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sexta-feira, 6 de maio de 2011

He touched me: Streisand "acontecendo" (mesmo) no Central Park...

Quando técnica demais prejudica...



Nunca fui um grande fã de Barbra Streisand (como voces devem ter notado aqui já que práticamente nunca me referi a ela) mas adoro certos desempenhos musicais seus como em “Funny Girl”, “Hello Dolly!”, “On a clear day you can see forever” e até certos filmes como “What’s up, doc?” (“Esta pequena é uma parada” de Peter Bogdanovich) e o lacrimejante (e bonito) “The way we were” (Acho que no Brasil chamou-se “Nosso amor de ontem"). Parei para pensar e percebi que os personagens "dela" que me realmente encantam são as moças judias (Fanny Brice, Dolly Levi e Kathie de "The way we were"). Yidish... e meu íntimo contato com esta cultura...

Tentei há algumas semanas atrás dar uma nova chance a um DVD que estava bem empoeirado no canto de uma estante e reassisti um show de Barbra de 1994.
Minha opinião sincera? Quase morri de tédio pois achei tudo tãããããããooooo chato…



Explico: não me refiro à Barbra dos anos 60, à Barbra do Brooklyn, à Barbra que adorava dar umas escorregadas no “Jidisch”… Me refiro porém à esta “persona californiana estilizada” criada por ela mesma, à esta persona que fala ingles correta- e eloquentemente, à esta persona “estudada” na qual se transformou… Sinto falta de mais espontaneidade. De "character"...

Quel dommage!

Comparei duas cenas em que canta a mesma canção – 27 anos separam ambas – e a minha decepção não poderia ter sido maior. Não estou falando de juventude, de “breijeirice”. Nem de envelhecer. Não.
Falo, infelizmente, de uma retrogressão como artista. Onde está aquela mulher que “jogava a voz no mundo” e nos abalava e emocionava? Só vejo uma longínqua sombra dela…

A canção? “He touched me” de uma esquecida peça de 1965 (“Drat! The cat !”) com Lesley Ann Warren e Elliot Gould. Ele, marido de Streisand na época, cantava esta música… mas como “She touched me”… Ela ficou com a música e o número #1# da Bilboard! Danadinha...

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Este é um daqueles casos nada frequentes nos quais o progresso técnico não ajuda pois interfere no meridiano das emoções tornando tudo o que era explosivo, sincero e espontaneo numa performance perfeita porém tão controlada até os últimos detalhes que a emoção não mais passa para o público, não "rompe" a quarta parede do palco...

Assistindo-a “hoje” penso que está até ao lado de si como que controlando com um cronometro o tempo de suas canções para que caibam melhor no futuro DVD, no CD... para render mais US$...
Precisa, metódica, técnica. Falhar é humano e bom... Transforma artistas em pessoas reais, humanas...

Não imagino esta Barbra de 1994 dominando um Central Park como o fez magistralmente em 1967…



Vejam ao que me refiro no memorável Show “A happening in Central Park” de 1967.



Streisand voou de Hollywood onde preparava seu primeiro filme – «Funny Girl». Seu "público" era composto de admiradores da Broadway, de televisão e de seus discos… Ao total mais de 40.000 espectadores, 12 (YES, só doze !) seguranças… Tempo anterior è Guerra dois seis (ou sete) dias entre o Egyto e Israel...

Como o mundo era bonito antes do terrorismo…

E essa “menina” de 24 ou 25 anos fazendo todos vibrar, chorar…

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

(un) Lucky Lady: Liza



Alguém se lembra desse fracasso de bilheteria e desastre de filme de 1975? O esquecido Lucky Lady? (No mesmo ano Streisand trabalhou num outro desastre chamado "Funny Lady". Lucky ou funny este não era definitivamente um ano para "Ladies").



Liza
só tres anos após "Cabaret" acompanhada de Gene Hackman e Burt Reynolds e dirigida pelo grande mestre Stanley Donen (Singin' in the rain, Charade etc.)

