira o realiza quase trinta vezes. É um verdadeiro terror para o corpo de baile.
Finalmente, Ricardo amigo, um detalhe que marca profundamente o ballet e a carreira de Petipa. Ele perseguia a idéia de sugerir que o espaço cênico era infinito. Quando ele repete 35 vezes o mesmo movimento, entrando uma por uma das bayadères, ele consegue esse efeito extraordinário. Meu filho foi ver Bayadère e voltou comentando: "Mãe, como cabiam aquelas bailarinas todas nos bastidores do teatro. Davam a impressão de que elas vinham da Cinelândia." A crítica se aproxima disso, mas acho eu, faz-se necessário uma explicação mais clara da conquista de Petipa.
PS: A entrada de Bayadère seria, mais tarde, a inspiração de Ivanov para a entrada dos Cisnes no 2o ato de Lago.
Um beijo da Eliana
Você me brindou com uma verdadeira aula sobre o balé "La Bayadere". Coisas que eu desconhecia totalmente. Achei ótimo, e peço que não pare por aí, pois nunca é demais a gente adquirir novos conhecimentos.
Gostei demais!
A propósito, eu assisti "La Bayadère" aqui, no Teatro Municipal e adorei!
Mary
Eu amei tudo.....posta no Face,pelo menos para mim. É q não sei passar do e-mail para lá e vc deveria mostrar tal beleza e sedução. Outro dia me vi tomada por 1 cantante e nem soube postar, bjs meu sábio amigo
Ida Mayrinck
Ricardo
as tuas palavras sobre as chamadas redes sociais, com especial destaque para o Facebook, não poderiam ter maior concordância da minha parte.
E a blogosfera tem-se ressentido disso, pois conheço uma série de blogs, alguns dos quais até bem interessantes, que deram lugar a uma série de frases sem contexto algum e que são para tanta gente, que acabam por não ser para ninguém.
Confesso que tenho ali um perfil, e quase apenas me limito a transcrever os posts do meu blog e aceder ao calendário dos aniversários; mas já pensei em desistir.
Blogs como o teu, que são uma imensa fonte de conhecimentos para quem tem a felicidade de te ler, nunca poderiam caber num "Facebook" qualquer e o teu trabalho de pesquisa, que tanto prazer te dá, é fabuloso.
No caso do teu blog, que tem leitores muito específicos (não lhes quero chamar elitistas), os textos longos, longe de serem fastidiosos, são um prazer para quem o lê.
Já eu, que tenho um blog generalista, ecléctico e muito pessoal, reparo sem espanto, que qualquer texto mais extenso, qualquer vídeo de maior duração, não merecem a atenção de muita gente e os comentários descem de imediato ( o que pouco me preocupa).
E com tudo isto reparo que nada falei do assunto principal do teu texto de hoje, delicioso, como sempre.
Oi Ricardo!
Siiiiiiiimmmmmm!!! É esse mesmo, com a Darcey Bussell no papel de Gamzatty, a Altyani Asylmuratova como Nykia, o Irek Mukhamedov como o Solor e o Anthony Dowel... É lindo!!!!
Clap! Clap! Pelos comentários no post. É uma delícia ler e aprender tanto.
Quando vcs vão escrever um livro de história da dança, hein?
Os bailarinos brasileiros precisam de história... qualquer bailarino precisa. :)
Bises!
Querido, voce dessa vez simplesmente arrasou. Seu blog se torna mais e mais denso a cada dia. Escreve um livro, nos de mais e mais deste vasto conhecimento! Quero ver La bayadere - e rápidinho! bjs Claudia-Louise
Oi Amigo querido,imagino o trabalhão....mas meu coração ficou todo bobo e alegre c seu IMENSO carinho....vou ler o q meu amigo de vida escreveu o Ricardo, bjs e lindos dias c alegrias ! Ida Mayrinck
Lindo amigo. É sempre um prazer ler o que escreve. Aprendo e m delicio com as musicas as fotos os filmes tão bem escohidos.
beijos
Syl,existem inúmeros livros de Ballet aqui no Brasil e destaco e indico um dos melhores que conheço;História da Dança,Evolução Cultural,escrito pela historiadora de Dança,Eliana Caminada.´E um livro completo sobre dança escrito por uma pessoa extremamente séria e fiel a História da Dança.Recomendo vivamente!
