terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Le petit Parisien: uma mensagem pré-Natalina...

Foi em maio deste ano em Nova York.
Eu me sentei em alguma Coffe-Shop da Lexington Avenue para tomar um café-da-manhã e – wow – este maravilhoso trabalho fotográfico estava na minha frente… e me encantou, me encheu de alegria!

« Le petit Parisien » (1952) de Willy Ronis

Notem quanta felicidade esse menininho nos trasmite… E o que lhe dá esta felicidade? Um pão!!!!!

Há algumas semanas atrás a idéia de colocar aqui uma simples foto se concretizou com o fato de ter assistido um curto anúncio na televisão.

Não estou mais seguro se era da Peugeot (ou da Renaut?) mas isto não importa.
O anúncio consistia simplesmente de uma colagem daqueles “filmes familiares” que eram feitos com cameras de 8mm pelas famílias nos anos 60.
Esta, particularmente, nos mostrava uma família da classe média fazendo «camping», churrascos ao ar livre, passeando pelo campo, por zonas rurais, numa praia, pegando chuva num desconforto total… nada mais...

E terminava com a seguinte frase:
NOS TEMPOS EM QUE SE SER FELIZ NÃO CUSTAVA NADA…


Como o Natal se aproxima, achei esta uma mensagem bem apropriada…
Gob bless, queridos!

15 comentários:

Eliana Caminada disse...

Ricardo, amei sua mensagem. Tão delicada, tão apropriada para este tempo de Natal.
Como vai Neyde. Um beijo grande para ela. Que linda maneira de nos reencontrarmos. Na primeira vez e na segunda.
Um beijo
Eliana

Lícia Marques disse...

Oi,Ricardo

Lindo post,adorei. De fato,é na infância que somos realmente felizes com as pequenas coisas que fazem da vida algo tão gostoso quanto uma bisnaga quentinha,que faz a manteiga/margarina derreter,após ser dividida com a família e/ou amigos à mesa. Cheiros e sabores indeléveis na memória afetiva.

Correr pela calçada num tempo em que carros,motos,bicicletas e multidões de pedestres afobados e carrancudos ainda não eram obstáculos quase intransponíveis...Lembrança também tão linda quanto o sorriso desse menininho,que talvez estivesse pensando no piquenique ou churrasco a ser feito naquele programa familiar,tipo acampamento ou viagem a uma praia, programado pra breve.

Vc está certo,querido amigo: o Natal cria a oportunidade da gente se lembrar daqueles tempos em que ser feliz não custava nada - em qualquer época do ano.

Bjs

Da velha amiga de sempre

Lícia

Marilda Azevedo disse...

A bisnaga é maior que o menino!!!!
Ou melhor,ma baguete.mais chic.rsrsrsrs
Bjs ,querido
Marilda

As Tertulías disse...

É mesmo Marilda... coisa linda, né?

Lícia querida, amei suas observacoes... pela roupinha dele a gente ve que era um menininho (frances) humilde... entao ele estava felizinho mesmo era com o simples sabor do pao! Sim, ser feliz nao custa... e como voce acrescentou: o ano inteiro... quando eu vejo o consumo d época natalina... tao distante do real "sabor" do Natal, nao é?

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Que delicada e humana imagem. Lembra o mestre Henri-Cartier Bresson.

O Falcão Maltês

Silvia Vieira disse...

Linda mensagem querido amigo!!!!!
Bju enorme no coração.

Marroney

Ana Coeli Ribeiro disse...

Nossa! Fiquei comovida com tão linda foto e a expressão de alegria pura no meninho. Só você amigo, com sua sensibilidade e refinado senso de beleza e arte para nos pesentear com postágem tão marcante neste Natal!
Beijo e Luz para ti!
Ana

As Tertulías disse...

Obrigado Marroney, Obrigado Ana!!!!

disse...

Uma mensagem simples e verdadeira para a época de Natal: as coisas mais simples são as que trazem mais felicidade. Lembrei-me da cena de "Ladrões de Bicicleta" com o garotinho humilde saboreando uma pizza e encarando o garotinho mais rico.
Abraços!

Mary Castro disse...

Você tem razão.
Dizem que a vida é curta, mas não é verdade.
A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades.
E essa tal felicidade anda por ai, como uma criança brincando de esconde-esconde.
Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando nãos:
A viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa que não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos.
A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador; quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria.
A vida é feita de instantes,nem que sejam pequenos instantes de felicidade.
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.
Mary

Lícia Marques disse...

Oi,Ricardo

Caro amigo,fico feliz por vc ter gostado do meu comentário.

Sim,vc tem razão: uma bisnaga deixou o menininho feliz,e é isso que importa.

Ser feliz o ano inteiro,a vida toda, é fácil: basta deixar de lado o consumismo e as superficialidades - tipo se preocupar em ser chique demais, gastar tempo e dinheiro com coisas e pessoas inúteis,por exemplo - e saborear as boas coisas (geralmente as mais simples) que o cotidiano oferece.

Bjs

Lícia

pinguim disse...

Melhor que os normais cartões de natal.
Lindo mesmo!

As Tertulías disse...

Licia, se lembra de um filminho de June Allyson com o Peter Lawford chamado "Good News"???? (MGM 1947). Ela cantava a seguinte estrofe:
"and love can come
to anyone
because the best things in life are free"

eppppa, que verdade...

Oh, amigo Pinguim, Gostei do comentário... mais uma coisa para me deixar feliz!!!!!

Lícia Marques disse...

Oi,Ricardo

Não lembro do filme,mas adorei a estrofe,muito verdadeira; é bem isso,querido amigo.

O dinheiro não compra as coisas mais importantes dessa vida, até pq elas são gratuitas e não-palpáveis.

Bjs

Lícia

Stella Tavares disse...

Bravíssimo! Sintetiza o sentido exato da vida, a menor partícula, a que dá sentido a tudo. Muito apropriada a postagem pela época e também pela sua essência que é encantadoramente a mesma em qualquer momento da vida. Parabéns, meu querido!
Bjs

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