domingo, 26 de julho de 2009

Song of Love, Clara Schumann, Hepburn, Piano Concerto de Liszt, dublagens...



“Song of Love” (Clarence Brown, 1947): uma biografia da MGM que tomou muitíssimas liberdades com as vidas de Robert & Clara (née Wieck) Schumann, Franz Liszt e Johannes Brahms… Mas o que importa? A MGM no seu período de explendor total podia dar-se a este luxo… Como era o Slogan? More Stars than there are in Heaven
Agora não esqueçamos uma coisa maravilhosa deste criticadíssimo filme: Reparem na cena de abertura a precisão da interpretação de Katherine Hepburn, que apesar de não estar realmente tocando, está perfeita… Até nisto esta mulher era maravilhosa… Tertúlias voltará a comentar mais Kate… realmente um grande “lapso” não ter-se “tertuliado” mais sobre Hepburn!
Minha mãe, que tocou muito bem o piano, e eu, apesar de já ter-mos revisto esta cena dezenas de vezes, sempre ficamos boquiabertos e sempre chegamos à mesma conclusão: Kate não tocou mas além de ter sido soberbamente treinada, tinha grandes noções do piano… o que era natural antigamente, pois tocar um instrumento fazia parte da educação… Those sure were the good ol’ days! E que bom fazer justiça ao talento de Clara Wieck assim! Aqui Kate na abertura do filme num (cortado porém magnífico) Piano Concerto de Liszt (ele só escreveu dois, nao é verdade?) e em “Träumerei” de Schumann (Ninguém jamais diga que esta pequena composição de Schumann é fácil… sim, técnicamente é, mas trazer à superfície toda esta emoção… a emoção que Schumann sempre conseguiu passar, a emoção e a compreensão sobre as “coisas pequenas e simples” da vida… como amar, ser fiel, ser sincero… Oh Robert Schumann! Abençoado seja por todo este talento e por toda sua obra!). Reparem na iluminação à gás no proscenio! (E para voltar-mos ao tema "tomar liberdades": este Concerto de Liszt que Clara está tocando em 1839 só foi composto em 1849... Mas quem se importa????).

Katherine Hepburn como Clara, Paul Henreid (austríaco, ator de “Casablanca”, Victor Lazlo, lembram?) como Robert Schumann.

Dedico, neste domigo tranquilo, esta postagem à minha querida Mãe, apreciadora de Música!
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15 comentários:

Efigênia Coutinho disse...

Song of Love, Clara Schumann, Hepburn, Piano Concerto de Lizst, um clássico , que deixa muita saudade, este sentimento nobre das coisas boas que marcam nossas vidas infinitamente, e eternamente!

BRAVO!!!
Como é gratificante vim em seu espaço cultural.
Efigênia Coutinho

Alice Barth disse...

Katharine é grande! Mas adorei ´dominicar´ ouvindo a simplicidade e a beleza de Träumerei, eu amo Schumann!
Abraços e carinho,
Alice

mundo azul disse...

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...belíssimo! Adorei ouvir!


Beijos de luz e o meu carinho, Ricardo...


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Anônimo disse...

Querido Ricardo,nesta tarde de domingo,uma dupla homenagem...à Neyde,esta brava mulher,e a Katherine
a quem rendemos todas as glórias!
Sim,Ricardo,eu tambem toco piano e
sabemos que esta interpretação de Kate é magnífica,extraordinária!
Ela tem realmente toda noção do instrumento,aliada a uma belíssima
postura ao piano!Que maravilhoso concerto,montagem,filme e atmosfera!
Para a Beleza todas as licenças poéticas são permitidas!
Como sempre Tertúlias me emociona...É sempre um renovado prazer frequentar este maravilhoso salão!
Cristina Martinelli

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

Querido , meu final de domingo ficou maravilhoso com o grande mestre Schumann, e delicadeza de List, a suavidade dos gênios.
Grande postagem querido, realmente tem certas coisas que marcam nossa vida.
beijosssssssssss
Feliz semana.

tertulías disse...

...realmente tenho que sublinhar isto: a música de Liszt realmente marcou muito minha vida!

bueno disse...

Oi, querido. Tanto tempo que nao nos falamos, mas como vejo tudo está indo bem. Liszt te marcou a vida? A minha foi o Jamelão. beijos.

bueno disse...

"Como é gratificante vim em seu espaço cultural."
Essa frase está correta? Acho que não sei mais português, mas de alguma forma ela me parece ter um grande erro gramatical. Estarei eu certo?

tertulías disse...

Claudito, quebom te receber aqui no meu salao... estva com saudades!!!!!

Anônimo disse...

Amigo querido como é bom ver e ouvir momentos delicados e refinados.
Parabéns, por mais uma bela postagem,bjs Marroney.

Claudio Kezen disse...

Obrigado! Seu amor pela música me fez segui-lo no blog. Passarei por aqui outras vezes.

Anônimo disse...

Oi Ricardo!!!!!!!!parabens!!!!!!!!pela ultima postagem ,eu me senti no teatro maravilhoso.,voce sempre nos presenteando com postagem especiais .e a maneira como voce descreve e uma aula para nos.bjs Dja

Maurette disse...

Ahhh...
Kate é realmente indispensável, Ricardo. Sempre fui fascinada por ela. Quando entrei aqui, no domingo, postagem fresquinha ainda cheirando a pão quente, fiquei tentada ao primeiro comentário, mas Tertúlias é assim mesmo: um segundo a mais e todo mundo já chega junto, pois ficamos sempre ávidos pelas novidades.
Li um pouco da história de Clara Schumann, numa ampla reportagem sobre uma biografia que foi lançada há alguns anos. E ficou a impressão de uma mulher de imenso talento, e que no entanto teria vivido submissa, primeiro ao pai e segundo ao marido, apesar do grande amor que os unia. Não cheguei a ler a biografia em si, apesar do interesse que me despertou. E agora você nos conta desse filme... que vontade de ver! Há alguns anos comprei uma volumosa e fascinante biografia de Kate, que só fez aumentar o meu amor e respeito por ela: verdadeira, amorosa, super profissional, forte... e corajosa! Com que força enfrentou, na vida, suas questões mais importantes! Uma família fascinante, experiências determinantes com a terra, a paixão e dedicação incondicionais por Spencer Tracy... e as inesquecíveis interpretações que no deixou! Fico emocionada só de falar.
Essa pequena grande introdução do filme, por si só, já é um misto de êxtase, suor e lágrimas teimosas. Que bela forma de começar um domingo foi essa, meu querido! Obrigada!
Beijo
Maurette

GRACIANA PETRONE disse...

Exelente blog de verdad! he quedado maravillada por la cantidad y la calidad del material. Te invitarñia a visitar el mío...cuego de vez en cuando trabajo periodíticos realizados y algunos relatos de ficción. Saludos desde argentina.

Anônimo disse...

Não é possível. Ela tocava e muito bem. Mesmo que tenha sido dublada

Bj

Mauri (chegando da turnée por Minas