Nada funcionou.

E a crítica acabou com o filme.
O público ficou longe dos cinemas.
(No Cinema Leblon ele ficou uma semana... lá o assisti... a sala sempre vazia)




E eu o assisti umas tres vezes só para prestigiar pobre Liza e por causa desta cena: A única coisa boa do filme, com uma maravilhosa música da dupla Kander & Ebb, responsável por "Cabaret" e tantas outras jóias que enfeitaram a carreira de Liza!

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vamos hoje rir com "Millie" ?????

Thoroughly modern Millie...

Eu estava com “outros planos » e ía postar uma coisa muito diferente, que ficará para outra vez. Hoje o dia foi bom, leve… o fim-de-semana começa e eu sinto-me bem, de muito bom humor, feliz… ora, então porque não postar uma coisa risonha? Voilá…

Thoroughly modern Millie (“Positivamente Millie”, 1967, George Roy-Hill) foi o filme que iniciou a moda “Anos 20. Nostalgia” que foi muito popular no Brasil e que chegaria ao seu ponto máximo com o filme “O grande Gatsby”.

Detalhe: Esta terceira “versão” do poster do filme é meio estranha. Se repararem bem, Mary Tyler Moore está com uma mini-saia "swinging london" dos anos 60… e não vestida como uma “Flapper” dos anos 20! (Se voces repararem bem, mais ou menos em baixo da perna levantada de Julie verao Mary, mais uma vez, com um bailarino de terno e gravata dos anos sessenta... numa espécie de ié-ié-ié... o que nao tem nada que ver com o filme! Que falha, principalmente por que a direcao de arte é tao perfeita em todo o filme!)


“Millie” é um filme divertissímo, engraçado, animado, rápido, crítico, inteligente, bem-humorado, de um “tempo” fora do comum (ótima direção) e com um elenco maravilhoso: Julie Andrews, Mary Tyler Moore, James Fox, Carol Channing, John Gavin e Beatrice Lillie!!!! (além de ótimos coadjuvantes como Pat Morita). « Millie » foi um incrível sucesso de bilheteria. Uma brincadeira cinematográfica (até com uma cena que era só para brincar com as platéias judias das “matinées” da “East Coast” – esta cena não tem realmente um “porque” de estar no filme, é só uma brincadeira… muito gostosa aliás! - “Trink la Chaim”, um ótimo número: Julie cantando em jidisch, mais uma vez deliciosa).
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Julie está deliciosamente bem como uma moça do interior (que tem um sotaque britanico… ah, quem se importa?) que deseja transformar-se numa “moderna” para casar com seu chefe (que ela ainda não conhece pois ainda não tem emprego).
Mary Tyler Moore um tipo mais “Lillian Gish”, a fina… James Fox nos conquista imediatamente quando começa a sapatear, tarefa não muito normal para um ator shakespeareano… Carol Channing enche a tela de energia
(Imagino a “Dolly” que ela foi no teatro. Sim, ela criou este papel… Detalhe: Julie, que tinha perdido “Eliza” para Audrey Hepburn mandou o seguinte telegrama para Carol quando esta perdeu “Dolly” para Streisand: Don’t worry, you’ll get your Mary Poppins) e Beatrice Lillie (como a “vilã” e conecção com a “máfia” chinesa que raptava “escravas brancas” – Ave, quanta loucura - Mrs. Meers) nos “assusta” quando diz “Sad… to be all alone in the world”! (Detalhe: durante a filmagem, Bea Lillie já estava num grau muito avançado de Alzheimer e perguntava todos os dias “Quem é aquela mocinha que canta tão bem? – já sabem a quem se referia, não?)

Uma comédia irresistívelmente gostosa que simplesmente diverte (Meu pai a odiava e a chamava de “Chanchada”, minha mãe a adora e morre de rir quando a reve. Sempre!). “Millie” é infelizmente um filme meio esquecido, meio “injustiçado”. Uma comédia musical cheia de cliches, besteiras. MARAVILHOSA!


