
Bailarino-solista do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde trabalhou com coreógrafos do porte de Tatiana Leskova, Eugenia Feodorova, Harald Lander, Leonid Massine, William Dollar, entre outros.
Aqui uma rara foto sua que tenho num livro (e sei ser uma das preferidas dele… ). “O Belo Danúbio” – no centro, ao lado de Eric, David Dupré! Cliquem na foto para ampliá-la!)

Maître-de-ballet do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 1970 a 1978 e, posteriormente, em diversas outras oportunidades.
Diretor do Balé Guairá em 1978/1979.
Maître-de-ballet da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói em 1992. Continua atuando como professor convidado da companhia em diversas ocasiões.
Diretor Artístico da Cia. de Dança Rio.
Coreógrafo do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, do Balé Guairá e coreógrafo convidado do Balé D'Aldeia, Balé da Radio MEC e Cia. de Dança Rio.
Ensaiador, remontador e coreógrafo de bailarinos como Aldo Lotufo Beatriz Almeida, Eleonora Oliosi, Eliana Caminada, sua esposa, Eliana Karin, Gerry Maretski, Marcelo Misailidis, Marlene Belardi, Norma Pinna, entre outros.
Como me lembro de suas precisas aulas em inícios de 1980, cheias de uma musicalidade contagiante, no calor horroroso no Rio de Janeiro...

Foto: Arquivo E.Caminada
Eric, que em cada um de seus movimentos, seja andando ou demonstrando alguns passos na sala de Ballet ou simplesmente pegando um copo para dar um gole de sua bebida, resume em duas simples palavras o seu belo ser:
Um Gentleman !
Não sou de querer voltar no tempo, não acredito nisto mas, para ser bem honesto, se fosse para poder fazer só uma aula mais de Eric… ahhh, eu voltaria sem titubear nenhum segundo! (Ah! Como me lembro de estar “centrado” nelas… nunca mais me senti assim tão "no eixo" e acho que nunca voltei a dar tantas pirouettes na minha vida!)
Muito me emocionaram as palavras escritas por sua querida esposa:

