Jamais esquecerei a primeira vez que vi Anthony Dowell dancando... Lembro-me que foi num daqueles terríveis espetáculos de Ballet organizados por Dalal Achcar. Depois tive o prazer e a oportunidade de ve-lo muitas outras vezes. Que grato sou por estas experiencias: Com ele estava "on stage" Merle Park. Anthony - já na época um bailarino incrível, de grande fama internacional. - entre outros. Esta fama só nao foi maior porque Nureyev chegou nos anos 60 também ao Royal Ballet e oprimiu o desenvolvimento de muitas carreiras (como a de Christopher Gable - vide minha postagem "The boy friend" - que retirou-se completamente do mundo do ballet). Dowell sempre será uma estrela do ballet: com sua técnica imcomparável e muito, muito inglesa - ah, aqueles arabesques precisos aonde o braco frontal está um pouco baixo, realmente em direcao ao solo (para tudo existe um simbolismo) - nada de 90 graus, nem de 110 como os russos mas aqueles elegantes 80, 75 graus que dao toda uma dignidade... uma grande nobreza aos movimentos... o corpo, a cabeca olhando para baixo, para o braco... por cima do braco... estar acima de alguma coisa... que elegancia!!!!!!!!Jamais o esquecerei ( e como poderia? assisto o DVD pelo menos uma vez por mes...) em "Lago dos Cisnes" em 1977 com Natalia Makarova...

16 comentários:
I also loved Anthony... is this what it is all about here in this post of yours???? I wish I could understand more portuguese... Have you met him in 1974? Is that right? I did in 1988 and we had quite a time "together" in England. Big kiss Mike
Querido Ricardo,
Obrigada pelo artigo e pelas informações. Eu não conheci este bailarino... que pena. Aí está o link de um artigo que, por sua inspiração, acabo de encontrar. Muito bonito!
Bjs
Maurette
Texto muito bom,uma ótima leitura.
Te adoro viu,bjssssssss querido e bom dia!!!
uma inspiracao. a minha foi... ah, nem vale mais a pena mencionar!
Há momentos assim, que nos marcam para sempre; como certas pessoas.
Anthony (now "Sir" Anthony) Dowell epitomizes our ideal of the English male dancer - exquisite lines, masculine, understated elegance. I saw him perform many times with the Royal Ballet at Covent Garden during the 4 years that I lived in London (between 1975 and 1979)and he was (is) truly one of the finest classical dancers of all times - a dancer with class!
Anthony, we love you!
Ricardo, thank you for the posting!
Colleen
Querido Ricardo
Parabéns por tudo que você tem
feito de comentários. São
sempre interessantes e
de bom gosto. Você é um ótimo
crítico com conhecimento de causa.
Bravo.
Vera Mayerle
Querido Ricardo,
Obrigada pelo artigo e pelas informações. Eu não conheci este bailarino... que pena. Aí está o link de um artigo que, por sua inspiração, acabo de encontrar. Muito bonito!
Bjs
Maurette
Querido Ricardo, pegue meu e-mail aqui (mas depois apague): olgademoura@gmail.com.
Vamos trocar nossos telefones cariocas?
beijo
Ricardo, hoje, aprendi mais sobre esta grande arte aqui :)) Beijo da Ursa
De vez em quando passo por aqui e sempre tem algo interessante. Que bonita lembrança de seus 14 anos. Também gosto muito do Zweig. Pude entender um pouco da desesperança dele em relação ao mundo quando li "O mundo que eu vi". Um beijo da Paçoca
oh dear, oh dear... what's HE doing here???? :-))
Que delicia ler o que você escreveu! Adoro ballet, mas, não entendo muito da técnica... Você é um conhecedor e amante da nobre arte! Parabéns!
Quando era menina, meu maior sonho era estudar ballet, infelizmente, um sonho que não realizei... Ficará para a próxima...
Beijos de luz e o meu carinho!
Eu também o vi no Rio, mas no Municipal. Que "danseur" brilhante, que personalidade...
Tudo de bom (continue nos dando estes maravilhosos posts... uma delícia!). Tudo de bom!
Juca
É lindo!
Aproveite suas férias.Você encantou muitas pessoas com este texto.Aproveite as férias.
Um comentário maravilhoso que recebi por e.mail - nao pude resistir e tive que colocá-lo aqui! Obrigado Eliana!!!!
Di 07.10.2008 02:45
Ricardo, postei lá meu comentário. Ainda pretendo falar alguma coisa sobre Dowell (que adoro, até mais nos personagens literários como Des Grieux ou Kuliguin, do que como príncipe de clássicos de repertório) e sobre o balllet russo.
Ah, Ricardo, não resisto. Que bom que o mundo é tão diversificado, tão amalgamado, que ingleses amam Tchecov e Pushkin, e russos são fascinados por Shakespeare. Que bom que raças tão diferentes se complementam naquilo que a outra não tem.
Permita Deus, que o mundo continue com a dança espetacular, grandiloqüente, extrovertida da Rússia, contida, sutil, sensual sim, tragicômica da Inglaterra de Chaplin, de Diekens, de Shaw, com a dança mistura de champanhe, erotismo e tragédia da França, com a dança autosuficiente, um tanto atlética e assexuada de Balanchine dos EUA (para mim eles não são a América, porque sou duas vezes americana: latina e do sul), com a dança vira-lata do Brasil, que tudo entende e a tudo confere seu sotaque peculiar, com a dança cafona de Cuba, autêntica na sua cafonice...
Já pensou que insuportável um mundo todo sofisticado, refinado, sem qualquer vestígio da cafonice inocente do povo?
Bjsss.
Eliana
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