O início do filme já nos “pega”. O cliché da transformação da mocinha do interior (Se bem que, justiça seja feita, ela diz numa certa parte do filme: “You can take the girl out of the small Town but you cannot take the small Town out of the girl!”).
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Minha cena preferida: o elevador temperamental que foi danificado por culpa de umas coristas que nele praticavam. Ele só funciona se sapateia-se… Adoro o comentário da rica herdeira, Miss Dorothy (Tyler Moore"): "Oh I love it, in the Ritz elevator all you do is go up and down!"
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E “TAPioca”, uma dança criada para Millie por Jimmie (James Fox) baseada no “Menú” que ela comeu nesta determinada noite: “Franks” (salsichas) não funcionou, “Sauerkrat” (chucrute) óbviamente muito menos… mas quando ele ouviu “Tapioca, the pudding” já teve a visão desta “dança”, deste número de sapateado… Tap, tap, Tapioca… Que delícia!
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E para finalizar Millie apresentando-se para um emprego e apaixonando-se pelo “chefe”. Que atriz de musical mais perfeita !!!!!
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E agora? Minha "dica" para o fim-de-semana: Vamos assistir (ou reassistir) este delicioso filme?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Vamos hoje rir com Barbra Streisand?

Engraçado o fato desta ser a segunda postagem no Ano-Novo e mais uma vez em 2010 tenho que colocar aqui uma brincadeira sobre o “Lago”. Desta vez ele não será “suíno” (Swine Lake) como o qual com que Nureyev nos encantou porém uma espécie de “Chicken Lake Ballet” (mas como a própria música conta… “ 'cause a chicken is only good for consommé!”).
Streisand ainda em épocas de mais afinidade com o Brooklyn do que com a California e muito mais original, autentica do que aquela « Persona » que ela inventou há alguns anos. Ela está simplesmente ótima como Fanny Brice (a mesma daquele « sucesso » de postagem que fiz no dia 26.12. e que ninguém leu. A vida é assim. Se até Cole Porter, Gershwin, Rodgers & Hammerstein tiveram “fracassos”, quem sou eu para nao te-los?). Divirtam-se com « Funny Girl» (Uma pequena obra prima do grande William Wyler de 1969)!
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sábado, 26 de dezembro de 2009

Vamos hoje rir com Fanny Brice?


Por alguns motivos muito pessoais redescobri neste final do ano como é importante rir… Até o próximo ano seguirão aqui postagens chamadas “Vamos rir?”. Hoje começo este “ciclo” com a incomparável Fanny Brice - estrela legendária do Ziegfeld Follies e inspiração para um grande musical.. Lembram de Barbra Streisand em “Funny Girl”? Pois é, a própria… Vejam também uma antiga Postagem de 4.7.2008: Fanny Brice – Funny Girl?????
Vamos hoje rir com ela?">

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

The Forgotten III : Carol Haney

As vezes criar uma postagem transforma-se num trabalho quase artesanal... mas quanto prazer "trazer de volta" personalidades como Carol Haney... com tanta vida e talento...

Haney nasceu em finais de 1924. Aos 15 anos abriu sua própria escola de dança mas quando acabou a High School dirigiu-se a Hollywood.
Foi « descoberta » pelo legendário coreógrafo Jack Cole (“Gentlemen prefer Blondes” só para citar um filme), de quem tornou-se assistente e com quem trabalhou de 1946 a 1948, sendo depois substituída por outra “lenda” no mundo da dança, Gwen Verdon, - outra “esquecida” a quem um dia dedicarei uma postagem (Gwen foi quem ensinou à Marilyn Monroe a movimentar-se, a sorrir, a ser como Marilyn, durante “Os homens preferem as louras”, principalmente no número “Diamonds are a girl’s best friend”).
Carol tornou-se então a assistente de Gene Kelly, com bastante mais prestígio e melhor salário na Metro… Ela trabalhou com ele constantemente em alguns de seus melhores filmes, divididndo a criatividade deste incrível homem: “On The Town” (1949), “Summer Stock” (1950), “An American in Paris” (1951), “Singin’ in the Rain” (1952” e no seu “sonho”, o projeto “Invitation to dance” (1954). Todos da MGM.