Nós temos muito livros sim...bailarinos precisam se informar mais....
Cristina Martinelli
Ricardo, hoje vou ao teatro com Isolina e vou perguntar a ela sobre a versão da Genia e sobre o ano da remontagem.
Você tem razão, antes de Sílvia Barroso e Aldo dançarem, Bertha dançou. Acho que foi só o pas-de-deux, não o Ato das Sombras completo, mas tudo isso eu pergunto hoje.
Notei sim, a remontagem da Genia, mas preciso me certificar se foi para o Theatro ou para a Fundação Brasileira de Ballet.
Que precisávamos consertar a história é fora de discussão. Ninguém menciona, por exemplo, a remontagem da Genia do Lago completo em 1959, quando aqui, no ocidente, só a Inglaterra encenava. Os países que conheciam e dançavam o Lago em 4 atos era todos da "Cortina de Ferro". Certa vez Bertha me disse que não, que ela já tinha visto em Paris. Depois lembrou que tinha visto em Paris, mas dançado pelos russos, não pela Ópera.
Veja você que coisa incrível. No mesmo ano, o Ballet do Teatro Stanislavski de Moscou, uma grande companhia, veio ao Rio trazendo o Lago na versão de Bourmeister, que adoro, e os bailarinos ficaram perplexos de encontrarem, nesse país de terceiro mundo, um Lago na íntegra.
E mais, comentaram que reconheciam as deficiências técnicas, mas que a companhia, acima de tudo, tinha entendido o espírito da obra de Tchaikovski. E amaram Bertha e Aldo.
Outros perplexos foram os do Ballet de Cuba. Difícil acreditar, até para eles.
Bjsss da Eliana
Sua requintada pesquisa e cuidado extremo ao falar do contexto mundial da dança, é como se fosse um rodopio por sobre um palco de cristais de Murano sem vacilo algum. Você me surpreende sempre...
Eliana querida, eu acho que foi o terceiro ato completo e no Theatro. Aqui a lista do corpo de baile:
Alda Acioli, Sonia Barroso, Luciana Bogdanocich, Rojan Cavina, Oneide Craveiro, Maria Enamar, Wanda Garcia, Therezinha Goulart, Eunice Khoury, Helena Lobato, Nair Moussatche, Helna Nogueira, Irene Orazem, Estella Reigas, Julia Rodrigues e Clélia Serrano. Eu conheco só Lobato - a senhora dos lindos olhos doces (como sempre a chamo - meu beijo para ela). Isto é uma ajuda???? Descobrimos a data????????
Ricardo darling,
I must tell you that the text was extremely long and that my translator is not the best one around...
but I have found the essence of what you wanted to say... yes, La Bayadere is simply unique. Thank you so much! Love- always - Mike
O mais incrível de tudo é que o que lhe disse VIA EMAIL,voce o sentiu como uma bofetada.
Se voce quiser que se torne público o tema abordado nos EMAILS,Posso providenciar.Tambem estou cansada de falsas interpretações.Meu EMAIL,não tem nada a ver com a matéria Bayadere,que todos gostaram com razão.Estou cansada de egos potencializados.Amigos,tertuliadores,desculpem a réplica ao desabafo.
Cristina Martinelli
O que me pergunto (sobre o comentário de Cristina Martinelli) é: o que tem isto que ver com "La Bayadère"?????????) Hallllooooo ?????
