Numa fase da minha vida em que várias mudanças acontecem, como se uma levasse à outra, como se uma fosse o resultado da outra, reencontrei este ballet… Quando assisti
Maya Plisetskaya em
“Isadora” (de
Maurice Bejárt) no Rio (no Theatro Municipal) eu tinha recentemente lido “Ma Vie” (a autobiografia de Duncan), um livro que profundamente me influenciou pela vida… Nao pela dança de Duncan mas sim por sua constante busca pela liberdade… em todos os níveis. Pessoal-, artística-, políticamente…
Numa fase da minha vida em que várias mudanças acontecem, como se uma levasse à outra, como se uma fosse o resultado da outra, reencontrei este ballet… e vejo dentro de mim esta busca pela liberdade. E reconheco que ela é a causadora de todas essas mudanças. Que bom não estar estagnado e sim envolvido neste contínuo movimento que se chama vida!
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12 comentários:
Lindo comentário e linda cena, Ricardo! Fiquei com vontade de ver o ballet inteiro - Isadora personifica nele a própria Liberdade, que fascinante!
Bjos e bom final de semana
Dani
Danielle minha querida, existem várias cenas no youtube. Eu o assisti também com a magnífica Marcia Haydée... Que bracos impressionantes... veja se voce encontra também alguma cena com ela... Beijos e um lindo fi-de-semana!
Caro Ricardo
Por infelicidade minha tenho estado exilado da blogosfera. Isso deve-se ao falecimento do meu computador pessoal que, conjuntamente com outros bichinhos electróncio-mecânicos, resolveu partir para a vida eterna!
Primeiro foi o frigorífico, depois a máquina de lavar roupa e a seguir o computador...
Por muita vontade que tenha tido, e tive, de vir aqui tertuliar... sem computador ainda não sou capaz de o fazer.
Contudo, hoje consegui, através de mão amiga, chegar à NET e dei de caras com a magnifica Maya Plisetskaya, dançando ao som da Marselhesa.
Achei-a de uma beleza e elegância inexcedíveis. Por outro lado a evocação de Isadora Duncan fez-me recordar o filme que vi há muitos anos sobre ela com a ainda jovem Vanessa Redgrave.
Aqui o Ricardo conduz-nos sempre a momentos belos que nos trazem forçosamente as nossas melhores recordações.
Dentro de poucos dias parto para Berlin e Dresden, aonde ficarei até metade de Setembro, por isso se as minhas visitas ao seu espaço forem mais irregulares não leve a mal. Será neste caso mais uma razão de exílio, mas que espero seja também relaxante!
Um abraço
Ricardo, acabei de fazer uma viagem! Meu passeio pelo Youtube, embora não tenha me trazido outros vídeos da Maya Plisetskaya em Isadora e nem sequer um da Marcia Haydée interpretando-a, me deu de presente o solo de Anna Pavlova da Morte do Cisne. Ah, esse mundo de luz e sombra que de repente nos bota de cara a cara com o passado!
Dá uma olhada:
http://www.youtube.com/watch?v=9exYac33VtI
Bjinhos!
Como foi seu fim de semana? Tudo bem por aqui - mais quentinho!
Dani
Querido Ricardo,
Esta sua postagem do ballet, ensaio, me fez ir além da imaginação, quando havia dois grandes, magníficos bailarinos russos: Rudolf Nureyev e Mikhail Baryshnikov...!
Eu sonhava um dia ser como eles, mas enorme como sou...alta, jamais teria a leveza de um pássaro como as bailarinas...então sonhei com meus grandes ídolos!
Mais uma vez sua sutileza incrível, fez-me ir do passado ao infinito!
bjus
Jussara
Estou a gostar cada vez mais dos teus posts sobre ballet.
Peço mais e mais, ehehehe...
Maya was one of the greatest personalities ever to be present on a stage! How lucky I was to have witnessed many of her great moments. Mike
Querido amigo Ricardo, perdoa-me a ausência, tenho trabalhado muito em nossa Academia de poetas, e realmente não estou dando conta, tal a proporção que tomou seus caminhos, mas nunca esquecerei sua pessoa, a quem eu tenho uma grande admiração, não só pelo seu importante trabalho aqui, mas pela grande pessoa que você me passa ser!
Também estou me preparando para uma viagem aos mares do Nordeste de 30 dias, e preciso deixar tudo encaminhado neste tempo.
Sua postagem :
Maya Plisetskaya em “Isadora” (de Maurice Bejárt) no Rio (no Theatro Municipal) . Me deu saudades do meu Rio de Janeiro as muitas vezes que por lá passei.
Toda a nossa vida é feita de recordações, são elas a nossa identidade vivida, sentida, percorrida no tempo, adoro ler seus textos, você tem alma poeta, creia, a arte sempre está ligada como um Tripé, e com ela ou dançamos, escrevemos,tocamos algum instrumento, dando toda harmonia que precisamos para seguir, beijos, saudosamente,
Efigenia Coutinho
Oi,Ricardo
Lindo post,Isadora tão maravilhosa quanto a liberdade,que costuma vir/aumentar através de mudanças.
Bjs
Lícia
Toda vez que tenho uma atitude que considero "libertadora", Isadora Duncan vem à minha mente. É como se, por frações de segundo, eu conseguisse ser um pouco dona de mim. Pensando em Isadora e comparando com os dias atuais, percebo que hoje em dia a gente se sente na obrigação de pedir desculpas por querer ser feliz e por querer dizer:"não, não quero". Acredito que pessoas como ID passam pelo mundo para nos dizer que para ser feliz não é preciso pedir/se desculpar. Não é preciso se justificar por ter escolhido esta ou aquela atitude, especialmente se estas atitudes foram verdadeiras e pautadas no conhecimento sincero de si próprio. ID foi o que foi porque sabia sinceramente o que gostaria de ser e o que queria dessa vida. Para a errante que sou, Isadora é uma escola.
Bisous!
Caro Ricardo, agradeço a tua passagem pelo meu blog e deixa-me dizer que apreciei navegar através deste teu espaço.
Abraço, desde Lisboa
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