Só isto já seria motivo suficiente para um grande currículo mas Carol continuava também a dançar na Metro ,como fez na cena de “sonho” de “On the Town”, como a menina de verde,


no coro “Summer Stock”, filme com Gene e Judy Garland e também na Warner no musical de Doris Day e Gene Nelson “Tea for Two” (1951) aonde nao só dançou em todos os “production numbers”
como também neste Charleston, abusando realmente do direito de roubar uma cena… Incrível. Vale a pena rever este chato Remake de “No, no, Nanette” só por esta cena!

Apesar do filme só ter estreiado em 1954 “Invitation do Dance” foi filmado muito antes. Na realidade antes de “An American in Paris”. Aqui Carol, na frente de um fundo azul, dando vida ao personagem da princesa, que depois, no filme acabado seria uma figura de animação. Que lindo trabalho dela e Gene… o filme fracassou na bilheteria.


Em 1953 lhe foi oferecida uma cena em “Kiss me Kate” (coreografia de Hermes Pan, o único coreógrafo com dois "Deuses" no nome...) que mudaria sua vida. Ela encontrou Bob Fosse, que estava fazendo para este filme seu “Debut” coreográfico em “From This Moment on”. Carol e Bob literalmente roubaram o filme e aquele estilo tão especial de Fosse nasceu. Acho que depois desta cena ninguém mais lembrou-se de Ann Miller, Bobby Van e Tommy Rall. Fosse na época já estava casado com Gwen Verdon. Aqui algumas fotos desta incrível cena em ordem cronológica.









Daí foi um pulo para a Broadway, por insistencia de Fosse, onde o papel de Gladys Notchkiss foi criado especialmente para ela.

Carol causou mais do que uma sensacao em „The Pajama Game“, parando o Show todas as noites com o fabuloso „Steam Heat“ – num estilo Fossiano já mais maduro, mas Chaplianesco... Do outro lado da rua trabalhava, também num Show coreografado por Fosse,"Damm Yankees", Gwen Verdon, sua mulher.

Em “Pajama” Carol também cantou “Hernando’s Hideaway” (que transformou-se na música predileta de Callas… pode?).

Carol foi responsável pela carreira de Shirley MacLaine – que era a substituta de Carol mas que, já sem esperanças de entrar em cena, chegou um dia atrasada no teatro, para pedir demissão: Carol tinha quebrado o pé e abaixo de vaias Shirley entrou em cena – bem a carreira dela dura até hoje… e que maravilhosa carreira (apesar do fracasso de “Sweet Charity” – também com Fosse como diretor e coreógrafo – no papel de Charity Valentine que tinha sido imortalizado na Broadway por ninguém mais nem menos do que Gwen Verdon nesta versão musical de “As noites de Cabíria”).

Carol recebeu o “Tony” de melhor atriz coadjuvante num musical de 1955.
Havia “chegado”.
Ele voltou a Hollywood para a versão cinematográfica de “The Pajama Game”, trabalhando desta vez num outro “Status” com Doris Day.

O seu projeto seguinte seria “Les Girls” (MGM 1957) com Cyd Charisse e Leslie Caron. Mas Cyd quebrou o pé, Caron engravidou e uma terrível diabete foi constatada em Carol. O projeto foi em frente com a incrível Kay Kendall, Mitzi Gaynor e Taina Elg (e Gene).
Ela foi aos poucos engordando, inchando e depois de poucas aparições na Televisão (como aqui ensaiando com Neil Sedaka) dedicou-se à coreografia. Fez na Broadway “Bravo Giovanni”, “Flower Drum Song” e, com uma novata chamada Barbra Streisand, um musical que já em 1964 transformaria-se numa lenda: “Funny Girl”.

