quarta-feira, 29 de abril de 2009

Av. Copacabana, Discos, TV, Produtos, Anúncios etc. e tal: memórias bem pessoais de uma infância em Copacabana nos anos 60.

Comentário da “redação”: Nossa, esta postagem saiu longa! Foram dias e dias do maior “brain-storming” para me lembrar de tantas coisas. E estou certo que esqueci de centenas de outras... Já estou curioso com os “inputs” e com as lembranças de todos!

Tantas coisas que vivemos e tivemos na nossa infancia são referenciais para o resto de nossas vidas. Passei minha unfancia em Copacabana, numa época em que não éramos tao massacrados pelo “consumo” como hoje em dia, mas mesmo assim existiam coisas que “tínhamos” que ter e que faziam parte do “status” que possuíamos ainda na escola primária (A coisa ficou anos depois mais séria e complicada quando na adolescência descobrimos “Marcas” e “Griffes”): Os brinquedos quando não importados ou enviados ou por meus avós da Austria ou por minha tia que morava em Londres, eram da “Estrêla”... Joguinhos (“Memória”), brinquedos mais básicos (“Bambolê”) e até invenções geniais (Quem se lembra do “Fio Mágico” que parecia uma pistola e na frente tinha uma espécie de fio de arame que esquentava e com este podíamos cortar isopor perfeitamente? Como eu gostaria que isto ainda existisse... logo na Europa onde as vezes necessitamos cortar isopor para fins de isolação...).
O mais engraçado era que todos nós tínhamos os mesmos brinquedos. Do velocípede ao Autorama e até aos bonequinhos de plástico de Walt Disney que acompanhavam as garrafinhas de Coca-Cola (ou as de Crush? De Grapette? Nao me lembro mais)


até aquele joguinho de “Varetas”... ou “Monopólio”...

Ser “igual” era um “Must”. Num ponto porém eu não era... Na minha casa a comida sempre foi meio diferente da casa dos meus amigos... Comíamos muito “Gulasch” com bolinhos de pão, assados diferentes, peixes defumados, Liptauer e queijo de primavera com pão preto e pepinos em conserva, muitas Panquecas bem fininhas com geléia ou açúcar e canela acompanhadas de um bom chocolate quente aos domingos e festejávamos a Páscoa em grande estilo comendo fillets de “Haddock” cozidos no leite, o que meus amiguinhos achavam estranho pois eles só ganhavam ovos de Páscoa e assistiam aqueles filmes deprimentes nos quais Jesus só aparecia de costas(!!!!!!).

Mas esta, às vezes maravilhosa, influência européia vinda do meu pai, deixou-me adorando coisas que eu só via nas casas 100% brasileiras. Casas onde na hora do lanche eram servidos biscoitinhos Maria com Manteiga, onde se tomava suco de Cajú “Maguary”, onde se comia pastéizinhos feitos de Massa “Nápoli”. Casas onde o lanche de domingo tinha Guaraná, Q-Suco (ou Ki-Suco?),


e Pão doce com aquele creme amarelo (e perigosíssimo) de qualquer padaria.

Casas nas quais as sobrêmesas eram “Gelatina Royal” (e não pudim de Sêmola com suco de groselha quente ou “Apfelstrudel”, que hoje em dia amo!).

Meu pai orgulhava-se de uma geléia que comíamos em casa (“Homemade”) e dos frios da “Santo Amaro” de São Paulo, na melhor tradição alemã/austríaca... Eu achava o máximo quando era convidado para comer fora de casa e comia geléia (ou era marmelada) da “Cica” (terrível!) e aquelas salsichinhas em lata (estas nem mencionar!). Bem, certas coisas eu realmente não voltaria a comer mas outras, Uhmmm! Na nossa casa nunca entrou nem “Pão frances” nem coentro... Tudo o que hoje “amo”!

Acho que meu pai nunca tocou num livro de Jorge Amado, apesar de amar “Stanislaw Ponte Prêta” (o fabuloso Sérgio Porto... lembram do “Samba do crioulo doido”??? Hoje em dia título políticamente meio incorreto, nao?) e seu “Febeapá”... lembram? O FEstival de BEsteira que Assola o PAís! Sérgio Porto também tinha suas "Certinhas do Lalau" - lista esta na qual apareceram nomes como Carmen Veronica, Iris Bruzzi, Elisabeth Gasper, Neide Aparecida e tantas outras... Mas, tirando a parte “gastronômica” e “literária” éramos na maioria das vezes todos parecidos...

Todos tínhamos uma Televisão (Acho que a nossa era uma “Philco”) com aquele seletor de canais rotativo – e todos nós tínhamos que nos levantar para trocar de canal. No Rio "pegávamos" a TV Excelsior (2) com suas boas novelas... "Os quatro filhos", "A megera domada", "Redencao",

a “TV Globo” (4) ainda com as novelas de Glória Magadan – durante o “reinado” dew Ioná Magalhães - com o seu “Padrão Globo de Qualidade” ainda sendo desenvolvido por Walter Clark) , a “TV Tupi” lá na Urca (6)

onde Neide Aparecida fazia anúncios dos brinquedos nos intervalos do “Teatrinho Trol” (mas a querida da garotada era "Norminha Blum" que sempre era a heroina, a "boazinha"!),

a “TV Continental” (9) e a “TV Rio” (13), que era lá no posto seis de Copacabana.

Existiam muitos progamas de música e cantores como Doris Monteiro, Lenny Everson, Lana Bittencourt, Carlos José, Ivon Cury, entre outros, tinham sua fama...

Vimos o anúncio da Danone, revolucionar a publicidade no Brasil...

E nossos pais fumavam - era chic, nao? - os mesmos cigarros. O meu fumava “Minister”.

Todos colocavam “Um Tigre no seu carro”...

mas, morando em Copacabana, ir ao centro, tomar lanche na “Mesbla” era “longe” assim como a Sorveteria do “Moraes” no Leblon... Só no fim-de semana!

As revistas mais lidas eram “Manchete”, “Fatos e Fotos” e “O Cruzeiro” (Não era aqui que aparecia o “Amigo da Onça” na última página?). Os jornais eram “O Jornal do Brasil”, “O Globo”, ambos como até hoje, mas existiam também “O Correio da Manha”, “A última Hora” e até o sensacionalista “O Dia”. As “nossas” revistinhas eram “O Pato Donald”, “Mickey”, “Tio Patinhas”, “Luluzinha”, “Super Homem”, “Super Boy”, “Ferdinando” – Mônica e Cebolinha ainda não haviam sido criados. Amávamos na TV “Os Fintstones”, “Pepe Legal”, “Zé Colméia” e “Os Jetsons”. Eu comprava minhas revistinhas aos sábados na “Banca” do “Seu Atílio” (Esquina de Av.Copacabana e Rua Dias da Rocha). Todos frenquentávamos os lindos Cinemas de Copacabana. As primeiras televisões a cores (monstros imensos de uma profundidade assustadora) apareceram só nos anos 70. Como meus amiguinhos íam lá para casa ver nossos desenhos-animados...