Foto: Arquivo E.Caminada
“Quando a gente olha um bailarino, basta ele estar de pé. A verdade do ballet está tatuada no corpo de quem dançou. Até o último momento. Meu Eric dançou; e conseguiu guardar no coração uma irresistível disposição para amar. Está no rosto dele, vocês não acham?”(Eliana Caminada)
E tudo isto, reparem, acompanhado por aquele olhar inimitável, calmo e maroto de quem já “passou dos 30” mas sempre terá a alma de 18!
Toda a felicidade do mundo, querido Eric! Meus parabéns, admiração, carinho e profundo respeito, do fundo do coração! Ricardo
12 comentários:
Querido, você fala em balé e eu choro.
Seria eu uma grande bailarina?
È verdade que a marca fica tatuada no corpo?As vezes me falam ; você foi bailarina.A postura os pés, ...bem lembranças apenas, mais nada.
Como sempre uma bela e perfeita postagem.
beijossssss
____________________________________
Concordo com a Eliana...Reconhecemos um bailarino pelo seu porte.
Que seja muito feliz o Eric! Abençoado por Deus na luminosidade dos seus dias...
Beijos no coração e o meu carinho, Ricardo!!!
__________________________________
Querido Ricardo,esta singela homenagem a Eric é justa e merecida!
Tive a sorte de ter sido sua aluna,sua partner e ter tido a honra de dançar seu ballet Cimarosa.Eric é dança em seu exato sentido e me considero privilegiada de ter recebido dele mesmo toda sorte de aprendizado!Seu exigente ouvido,suas perfeitas concepções estéticas,seu apurado espírito observador,lhe conferem sem dúvida,
grande credibilidade no meio profissional.Para mim foi um dos maiores professores que tive pois foi ele e com ele ,que começei a entender e aprender tudo sobre movimento e suas questões...Me sentí profundamente feliz de compartilhar de seu aniversário de 80 anos,com este amigo que esteve ao meu lado durante minha carreira.
Assim,com é uma honra prestigiá-lo agora em nossa querida Tertulias.
Obrigada Ricardo por seu senso de justiça e por seu respeito a quem de fato merece!
Cristina Martinelli
Ricardo,
Engraçado, acabo de ler e tenho um nó na garganta. Bonitas palavras de um amigo para outro, do discípulo para o mestre, que revelam profunda admiração, respeito, nobreza de sentimentos.
Pareço conhecer Eric e Eliana há anos, e na verdade os conheço pela voz de alguém que os ama tanto quanto você: Antonio Bento, com quem dividi durante dez anos o sonho do Ballet de Câmara de Barra Mansa. O Antonio sempre falou neles, fê-los presentes e referenciais em nossa vida com a companhia. Lembro-me de que chegou a levar as bailarinas para fazer aula com Eric em Barra do Piraí algumas vezes.
Tenho profundo respeito pelas grandes amizades de toda uma vida, construídas sobre os alicerces indeléveis do respeito, da admiração, da nobreza mesmo. Por isso cumprimento você por sua honestidade a esses princípios e por sua capacidade de demonstrar amor. Além de ser referência na dança brasileira, o que por si só já valeria todas as homenagnes, Eric é amado por várias pessoas que conheço bem e de grande coração. Portanto, aqui no Tertúlias, envio a ele o meu abraços e votos de muitas felicidades também, pelos seus 80 anos tão bem vividos!
Maurette
'Amigos do Tertulias, estou comovida com a homenagem ao Eric. Pegou-me desprevenida e emocionada.
Ele ainda nao viu. Estamos em no Festival de Danca de Joinville, cansados, mas felizes. Eric, sobretudo, porque esta tendo a chance de fazer o que sempre amou: ver danca e dar aulas.
Ler as suas palavras sobre ele, as de Cristina, que justificam toda uma vida, o carinho de Maurette, que nos remete a um dos seres mais amados desse mundo, do Mundo Azul, mexe com meu emocional, com minha alma.
Sim, amo o Eric artista, sensivel, humano e humanista, um homem do "tempo da delicadeza". Um gentleman, como diz voce, com profundo sentimento de justica e amor ao proximo.
Ele plantou amor e esta colhendo amor. Do nosso filho Roberto, dos companheiros de trajetoria, da familia, a dele e a minha.
Obrigada, Ricardo, por registrar esse momento tao marcante da vida de Eric.
Rick querido q homenagem maravilhosa vc fez para o Eric, mais uma bela postagem.
O Eric é meu cunhado, foi meu professor o único q conseguia tirar de mim o q professor nenhum conseguia e atento ao mínimo progresso, ou seja, o máximo!!!!!!!!!!!! Num dado momento ele assumiu o papel de meu pai, perdi o meu muito cedo com 10 anos.Enfim Eric é muito importante pra mim em diversos momentos da minha vida. Ele merece todas as homenagens do mundo e seria pouco.
Obrigada pela linda lembrança e deixar impresso em Tertúlias. Bjsssssssssssss enormes da Marroney.
Olá Ricardo passando para deixar um beijo de boa noite!!!
Silvinha querida,
adorei tua mensagem... e me lembrei que voce, sim, voce me levou para fazer aulas com Erich... antes de eu ir para Sao Paulo. Depois, como nao quiz ficar lá, voltei ao Rio e continuei fazendo aulas com eric na antiga Academia de Berta... que tempos bons! Obrigado, querida, por sua sempre bem-vinda visita!!!!!
Querido Ricardo,
ainda estou se poder usar meu micro, e estou ficando com a leitura das tertúlias atrasadas. Passei só para deixar um beijinho. paçoca
Meu sonho de menina, ser bailarina e chego aqui e encontro o bom gosto e a delicadeza que só bailarinos têm, apaixonei-me..vou seguir.
Parabéns!
Ricardo, a falha é minha.
Como Eric não digita nada, ele escreveu um bilhetinho enorme para eu enviar a você pelo Tertúlias. Só que ficou grande demais, e, com a gripe e minha preocupação com ele - ele foi homenageado nos 40 anos do Balé Guaíra juntemente com os outros diretores - esqueci de mandar o bilhete diretamente a você.
Nele Eric dizia que a vida lhe deu mais do que jamais pode esperar dela. De um menino órfão de mãe aos 7 anos, alagoano que conheceu a pobreza e o cenário de "Central do Brasil" na adolescência, que viu expostas as cabeças de Lampião e Maria Bonita, ele veio um dia para o Rio. De navio, em pleno carnaval, segundo ele, se encontrou com a vida. Nunca tinha ouvido samba (ele diz que o nordeste nunca teve samba; quem diz que nasceu lá está inventando), pretendia cursar Belas-Artes, porque desenhava com grande facilidade. Suas bailarinas da década de 50 tinham a estética das bailarinas de hoje e ainda podem ser vistas no estúdio de Bertha Rosanova, cujo rosto era a inspiração suprema.
Nunca tinha visto ballet. Quando viu foi definitivo. Esqueceu Belas-Artes, esqueceu tudo o mais. "Casei-me com Eliana, uma bailarina filha de pais com alma de artista e tivemos Roberto, um filho que é minha cara e minha paixão."
Conclui dizendo-se emocionado com o carinho de todos e de cada um de vocês. Que sentiu que você não estivesse no crepe surpresa que "me armaram" e que justificou meus 80 anos. Acho que remocei. "
Ricardo, em meu nome e no de Eric, obrigada pelo seu carinho. Você precisa vê-lo olhando suas próprias fotos na Internet. Só que sou eu quem lê os textos para ele e sempre, invariavelmente, choro.
Bjsss.
Eliana
Dearest Ricardo,
I would love to learn more about Cristina Martinelli! I know she is one of Brazil's finest dancers and shone in her roles of Odette/Odile! It is actually amazing how many brilliant dancers Brazil has produced. We do not hear (or see) enough of these talented dancers but your recent post is certainly a reminder and a wonderful tribute! I hope to read more in the near future!
Thank you for keeping me in touch with the ballet world! I miss it!
Love,
Colleen
Postar um comentário