Um mes depois da estréia de „Girl“ na Broadway, Carol morreu, aos 39 anos de uma pneumonia que foi agravada pela sua diabete e por um terrível caso de alcoolismo, que a acompanhava já há mutos anos devidos ao seu corpo torturado pela fatiga da dança (Muitos disseram que Carol era uma pessoa muito auto-destrutiva, usando seu corpo até à fatiga completa) e à grandes frustrações devido à uma carreira que, assim como comecou, de um momento para o outro, acabou. Ela, na realidade poderia ter feito mais… mas o tempo nao foi amável com ela.

Carol, “Steam Heat” SEMPRE será seu… vejam "Steam-Heat" (eu nao disse acima "Chaplianesco"?) e "From this moment on" (em homenagem a minha querida amiga Cristina Martinelli) que acabei de copiar do Youtube!!!! Nao era ela também uma bailarina maravilhosa???? Qual sua cena preferida? ">">

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O que Streisand, Madonna e Lotte Lennya tem em comum?



They're playing MY song...

Sim, este foi o título de um show da Broadway dos anos 80.
Eu estou porém querendo referir-me a alguns casos de “roubo" de temas/músicas, o que nao é muito raro no mundo do show-business... Aqui tres exemplos de como atrizes principais conseguiram (ou tentaram) tirar músicas de suas companheiras de palco ou telao cinematográfico...

A “Ópera dos tres vinténs” (Die Dreigroschenoper, The three-penny Opera) de Brecht e Weil é um exemplo fascinante. Concebida no início dos anos 30, ela foi relancada pela grandiosa Lotte Lenyaa viúva de Kurt Weil – na metade dos anos 50 num teatro off-Broadway e manteve-se em cartaz até 1961. Um grande sucesso... com uma única diferenca: Quase todas as cancoes de Polly (a segunda “leading actress” da peca); aliás cancoes maravilhosas, com um caráter muito Brechtiniano foram incorporadas ao personagem “Jenny” – die spelunke Jenny – interpretado por ninguém menos do que Lotte Lenya.



Barbra Streisand, talentosíssima mas que nao deve ser nada "fácil" de aturar, queria, em Hello Dolly! (20th Century Fox 1969), incoporar “I’ll be wearing ribbons down my back” – uma linda melodia com um texto riquíssimo em lirismo (como por exemplo em “ Because a breeze might stir a rainbow up behind me; That might happen to catch the gentleman's eye”) ao seu personagem (Dolly) - o que nao tinha muito cabimento - mas apesar de ter lutado muito (muito mesmo!), o diretor do filme, Mr.Gene Kelly nao cedeu… e ela entao infernizou a vida de todos durante as filmagens. Bravo Gene!!!!! Barbra nao conseguiu o que tinha conseguido no palco em Funny Girl (1964) interpretando Fanny Brice - quando conseguiu que a única cancao de "Georgia", personagem secundário porém uma linda mulher, uma verdadeira “Show girl” de Ziegfeld fosse cortada da peca - e no cinema em Funny Girl (1968) - quando reduziu o personagem de Georgia(a talentosa Anne Francis) à tres ou quatro aparicoes... e tres ou quatro falas (Até hoje existe a piada: “Voce se lembra de Anne Francis em “Funny Girl”? e o outro responde: “A mae de Barbra?”) . Barbra realmente tinha um problema com mulheres bonitas... Será que ainda tem?

Bem; Gene nao cedeu mas o fato é que Marianne MacAndrew, a linda atriz que fazia a chapeleira Irene Molloy (e que cantava “Ribbons”) sumiu do planeta... Aqui no Internet nem se consegue encontrá-la... Nada... Eu queria tanto uma foto dela para cá...