Comprava-se Pipoca e “picolé” da Kibon nas carrocinhas da esquinas (E aqueles Senhores de branco que vendiam uns espetinhos de uvas carameladas? Nunca provei). Mandava-se amolar as facas com o amolador, que tinha uma máquina barulhentíssima. Na praia uns coitadinhos vendiam “Mate-Limão” debaixo daquele sol sem piedade! Os taxis não tinham ar-condicionado e os chauffeurs usavam gravata!!!!! Os açougues eram um horrores cheios de sangue e vacas inteiras ficavam de cabeça para baixo, penduradas (Admiro-me que não viramos todos vegetarianos!). Na Rua Barata Ribeiro havia uma loja que vendia galinhas e frangos vivos. Todos passavam pelo outro lado da rua – o cheiro era insuportável!

Todas as empregadas tinham um “radinho” (as vezes de pilha) na cozinha. O leite era em garrafa (depois era vendido em sacos, que furavam por qualquer coisa... ). Todo mundo foi ver as obras do “Calçadão” da praia de Copacabana, a Abertura do Corte do Cantagalo e a Rainha Elizabeth com Prince Philipp quando passearam de carro-aberto pela Avenida Atlântica durante sua visita ao Rio... O terrorismo ainda não tinha sida descoberto...

Haviam assaltos e roubos mas não como hoje. O Rio de Janeiro vivia cheio de turistas e a “Garôta de Ipanema” (..é ela menina que vem e que passa!) tinha acabado de “passar”.

Todos ficamos em casa, assustados com as notícias do desabamento do elevado Paulo de Frontin no Rio Comprido ou, numa outra ocasião, com o incêndio do Edifício Andraus em São Paulo. Todos assistimos “Miss Guanabara”, “Miss Brasil” e “Miss Universo”. E a todos os festivais de “Canção” no Maracanãzinho pela televisão... O FIC (Festival internacional da Canção) assim como os concursos de fantasia durante o carnaval! Clóvis Bornay, Evandro Castro Lima e Wilza Carla pareciam ganhar todo ano!

E como faltava água no Rio de Janeiro...

E a Av. Copacabana?

Toda criança que “se prezasse” era apanhada na porta de casa pelo Onibus da escola particular e usava “Japona” de la (azul marinho, por favor!) comprada no Pavilhão (onde fui visitar o “Capitao Furacão”) na Avenida Copacabana, alí, bem ao lado do “Bicho-da-Sêda” que está na esquina da Constante Ramos. Sim, o Pavilhão se encontrava entre uma loja de brinquedos (que depois transformou-se na “Entrelivros”) e o “Bicho-da-Seda”. Atravessando a “Constante” se chegava à “Ducal” (uma loja de Roupa masculina) e passando para o outro lado da “Av.Copacabana” estava a “Polar” (loja de calçados). Fazendo a volta completa, ou seja, cruzando-se a Constante Ramos de novo, chegáva-se ao Supermercado “Gaio Marti” e ao lado deste existia uma casa de lanches (da qual eu adorava a “Pizza”): “A Brasiliana”. Seguindo-se em direção à Rua Santa Clara passava-se pelo “Helio Barki” (boa loja de cama-e-mêsa, com vários andares e com uma filial do lado oposto da Av.Copacabana), pelo “Cinema Copacabana”, pelo “Mercadinho Azul” (onde comprei muitos disquinhos compactos para a minha vitrolinha portátil, inclusive “Satisfaction” dos Rolling Stones que eu cantava aos berros aos 5 – sim, cinco – anos de idade em 1965! A loja, lembrei-me, chama-se “Copadisco”... a “Modern Sound” também nao existia... foi criada no final dos anos 60 e era uma “lojinha” só). Passando pelo Cinema Arte-Palácio, via-se já a linda “Sloper” e as “Lojas Brasileiras” (onde eu comprava moedinhas de chocolate, Balas Soft - que eram duras! - e Drops Dulcora!) do outro lado da Avenida




e aí era só um pulinho para passar pelo Metro Copacabana, a sorveteria “Zero”, o “Cirandinha” (que existe até hoje, graças a Deus, com seus cajuzinhos, olhos-de-sogra, brigadeiros e um “divertissement” de salgadinhos bem engordativos!) e a “Barbosa Freitas”, uma loja de departamentos linda, que lembrava, com suas escadarias, boas vendedoras e bom serviço de atendimento, a um magazin em Paris... Bem, se continuássemos pela Av.Copacabana (uhmmm... o sanwich “angélico” do “Gordon”!) e a atravessásse-mos chegaríamos na “Galeria Menescal” (uma jóia arquitetonica dos anos 40) – e qual era a criança que não ficava encantada com aquela loja de flores que tinha “água escorrendo” pela vitrine?????

Antes de ir para escola se assistia no canal 4 “Unidinitê” com a Tia Fernanda e um pouquinho do National Kid em suas inesquecíveis aventuras e lutas contra os “Inca-Venuzianos” que gritavam “Auíka!” (Sei cantar a canção de abertura até hoje, num “japones” inventado...) .


Os tempos passaram, tudo mudou, a infância se foi e Copacabana transformou-se quase num outro bairro sem seus cinemas, sem sua linda Confeitaria Colombo e boas Lojas.

Mas uma coisa aconteceu durante uma estadia no Rio que foi extremamente interessante. Foi supreendente constatar que na maioria de casas de pessoas, que não se desfizeram dos seus “discos”, ainda são encontrados muitos discos que “Todos” compravam (e que “tinha-se” que ter!).
Comprava-se na época muitos discos com trilhas sonoras de filmes... e esta foi a real “inspiração” para esta postagem que ficou um pouco mais longa do que o previsto já que nao consegui freiar as memórias que estas capas de disco trouxeram...

A Volta ao mundo em 80 dias – que produção mais incrível...

A Noviça Rebelde – quem nao viu na época? Eu assisti não sei quantas vezes!

Glen Miller Story – com James Stewart & June Allyson,

My Fair Lady – nao faltava em nenhum lar. Já a versão com Bibi Ferreira e Paulo Autran não vi muito,

Mary Poppins – que não podia faltar em casas com criança! Este filme foi meu primeiro encontro com Julie Andrews, que transformaria-se numa paixao para a vida toda.

Candelabro ItalianoSuzanne Pleshette (oh, que linda!) e “Aldi lá”,

Born Free com a orquestra de Percy Faith (“Livre”, que também era cantada em portugues por Agnaldo Rayol... )

E para os mais modernos, principalmente para a minha prima:
Chubby Checker – que também foi muito tocado quando meus pais davam festas para dançar o « Twist «,

Rita Pavone, juventude "transviada",

a « terrível » Gigiola Cinquetti,

Tijuana Brass,

Sergio Mendes

e para finalizar esta seleta lista : Trini Lopez

Tudo isto para não mencionar os compactos : Quem se lembra do sucesso «Pata-Pata » da sulafricana, já falecida Miriam Makeba?

51 comentários:

fernando oliveira disse...

Ricardo, boa tarde.

Se copacabana era assim nos anos 60, fico com ciumes de não ter conhecido, passei por lá várias vezes nestes tempos modernos e já nada tem a ver com a tua magnifica e exaustiva reportagem.

