sábado, 24 de julho de 2010

Baryshnikov, Misha... Palavras supérfluas!


Procurando vídeos de Baryshnikov no Youtube dei-me conta de que não existe realmente muito material sobre ele... Não, se se pensa no quanto ele dançou.

Reencontrei "White Nights", filme que tenho em DVD, e mesmo assim revi esta cena, que já vi centenas de vezes, como se fosse a primeira vez. Misha sempre surpreendente-me de novo. Sempre vejo algo novo. Uma nuance nova. Como se sua dança, mesmo que preservada em celulóide, se adaptasse ao meu "ritmo biológico".


Como meu querido amigo, o bailarino Antonio Negreiros disse uma vez sábiamente: Misha é o bailarino da NOSSA geração. Ele é aquele que mais nos influenciou, que revolucionou a técnica e nossa maneira de entender a dança. Único. Antes de sua chegada ao Ocidente já se passara a «revolução Nureyev» mas isto aconteceu intensamente para uma geração anterior à nossa.



De volta a “White Nights”… Palavras seriam supérfluas.

Porque tentar descrever nelas o que se ve, sente e entende ao ver Misha aqui dançando, gritando por liberdade?

Palavras são, neste caso, completamente supérfluas.

Palco para Misha e a maravilhosa coreografia de um outro grande ídolo meu: Twyla Tharp!

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P.S. Oh... e para quem ficou na dúvida. Sim, esta é Helen Mirren!

17 comentários:

Syl disse...

Um dos filmes em que MB atua e que gostei é "Dancers" (de 1987), onde há uma maravilhosa comparação entre o ballet Giselle e as personagens de Giselle na vida real. Julie Kent está lá, novinha como bailarina e atriz. Não é um show de interpretação, mas vale roteiro e a dissecação do bailado Giselle É UMA AULA a parte.

Adorei o seu blog.

Bisous!

Danielle disse...

Oie, Ricardo!

Vi "O sol da meia noite" quando era criança. Lembro menos da história que da impressão positiva que ela me causou. Adorei-a!
Muito bom reencontrar o filme aqui. Sabia que ele a pouco começou a ser comercializado aqui no Brasil?

Bjinhos e bom fim de semana.
Dani

angela disse...

Falar o que? Magnífico.Fiquei pensando nq medida que lia seu texto e via o video que podemos ter muitos bailarinos excelentes, talentosos e geniais, mas assim como em outras artes, um Da Vinci, um Michelangelo, um Joyce, um Shakespeare, temos um Misha.
O video é fantástico, emocionante.
beijos

com senso disse...

Caro Amigo

Gosto particularmente deste filme, pois apesar de o ballet não ser uma das minhas prioridades eu não consigo deixar de me impressionar com algumas actuações nomeadamente as de Misha!
Mas digo-lhe também que gostei imenso de Hines e noutro plano de Rosselini e naturalmente a de Mirren!
Este filme tem para nós portugueses o interesse particular de a Ópera de Lisboa, o esplendoroso Teatro São Carlos, ter sido utilizado para cenário das cenas que supostamente se estavam a desenrolar no Teatro Mariinsky, já que em 1985 não foram autorizadas filmagens naquele Teatro russo. E sendo ambos muito parecidos, a produção optou pelo Teatro de Lisboa.
E quanto ao que diz sobre Misha é tem todo o sentido. A minha geração, a nossa geração é, na verdade, a geração Baryshnikov.
Um abraço.

Anônimo disse...

One of my favourites. Ever! Mike

Tays disse...

Ricardoooooooooo

Amooo o Misha !!!!

E concordo com seu amigo bailarino
"É o bailarino da nossa geração"

Lembro bem, White Nights foi o primeiro filme que assisti que tinha um bailarino na história.

Motivo suficiente para me despertar amor pela dança e por sua técnica.

Anônimo disse...

Oi,Ricado

Mais um belo post,parabéns. Assisti "O Sol da Meia-Noite" na época,e adorei.

Misha sempre foi corajoso,e transmitiu isso perfeitamente nos palcos
onde brilhou.Divino.

Bjs

Lícia

Anônimo disse...

Adorei querido! Misha forever! AN

*May Lopes disse...

Olá!
Sou simplesmente louca para assistir esse filme mas não acho nas locadoras perto de casa!
Que saco!

Silvia Vieira disse...

Rick querido, o que falar de um deus, é o que Barishnikov é pra mim.
No meu celular tenho os olhos dele quando abro pra falar.
Maravilhosa postagem!!!!!!!!!!!!
Bjus enormes.
Marroney.

pinguim disse...

Não tenho culpa de ser mais velho, mas na minha geração o grande bailarino foi mesmo Nureyev, que me lembro de ter assistido, porventura a uma das mais prolongadas ovações da sua carreira quando no Coliseu de Lisboa, dançou o Corsário (quase meia hora de palmas...)
Mas claro que MB foi um fabuloso bailarino, que admirei muito, igualmente; esta cena é magnífica e que prazer ver Dame Helen Mirren, tão jovem.

Marco disse...

Grande Ricardo,
Eu gosto muito deste filme. A dupla Barishnikov/Gregory Hines levou momentos sublimes para a tela. rever Helen Mirren novinha... E o filme ainda tinha Isabella Rosselini e Geraldine Page, se não me engano. Uma delícia!
Mais um golaço que você marca com seus posts imperdíveis. O Baryshnikov dançou algumas vezes aqui no Municipal do Rio. Lembro que uma vez foi ao som das batidas do seu coração e foi um arraso. O cara foi delirantemente aplaudido por não sei quanto tempo, mas foi MUITO tempo.
Excelente postagem.
Carpe diem. Aproveite o dia e a vida.

Tertúlias... disse...

Pois é Marco, eu também sou "louco" por esta cena... quanto a este solo (as batidas do coracao), acho que foi quando elöe fez aquela "excursao" pelo mundo da danca mais experimental, nao foi? Nao me lembro do nome da companhia... Nao sabia que havia dancado no Municipal. Assisti-o no Brasil no (haja!) Maracanazinho... com um bailarina venezuelana chamada Zandra Rodriguez... O Ballet que o acompanhava (acho que uma companhia de Minas gerais) era uma vergonha...

A.Tapadinhas disse...

Misha, vi-o nesse belo filme (a propósito, Geraldine Page era Anne Wyatt) em que as cenas de dança, mas sobretudo o sapateado, protagonizadas por Hines e Baryshnikov, são fabulosas.

Abraço,
António

Maurette disse...

De fato, Ricardo.
Nem palavras, nem metáforas, nada é mais eloquente do que o modo dele cortar a música, rasgá-la, envolvê-la no corpo, nas mãos, no rosto. Um grito que não ficou parado no ar; passou pela pele e saiu do outro lado, sangrando.
Maurette

Chris Ferreira disse...

OI Ricardo,
Adoro o Baryshnikov. vo o Sol da Meia -Noite no cinema e quando procurei em DVD ainda não existia, Agora vou procurar novamente.
Tive a oportunidade de assistí-lo no Minicipal do Rio a pouco tempo e foi emocionante. Parece que ele virá esse ano novamente e eu não vou perder.
Parabéns pela postagem.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Anônimo disse...

Também sou muiiito fã de MB, soube que ele vem ao Brasil nos dias 28 e 29 de outubro, gostaria de saber como faço p/ comprar os ingressos, alguém poderia me informar?