Outro caso de roubo “descarado” (que escandalizou muito os fas de Andrew Lloyd Weber) foi o fato de Madonna, tentando ser "grandiosa", ter-se apoderado da balada mais linda de “Evita”: Another suitcase in another hall. Fato este que modificou um pouco da trama original, tirou qualquer luz positiva e simpatia do personagem da amantezinha menor de idade que era chamada por Perón de “Piranha” (que, no palco, tinha "seu" momento ao cantar esta balada). Mas o pior foi Madonna nao ter conseguido, nem com esta linda cancao, ter tido um exito melhor em Evita... faltou-lhe voz, ou melhor, alcance vocal para esta Ópera-Rock...
How embarassing!!!!!!!


sexta-feira, 4 de julho de 2008

Fanny Brice - Funny Girl ??????

Muitos ainda se lembram de „Funny Girl“ (como diz meu amigo Cláudio de Berlim: “ Uma relíquia”) e de como Streisand nos encantou por mais de duas horas com as peripécias, alegrias e tristezas de Fanny Brice... A jovem Barbra foi uma escolha mais do que adequada para o filme de 1968 dirigido pelo mestre William Wyler, já tendo antes causado um grande impacto com sua atuação no original na Broadway que estreiou em 1964. Streisand durante uma época gravou várias canções de Fanny como por exemplo “My man” e “Second hand Rose” (que chegou a ser um Top 40 Hit).

***** Intermission ***** Existem muitas estórias e lendas sobre a produção de Funny Girl”. Uma delas, que adoro, é como Barbra foi apresentada à famosa figurinista Irene Sharaff - com décadas de experiência e sucesso na Broadway e em Hollywood – e casualmente foi despedindo os sketches desta à la: “Este não está bom, este tem a cor errada para mim, este é pouco decotado e a cintura muito alta” etc.. Detalhe: esta era uma menina de 21 anos, com pouquíssima experiência dizendo à uma profissional com muitíssima experiência (e vários Oscars!) o que ela tinha que fazer. E ela aceitou!

Mas quem foi a comediante, cantora, atriz de teatro, rádio e cinema e a “entertainer” Fanny Brice?

Bem antes de “Funny Girl” um filme chamado “Rose of Washington Square” com Alice Faye, Tyrone Power e Al Jolson foi feito em 1939 na 20th Century Fox. Este foi tao óbvia- e descaradamente baseado na estória de Fanny Brice e Nicky Arnstein que ela processou o estúdio por invasão da sua privacidade – e ganhou! A Fox teve que retirar várias cenas musicais do filme que estavam associadas à Brice... Seria interessante saber se hoje em dia existem cópias “completas” deste filme – Tenho que pesquizar o DVD... Em “Rose” nao foi só incluída a canção título (de um “Follies”) com também “My man” – o carro-chefe de Brice que Ziegfeld tinha achado, na década de 20 em Paris. “Mon Homme” foi traduzido ao inglês e, por insistência de Ziegfeld, cantado sériamente por Brice, o que causou um grande impacto nos “Follies de 1921”, já que o público estava acostumado a ve-la só como cômica. Ela também desta vez deixou de usar o sotaque "jidisch" que sempre usava no palco (logo ela que nao falava jidisch) e usou um mid-atlantic english. O seu infeliz casamento com “Nicky” Arnstein certamente deve ter contribuído muito à sua interpretação desta “chanson”.