Parabéns e um grande abraço.

Fernando Oliveira

Alice Barth disse...

Adorei este passeio pelos locais da infância, e que memória fantástica vc. tem Ricardo!

Eu não conhecia mais ninguém que comesse panquecas bem fininhas com açúcar e canela! Sempre me senti uma ET em termos de panquecas...

Não existe mais presunto como o Santo Amaro daquela época...

Uvas carameladas em frente à Galeria Menescal - continuei esperando que voltassem a vendê-las durante muitos anos...

Você conheceu um homem exótico, com roupa e turbante brancos, que vendia pirulitos feitos em casa, compridos, mel com maçã, abacaxi com mel, eram uma delícia, ele vinha pelo Túnel Novo e as crianças da Felipe de Oliveira eram as primeiras felizardas...

E a carrocinha de sorvete do Moraes que ficava na porta da escola pública Marechal Trompowski, na Felipe de Oliveira?!... Uma delícia!

O mate e a limonada da praia, vendidos em tambores, no tempo em que não tínhamos medo de pegar doenças, eram os melhores...

Eu ainda pequei o tempo em que entregavam leite em garrafas na porta do apartamento e vendiam pães na porta do prédio.

Ah, que saudades do drops Dulcora...

Tive quase todos estes discos e alguns ouvi tantas vezes que meus pais diziam que ´iam furar´...

Faltou falar no prazer de ir à praia quase todos os dias, ao ponto de eu às vezes chorar por constatar que os meus joelhos estavam pretos demais...

Lembranças deliciosas da infância em Copacabana!

Um abração pra você!

Anônimo disse...

Que prodigiosa memória Ricardo e que
postagem incrível!Vou tentar te acom-
panhar nesta viagem...Meus brinquedos
eram da Estrela,mas o bambolê foi uma
das piores performances que tive!
O Fio mágico não conhecí..O velocipede foi uma glória total e o
autorama foi ótimo para meu irmão!No
colégio era Crush,Grapette em casa,e
o sensacional jogo de Varetas.Papai escondia tão bem os ovinhos de Páscoa
que tenho certeza que alguns eu nunca encontrei!Você lembra Ricardo
de um biscoito que eu chamava de índio,por que tinha uma figura de
indio?Mas o biscoito Maria era demais e por sorte até hoje existe!
Eu gostava da goiabada...Carmen veronica está atualíssima agora...
Minha mãe ouuvia no rádio uma novela,Jerônimo o herói dos Sertões
Enquanto eu via na tv um programa
com uma menina que mais parecia Polliana.Conseguí no Natal ganhar a
boneca Amiguinha,por merecimento é
claro!Na tv Tupi dançei com outras
alunas um programa sobre sorvetes e
eu "dançei" o de chocolate,imagine!
Eu amava a Luluzinha..Na B.Freitas
comprei meu quarto de adolescente,
no Copadisco fazia-se uma farra..
Confesso que até hoje ainda sinto o
gostinho do Drops Dulcora de Hortelã...e graças a Deus o Cirandinha ainda existe.Na GAL.
Menescal tinha uma loja chamada La Danse,de uma francesa,onde eu comprava roupa de ballet.Eu amava
Rita Pavone!Pata-pata!
Que maravilha Ricardo termos isto
tudo para lembrar e compartilhar!
E é claro quando eu terminar este comentário,vou me lembrar de muitas outras coisas que não escreví...
Como sempre Ricardo...QUE PRAZER!
Cristina Martinelli

André Paranhos disse...

Ótimas recordações ! Lembra do Cinema I na Rua Prado Jr que tinha uma incrível ante-sala com bar e lounge nos anos 70 ? E ainda do Lixão no CCC - Centro Comercial de Copacabana, para comprar jeans desbotados e com taxinhas para usar com aquelas faixas hippies ? Quem lembra do Éter, uma figura muito tranquila que circulava pelas ruas de Copacabana ? E um sujeito vestido de branco e turbante que carregava um tabuleiro de doces e gritava Mériiiii ? Muitos anos depois li em algum lugar que era disfarce para vender Marijuana pra galera... huahuahua só o Rio pode nos oferecer tanta criatividade !

André Paranhos disse...

Ótimas lembranças ! E o Cinema I da Prado Jr que tinha uma ante-sala com bar e lounge nos anos 70 ? Lembra da Colombo da Barão de Ipanema com seus deliciosos waffles com manteiga, mel e calda de chocolate ? E os jeans desbotados e com taxinhas da Lixão no Centro Comercial de Copacabana ? Esqueci o nome de uma única churrascaria que meu pai adorava frequentar numa transversal da Av. Copacabana e que tinha aquele conhecida música de órgão ao fundo. Alguém lembra do Éter, um sujeito muito tranquilo que circulava pelas ruas de Copacabana ? E de outro todo vestido de branco com turbante na cabeça equilibrando um tabuleiro de doces que passava chamando Méériii ? Muito tempo depois li em algum lugar que era disfarce para vender Marijuana pra galera...huahuahua só o Rio para oferecer tanta criatividade !

"Eu nunca quis tê-la ao meu lado num fim de semana
Um chopp gelado em Copacabana, andar pela praia até o Leblon
E quando eu me apaixonei, não passou de ilusão, seu nome rasguei
Fiz um samba canção das mentiras de amor que aprendi com você, é
Lígia, Lígia" - Chico Buarque e Tom
Jobim

MENSAGENS AO VENTO disse...

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Bem, moro longe de Copacabana...Curitiba, Paraná. Mas, também conheci e usei a maioria dos artigos que mencionou.

Foram bons tempos, pois tinham o sabor da infância!

Revistas em quadrinho eu adorava! Lia horas seguidas, meu irmão e eu...Lembro do Reizinho, da Lili (histórias de uma agência de modelos), Capitão Marvel, Roy Rogers e Dale Evans...

Adorável seu post, Ricardo!


Beijos no coração...

Zélia (Mundo Azul)

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Danielle disse...

Olá!!

Pode deixar que elas virão!! Estou viajando agora, e assisti a dois filmes fantásticos, que não posso deixar passar pra que o efeito que eles causaram em mim não se esvaeça. A propósito, essas fotos são incríveis. Tenho alguns desses discos - o da Gigliola, por exemplo, que é da minha mãe, e gravei o My fair lady com a bibi ferreira, que postei no meu blog dovinilparaaweb.blogspot... Vou lê-lo com calma quando chegar em casa!
Obrigada por passar pelo meu blog!

Bjo
Dani

breugel disse...

Hoje realmente entrei no tunel do tempo.Depois de ler toda esta postagem fechei os olhos e voltei ao passado que epoca linda!!!!.Foi a melhor epoca da minha vida o tempo que morei em copacabana.Obrigado!!por relembrar este periodo lindo da minha juventude.O melhor de copacabana foi 1968.Voce realmente e demais.
Mais devo comentar que estou com saudades das postagem de antigos filmes.Dja

Anônimo disse...

Eu tenho ainda todos estes discos transformados em CD,sao maravilhosos e escuto sempre.

Pena disse...

