sábado, 27 de março de 2010

Ginger and Yam? (Gengibre e Inhame?)

„Fred gave Ginger class, Ginger gave Fred sex“. Este comentário de Katherine Hepburn (que aliás, também na realidade - não só em "Stage Door" - nada simpatizava com Ginger) entrou para a história do cinema. De certa forma ela tem razão. Mas não há dúvida que, como meu pai diria, Ginger era realmente um “mimo”. Que figurinha mais linda!



Ginger e Fred, quando começaram sua “partnership”, sempre lançavam “Danças” novas nos seus filmes (Os estúdios lucravam muito com a venda de discos, partituras etc.).
No seu primeiro filme juntos (em papéis secundários), “Flying down to Rio”, eles roubaram o filme dançando “The Carioca”.


Em “The gay Divorce” eles introduziram “The Continental”.



Em “Top-Hat” bailaram “The Piccolino” (que era porém muito “sofisticado” para tornar-se moda popular). Aqui duas fotos de um livro meu, já que não é nada fácil encontrar-se boas fotos deste número… Cliquem para ampliar, vale a pena! Ginger já deixando a fase "Muffin face" (o que também aconteceu com Vivien Leigh) e tornando-se bonita e sofisticada!



Mas todos estes números eram números «de Fred». Ginger era sua «acompanhante» (o coreógrafo Hermes Pan – muito consciente das limitações de Ginger em termos de dança – limitou, ainda mais do que necessário, a movimentação de Ginger nos primeiros trabalhos em conjunto).

Finalmente um dia, em «Carefree», 1938 (um filme adorado e venerado na Espanha!), Ginger dominou não só um número («The Yam») como TODO o filme. Ela está ótima. Toda soltinha, esfuziante, deliciosa e cheia de energia!



Sim, os dias “verdes” como atriz já tinham passado e em dois anos ela ganharia o Oscar como “Kitty Foyle”. Época na qual sua carreira destacou-se em Hollywood e a de Fred estagnou, quase por uma década…



Aqui, esta delícia chamada “The Yam” (na realidade “Inhame”… imaginem só em portugues: “Oi bem, vamos dançar o “Inhame”?). Divirtam-se! Sim, Ginger and Yam (Gengibre e Inhame) combinam, e muito!

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E, se voces querem ler o melhor livro, com as estórias mais engraçadas e simpáticas sobre esta linda dupla (que se odiava mútuamente, na realidade), aqui uma dica… Uma maravilha de livro… Está na minha estante!

8 comentários:

Danielle disse...

Ai, ai, Ricardo, eu sou apaixonada por esses dois! Já perdi a conta de quantas vezes vi os 10 filmes deles (talvez umas 100, somadas, rsrsrs). Verdade que eram todos parecidos, como Julie brinca em seu show, mas os números de dança eram imbatíveis! Eles são perfeitos juntos.
Sabe que não tenho certeza se se odiavam, mesmo? De qualquer modo, eram muito profissionais - o "ódio" nunca transparece.
Também adoro Carefree, um filme desdenhado não apenas pelos fãs mas pela crítica. Ginger é uma cômica incrível. A "psicanálise" do filme é inverossímil mas apenas deixa-o mais hilário. Sem contar que aquela sequência do sonho é belíssima.
Adorei as fotos do livro! Eu queeero o livro, hehehe. Vou procurar - não tenho nenhum livro sobre eles.
Amei! Ah, adorei seu comentário ao meu post sobre O Grande Gatsby. Que lindo filme. Só o conheci semana passada! Vi no imdb sobre as outras versões, mas nunca as vi. Uma delas, a de 2000, é com Mira Sorvino, de quem não gosto muito. Não sei se quero vê-lo e apagar a impressão que tive ao ver Robert como Gatsby e Mia como Daisy - não creio que outros artistas possam ocupar o lugar desses personagens!

Bjocas e bom fim de semana. O meu vai ser repleto de fichamentos de livros, buááá.
Dani

Andreia disse...

Olá Ricardo querido,
como sempre da uma verdadeira aula de cinema hein!
Belíssimo post.
Hoje vim desejar-lhes um lindo fim de semana regado de muita paz e muita luz!!!
Beijos na alma...

com senso disse...

Caro Ricardo
Mais um texto fascinante, agora sobre Ginger e Fred,
Para mim, que sempre achei Fred um grande bailarino, nunca entendi que fosse credível o fascínio que ele exercia nos filmes sobre algumas das mais belas mulheres de Hollywood.
De Eleanor Powel a Rita Hayworth, passando é claro por Ginger, Fred inexplicavelmente para mim conseguia consquistar todas.
A marca maior que Fred e Ginger me deixaram foi cantando Cheek to Cheek em TOP HAT...
Depois de ter visto quase todos os seus filmes em criança, não voltei a revê-los. Não me saem contudo da memória!
Foi bom revisitá-los aqui novamente.
Um abraço.

Anônimo disse...

Wonderful! I had forgotten all about this number! Gorgeous! Love
Mike

angela disse...

O livro pode ser ótimo, mas adoro seus textos, suas opiniões e a elegania com que esreve.
beijos

Marco disse...

Bela postagem, Ricardo. Ginger e Fred eram ícones de mais de uma geração. Curiosamente, é como você diz: eles se detestavam. O Fred não tinha muita paciência dom Ginger e dava esporros homéricos nela, que por sua vez, tinha ganas de mandar ele tomar naquele lugar onde o sol não alcança...
São belos números musicais, em que os dois estiveram envolvidos...
Ginger morreu há relativamente pouco tempo.
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

Stella Tavares disse...

Querido Ricardo, adoro Fred Astaire!!! Adoro! Aprendi a me encantar vendo as reprises da globo e ficava tão perdida em meio a tanto encantamento, tanta leveza, o doce som do seu sapateado. Ai, como é bom vir aqui.
Bjs e obrigada.
Saudade imensa!!!

Clarisse Bronté disse...

Olá Ricardo,

Ginger e Fred nos faz sentir saudades quando o mundo era mais leve e gracioso.

Lembro de Fred dançanco a música"Heaven" num antigo filme que vi há anos com o coração saudoso de leveza.

Um abraço cheio de admiração de seu blog.

Clarisse B.