A “biografia” de Fanny (no musical) foi bastante “fantasiada” e alguns fatos foram completamente omitidos. Seu nome verdadeiro era Fania Borach, nascida em Nova York em 1891, filha de judeus húngaros donos de um bem sucedido “Saloon”. Em 1908 ela deixou de ir à escola para ir trabalhar num “Burlesque-Theatre” (ele começou sua longa associação com Florenz Ziegfeld em 1910 , estrelando seu “Follies” – uma relação intensa de trabalho que duraria até os anos 30!), ela foi casada durante sua adolescência com um barbeiro chamado Frank White, “Nicky” passou 14 meses em Sing-Sing antes de se casarem (ela o visitava toda semana), êles viveram 6 anos juntos antes de casarem-se em 1918, ela nao só teve uma filha de “Nicky” Arnstein (Frances, que casou com o produtor Ray Stark que produziu “Funny Girl”) mas também um menino, William que tornou-se um artista plástico. “Nicky” nao tinha vergonha de estar sendo sustentado por sua mulher, como sugerido no filme. Muito pelo contrário: êle era mais o menos um sangue-suga, um tipo “esponja”, que não tinha o menor problema em usar e gastar o dinheiro de Fanny. Ele não se “entregou” à polícia (por estar envolvido com uma “gang” no roubo de ações no valor de US$ 5.000.000,-) e na realidade se escondeu dela durante bastante tempo. Ele foi de novo em 1924 para a prisão aonde passou três anos. Quando saiu divorciou-se de Fanny – que tinha, durante anos, usado uma grande parte de seu dinheiro com advogados etc. “Nicky” era americano, ou seja, nada daquela coisa de sotaque estrangeiro ou de charme “continental” como Omar Sharif no filme.
Fanny também têve uma colaboração importantíssima para a música popular americana com Irving Berlin, que nunca foi mencionada no filme! (Foi com uma música dêle “Sadie Salome, go home!” que ela têve seu primeiro sucesso na Broadway). Ela gravou mais de duas dúzias de discos para Victor Records – e recebeu um Grammy póstumo por sua gravação de 1921 de “My man”.
Ela criou um personagem incrível e engracadíssimo chamado “Baby Snooks”.

***** Intermission ***** No filme “Funny Girl” existe uma ligeira menção a “Snooks” quando Barbra/Fanny sai do palco para descobrir que Nick havia sido prêso. Ela entao resolve “enfrentar” os jornalistas que a esperam na Stage door e só coloca um casaco de peles sôbre sua roupinha de bebê, desempenhando assim, com o queixo ligeiramente elevado, uma daquelas cenas que , na época, ainda eram “tiro-e-queda” para ajudar a ganhar um Oscar...

Fanny parece ter ficado tão obcecada por “Snooks” que no seu programa de rádio usava o figurino do bebê. Muitos “testemunharam” que Fanny, depois de acabar seu programa, o “The Baby Snooks Show” (originalmente “Toasties” – um título que eu adoro!), ainda continuava por algum tempo se comportando como “Snooks” e só peu à peu voltava a ser ela mesma. Ela mesmo disse:
“ Snooks is just the kid I used to be. She's my kind of youngster, the type I like. She has imagination. She's eager. She's alive. With all her deviltry, she is still a good kid, never vicious or mean. I love Snooks, and when I play her I do it as seriously as if she were real. I am Snooks. For 20 minutes or so, Fanny Brice ceases to exist”.
Numa de suas raras aparicoes cinematográficas, Fanny pode ser vista como Baby Snooks no musical de Judy Garland “Everybody sing” (1938). Outras aparições suas no cinema incluem “My man” de 1928 (aonde cantou o seu “clássico” de “vítima dependente”) , "Be Yourself!” (1930) assim como “The great Ziegfeld” (1936) onde reprisa “My man” e “Ziegfeld Follies” (1946). No dois últimos ela interpreta a si mesma.

Ela têve um terceiro casamento com o compositor e produtor Billy Rose, que também não funcionou, e morreu com 59 anos em Hollywood, de uma hemorragia cerebral, em 1951.
Apesar de ter dito que abandonaria o rádio (aonde atuava como Baby Snooks desde 1936) ela havia já assinado um contrato prolongando o show! Como diria “Baby”:
“Why? Becaaaaauuuse... “