Oh, Admirável Amigo:
Um post admirável e fabuloso saído da sua sensibilidade e interioridade significativa e sensível, de sua pertença.
Como gostei...
As palavras e as imagens expressam um sentir extraordinário que é o seu.
Olhe, simplesmente : SUBLIME e GIGANTE de beleza..
Faz recordar.
É notável no que concebe e cria, sabia?

Abraço de simpatia, amizade e respeito constante.
Cordialmente maravilhado...

pena

OBRIGADO pela simpatia no meu blog.
Bem-Haja, amigo talentoso e genial!

paçoca disse...

Querido Ricardo,
quero um pouquinho mais de tempo para escrever sobre as minhas lembranças da "princesinha do mar". Minha avó morava no edifício Miraí ao lado do mercadinho azul Comprava frangos vivos na granja da barata ribeiro e também comprava frutos do mar na bolivar. Vou reler esta delícia de postagem e semana que vem vou arranjar um tempinho para contar minhas lembranças . Um beijo da Paçoca
P.S. amanhã também é feriado para vocês?

Efigênia Coutinho disse...

Ricardo, essa sua viagem no tempo dos anos 60, me fez um bem tremendo, pois relembrei de cada evento lido, uma grande saudade deste tempo vivido, obrigada pela beleza com que descreves estes anos 60, onde você não esqueceu nada do que realmente vivemos, eu adorava ir na Confeitaria Colombo de Copacabana,localizada no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, sendo um dos principais pontos turísticos da Região Central da cidade.
A confeitaria foi fundada em 1894 pelos imigrantes portugueses Joaquim Borges de Meireles e Manuel José Lebrão, tendo um extenso rol de clientes célebres entre a sociedade brasileira. Hoje somente tem a que fica na no centro do Rio de Janeiro.
Efigênia Coutinho

Ivo Korytowski disse...

Que memória!
Faltaram os discos do Ray Conniff e dos Metais em Brasa, lembra disso?

Anônimo disse...

Tá legal, Ricardo, vamos lá...

Meu programa favorito e raro era ir a Sears, que tinha escada rolante e no terceiro andar um balcão com chocolates e balas que só lá...
Minha lembrança mais remota sobre griffe foi meu irmão contando pra minha mãe que um colega da escola estava usando uma Lee branca. E eu ficava pensando: O que é uma libranca? Não sabia nem que existiam as azuis...
Bj
Mauri

Maurette disse...

Ah, Ricardo... que belo post! Nossa Senhora!
Lembrei de colocar aqui algo que sintetiza muito bem isso tudo: a letra da música-tema de A Volta Ao Mundo em 80 Dias! Eu me lembro que minha professora de canto do curso ginasial, D. Maria Salomé - que também dava aulas de piano para as meninas que tinham meios para isso - ensinou-nos a letra em português. Não sei de quem era, mas imagino que tenha sido feita por alguém como um Braguinha ou equivalente, tal o nível de poesia. Vou "recitar" aqui somente as quatro estrofes que minha CPU interior consegue lembrar:
"Berlim, Madri, Pequim, Paris,
A te buscar, sempre a sonhar,
quantas viagens fiz!
Porém eu sei, agora que te achei,
que no Brasil eu morrerei!"
(Não é uma graça isto? Fala verdade :))) )
O que seria da nossa vida sem a sua doce poesia tertuliana a nos lembrar que existem coisas boas a serem vividas, lembradas, revividas? Que Deus te abençoe sempre!
Bjs da amiga que hopefully logo chega, Maurette

Around the world I've searched for you
I traveled on when hope was gone to keep a randezvous
I knew somewhere sometime somehow
You'd look at me and I would see the smile you're smiling now

It might have been in county down
Or in New York in Gaparee or even London town
No more will I go all around the world
For I have found my world in you
(Around the world I've searched for you
I traveled on when hope was gone to keep a randezvous
I knew somewhere sometime somehow
You'd look at me and I would see the smile you're smiling now)

It might have been in county down...

tertulías disse...

Ivo, qurido amigo, agora... com Ray Coniff voce realmente arrasou! Como pude esquecer este discos na minha lista? Imperdoável!

tertulías disse...

Mas hoje os comentários estao divertidíssimos... Maurette e sua professora de canto "Dona Maria Salomé" (Nao parece nome de novela?)e a letra (incrível) de Around the world em portugues! Outro "arraso"!

Anônimo disse...

Ricardo, só você mesmo para remexer nesse baú de lembranças tão queridas quanto pré-diluvianas.Viajei no tempo.

Velocípede. Minha paixão era ter uma lambretinha de uma casa de brinquedos que ficava na av. Copacabana, perto do Bicho da Seda, cujo nome não lembro mais. Nunca consegui, o dinheiro não dava para tal luxo.

Grapette? Meu Deus. Eu estava em Vitória, na casa de meu avô. Tomei o refrigerante e quando dei por mim estava num hospital. Alergia ao corante. Nunca mais pude tomá-lo. Crush eu não gostava. Oh, dor! Ki-Suco fazia parte do casamento das nossas bonecas, sempre sem final feliz. Eu, muito lógica, nunca me conformei com a falta do noivo; nem mesmo com os Mil folhas da Patisserie Francaise da Domingos Ferreira.

Suco Maguari, de qualquer sabor, que delícia.

Por que o creme amarelo era/é perigosíssimo? Hoje, só não como por remorso de ganhar uns tantos kilos, mas não acredito em perigo maior do que pratos esquentados em micro-ondas guardados na geladeira com aquele papel filme por cima. Ai, que vontade de comer sonho grande, com aquele creme amarelo e cheio de açúcar. Sonho chique, pequenino e com goiabada ou doce de leite, não é a mesma coisa.

Gelatina Royal ainda rola pelas minhas bandas na versão light, naturalmente, como tudo.

Onde foram parar os doces da marca Peixe, os marrons glacês de batata-doce e as marmeladas? A mãe de uma amiga, certa vez, foi visitar a fábrica Peixe e perguntou pelo dono: Onde está o sr. Peixe? É sério.

Não resisto, conto quem foi. Era mãe de Luzia Vitória, a “boneca Zizica” uma das certinhas do Lalau, muito amiga lá de casa. E não é que anteontem fui procurar a letra do Samba do crioulo doido, do Sérgio Porto?

Pois é, sou antiga, viu? Dancei na tv Excelsior, na tv Rio, na tv Tupi. Na Tupi existia a primeira-bailarina clássica – Maria Angélica ou Sandra Dieken – e a primeira-bailarina “moderna” – Wilma Vernon. As coreografias eram do Ismael Guiser, Dennis, Gray, David Dupré ou Renato Magalhães. Acho que as “modernas” eram de Djalma Brasil. Márcia de Windsor fazia jus ao nome. Era uma lady, sempre, até às 5h da manhã, depois de uma dia inteiro de vídeo tape do programa Moto Música. A bem da verdade, é necessário dizer que Hebe Camargo e Cauby Peixoto também eram modelos de educação e respeito aos bailarinos e a todos. Ah, Rogéria ainda se chamava Rogério – o nome já era artístico – e era maquiador. Mas só maquiava as estrelas, que colocavam um colírio para dar brilho que ardia terrivelmente. Pior, só Santa Joana d’Arc na fogueira. Bem, não devia fazer. Na Globo, no máximo um Teatrinho Trol, com Fábio Sabag. Era na Globo?

