O que poderia acontecer com uma idéia de transformar a “Love Goddess” das telas, Rita Hayworth, na musa da Dança? Um filme bobinho, horas cafonérrimo porém divertidíssimo... ótima escolha para uma tarde de um dia chuvoso...
Quando Terpsichore “desce” à terra (o filme chama-se “Down to Earth”, Columbia 1947) pois algum produtor está fazendo um musical sobre ela (no qual é retratada de uma forma que nada agrada à original), vem disposta a conseguir o papel principal (o que rápidamente consegue com seu “talento”) e transformar o show num espetáculo sério (o que também faz!) de Dança e Cantos “gregos” (na concepção de Hollywood). Numa cena que lembra demais “The Band Wagon” (A Roda da Fortuna) de Minelli que não seria feito até 1953 na Metro, o espetáculo “sério” tem sua Premiére e é um desastre. Terpsichore reconhece o “gosto americano”, diz algo eterno e profundo como “Voces gostam mesmo é de pipoca, hot dogs, Coca-Cola e Sapateado… Pois bem!” e deixa o Show ser feito como originalmente concebido (que óbviamente torna-se um grande sucesso!).
Aqui Terpsichore que, como uma das nove musas, sabe todas as coreografias e “audiciona” para o Show da Broadway… Ah, como adoro Hollywood…
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Ohhh... quase esquecia: esta Tersichore também canta e sem precisar da partitura... (Deixou, por assim dizer, Euterpe desempregada...).
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Para quem tiver curiosidade e paciencia, a coreografia “séria”, como imaginada por Hollywood (com um fabuloso bailarino que chamava-me Marc Platt) que lembra um pouco alguma coisa meio “Ruth St.Dennis misturada com um pouco de Doris Humphrey e temperada com elementos de Ted Shawn em pura concepção Hollywoodiana … “ (e de um tamanho "kitsch" só superado pelos filmes de Carmen Miranda e pelos Shows de Bette Midler).
Um único momento me agrada pois a fotografia é Linda – a aparição de Terpsichore como que nascendo de uma concha - mesmo que aqui óbviamente confundida com Aphrodite, a Deusa do Amor…
No que voltamos à persona Rita Hayworth e aquelas liberdades (aqui uma não histórica porém mitológica!) que só Hollywood conseguia e tomava! Rita aparece aqui de forma quase voluptuosa… Bonita.
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Vide minha postagem de 19.07.2009 na qual conto o porque de Orson Welles ter dito sobre a “Deusa” Hayworth:
“Um momento por favor:
CAVALOS suam,
SERES HUMANOS transpiram…
MISS HAYWORTH “fulgura”!”
15 comentários:
Maravilha, Leitner!. Adoro ler o seu blog exercitando a incrivel curiosidade q so' o palco revela.
Bjs e bom fim de semana.
um prazer ler, ver e ouvir a matéria que colocou neste seu post.
abs
Ricardo, esse filme é uma boa lembrança mesmo. Essa Hollywood cheia de pompa e liberdades, com grandes cenas, figurinos coloridérrimos e muito ballet é de fato uma coisa encantadora que fica guardada dentro da gente. Por acaso assisti o filme, há alguns anos, na televisão. E gostei! O mote da história tem a ver com uma época em que Hollywood andava encantada com deuses, e esse encantamento nos proporcionou vários momentos de beleza, divertidos, às vezes inverossímeis e malucos, mas também mágicos. Rita está lindíssima. E as bobagens, os excessos, a gente releva. É uma historinha que consegue prender e levar a gente a viver a fantasia! Adorei ver, com um olhar mais atento, as cenas que você postou. Belos e ternos momentos!
Beijo
Maurette
Realmente isso é que era musa!Eu adoro esse filme que ela é a Persefone!Pode me chamar de cafona,mas sou chegada nesse tipo de filme!Ficou maravilhosa sua postagem!Abraços,
Vim conhecer o seu blog e percebi que vc é um cinéfilo, e isso é bom, virei mais vezes para beber de tua cultura. É bom conhecer pessoas que tem um poço rico, intrínsecamente. Abçs.
Sempre de não perder, este seu YERTÚLIAS !!!
Um abraço.
Desculpe Anne, mas nao era Persephone a Deusa da fertilidade?????
Ricardo, que maravilha descobrir um novo filme com um artista preferido. A Rita é a mais linda de todas da hollywood daqueles tempos, não? Adoro o Cover Girl, com ela e o Gene Kelly. Mas adorei conhecer esse filme sobretudo pela aproximação que você aponta entre ele e Band Wagon, um dos musicais mais espetaculares de todos os tempos. É demais ver a liberdade com que Hollywood jogava na cara do público o gosto popular que ele tinha. Só alguém já muito consolidado poderia escapar impune a isso!
Bjinhos. Vou procurar o filme pela net!
Dani
Vim aqui por sugestão do In-Senso e gostei muito.
Voltarei!
HDA
Ricardo!
Rapaz, como a Margarita Cansino era linda! Ela está maravilhosa neste filme. Você está mais que certo, ela está verdadeiramente uma deusa. Belíssima postagem, como é hábito aqui em seu blog. Gostei muito de rever as cenas deste filme que vi numa Sessão da tarde em priscas eras.
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.
Ricardo,
Rita Hayworth was a stunningly beautiful woman! She had to completely transform herself to fit the Hollywood 'ideal' of beauty but her talent as a dancer and her natural beauty transcended everything else. She was a natural goddess (wasn't it Venus who emerged from the clam shell???).
Summer is finally here - I am thinking of you and walks in Shoenbruenn!!!!
Love,
Colleen
Colleen my dear, you are right... Venus/Aphrodite is the one who came out of a sea shell... A goddess. Terpsichore was "just" a muse... But Hayworth was (for Hollywood) a Sex Goddess, so I guess they have altered mythology just to fit her... :-)) Love Ricardo P.S Summer has not arrived here yet... we had 16 cenigrades today. It is freezing for this time of the year... But I'd surely love to go for a walk in Schoenbrunn with you!!!!
Rita Hayworth, uma ruiva deslumbrante, verdadeiramente sexy, é uma revelação a dançar; já não gostei tanto dela a cantar.
E foi uma actriz magnífica!
Só para tua informacao: Rita jamais cantou uma só nota nos seus musicais... Sempre foi dublada... por Nan Wynn (1941-44), Martha Mears (1945), Anita Ellis (1946-48)e Jo Ann Greer (1952-57).
An amazing woman... No wonder Rita (Cansino) said "Every man I have known has fallen in love with Gilda and wakened with me" about Rita (Hayworth). Mike
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