Repito: não quero me referir à dupla Bernadette Peters & Steve Martin (ele, aliás, nunca dançou!) em relação à magnífica dupla da RKO.
Quero porém mencionar esta cena, elogiar a linguagem cinematográfica e, acima de tudo, esta fabulosa idéia.
Graças à Danielle, que recuperou para nós cenas de “Pennies from Heaven” (1981), posso dar continuação às minhas postagens de 30.07.2009 e de 11.06.2010.
Um inteligente roteiro que, como “idéia” central, tem seus personagens “dublando expontaneamente” canções da época da depressão (época na qual o filme é também passado) como que esta fosse sua única possibilidade de expressão. Maravilhoso "veículo" para o casal (da época) Peters & Martin. Acima numa foto também de 1981.
“Pennies” é um filme especial. Para conhecedores de bom cinema. Para cinéfilos.
Nunca me esqueci da primeira vez que o assisti. Num quarto de hotel em Hong-Kong com uma vista maravilhosa. Mas o filme me prendeu mais naqueles instantes...
Gosto especialmente deste número. Principalmente do momento no qual os personagens de Peters & Martin sobem ao palco e dançam na frente da tela paralelamente a Astaire & Rogers (reparem no “detalhe” do lencinho sendo jogado – perfeito em sincronização).
Uma linguagem cinematográfica muito especial. Muito delicada – combinada com muito talento e longos ensaios – não só para os bailarinos como também para a camera.
Acho que deveríamos “redescobrir” “Pennies
16 comentários:
Oi,Ricardo
Ler esse belíssimo resgate de algo tão precioso,é a certeza de que o fim-de-semana será ótimo.
Não,não sou nem um pouco supersticiosa,mas a soma de um belíssimo texto com lindas imagens,é algo muito bom. Alma feliz em momentos de folga.
Muito obrigada a você e sua amiga Daniele por esse resgate.
Bjs
Lícia
Maravilhosas as suas tertúlias cinematográficas!
Preciosos os textos que elabora e nos permitem uma análise mais centrada.
Grande abraço.
Belíssimo, Ricardo, bom demais isto aqui. Onde estava eu que não descobri seu blog antes? Rever Fred Astaire e Ginger Rogers já é delicioso. O casamento dos 4 dançarinos numa só linguagem é a cereja do bolo.
Obrigada, bom fim-de-semana!
Caro Amigo
Não conhecie esse "Pennies" com Steve Martin e fiquei curiosissimo.
Quanto à música ela é um dos meus cássicos favoritos de sempre, como acontece com quase tudo o que saíu desse génio que foi Irving Berlin!
Obrigado por estas informações precisíssimas e por esta fabulosa sugestão.
Um abraço
Muito bonito.
Adorei rever com essa nova luz que você deu.
beijos
Olá Ricardo,
Obrigada pela visita e pelo comentário. Ainda não tive muito tempo para retribuir a visita com a cortesia necessária, mas pareceu-me que o teu Tertúlias é sobre cinema, o que também é um tema interessante.
Obrigada também pelo link.
Viena faz-me lembrar da Appfelstrudel :) não sei se é assim que se escreve, mas é delicioso.
Um abraço
Moira
Again another surprise! Mike
Outros tempos...
Hoje estive a ver a quimera do riso e pensei na grandiosidade do cinema, sem efeitos especiais.
Esta cena é maravilhosa.
Ricardo, concordo totalmente contigo:bom cinema é prazer raro. E esta delicadeza de cena traduz muito bem esse prazer. A ideia é gloriosa e muito bem realizada. E aqui tiro meu chapéu para Steve Martin, um bom artista que tem momentos incríveis em sua cinematografia, ainda que escondidos em meio a outros "nem tanto": dança divinamente. E a expressão de Bernadette Peters? Um olhar de Massina, de frágil porém renitente esperança... uma tristeza doce... Muito bonito, de verdade. De emocionar mesmo. Obrigada, sempre!
Maurette
Que besteira este blog!
Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através do blog seara de versos. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs
Narroterapia:
Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.
Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.
Abraços
http://narroterapia.blogspot.com/
Ricardo, querido, que incrível lê-lo depois de um final de semana exaustivo.
Fico muito feliz por você ter usado o vídeo! Pennies from heaven é realmente um filme especial e esquecido. As canções da época da grande Depressão mimetizam bem como a arte servia de escape para a população aviltada - que é o que Woody Allen apontará cabalmente em "Rosa púrpura".
Adoro a leitura crítica de "Let's face the music and dance", canção já bastante melancólica de Berlin, cujo final simboliza em "Pennies" a impossibilidade de se escapar à realidade (afinal, as grades nas quais as bengalas dos dançarinos se transformam serão também as grades da prisão para onde o personagem principal acaba indo).
Eu descobri o filme por sua causa! Preciso agradecê-lo por isso.
A propósito, conseguiu encontrar "I remember mama"?
Bjinhos da Dani
Dabiella, como sempre um grande prazer receber teus comentários... atentos! Adoro-os!
Encomendei "I rememeber Mama" e estou curiosíssimo... Depois que assistir te avisarei!!!! Um beijo
Ricardo
Socorro... Nao sei mais datilografar???? Danielle!!!!!!!!!!!!
hehe, Ricardo, não tem problema!
Você com certeza vai gostar do filme!
bjinhos
Dani
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