Você via Jacy Campos: Hoje é 6ª feira, dia de Câmera 1? Carlos José estava todo domingo na casa de meu tio Lauro. Tinha uma linda voz. Nunca mais vi. Mesbla? Ainda hoje tenho saudades. Da Sears também. Sorvete do Moraes era muito longe, tô fora.

Adorava Chicabon e a carrocinha da Kibon; lia pouco gibi (ainda não se chamava revista em quadrinho) e O Cruzeiro era a revista mor da família. Depois então, que minha amiga Vera Saba foi Miss Guanabara e depois Miss Brasil nº 3 a revista não saía mais lá de casa. Detalhe: Eric e o pessoal do Theatro levavam muito a sério os concursos de Miss. As discussões eram sérias. Eric adorava Adalgisa. Certo dia viu-a entrar na Confeitaria Colombo e entrou atrás dela, com Silvinha. Eu, com vergonha, esperei na casa da mamãe.

Ai, as balas de ovo da Colombo; a língua afiambrada à milanesa que vovô comprava ali. Hum!!!. Em frente ficava as Casas Oliveira. Vovô comprava pelo telefone e exigia marcas determinadas. Manteiga era de lata, de Minas; e se cozinhava com Gordura de coco carioca.

Radinho de pilha. Ainda hoje não fico sem ele. “Ela é fã da Emilinha...” Você chegou a ver Carequinha?

Não tem jeito, eu torcia pelo Evandro de Castro Lima; depois me apaixonei pela pessoa do Bornay. Ah, lembra da Ester Tarcitano, que sempre concorria vestida de Sereia e não conseguia desfilar direito na passarela? Hilário.

Quando fomos ao primeiro encontro das escolas de ballet, em Curitiba, pela academia de d. Tania, nossa japona era azul e combinava com a roupa cinza. Estávamos bem chiques. Um frio!!! Meu tio Maurilho trabalhava na Ducal. E também trabalhou na Barbosa Freitas, aquela que tinha a liquidação do lápis vermelho. Um dia, vendendo uns copos inquebráveis foi fazer uma demonstração e quebrou um copo. Foi despedido. Sloper, que loja alinhada. Como todas, naquela época. As Lojas Brasileiras nem tanto. Eu gostava mais de bala de bonequinho, cor-de-rosa, em vez de drops Dulcora. E, que fim levou o homem que vendia figo, ameixa e damasco cristalizado? E o velhinho da bala de ovo? E o homem das cocadas? Tudo em frente à Galeria Menescal.

Não sei quantas vezes vi Noviça Rebelde. Mas My fair lady não fez minha cabeça. Papai tinha o disco e o livro da peça e eu preferia a voz de Julie Andrews. Tomei-lhe as dores quando perdeu o papel no filme e impliquei, não houve jeito: “Look at her, a prisoner of the gutter. Condemned by every syllable she ever uttered...”

Candelabro italiano, época do namorico. Lindo filme. Daí já pulo para Gigliola Cinquetti “Dio come ti amo”. A Itália entrou na minha vida por conta de um namorado; quase noivo. Conheci, com ele, um cantor que aqui nunca ouvi falar: Giorgio Gaber. Maravilhoso.

Pra mim, nunca mais teve sorveteria como o Zero. Muito bom, moderna, um frisson.

Ah, no meio disso tinha os espetáculos de ballet, como não? Nora Kovach e Istvan Rabovski: O amor dança no Rio, capa do Cruzeiro. Húngaros. Primeiros bailarinos da cortina de ferro a se apresentarem no ocidente. Carregados nos ombros no Maracanãzinho. Você viu o filme “Fuga para a liberdade”, com o casal? Já procurei por tudo notícias deles mas tudo o que encontrei foi o acidente de navio, Andrea Doria, que sofreram e onde perderam todas as roupas.

Nossa, que viagem. Vou parar por aqui. Já nem vou postar. Quem manda mexer com quem está quieto?

Bjsss.

Eliana

tertulías disse...

Gente... mais uma outra maravilha!!!! E acabei de lembrar-me de uma outra coisa: Alguém ainda e lembra do "Almoco com as Estrelas" (no qual todas as "estrelas" almocavam ao vivo e comiam farofa?) com o "Aérton Perlingeiro"???????

Marga Fuentes disse...

Mi querido Ricardo, ADOREI todo el comentario de principio a fin. Un maravilloso recorrido por mi infancia, adolescencia y juventud me has hecho. Estoy emocionada hasta las lágrimas. Todo, todo es precioso.
Gracias, Ricardo, un sentimiento exquisito y una memoria privilegiada, tienes.
Me encantaría poder compartir contigo un appelstrudel, que me gusta muchísimo.
Un enorme beso para ti y gracias otra vez.

bueno disse...

Ricardo, fantastico esse mundo de memórias. isso ninguém nos tira. Só dá vontade de ser jovem de novo. Acho que o tempo está passando rápido demais para o meu gosto. Adorei seu baú - me relaciono com tudo - desde o disco da minha querida lady, que eu tinha até a peoxaria na rua bolivar, que era do chico peixeiro, que se casou com uma viuva do meu prédio. national kid eu também cantp, até hoje. sao muitas memórias mesmo. Obrigado

Rosangela Scheithauer disse...