Uma nota: depois de cada vírgula e ponto deveria-se deixar um espaco livre....
por exemplo:
"Se voce quiser que se torne público o tema abordado nos EMAILS,Posso providenciar.Tambem estou cansada de falsas interpretações"
Que forma de se escrever... "cultura" de grandes personalidades da nossa "cultura" brasileira... rsrsrsrs
vc me emocionou agora :)
que bom se vc me falar mais de mim :) preciso saber que certas coisas não são fruto da maturidade, mas foram espontaneas assim como vc diz. A idade é perigosa pra todos, quando a gente vê o que conseguiu realizar, o que não conseguiu ainda, os resultados às vezes irreversíveis de tantas escolhas que fez.
eu tenho me lembrado muito desse início de vida, pois estou em outro início. Hoje mesmo me vi pensando que tenho que sair de casa do jeito que saí da casa dos meus pais, leve, sem levar muita coisa, porque tenho uma estrutura tão grande que está me imobilizando e as mudanças precisam ser feitas. Estou separada vivendo com a família toda, ex-marido e filhos, há três anos! Tenho uma relação paralela que só me dá alegrias e que acaba de entrar em total parafuso, pois a liberdade e a confiança são tantas que estou acompanhando de perto o processo do parceiro se apaixonar por outra mulher e não ter nenhum tempo para nós. Choooooooro igual uma adolescente.
é uma morte e um renascimento. Meus objetivos na vida são parecidos com os que tinha então: estudar, investir em formação (estou indo em julho pros EUA fazer um curso de formação de professores de canto e ter aulas com uma prof fera de lá, mesmo sendo prof de canto no Brasil há 25 anos), sair de casa rsrsrs. E pensar numa vida independente, sem filhos, sem grandes projetos de compromisso fora estudos e arte. Mas a energia física e mental são outras e eu não sei ainda isso. Dá uns medos. Acredita que não tenho aposentadoria?? Ganho bem, mas não sou organizada com dinheiro e aos 50 não quero mais viver assim como uma hippie! Ou como uma imortal!
essa sou eu hoje :)
vejo suas fotos dançando e me lembro tanto do meu sentimento, já te falei isso, eu ficava maravilhada pois vc foi o primeiro artista que vi se tornar adulto. Todos nós dançávamos ou cantávamos ou desenhávamos ou escrevíamos e não sabíamos se aquilo estaria na nossa vida adulta. Vc foi o primeiro que soube.
e agora vejo vc com um livro e uma bebida sentado num lugar ensolarado sabendo que vive num lugar tão frio, leio o seu blog que tem um tempo tranquilo, sem ansiedade, e continuo me inspirando em vc.
Suely
Foi o Ato das Sombras,remontado pela E.Fedorova pouco tempo apos da chegada dela,do original(filme),do Tcheboukiani,deve ser nos anos 1956-9,foi dançado por Aldo e Berta,onde voçe achou o livro da Edmea?,o meu sumiu,penso,que foi o primeiro dos livros sobre,o ballet do T.M,sim me recordou,tem muito erros,assim que um pouco Party-Pris
,Abraço,
Tatiana
Incrível (teu jeito de escrever também)! Luiz Roberto
Ricardo, Aldo Lotufo está aqui em casa e me esclareceu que dançou, com Bertha Rosanova, o Ato das Sombras de La Bayadère, em uma versão de Chabukiani, compacta, sem variações, estreando no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 12 de abril de 1961 (de acordo com o livro de Edgard de Brito Chaves Junior "Memórias e Glórias de um teatro").
A versão foi extraída do filme de Chabukiani com Dudinskaya, mas Aldo comenta que muita coisa foi colocada por d. Genia a partir de suas próprias lembranças e do conhecimento que tinha do estilo do ballet.
Uma musicista da Rádio Mec tirou a partitura de disco para piano e posteriormente foi feita a orquestração.
D. Eugenia remontou o mesmo ato do ballet para sua Fundação Brasileira de Ballet, quando Aldo dançou com Sílvia Barroso.
Por favor, quero apenas contribuir com a história, mas meus netos estão aqui, e estou escrevendo correndo. Vai que coloco alguma vírgula fora de lugar. Isso poderia desagradar a alguns tertulianos mais exigentes.
Bjsss
Caminada
Eliana, minha princesa, entao temos razao... e temos que (nós dois) fazer uma reestrututa na história de La Bayadère no Ocidente... WOW!!!!!!!!!! Entao a montagem bo Brasil foi antes da montagem de 1063 com o Royal Ballet!!!!!!!!!!! Vou entrar em contato com voce - por telefone - nos próximos dias, OK????? Beijos, linda!!!!!! Ricardo
Já pesquisei, segue a resposta na Tertúlia.
