sexta-feira, 26 de junho de 2009

Lillian Roth... Ain't she sweet?

„Ain’t she sweet?“ é uma simpática musiquinha de 1927 que, junto a “Happy day are here again” virou um “standard” de Tin Pan Alley (o nome dado aos publicadores e compositores de partituras populares, extremamente “na moda” por um longo período... do final da última década do século XIX até os anos 20 do século passado!) e foi gravada por vários intérpretes inclusive Eddie Cantor, Pearl Bailey, Lillian Roth (foto abaixo) e até pelos Beatles!

Há dois anos eu estava passeando em Colonia e num palquinho estava uma cantora/sapateadora fazendo uma performance desta canção... a coitadinha era tão “ruinzinha”, cantava tão mal e só sabia tres passinhos de sapateado... eu fiquei com tanta pena daquela figura tão magrinha, tão mal vestida e tão patética que fiquei alí, parado no meio da praça pública, na chuva, práticamente como o único expectador. E aplaudi.

Lillian Roth (vide minha postagem de 16 de maio de 2009) gravou esta mesma canção em 1933... pouco tempo antes de ter desaparecido por quase duas décadas por causa de seu problema com o álcool. Acima Lillian com Frances Dee numa divertida foto dos anos 30. Que simpática produção! ♫ ♪ Aren’t they sweet? ♫ ♪ Abaixo, Lillian cantando. Como os gostos mudaram...
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Acho esta musiquinha a "cara" do meu amigo Cláudio!

12 comentários:

paçoca disse...

Que delícia. Épor essas e outras que eu não fico um dia sem passar por aqui e fazer uma visitinha. Um beijimnho ml

breugel disse...

Ricardo sempre nos presentando com algo !!!!!Realmente vale a pena ler o seu blog.,bjs Dja

Maurette disse...

Ricardo, que graça! :))
Tem razão mesmo... como os tempos mudaram! E os gostos também...
Você falou em "Happy days are here again" e tocou numa corda aqui. A canção foi utilizada na campanha presidencial de Franklin Delano Roosevelt, toda centrada na promessa de devolver aos americanos a prosperidade e a confiança perdidas com o crack da Bolsa de 1929. E como sei que você - assim como eu! - tem um fraco por Barbra Streisand, venho lembrar sua comovente interpretação dessa canção, que lhe confere um ar totalmente melancólico e distante daquele ufanismo que tão bem convinha a Roosevelt. Triste é pensar que o presidente, uma vez eleito, cumpriu sua promessa às custas da Segunda Guerra Mundial! Mas isso são outras fábulas da vida real... Beijo e bom sábado!
Maurette

MENSAGENS AO VENTO disse...

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...sim! Algumas coisas nos trazem muita saudade...

Adorei a música!

Beijos de luz e um final de semana especialmente feliz, meu amigo...

Zélia


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tertulías disse...

Maurette querida, só descordo num ponto... Barbra nos anos 60, bem mais natural do que a "persona californiana" de hoje em dia, cantou "Happy days" com um ar crítico até cínico... Hoje em dia. com sua visao poitica bem estreita ela voltou a cantar "Happy days" com todo o Rooseveltismo possível... Uma pena como certas artistas regridem... :-))

Anônimo disse...

Aren’t YOU sweet??????

Bjs

Sua cloduska

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

Como não vir aqui?
Apreciar o que de bom a vida nos ofereçe?
Você é incrível Ricardo.
beijossssssssssss
Bom domingo

Alice Barth disse...

Yes, Ricardo is definitely sweet and so many other special things!!! I love reading this blog!

Maurette disse...

Pois Ricardo, foi isso mesmo que eu quis dizer; a interpretação crítica e forte dos anos 60, é essa que eu amo! Num disco gravado ao vivo num show intimista, cheio de famosos (que até é bom, não vou negar), realizado no final de uma tournée há alguns anos, cantou sim com esse novo sentido "regressivo". Como era abertamente pró-Clinton, aludiu inclusive às esperanças depositadas no candidato democrata, antes de cantar. Ninguém é perfeito... mas "aquela" interpretação crítica está gravada e ainda nos emociona!
Beijos
Maurette

Monica Araujo disse...

Passo sempre por aqui querido. Aprendendo, aprendendo... O seu blog é um tesouro que encontrei.
Um dia estarei comentando a altura.
bjs,bjs e bjs...

Anônimo disse...

Ricardo querido, o comentário não está entrando. Quando clico nele entra um script louco no lugar.
Não tenho comentários, nem mesmo sobre Madame Butterfly. Não possuo sua cultura geral e não me sinto capaz de comentar tudo.
Nem tenho, de fato, tido tempo e, confesso, espírito. A campanha pelo Theatro e pela cultura no nosso Estado tem tomado todo meu tempo disponível, que não é tanto.
Mas passar pelo Tertúlias, lê-lo, olhá-lo, curti-lo, isso é diário, é uma rotina agradável e adotada, quem sabe, para sempre.
Sei que sempre é um tempo muito longo, mas vivamos a sensação de eternidade. Por que não.
Bjsss da Eliana.

Anônimo disse...

Wow, I had never seen Roth... this is a rare take! Thanks Rick! Mike