Querido Ricardo, voce me transportou no tempo e lugar... que coisa boa para o corpo, alma e memória poder reviver as passagens do passado que nos marcaram para sempre. Tudo o que somos hoje sao os "tijolinhos" que fomos juntando através do tempo, essas passagens descritas por voce foram os tijolinhos...
Fiquei aqui parada olhando para a tela do computador e aos poucos fui lembrando tiradas do fundo do "baú" da minha memória...
Lembrei-me, por exemplo, da comidinha gostosa e caseira da minha mãe, do sorvete do bar do Genaro (um bar que ficava na praca principal da minha cidade no interior paulistano) e, em especial a famosa „Vaca Preta" (uma mistura de sorvete de nata com coca-cola... parece "yucky" mas é uma delicia). que saudade me deu daquela comida que você come sabendo que é ruim para o estômago, faz mal, é autodestrutiva e é TÃO gostosa, por ex. aquela que se come em botequins, padarias, feiras, na rua, aquela encontrada sómente nas lembranças da infância. O pastel está em primeiro lugar, o de feira mesmo, do japonês, frito na hora, de carne moida, palmito ou queijo. De carne bem soltinha com uma única azeitona com caroço, pouca carne, para que, quando sacudido, faça um barulhinho como de chocalho. De queijo, um retângulo bem grande lá em baixo, na última mordida, já começando a endurecer. Ah! O de palmito então nem se fale, bendito na sua umidade. E todos fritos na panela de mil e uma frituras. Quer coisa mais gostosa que comer um pastel encostada no carrinho de feira já cheio, tomando garapa geladinha, com „bobs“ e lenço amarrado na cabeca? Sei que é uma perversidade... mas como é bom!Eu nao cheguei a usar os tais "bobs", mas via muitas senhoras lá na feira com bobs e lenco na cabeca!
Bateu uma saudade daquele cafezinho de botequim, sim, aquele que se toma no copo mesmo, tão quente que é preciso colocar um guardanapo em volta pra não queimar as mãos. Este copo, na maioria das vezes nem sempre bem lavado... mas quem tá ai com isso?
O café lá no interior é um símbolo da hospitabilidade. Em torno da pequena xícara do licor negro, desdobra-se toda a vida interiorana. No café que oferecem os ricos e pobres a pobres e ricos, não damos apenas a bebida saborosa, damos a alma! Com o cafézinho, que tal uma coxinha de galinha com osso e tudo? Nas memórias de minha infância despontam perversidades doces também: leite Moca direto da lata; bolacha Maria molhada no café, retirada no momento certo para que não caia dentro da xícara; brigadeiro às colheradas, direto da panela; doce de batada doce bem sequinho; paçoquinha de amendoim; maria-mole; pé-de-moleque daqueles de Festa Junina; bala de côco daquelas que a gente „rouba“ um montão em festas de aniversário embrulhadas naqueles papéizinhos cheio de tirinhas; um pedacinho do bolo de casamento „prá levar para o parente que não pôde comparecer“ e que a gente se delicia no dia seguinte com o café.
Saudade da canja de galinha quando a gente ficava doente, do leite quente antes de dormir, do arroz-doce, dos fios de ovos, do pudim de leite condensado, sagrado de todos os domingos.
Nao são só as comidas que me vem à memória, mas todo aquele modo simples de viver a vida no interior, o carinho das pessoas que demonstram um prazer enorme em lhe ver, os convites para „passar lá em casa“. Saudade de jogar conversa fora com a vizinha, preferivelmente cada uma carregando a sua cadeira e colocando na calçada. Saudade de organizar um churrasquinho informal com aquela cervejinha estupidamente gelada e o som de um violão tocando um sambinha. Saudade de ouvir piadas de português, jogar um „buraquinho“ com os amigos, ver crianças pulando a „amarelinha“ na rua. Saudade de ouvir o galo cantando de manhã, pássaros no viveiro do vizinho, saudade até daquela musiquinha do caminhão do gaz passando na rua.
Quando falo dessas pequenas felicidades certas, muitas delas estão ainda hoje diante de cada janela no interior paulista, uns dizem que essas coisas já nao existem mais, outros dizem que é preciso aprender a olhar para poder vê-las assim. Eu aprendi.
E essas doces lembranças permanecerão vivas dentro de mim até o ultimo dia de minha vida, esteja onde estiver!

Obrigada por me fazer relembrar tudo isso...

Com os olhos lacrimados te mando um abracao com carinho

Sua amiga

Rosangela Scheithauer
www.artmajeur.com/artebrasil

Alice Barth disse...

Isto aqui tá uma delícia mesmo!
Não resisto a comentar mais um pouco... é que eu me lembrei de mais algumas ´pré-Tertulianas´...

- no rádio, tinha a ´Escolinha da Dona Teteca´ e o ´Balança, balança, balança... mas não cai´

- e aqueles filmes da Sissi que faziam as meninas sonharem...

- lança perfume de verdade, geladinho (Anais Anais me faz lembrar aquele cheiro gostoso)...

- meu avô tocava piano na Colombo de Copacabana, então quando íamos lá éramos ainda mais bem tratadas que o normal...

- a churrascaria de Copacabana com música ao vivo seria a Palace na Rodolfo Dantas ou a Jardim na República do Perú?...

- e as caixinhas de bolo da Santista, pequenas, para festas de bonecas (minha avó fazia os aniversários às quintas)...

- lembram das balas Rebuçado de Lisboa, embrulhadas em papel branco com desenhos em lilás?...

Ricardo, como sempre o seu blog é prazer garantido pra mim. Eu adoro tudo que você escreve!
Um abração pra você!

tertulías disse...

Como na música de Sephen Sondheim ... "Let the good times roll!"

Olga disse...

Ricardo, querido, aMEI!!! Mas meu post não seria sobre Copa, onde ia sempre, claro. Porém, morava em Ipanema. Mas bebia grapette, comia batatas fritas de saquinho no colégio, ganhei uma japona aos sete anos que foi a razão de minha intensa felidade numa época em que as roupas começavam a encantar as crianças consumistas.
Enfim, essas lembranças são mais douradas por serem lembranças. Sempre acho que a vida de hoje é mais confortável. Mas dá uma saudade daqueles dias da infância em que havia quem cuidasse da gente, não?:
Beijo, amo seus posts.

Rosangela Scheithauer disse...

Pois é meu querido Ricardo, veja só o que voce causou em nós.. agora estamos todos aqui sentadinhos (quse de castigo) na frente dessa telinha relembrando coisas do passado que nos marcaram. Sou muito apegada nessas coisas, sabe. Gosto de voltar ao passdo - apesar que devo admitir que também gosto do meu presente, principalmente agora que a fase ruim já passou.
Bom, mas o papo aqui é sobre esse feeling gostoso de lembrar coisas que marcaram em algum tempo ou lugar. Nao sei porque mas me deu uma vontade doida de reler um antigo caderno... sim um daqueles antigos cadernos de capa dura que a gente usava na escola (nao sei se ainda usam hoje em dia)
lá dos mil novecentos e bolinha .
Procurei, revirei, fucei por tudo que é gaveta, abri velhas bolsas, fiz a maior bagunca aqui... e achei o caderno!
Só daí percebi que estou ficando velha, sabe!
Gente!! aquele caderno tá todo amarelado... (acho que até eu to meio amarelada).
Já notou que a gente percebe que envelheceu quando 'essas coisas' acontecem , quando você confunde giga com mega , ainda diz liquidação ao invés de sale , não sabe que o chapéuzindo da palavra medo já foi abolido , que ainda escreve co'a  ao invés de com a , que ler cardápio à luz de vela é desesperador.
Bem , mais eu vou agora dizendo que , longe desses arrepios todos eu abri o meu caderno e comecei a folheá-lo. claro que não precisava dizer , mas lí-o TODINHO.
Sentí saudade do meu primeiro namorado (ou talvez devesse dizer "primeiros namorados", pois acho que dos 15 aos 17 anos devo ter me apaixonado pelo menos umas 15 vezes). Senti saudade da minha avó, nossa como ela mepaparicava , meu Deus !.  era adorável !... fazia , todo santo dia , por todas as tardes , batata frita naquela espiriteira dela ... e que eu comia no meio do pão ! hummm , acredita que nunca mais comí uma batata tão saborosa quanto aquela ? Juro que se eu fechar os olhos ainda me vem o cheiro, o sabor.
Sentí saudades dos jogos de domínó e cartela - que hoje a gente chama de bingo - marcada com grãos de feijão na mesa da cozinha .
Sentí saudades de mim mesma, da minha ingenuidade daquele tempo - que em muitos aspectos ainda não me deixou, acredite! Da minha escola, das amigas que fiz na escola e com as quais ainda tenho contato, de uma vizinha com quem perdi contato, chamava-se Lucia Helena Ibanhez -  viu como eu ainda me lembro do nome completo? Sentí saudade de todas as pessoas -do ontem até o hoje , o agora -  que, de um modo ou de outro me fizeram crescer e me fizeram ser o que sou hoje.

