sábado, 17 de janeiro de 2009

Os sapatinhos de rubi – The rubby slippers


Os célebres sapatinhos usados por Dorothy no País de Oz (Judy Garland, The Wizard of Oz, MGM 1939) ainda são muito disputados.
Num leilão da prórpria MGM em 1970 um par foi vendido por $ 15,000 (este par está até hoje em exposição permanente na ala de cultura popular do American History Museum). Um outro par pertencia originalmente à Roberta Baumann, uma moradora de Tenessee que ganhou-o em 1939 num concurso chamado “Name the best Movies of 1939” no seu colégio. Ela foi dona deles até 1988 quando então vendeu-os para a casa de leilões “Christie’s East” por $ 165,000 + comissão. Anthony Londini comprou este par e imediatamente colocou-os em exposição nos Disney Studios de Orlando/Florida.

Duas semanas depois de Landini ter comprado o par, um outro par autêntico apareceu: préviamente propriedade de Kent Warner, que encontrou a maioria dos pares ainda existentes enquanto trabalhou em Hollywood na área de guarda-roupas. Este par foi oferecido, sigilosamente, ao perdedor do leilão do par de Roberta Baumann. Este Senhor, chamado Philip Samuels de St.Louis/Missouri comprou-os pelo mesmo preço que Anthony Londini comprou seu par : $ 165,000. Mr.Samuels até hoje usa seu par para levantar verbas para fins caritativos. Anthony Landini leiloou seu par mais uma vez em Christie’s East em 24.05.2000 e conseguiu $ 666,000, preço este que incluiu também a comissão para a casa de leilões. O comprador foi David Elkouby, que tem lojas de «memorabilia » em Hollywood. Elkouby porém foi preso por vender peças roubads de guarda-roupas de filmes! Então foi obrigado a se desfazer do seu par, que ainda não foi leiloado.
Por incrível que pareça, um outro par, propriedade de Michael Shaw, ía ser colocado numa exposição no « Judy Garland Museum » (que é parte de um museu de crianças em Minnesota). Pouco antes da Vernissage, em agosto de 2005, este par foi roubado e até hoje não recuperado. Para mais estórias sobre este ilustre par de sapatos, que nos encantou na infância e que levou Dorothy de volta a Kansas, leiam : The Ruby Slippers of Oz, por Rhys Thomas (1989).

7 comentários:

Maurette disse...

Confesso que tenho curiosidade em saber o que se passa na mente das pessoas que arrematam peças em leilões com uma paixão semelhante à que acomete os jogadores profissionais. O canal de tv a cabo A&E tinha um programa chamado "Colecionadores" que mostrava um pouco disso: até onde as pessoas conseguem chegar para possuir um objeto. Há quem cometa toda sorte de loucuras; outros o fazem por negócio, como parece ter sido o caso de alguns dos citados neste post. Mas o que faz uma pessoa pagar 600 mil dólares por um sapatinho usado pela então menina Judy Garland??? Não sei e nem julgo, mas que fico curiosa em saber, fico.
Uma vez li um livro espírita escrito pelo Sr. Hermínio Corrêa de Miranda, um eminente kardecista, em que ele conta uma passagem interessante (espero não chocar aqui os não convictos). Na visita a um museu na França, o Sr. Hermínio, que tinha o dom da visão, observou um espelho de toucador em exposição - e, a seu lado, vigilante, o espírito de uma linda jovem (aparentemente desesperada, em suas palavras), provavelmente dona do objeto enquanto encarnada. Ele descreve a expressão de fúria e apego em seu rosto, com medo de que alguém tocasse a sua preciosidade.
Confesso que respeito essas energias e, apesar de ser uma assumida apreciadora de antiquários e memorabilia em geral, acho que essa ânsia por possuir peças materiais ancestrais pode ser (quem o saberá?), às vezes, uma "faca de dois legumes".
Para quem gosta do filme, melhor seria ver os sapatinhos na tela - ou até mesmo mandar fazer um par igual, só para curtir o estilo.
Beijos
Maurette

mundo azul disse...

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Concordo com a Maurette... Não entendo essa compulsão por pagar tanto, por uma lembrança de um tempo que já se foi...

Gostei de ler o seu post...Levo mais uma informação!

Beijos de luz, o meu carinho e um domingo feliz!!!

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Ivo Korytowski disse...

O Mágico de Oz está entre os mais belos filmes de todos os tempos!

paçoca disse...

Também não entendo o que se passa na mente destas pessoas. Aliás, nem um bem material me moveria tanto! bjs

Anônimo disse...

There's no place like home...! I'm happy that Dorothy's slippers were saved from the incinerator so that we can continue to marvel at the magic of those lovely ruby-red pumps!
Cheers,
Colleen

Anônimo disse...

ESTE TEMA ME FEZ RECORDAR UM EPISÓDIO
QUE ACONTECEU COMIGO,POR ISTO CONCORDO PLENAMENTE COM MAURETTE...
TOCO PIANO E SEMPRE TIVE QUE ALUGAR UM POIS NÃO TINHA ESPAÇO...UM DIA ALUGUEI UM PIANO E NOTEI QUE ASSIM QUE ME SENTAVA E COMEÇAVA MEUS ESTUDOS COMEÇAVA A FICAR SONOLENTA...
EMBRIAGADA...E ISSO COMEÇOU A SE REPETIR TODOS OS DIAS.SENTÍA UM GRANDE DESCONFORTO...UM DIA VEIO À MINHA CASA UM GRANDE AMIGO E PEDIU QUE TOCASSE.LÁ FUI EU E OUTRA VEZ
AQUELA EMBRIAGUEZ...MEU AMIGO ME DISSE:CRISTINA,DEVOLVE ESTE PIANO.SEU DONO AINDA ESTÁ AO LADO DELE E VC NÃO VAI CONSEGUIR MUDAR ISTO.FOI O QUE FIZ.ALUGUEI OUTRO E NADA DISSO VOLTOU A ACONTECER.COMO
MAURETTE DISSE MUITAS VEZES É UMA FACA DE DOIS GUMES...
CRISTINA MARTINELLI

Bernardo disse...

Mágico de Oz é muito bom! Dizem que o disco Dark Side of the Moon do Pink Floyd e o filme Magico de Oz se encaixam perfeitamente. É só colocar o cd assim que o leão da Metro rugir e deixar o filme sem som.