Como a montagem é de 1961, podemos admitir que conhecemos antes do Royal o Ato das Sombras de Bayadère.
Não sei se Nureyev montou com as variações das solistas também.
Eliana
Eliana, quiz dizer óbviamente 1963, nao 1063....
Entao Eliana, temos a faca, o pao e o queijo.... como faremos de agora a diante?????? è uma questao de honra....
Ricardo, não sei. Num dicionário mais recente sobre dança, a parte que se refere ao Theatro é lamentavelmente errada. Creio que nem Bertha e Aldo constam do verbete.
Não sei quem deu as informações mas, sem dúvida, era alguém, não apenas mal informado; era também mal intencionado, parcial e anti-ético.
Acho bem difícil contestar o mundo. Eles criam suas versões dos fatos e essas versões se tornam a verdade.
Quem somos nós diante das "verdades" do primeiro mundo?
Bjsss
Rick,
olá! Quando crescer quero ser igual a você! Gostaria de poder compartilhar no meu facebook esta maravilha! Tem um jeito de colocar os ícones do fb e aí quem quiser compartilhar pode. Acho que todos adorariam mostrar o privilégio de poderem ler suas tertúlias. Saudades. Beijos.
Querida Márcia, se voce quizer pode sim... eu nao sei como!!!!Mas acho que seria legal!!!! Beijos Ricardo
Olá meu querido, acabei de visitar seu blog, até tentei deixar um comentário pra lá de inspirado, mas não obtive sucesso. Enfim, fiquei absolutamente encantada com o prólogo do seu texto "La Bayadère". Como a vc, tb me agradam muito a pesquisa e a aprendizagem, assim como compartilhar seus resultados, trocando e aprendendo mais ainda... com o outro.
Que bom que vc retornou a minha vida, meu garoto bonito. Bjnh.
Sandra Barsotti
Suely querida, reli ghoje tuas palavras de ontem e "vijei" com elas. Ontem nao as tinha entendido completamente. Estva abatido com uma amizade que se acabou ontem... e muitas agressoes à minha pessoa, muita maldade... e exatamete há poucos dias coloquei no facebook "Diga NAO à fofoca" - e hoje estou sndo levado pela sujeira da sarjeta da fofoca... pos um e.mail (dirigido úncica e exclusivamente à esta tal pessoa) já anda "circulando" por aí, no mundo virtual... baixaria mesmo... entao fico feliz que este capítulo acabou, que nao preciso acreditar numa amizade que "nao foi". Quem disse "Amizade é amor que dura para sempre... e se nao dura é porque nao era"?????
E volto a reler tua mensagem, sentir teu carinho e me lembro da gente - como somos e nao como os outros nos querem ver... e me emociono com este laco que nos une ainda é tao forte apesar da vida nos ter colocado tao longe um do outro... deveríamos nos telefonar... no acha? voce tem skype??? Beijos
Ricardo
Sandra querida, o prazer é meu em te ver qui, te sentir tao cheia de boa energia... andava precisando de eneria assim... ontem mesmo coloquei para fora da minha vida uma pessoa que só parecia estar "urubusando" minha vida... e aí... voce retorna neste explendor! Coincidencias? Nao existem coincidencias!!!! Beijos e emuito carinho
Ricardo
E eu sabia que existiam blogues assim super chiques e sabidos? Amei isso aqui... posso sr sua miga? como é que faz para ser???? Anna
Quanto mais eu revejo mais me apaixono por este balé. Que coisa, que glória da harmonia. Coisa só de genio mesmo - e quantos devem ter sido envolvidos para contribuir... coreografo, musico, figurinista, quem fez os cenarios, a luz... meu Deus, todos criando um momento perfeito de luz - para nós!!!! Obrigada!!!!
Anna
Olá, Ricardo!