Enfim, só sei que depois de ler tudo que havia no caderno , coloquei-o mais perto do meu rosto e fiquei a cheirá-lo. Cheirei uma época em que era jovem, que eu podia errar quannnnntas vezes quisesse porque a vida me daria uma nova chance, como sempre deu.
Depois de algum tempo fechei o caderno e abrí as lembranças...que aqui compartilho com voce(s) que me le(em).
 
  
A música continua...

Play it again Sam!

Vivian disse...

...e aqui neste post sentí
falta do sabão em pó Rinso
aquele que lavava mais branco..rss

lembra-se, querido?

que post nostálgico e delicioso,
my God!

voltei ao tempo de felicidades
plenas...

obrigada por isso.

você é um lindo!

beijos meus...

Anônimo disse...

...estive passeando por tua casa,
e é claro me deliciei com as lembranças.

obrigada por me deixar entrar.

um bj, menino.

LGomes disse...

Naqueles dias, cigarro "bom" era Minister; mas havia também Caporal Amarelinho, Saratoga, Clássicos e Paquetá, entre outros "mata-ratos"...

Anônimo disse...

Naqueles dias, cigarro "bom" era Minister; mas havia também Caporal Amarelinho, Saratoga, Clássicos e Paquetá, entre outros "mata-ratos"...

Anônimo disse...

Querido Ricardo!


Quanta sensacao bonita voce causou com aquele texto!! Obrigada.... salvou o meu feriado que estava tao melancólico e chato.

Já passei o endereco do Tortúlias para várias pessoas e uma delas, uma amiga de apenas 24 anos, respondeu o seguinte:

nossa Ro, que bonito!!!
nao manjo nada do Rio e quase nada disso fez parte da minha infancia (sou de 85) mas adorei o jeito que ele descreveu td!!! muito legal relembrar a infancia...(nostalgia geral)

Grande beijo

Rosangela

p.s.: já tem um outro comentário meu lá... (pra variar grandao de novo.... nao sei escrever pouquinho.....!!!!)

caminada disse...

...Esqueci de dizer que morria de chorar com a vida do Glenn Miller, cuja música ainda hoje amo.
E de perguntar quem lembra da Maninha da Castro, que fazia o programa da tarde no início da televisão.
E dos ciclos de operetas com Jeanette MacDonald e Nelson Eddy. Imperdível.
E do lotação, quem lembra? Alguém foi do tempo do bonde? Eu fui. Verchinina, minha professora antes da d. Tania, andava mais depressa do que o bonde. Palavra de honra.
Você me imagina dançando nm programa chamado Pandegolância e Nora Esteves em A Rua do ri, ri, ri?
Bjsss. Vou ficar aqui, não paro de lembrar coisas. Fui!!!

tertulías disse...

Esta sobre a Nora Esteves foi ótima... Nao deve constar na biografia dela, né??? hi hi....

Anônimo disse...

Fumei minister. Lembrei disto ontém mesmo. Meu pai fumava Hilton, e minha mãe fumava Charm
Ana Valéria

Francis disse...

Adorei, demais, legal mesmo, entre em contato quando tiver em Viena, sou amigo da Rosangela, meu e-mail vienalimousine@yahoo.com
Francis

Anônimo disse...

Nao consigo deixar um comentario disso pra vc. no seu cantinho. Ai ai ai...

Enfim, estou impressionadissima com sua memoria. Eu me vi na Av Copacabana daquele tempo e chegando la na galeria menescal. Uma maquina do tempo. Obrigada Ricardito. Quantas memorias....

E os supositorios “estrela”??????

Saudosa desse tempo, saudades de voce.

cloduska

tertulías disse...

Quem me dera ter esta memória para outras coisas, né????

Anônimo disse...

Caro Ricardo,
Sou amiga de sua prima Nádia (ou Naná), que me enviou o link.
Adorei o resultado do seu “brain-storming” e como adoro fuçar nestas coisas da Internet, vou passá-lo em frente !
Abraços e parabéns!
Tássia

glenda disse...

Primo Que viagem no tempo!!!!Como vc conseguiu lembrar dos detalhes....Lendo,eu voltei no tempo,olha que até 1978 eu só vinha ao Rio nas férias.... Eram tres meses de praia e caminhadas com Didi para casa dos primos,cinemas e sorvetes.Sem esqueçer aqueles bailinhos de carnaval rsrs lembra???? Acrescento a lojinha de doces "Bolo Fofo" na Barão de Ipanema,que eu adorava!e a confeitaria "Genova" na Domingos Ferreira,e por último a minha loja de roupas favorita "Bonita" Bjinhos com saudades Glenda

glenda disse...

Primo Que viagem no tempo!!!!Como vc conseguiu lembrar dos detalhes....Lendo,eu voltei no tempo,olha que até 1978 eu só vinha ao Rio nas férias.... Eram tres meses de praia e caminhadas com Didi para casa dos primos,cinemas e sorvetes.Sem esqueçer aqueles bailinhos de carnaval rsrs lembra???? Acrescento a lojinha de doces "Bolo Fofo" na Barão de Ipanema,que eu adorava!e a confeitaria "Genova" na Domingos Ferreira,e por último a minha loja de roupas favorita "Bonita" Bjinhos com saudades Glenda

Anônimo disse...

OH RICHNEY QUERIDO, Q DELÍCIA E QUANTA SAUDADE DESSE TEMPO.SOMOS CRIAS DESSA COPACABANA Q Ñ EXISTE MAIS,MAS Q AMO MESMO ASSIM.
PARABÉNS POR MAIS UMA LINDA E SAUDOSA POSTAGEM. BJS NO CORAÇÃO.

MARRONEY

Rosangela Scheithauer disse...

Querido Ricardo, com a sua permissao gostaria de postar algums de minhas poesias aqui... pode deletar se nao gostar!!!

Beijao

Rosangela


A primeira delas chama-se "... E ficou", é bem curtinha, mas muito profunda:


... E ficou
(R.Scheithauer)


nao sei se foi destino
se foi rapaz ou menino
nao sei se foi paixao
se foi com lábio ou mao
nao sei se foi saudade
se foi mentira ou verdade
nao sei se foi loucura
se foi tristeza ou docura
nao sei o que foi
se foi pra ser
ou esquecer
só sei que foi bom
...e ficou!

Anônimo disse...

Oi Ricardo, tudo bem por aqui! Eu vi o seu post e foi um dos que mais gostei! Muitissimo legal!!! Deu até uma nostalgia de um tempo que eu não vivi... hehehe. Essa época devia ser muito melhor do que hoje em dia, não só em copacabana, mas em qualquer outro lugar... as vezes tenho a impressão que tudo está só piorando e que a ingenuidade e a beleza das coisas estão sendo perdidas...

Aliás, eu também procurei o comentário da Dona Marla mas não achei!

Grande abraço pra você

Nananú!

Stella Tavares disse...