Só agora pude, com calma, ler seu excelente texto sobre "La Bayadere". Cheguei, infelizmente, no final do debate empolgante travado por você e pelos visitantes de seu salão. Eu pouco poderei colaborar nele, pois, como você sabe, não passo de aprendiz no que toca à história do balé. Curiosamente, no entanto, acho que poderei oferecer a informação que você precisa. No caso de você não ter descoberto ainda quando "No Reino das sombras" foi exibido no Municipal, isso se deu entre março e abril de 1967. Tenho aqui em casa uma preciosidade que garimpei enquanto fazia mestrado na área do teatro: "Memórias e glórias de um teatro: sessenta anos de história do T. M. do Rio de Janeiro", de Edgard de Brito chaves. O autor era um exímio guardador de programas e, felizmente, dividiu seu conhecimento com a gente. Vou mandar para seu e-mail as páginas em que ele dá informações adicionais a respeito.
Bjinhos e parabéns pelo artigo tão rico.
Dani
PS: O livro, embora interessante, é meio desorganizado. Vou olhá-lo com mais calma para ver se encontro referência sobre uma encenação anterior do balé no Municipal.
Voce tem aqui um dos mais belos trabalhos que já tive oportunidade de ver na internet. Meus parabéns. Maria Augusta Sá.
Ricardo, querido, sugira a sua amiga para rever o livro, porque a postagem que lhe enviei é do mesmo livro.
Além disso, nós, do Theatro, temos um acervo de memória e de bailarinos vivos que podem ser muito mais exatos do que os dados, nem sempre corretos, do Edgard.
Eu sei por mim mesma. Quem estreou o pas-de-deux de Paquita de Petipa/Balanchine no Theatro Municipal fui eu, não Eleonora Oliosi, porque ela quebrou o pé no ensaio geral.
D. Tania se guiou pelo livro e nem na revisão consertou, o que muito me aborreceu, porque tenho foto e programa.
Mas por aí você pode ver que juntando os dados do livro, com Aldo Lotufo, que dançou com Bertha, você chega mais perto do historicamente certo.
Diga a sua amiga, certamente uma pessoa que ama ballet, que reveja o ano de 1961. Foi com dificuldade que eu mesma encontrei juntamente com Aldo, que almoçava em minha casa.
Essa pesquisa foi boa até para mim mesma. E lembrei-me de ter visto Bertha e Aldo em Bayadère no 1o Encontro de Escolas de Ballet de Curitiba, como convidados do Theatro Municipal, então sob a direção da Genia.
Acho que nada mais tenho a acrescentar a isso. Foi muito bom ampliar meu conhecimento.
Bjss.
Eliana
Está certo, Ricardo, acabei de lhe enviar um e-mail sugerindo que sua amiga reveja o ano de 1961 do mesmo livro. Até disse que encerrava ali a pesquisa que, para mim, foi ótima.
É 12 de abril de 1961. Quem disse, se bem me lembro, no PDF que era em 1967 foi ela, não eu. E custei muito a encontrar, porque é pequenininho.
Vou nessa porque, de novo, não estou passando bem.
Bjsss.
Eliana
entao estamos com um furo sensacional da dupla dinamica Eliana & Ricardo. Adorei esta pesquiza!!!!
A producao de 1963 do Royal Ballet NAO foi a primeira no mundo ocidental...
e gaora? temos que mudar todas as wikipedias do universo?
eu pelo menos colocaei nas Tertúlias...
e agora quanto a saúde:
oh querida, se cuide, hein????
um beijo
ricardo
Bela história da dança e sua magia, beijo Lisette.
Rick meu amor,
só tenho lembranças maravilhosas de nosso tempo de infância/adolecência, aqui e no Rio...
Eu ainda não estou sexa-genária, acho q nem vc, ainda nem cheguei no meio do meu século de vida (52)
Sei que chega rápido, o sexa, mas falta bem...
Adorei o texto sobre Baydère, uma aula...tão bem escrito que deu o q falar, né???
Não se preocupe c/ a homenagem, mami já ama saber que vc gosta e prestigia o quadro que ela ti deu!!
Ela nem sabe entrar na net. 72 anos - outros tempos - mas pensa em aprender.Ela é muito linda.
Beijos saudosos...se cuida!!!nós ti amamos muito!talita
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