Ricardo, adorei suas memórias, fotos, registros que remetem a nós, seus leitores a lembranças parecidas, importantes, peneiradas.Adorei rever produtos que consumia com sabor de passagem para o céu. Obrigada. Bjos.

Marco disse...

Olá, Ricardo.
De fato, uma bela postagem. Eu já falei de muitas destas coisas em trocentos posts no Antigas Ternuras. É uma gostosura lembrar disso, não é?
Tento até hoje arranjar uma foto da Tia Fernanda do "Uni-Duni-Tê". O Capitão Furacão conheci pessoalmente noutro dia. O Capitão Aza também. Queria conhecer TODOS os meus ídolos de infância.
Parabéns por suas lembranças, que são as lembranças de toda uma geração.
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

samantha disse...

rapaz !!! que viagem no tempo !!! parabéns pelas lembranças do meu/nosso rio de janeiro dos saudosos anos 60/70.

Anônimo disse...

Querido Ricardo

Muito obrigada por me fazer voltar à infância com seu post sobre
Copacabana ( quarta-feira, 29 de abril de 2009 :
http://tertulhas.blogspot.com/search/label/Copacabana) e assim lembrar
de outras coisas:

Biscoito de polvilho e bombas de creme e de chocolate na padaria perto
do Roxy; o Milk-shake de morango e o misto-quente do Bobs perto do
Cócio Barcellos; Pão de mel da marca Pan (Recentemente redescobri no
Carrefour esse sabor da infância): o Sr Fausto vendia esse produto em
tamanho maior na cantina do ISPA), além dos Lanches Mirabel; na praia,
Mate Leão (puro ou com limão) e Biscoitos Globo (Doce e salgado);
Leite Vigor (em garrafa de vidro com letras vermelhas); o padeiro
vendia nas portas dos apartamentos; ainda posso ouvir o grito de
“Garrraaafeeiirooo” ecoando em algum canto da memória afetiva;lembro
também do Gordo (sorveteiro na esquina da Constante Ramos com a
Leopoldo Miguez,na esquina do meu prédio); do outro lado da rua,a
banca de jornais do Italianão,um senhor muito simpático; e na outra
esquina,em frente à Ducal,a banca do Sr Lúcio – um cara muito legal -
e havia o guarda sorridente que controlava o trânsito na Nossa Senhora
de Copacabana e às vezes almoçava no Frango Na Brasa.

O Rei da Voz: O consultório do meu pai – que também fumava Minister -
era lá; Stanislaw Ponte Preta (tenho um post especial sobre ele,com
direito a vídeo e lera do celebérrimo “Samba do Crioulo Doido”, no
blog: http://uniaodeabobrinhas.blogspot.com/2006/06/quem-foi-srgio-porto-ou-stanislaw.html)
morava em frente à Igreja São Paulo Apóstolo. Os dois sempre
conversavam enquanto eu andava na minha Monark 64, geralmente com
minha irmã na garupa e/ou meu irmão agarradinho ao guidom;minha mãe
supervisionava tudo,atenta ao movimento de entrada e saída de veículos
nas garagens. Às vezes a gente também encontrava o Costinha, Tião
Macalé e o Chacrinha. Copacabana só abrigava figuraças...hahaha.

Mercadinho Azul: Os netos e bisnetos do casal dono da banca de flores
de lá, são meus amigos aqui em Brasília.

Quebra-cabeças; Calças e jaquetas Lee. Sim, o Amigo da Onça era a
última página de O Cruzeiro; na TV, Batman.

Carnaval de rua com bailinhos infantis à tarde e para adultos à noite;
festas juninas, e nós, vestidos a caráter, dançando quadrilha, lembra?

Uma das últimas imagens da minha infância no Rio é a seguinte: as
dragas entrando no mar de Copacabana para a construção do Emissário
Submarino.

Anexei outras lembranças a essa mensagem. Espero que goste, amigo.
Tenha uma ótima semana.

Beijos

Lícia

Anônimo disse...

Querido Ricardo

Muito obrigada por me fazer voltar à infância com seu post sobre
Copacabana ( quarta-feira, 29 de abril de 2009 :
http://tertulhas.blogspot.com/search/label/Copacabana) e assim lembrar
de outras coisas:

Biscoito de polvilho e bombas de creme e de chocolate na padaria perto
do Roxy; o Milk-shake de morango e o misto-quente do Bobs perto do
Cócio Barcellos; Pão de mel da marca Pan (Recentemente redescobri no
Carrefour esse sabor da infância): o Sr Fausto vendia esse produto em
tamanho maior na cantina do ISPA), além dos Lanches Mirabel; na praia,
Mate Leão (puro ou com limão) e Biscoitos Globo (Doce e salgado);
Leite Vigor (em garrafa de vidro com letras vermelhas); o padeiro
vendia nas portas dos apartamentos; ainda posso ouvir o grito de
“Garrraaafeeiirooo” ecoando em algum canto da memória afetiva;lembro
também do Gordo (sorveteiro na esquina da Constante Ramos com a
Leopoldo Miguez,na esquina do meu prédio); do outro lado da rua,a
banca de jornais do Italianão,um senhor muito simpático; e na outra
esquina,em frente à Ducal,a banca do Sr Lúcio – um cara muito legal -
e havia o guarda sorridente que controlava o trânsito na Nossa Senhora
de Copacabana e às vezes almoçava no Frango Na Brasa.

Anônimo disse...

O Rei da Voz: O consultório do meu pai – que também fumava Minister -
era lá; Stanislaw Ponte Preta (tenho um post especial sobre ele,com
direito a vídeo e lera do celebérrimo “Samba do Crioulo Doido”, no
blog: http://uniaodeabobrinhas.blogspot.com/2006/06/quem-foi-srgio-porto-ou-stanislaw.html)
morava em frente à Igreja São Paulo Apóstolo. Os dois sempre
conversavam enquanto eu andava na minha Monark 64, geralmente com
minha irmã na garupa e/ou meu irmão agarradinho ao guidom;minha mãe
supervisionava tudo,atenta ao movimento de entrada e saída de veículos
nas garagens. Às vezes a gente também encontrava o Costinha, Tião
Macalé e o Chacrinha. Copacabana só abrigava figuraças...hahaha.

Mercadinho Azul: Os netos e bisnetos do casal dono da banca de flores
de lá, são meus amigos aqui em Brasília.

Quebra-cabeças; Calças e jaquetas Lee. Sim, o Amigo da Onça era a
última página de O Cruzeiro; na TV, Batman.

Carnaval de rua com bailinhos infantis à tarde e para adultos à noite;
festas juninas, e nós, vestidos a caráter, dançando quadrilha, lembra?

Uma das últimas imagens da minha infância no Rio é a seguinte: as
dragas entrando no mar de Copacabana para a construção do Emissário
Submarino.

Anexei outras lembranças a essa mensagem. Espero que goste, amigo.
Tenha uma ótima semana.

Beijos

Lícia

Thereza disse...

Lembro das peças no teatro João Caetano eram lindissimas .Que pena ñ ter mais

Thereza disse...

Andei muito de Lambreta om meu falecido marido em1956 que saudades